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CONCLUSÃO

No documento UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (páginas 100-109)

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101 voltadas para o indivíduo. O modelo de secularização entendido como subtração do espaço social da religião e retração individualista das opções religiosas é observado pela autora, que foca sua atenção sobre a propagação das crenças e condutas no contexto de desregulação institucional religiosa. Entretanto isso não foi constatado no âmbito empírico desta pesquisa.

Hervieu-Léger afirma que o enfraquecimento dos canais de transmissão da memória coletiva e a ênfase no imediatismo, marcantes nas sociedades modernas, impactam no modo como as religiões se propagam. Mesmo considerando a relevância das observações da estudiosa francesa, os dados empíricos desta pesquisa demonstram que, no contexto estudado, os pais e mães católicos se engajam e investem na educação dos filhos no catolicismo, se valendo de recursos tais como a internet, músicas e livros para favorecer a sua formação religiosa, além de encontros de formação. Frequência à missa, procissões e festas religiosas, a catequese, a primeira comunhão, o aprendizado do terço, a devoção aos santos e à Virgem Maria são experiências que marcaram a infância das pessoas que participaram da pesquisa. Na adolescência muitas que hoje são fiéis integraram grupos de jovens e envolveram-se em ações sociais da igreja. Alguns pais retomam suas experiências religiosas na formação dos filhos.

No cenário moderno descrito por Hervieu-Léger (1999) na França, as instituições perderam o controle da vida dos seus integrantes, entretanto no Brasil, as instituições católicas ainda contam com estrutura de evangelização e demostram capacidade em utilizar recursos para socializar seus fiéis, de crianças a jovens, mesmo considerando a perda crescente de fiéis para as igrejas evangélicas. O esforço institucional católico consiste num cenário próprio de transmissão.

Verifica-se na igreja Bom Jesus dos Milagres um engajamento principalmente das mães na educação religiosa dos filhos, com participação em eventos para os pais, em gincanas, celebrações etc. A presença feminina marcou todo o período de pesquisa na Igreja Bom Jesus dos Milagres e Santo Antônio. As mulheres estão engajadas em todos os setores da igreja católica que observei: catequese de crianças e adultos, liturgia, canto, pastoral familiar, dentre outros. São responsáveis pela organização, gerência e socialização das atividades voltadas para o povo frequentador da instituição.

102 Além disso, a instituição oferece espaços para que estes jovens se socializem, compreendam a mensagem do evangelho, com diálogo, estudo, ações lúdicas e musicais.

Para favorecer a vinculação de mais integrantes, A RCC que tem presença forte na paróquia, combina a leitura do evangelho com momentos de intercessão, oração pelos que não estão presentes, por pessoas de outros contextos sociais, pelos enfermos, por quem não é crente, etc. É um movimento com apelo popular e que causa diálogo na igreja pois permite aproximação de mais pessoas, tanto as que vão em busca de cura e libertação, quanto as voltadas para o conteúdo da mensagem. Consiste numa forma institucional de atração, logo sua existência e efetividade permitem questionar a análise de Hervieu-Léger acerca da perda de preponderância da igreja católica na modernidade

A transição da juventude para a vida adulta limitou o tempo disponível de alguns fiéis e afetou a forma de engajamento na igreja, mas não provocou afastamento absoluto da religião. Algumas encontraram na Renovação Carismática Católica um estímulo para se conectarem com a fé cristã. . Portanto, conclui-se que, para o caso estudado, as proposições da literatura quanto à perda de capacidade institucional e das gerações mais velhas para socializar as mais novas na religião católica deve ser relativizada.

103 Bibliografia

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105 Apêndice

Modelo de questionário

Data:

Local da entrevista:

Onde a pessoa mora – Bairro:

Gênero Idade Trabalha? Profissão Escolaridade Estuda? Religião Mora na casa Ego

Compan heiro

Filho 1 nome

Filho 2 nome

1- Há quantos anos você é desta religião?

106 2- Você conversa com seus filhos sobre religião?

a) Sim b) Não

3- Você considera importante o aprendizado religioso de seu(s) filho(a)s?

a) Sim b) Não

4- Quem orienta seu(s) filhos sobre religião?

a) Mãe b) Pai c) Ambos

d) Outros (Quem?)

5-Quem conversa sobre religião com eles, leva para cultos e/ou reuniões?

a) Mãe b) Pai c) Outros

6- Como ocorre o diálogo sobre religião com seus filhos?

7- Qual idade seu(s) filho(a)s tinha quando a orientação religiosa foi dada pela primeira vez?

8- Quais recursos utiliza para ensinar e conversar sobre religião com seu filho(a)?

(Livros, filmes,videos,música,sites, etc.)

107 9- Divide com o/a esposo(a)/companheiro(a) a participação na educação religiosa do(s) seus filho(a)s?

a) Sim b) Não

10- Já houve algum desentendimento entre você e seu esposo(a)/ companheiro(a) sobre o ensino da religião a seus filhos?

a) Sim b) Não

11- Se sim, fale um pouco como isso isto ocorreu:

12- Com que freqüência/assiduidade se dedica a diálogos acerca de religião com seu(s) filho(a)s?

a) Frequentemente b) Ocasionalmente c) Raramente d) Nunca

13- Encontra resistência por parte de seus filhos em participar das conversas?

a) Sim b) Não

108 c) Ás vezes

14- Se sim, por quê?

a) Meu filho/filha não gosta de conversar sobre religião b)Meu filho/filha não aceita a religião que proponho c)Meu filho/filha não tem religião

15- Você leva seus filhos a missas, ou a atividades da igreja?

a) Sim b) Não

16- Com que frequência?

a) Sempre b) Raramente c) Nunca

17- Encontra resistência por parte de seus filhos em ir aos cultos/reuniões?

18- Sua igreja oferece alguma atividade para crianças e/ou adolescentes? Quais?

19- Seus filhos participam ou já participaram de algum grupo para crianças/jovens da igreja? Quais? Listar os filhos, a atividade, grupo que participa e período.

20- Se sim, com que frequência?

No documento UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (páginas 100-109)