XVI - Monitoramento Ambiental - avaliação e acompanhamento das modificações relativas à ocupação do solo, ao uso das águas, ao exercício das atividades sócio-econômicas e culturais, e ao equilíbrio ambiental.
CAPÍTULO II
Preservação do Meio Ambiente, sendo constituído pelos órgãos e entidades da Administração Estadual Direta e Indireta, e dos Municípios.
Art. 6º. O Sistema Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente tem a seguinte estrutura:
I - órgão superior - O Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONEMA), de natureza consultiva e deliberativa, tem função de assessoramento ao Governador do Estado, na formulação da política estadual e na definição das diretrizes governamentais para o meio ambiente e recursos naturais;
II - órgão central - A Secretaria de Planejamento e Finanças (SEPLAN), órgão integrante da Administração Direta, com a finalidade de planejar, elaborar e avaliar a Política Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente;
III - órgão executor - O Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEC), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento e Finanças (SEPLAN), com atribuições de coordenar, supervisionar e executar a Política Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente;
IV - órgãos setoriais - Os órgãos e as entidades da Administração Direta e Indireta do Estado, com atividades voltadas à preservação da qualidade ambiental ou ao disciplinamento do uso de recursos ambientais;
V - órgãos locais - Os órgãos e entidades municipais responsáveis pelo controle e fiscalização das atividades pertinentes ao sistema, nas suas respectivas áreas de jurisdição.
Parágrafo Único. A Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA), da estrutura básica do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte ((IDEC), é a unidade administrativa responsável pela coordenação das atividades relativas ao órgão executor do Sistema.
SEÇÃO I
DO ÓRGÃO SUPERIOR SUBSEÇÃO I
DA CONSTITUIÇÃO E FUNCIONAMENTO DO CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE
I - Plenário;
II - Câmaras Técnicas; e III - Secretaria Executiva
§ 1º. O Plenário é o órgão superior de discussão e deliberação, tendo seu funcionamento definido no regime interno do Conselho.
§ 2º. As Câmaras Técnicas serão constituídas para dar apoio as atividades do Conselho, tendo a sua composição e funcionamento definidos em seu regime interno.
§ 3º. A Secretaria Executiva será exercida pela Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA), subordinada ao órgão executor do Sistema, funcionando como órgão auxiliar da Presidência e do Plenário, desempenhando atividades de apoio técnico, jurídico, administrativo e de execução das normas as referentes à proteção do meio ambiente.
Art. 8º. Integram o Plenário do CONEMA:
I - Secretário de Planejamento e Finanças, na qualidade de Presidente;
II - Secretário de Recursos Hídricos;
III - Secretário de Turismo;
IV - Secretário de Agricultura;
V - Secretário de Saúde;
VI - Diretor Geral do IDEC;
VII - Superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA);
VIII - representante da Assembléia Legislativa do Estado;
IX - representante da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN);
X - representante da Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Rio Grande do Norte (OAB/RN).
XI - representante de associações de profissionais de nível superior, cuja atuação esteja direta ou indiretamente ligada à preservação da qualidade ambiental;
XII - representante de instituição educacional de nível superior;
XIII - representante de Organizações Não Governamentais (ONG’s), que atuam na área de meio ambiente.
§ 1º. O Secretário Executivo do CONEMA é o Coordenador da Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA).
§ 2º. Os Conselheiros e seus suplentes, indicados pelas respectivas entidades, serão nomeados pelo Governador do Estado, com mandato de dois anos, permitida a recondução por igual período, e a posse ocorrerá na primeira reunião do Conselho, após a publicação do ato no Diário Oficial do Estado.
§ 3º. Em suas ausências e impedimentos, o Secretário de Planejamento e Finanças será substituído, na Presidência do CONEMA, pelo seu substituto legal e, na ausência deste, por um membro indicado pelo Plenário.
