CAPÍTULO I INTRODUÇÃO
7.2 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando optei em freqüentar um Curso de Mestrado Profissionalizante, buscava inicialmente um título de “Mestre”, mas felizmente no decorrer do curso senti a possibilidade de algo mais, a minha qualificação como profissional e homem público.
O nosso país é imenso, rico, com uma diversidade natural invejável a nível mundial, não se pode admitir e se omitir aos contrastes sociais apresentados por nossa Nação.
117 No decorrer do curso, fui percebendo que muitos problemas dentro do seio de nossa sociedade estão atrelados a falta de oportunidades, recursos públicos mal empregados, interesses individuais prevalecendo aos coletivos, políticos e agentes públicos despreparados, muita corrupção, falta de planejamento e de políticas públicas eficazes.
Neste contexto meu interesse inicial de apenas buscar mais um “título” se transformou em oportunidade de ser mais útil à sociedade.
Muitos foram os debates, muitas teorias, discordâncias, discussões calorosas diante do bom nível de nossos mestres/doutores e colegas mestrandos.
Entre as linhas de pesquisas, optei pela de Desenvolvimento Regional Sustentável, buscando dentro de minha realidade regional uma forma de ser útil.
Após muitas conversas com lideranças e representantes dos meios produtivos da região, optei por uma atividade no meio-rural com reais perspectivas de crescimento e opção de renda para os nossos produtores rurais.
O MAVIPI – Modelo Alto Vale do Itajaí de Piscicultura Integrada, é um programa desenvolvido pelos técnicos da EPAGRI de nossa região, que mereceu minha atenção especial, daí a escolha do tema para um “Estudo de Caso”, procurando caracterizar a região, conhecer e analisar as ações dos principais atores do sistema de produção e analisar os principais impactos ambientais, políticos, econômicos e sociais.
O MAVIPI surgiu da necessidade de aperfeiçoamento da produção, evoluindo de algumas lagoas construídas nos brejos das propriedades, com pequenos chiqueiros, sem nenhum acompanhamento técnico, para um programa tecnicamente planejado através da construção de viveiros para implantação do consórcio “peixe-suíno” uma alternativa de renda viável para nossa região.
As denúncias da APREMAVI em 1996 acusando a piscicultura como grande responsável pela proliferação do “Borrachudo” na região, ironicamente chamado de
“porcochudo”, causou uma grande crise no sistema, resistindo graças a ação forte da EPAGRI, que teve que mudar sua filosofia, pois antes só atendia produtores rurais e diante do fato e de alguns piscicultores serem empresários, necessitava também serem treinados e preparados para prática correta através do MAVIPI.
As pesquisas bibliográficas foram fáceis diante do farto material cedido por todos os atores envolvidos, já as entrevistas com produtores, técnicos e demais atores, trouxe um desconforto em especial na questão APREMAVI X EPAGRI, onde muitos se recusaram a se identificar temendo represálias.
118 Sinto-me realizado pelo trabalho desenvolvido, agradecido por todos aqueles que estiveram juntos nesta caminhada e feliz por ter buscado e conseguido qualidade profissional e de vida através deste Mestrado.
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