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saúde-doença a partir do contexto histórico e social e a busca por aprofundamento nos estudos das teorias referenciadas.

Chegamos ao entendimento de que é preciso iniciar um trabalho de valorização do conhecimento popular, que qualifique a escuta e o acolhimento dos profissionais. Isso não quer dizer a criação de manuais ou protocolos, mas de tecnologias sociais que englobem a participação popular, através das práticas de saúde do território. Para isso é preciso ampliação dos investimentos em desenvolvimento social, na capacitação profissional e busca de representantes do território. O papel do Estado nessa questão é importante, no entanto, as pessoas a partir da organização em seu território podem modificar essa situação. Os serviços de saúde têm um papel importante nesta organização, orientando e apoiando.

Acreditamos que com a reavaliação das práticas em saúde no território, podemos construir caminhos para uma valorização da vida que contribua para o desenvolvimento de uma qualidade de vida pautada no cotidiano das pessoas. As práticas em saúde deveriam comtemplar à saúde como uma experiência e uma construção sociocultural. As discussões sobre saúde e suas práticas deveriam incluir a realidade e as possibilidades das pessoas no território.

São muitas as possibilidades para amenizar o sofrimento, é preciso que os serviços de saúde compreendam as formas como o sofrimento se expressa, para que possam buscar alternativas que melhorem a vida das pessoas. O território tem o conhecimento e a experiência do bairro, entende suas necessidades. Promovendo espaços para o debate no território, para que juntos desenvolva uma TS de abrangência maior, contribuirá para melhores resultados.

Os resultados apresentados instigam a continuar na busca por soluções para uma mudança social real. E ainda possibilitaram verificar a necessidade de modificações no olhar da equipe da saúde. Essa mudança de olhar pode ser através de TS que promova a inclusão social, desenvolvimento local e melhorias nas estruturas do território.

Considerando esta exposição, nosso entendimento do sofrimento como uma expressão do cotidiano, para além da dor, como forma de denunciar as questões políticas e sociais de cada contexto histórico. Revelando uma relação de dominação e da exploração com o sofrimento. Precisamos investir em TS construídas com a participação das pessoas que fazem parte do processo. Neste sentido a participação do Estado é importante para que uma mudança real aconteça.

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