§ 4º. Os conselheiros relacionados nos incisos II e VII serão substituídos, em suas ausências e impedimentos, pelos seus representantes legais.
§ 5º. Os conselheiros relacionados nos incisos XI, XII e XIII serão indicados em fóruns próprios para escolha dos seus representantes.
§ 6º. O IDEC convocará através de edital as entidades a que se refere o parágrafo anterior, estabelecendo prazo para indicação de seus representantes.
SUBSEÇÃO II
DA COMPETÊNCIA DO CONEMA
Art. 9º. Compete ao CONEMA:
I - assessorar o Governador do Estado na formulação da política estadual e das diretrizes governamentais para o meio ambiente, e analisar as propostas encaminhadas pelo órgão executor;
II - baixar as normas de sua competência necessárias à regulamentação e implementação da política estadual de meio ambiente;
III - encaminhar proposições contendo minutas de atos de competência exclusiva do Governo do Estado, relativas à execução da política estadual do meio ambiente;
IV - estabelecer, com o apoio técnico do órgão executor do Sistema, normas e critérios gerais para o licenciamento das atividades afetivas ou potencialmente poluidoras;
V - estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente, com vistas ao uso racional dos recursos naturais, ouvido o órgão executor do Sistema quando a proposta não for de sua autoria;
VI - definir normas gerais relativas às unidades de conservação ambiental, no limite da competência da Administração Estadual;
VII - fixar os critérios de definição de áreas críticas saturadas e em vias de saturação;
VIII - determinar a realização de estudo das alternativas e das conseqüências ambientais de projetos públicos ou privados, quando necessário, requisitando, aos órgãos estaduais e municipais e às entidades privadas, as informações indispensáveis ao exame da matéria;
IX - aprovar, previamente, proposta orçamentária destinada a incentivar o desenvolvimento das ações relativas ao meio ambiente;
X - estabelecer diretrizes e critérios para a aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Preservação do Meio Ambiente (FEPEMA);
XI - decidir, como última instância administrativa, sobre as multas e outras penalidades impostas pelo titular do órgão executor do Sistema;
XII - homologar acordos visando à transformação de penalidades pecuniárias em obrigação de executar medidas de interesse para a proteção e/ou recuperação ambiental;
XIII - determinar, mediante representação do órgão executor da Política Estadual de Meio Ambiente e com anuência prévia da agência financiadora, a perda ou a restrição de benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, em caráter geral ou condicional, e a perda ou a suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito.
Art. 10. No desempenho da competência prevista no artigo anterior, o CONEMA, além do atendimento a outras exigências contidas neste Decreto, deve observar especialmente os seguintes requisitos:
I - as normas e critérios para o licenciamento de atividades potencial ou efetivamente poluidoras devem estabelecer os requisitos técnicos indispensáveis à proteção ambiental;
II - as decisões que determinarem perda ou restrição de benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, bem como, a suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito, somente devem ser adotadas nos casos previamente definidos em norma específica do CONEMA, assegurando-se, ao interessado, o direito de ampla defesa;
III - as normas, critérios e padrões relativos ao controle, à manutenção e à qualidade do meio ambiente devem considerar a capacidade de recuperação e, quando possível, estabelecer parâmetros mensuráveis.
Art. 11. O CONEMA elaborará seu regimento interno, que será homologado pelo Governador e publicado no Diário Oficial do Estado.
SEÇÃO II
DO ÓRGÃO CENTRAL
Art. 12. Cabe ao órgão central do Sistema, sem prejuízo das competências que lhe são legalmente conferidas, planejar, elaborar e avaliar a política de controle e preservação do meio ambiente.
SEÇÃO III
DO ÓRGÃO EXECUTOR
Art. 13. Cabe ao órgão executor do Sistema coordenar, supervisionar e executar a Política Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente, sem prejuízo das competências que lhe são legalmente conferidas.
