DE RIO BRANCO, ACRE
4. CONCLUSÕES
Contudo, em que pese o fato da importância desse processo para a qualidade do leite, a análise da pesquisa realizada revela resultados que apontaram para uma contaminação do leite pasteurizado comercializado em nosso município, o que vai de encontro com outros estudos realizados em outros estados brasileiros onde se evidenciou amostras deleite tipo C impróprias para o consumo, sendo detectadas contagens de 3,4 log.NMP/ml para coliformes fecais em Fortaleza (NASCIMENTO et al., 2007) e em Alagoas, onde se evidenciou amostras de leite tipo C com resultados com elevada contagem de coliformes a 35° C, coliformes a 45° C e contagem de bactérias mesófilas indicando contaminação após o processamento ou tratamento térmico insuficiente (SILVA et al., 2008).
A média das três marcas do leite tipo C apresentam valor acima do determinado pela legislação para coliformes fecais, além da constatação da presença de coliformes totais e Escherichia coli, o que, em alimentos processados é considerada uma indicação útil de contaminação pós–sanitização ou pós-processo, evidenciando práticas de higiene e sanificação abaixo dos padrões requeridos para o processamento de alimentos.
No que se refere à contaminação cruzada, a contaminação bacteriana do leite cru pode ocorrer a partir do próprio animal, do homem e do ambiente. Exceto em casos de mastite, o leite ejetado apresenta baixo número de microrganismos, que não constituem riscos à saúde. (ARCURI et al., 2006).
suspeitar que a pasteurização não foi adequada, pois sugere a necessidade de maior rigor com relação à limpeza e sanificação de tubulações e equipamentos que entram em contato com o leite após a pasteurização, para que se possa ter um produto final de qualidade para o consumidor.
Quanto a acidez, a amostra (B), em dois dias diferentes, mostrou-se alta. Indicando contaminação por microrganismos, possivelmente devido a algum erro de conservação desse leite.
Através da análise microbiológica, conclui-se que a pasteurização é um método eficiente, porém, nas amostras observadas houve um indicativo de contaminação por coliformes fecais, o que indica uma contaminação cruzada, revelando, portanto, que ao longo da cadeia de produção do leite pasteurizado ainda existem pontos críticos de contaminação por microrganismos patogênicos causadores de doenças, a exemplo da como a Escherichia coli, apesar de uma série de normas e cuidados para higienização e qualidade estabelecidos em lei, indicando que há, ainda, uma dificuldade de adequação dos laticínios à legislação, considerando, pois, que a contaminação cruzada pode ocorrer em qualquer ponto da cadeia produtiva do leite, como na hora da ordenha, no seu transporte e até mesmo através das mãos dos manipuladores na hora do processo de pasteurização.
5. REFERÊNCIAS
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