A associação de Artesãs necessita se posicionar mais efetivamente quanto à luta por seus direitos individuais e coletivos, principalmente no que se refere à construção da sede da associação, que poderia vir a contribuir na organização do grupo, tanto administrativa quanto politicamente e incentivaria a participação e novos membros. Não se afirma, necessariamente, que a ausência de um espaço físico possa impedir a capacidade de organização coletiva das pessoas, mas a sede se torna um fator positivo e motivacional para tal situação.
Pensar a questão das mulheres trabalhadoras rurais e artesãs, a partir do que já foi analisado nesse trabalho, é relacionar o desenvolvimento com a possibilidade de transformação das condições econômicas, através de processos que contribuam para produção e reprodução das condições dos recursos materiais e, também, do acesso aos meios necessários à melhoria da qualidade de vida dessas mulheres, que estejam relacionados à formação e qualificação, saúde coletiva, infraestrutura e segurança do/no lugar onde vivem, além, claro, da garantia de auto organização dessas mulheres em prol do bem estar coletivo, isso também através do apoio e assistência do poderpúblico.
O trabalho com artesanato tem sido uma atividade rentável para as mulheres, porém, o que tem afetado negativamente a produção, considerando a realidade das artesãs de Jacunã é a falta de informação e acesso às políticas públicas voltadas para este coletivo, pois isto poderia vir a contribuir com a melhoraria da organização, estrutura, capacidade de autogerenciamento, divulgação e comercialização dos produtos.
Portanto, a pesquisa serviu para nortear os sujeitos envolvidos quanto à organização grupal, bem como ilustrou e documentou a história das artesãs de Jacunã e do seu povo.
Pretende-se que este estudo instigue e contribua para novas pesquisas, visto que ele valoriza não só os sujeitos envolvidos, mas também amplia os horizontes do trabalho artesanal desenvolvido no local.
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