Art. 14. O órgão executor deve prover os serviços da Secretaria Executiva do CONEMA, dando-lhe apoio técnico e administrativo necessário ao seu funcionamento, cabendo-lhe:
I - solicitar, quando necessário, aos demais órgãos e entidades estaduais e municipais a colaboração de servidores;
II - assegurar a infra-estrutura administrativa necessária à convocação e realização das reuniões do CONEMA e ao funcionamento das Câmaras Técnicas;
III - assegurar a execução administrativa das deliberações do CONEMA;
IV - promover a publicação e divulgação dos atos administrativos do CONEMA;
V - providenciar e fornecer aos Conselheiros, com antecedência mínima de 05 (cinco) dias úteis da análise prévia, relatórios técnicos e estudos sobre as matérias constantes da pauta de deliberação do Plenário do CONEMA;
VI - exercer outras atribuições que lhe forem legalmente atribuídas.
SEÇÃO IV
DOS ÓRGÃOS SETORIAIS
Art. 15. Os órgãos setoriais de que trata o art. 4º, inciso IV, deste Decreto são coordenados, exclusivamente no que se refere à Política Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente, pelo órgão executor do Sistema.
SEÇÃO V
DOS ÓRGÃOS LOCAIS
Art. 16. Compete aos órgãos locais do Sistema controlar e fiscalizar as atividades potencial ou efetivamente poluidoras nas respectivas áreas de jurisdição, observadas as normas aplicáveis e permitida a interveniência dos órgãos executor e central, bem como, executar as funções que lhe forem delegadas.
CAPÍTULO IV
DA ATUAÇÃO DO SISTEMA ESTADUAL DE CONTROLE E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Art. 17. A atuação do Sistema Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente efetiva-se mediante a articulação coordenada dos órgãos e entidades que o constituem, observando-se:
I - o acesso da comunidade às informações relativas às agressões ao meio ambiente e às ações de proteção ambiental desenvolvidas pelo Poder Público;
II - a municipalização das medidas emanadas pelo Sistema, através da elaboração, pelos Municípios, de normas supletivas e complementares, respeitada a Legislação Federal e Estadual.
Art. 18. Os órgãos setorias devem designar, quando solicitados pelo CONEMA, representantes junto às Câmaras Técnicas.
§ 1º. O órgão executor, quando solicitado, pode prestar apoio e assessoramento técnico aos órgãos setoriais e locais.
§ 2º. Os órgãos setoriais devem prestar ao órgão executor informações sobre seus planos de ação e programas em execução, consubstanciadas em relatórios
anuais e sem prejuízo de relatórios parciais, para o atendimento de solicitações específicas, cabendo ao órgão executor, com base nessas informações e em outras que obtiver, publicar anualmente um relatório sobre a situação do meio ambiente no Estado.
§ 3º. O órgão executor deve consolidar as informações acerca dos planos e ações setoriais que submeter à consideração do CONEMA.
Art. 19. No desempenho de suas funções, o CONEMA, diretamente ou através do órgão executor, pode requisitar informações e/ou pareceres aos órgãos setoriais e locais, em prazo estipulado na requisição.
§ 1º. Os órgãos setoriais e locais podem solicitar informações e/ou pareceres ao CONEMA e ao órgão executor.
§ 2º. Os órgãos executor, setoriais e locais devem fornecer a fundamentação e os resultados das análises efetuadas em processos de licenciamento, fiscalização, elaboração de normas ou quaisquer outros, sempre que solicitados por pessoa física ou jurídica legitimamente interessada.
§ 3º. Os órgãos integrantes do Sistema, quando prestarem informações, devem preservar o sigilo industrial para evitar a concorrência desleal.
CAPÍTULO V
DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE
SEÇÃO I
DO LICENCIAMENTO DAS ATIVIDADES
Art. 20. O parcelamento do solo, a construção, a instalação, a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como, os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependem de prévio licenciamento pelo órgão executor do Sistema, sem prejuízo de outras exigências.
Art. 21. O licenciamento de que trata o artigo anterior dá-se através da autorização prévia de instalação ou operação das atividades a ele sujeitas, concedida pelo órgão executor do Sistema e compreende a expedição das seguintes licenças:
I - Licença Prévia (LP), fase preliminar de planejamento da atividade, contendo requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação, observadas as legislações municipais, estaduais ou federais pertinentes:
II - Licença de Instalação (LI), autorizando o início da implantação, de acordo com as especificações constantes do projeto executivo aprovado;
III - Licença de Operação (LO), autorizando, após as vistorias necessárias, o início da atividade licenciada e o funcionamento de seus equipamentos de controle de poluição, de acordo com o previsto nas Licenças Prévias e de Instalação.
Parágrafo Único. Os valores previstos nas TABELAS 01,02,03,05,07, 08 e 09, anexas à Lei Complementar nº 148, de 26 de dezembro de 1996, relativos aos custos correspondentes aos procedimentos licenciatórios, devem ser estabelecidos de acordo com o tipo de licença e o porte da atividade efetiva ou potencialmente poluidora e/ou degradora, pagos em uma só parcela, antes da expedição da licença solicitada..
Art. 22. A Licença Prévia (LP) representa a aprovação do órgão executor aos termos de um requerimento, no qual devem constar as informações preliminares básicas do empreendimento e o consequente compromisso de elaborar o projeto compatível com as condições impostas na licença, obedecidos os seguintes requisitos para a sua concessão:
I - requerimento, dirigido ao órgão executor, contendo dados, especificações e informações preliminares a respeito do empreendimento, de acordo com as instruções técnicas do órgão;
II - apresentação do memorial descritivo, plantas e dados necessários à identificação das linhas básicas do empreendimento ou, quando for o caso, dos bens ou serviços a serem produzidos , com descrição dos processos de produção e transformação das matérias-primas em produtos, subprodutos e resíduos, bem como, de localização do empreendimento e outras informações exigidas pelo órgão executor, ou, quando couber, pelo CONEMA;
III- apresentação de certidão da Prefeitura Municipal, quanto à localização da atividade, conforme o zoneamento ou normas de ocupação do solo, bem como, documento comprobatório de domínio legal da área;
IV - comprovante de pagamento da taxa correspondente à concessão da Licença Prévia (LP);
V - Estudos de Impacto Ambiental, quando julgados necessários pelo órgão executor;
VI - anuência prévia de órgãos e entidades federais, estaduais e municipais pertinentes, quando couber;
VII - publicação do pedido de licença no Diário Oficial e em um jornal de maior circulação local.
§ 1º. A Licença Prévia (LP) aprova o local indicado no requerimento, a que se refere o caput deste artigo, como apto à implantação do empreendimento , tendo sua validade declarada especificamente em cada caso, pelo período máximo de 01 (um) ano, extinguindo-se automaticamente quando iniciado o processo de instalação.
§ 2º. Os empreendimentos contemplados com a concessão de Licença Prévia (LP) devem, obrigatoriamente, requerer a Licença de Instalação (LI), como condicionante para sua efetiva implantação, podendo o órgão executor fazer exigências ou solicitar informações complementares para a sua concessão.
Art. 23. A Licença de Instalação (LI) será concedida com base no projeto executivo final e autorizará o início da instalação do empreendimento, após a análise da sua viabilidade técnica e adequação às condições ambientais, estando sua concessão condicionada ao atendimento dos seguintes requisitos:
I - Licença Prévia (LP), emitida pelo órgão executor;
II - projeto, conforme roteiro fornecido pelo órgão executor;
III - informações e/ou memoriais complementares exigidos;
IV - Estudos de Impacto Ambiental e outros, exigidos pelo órgão executor, quando julgados necessários;
V - comprovante de pagamento da taxa relativa à concessão da Licença de Instalação (LI);
VI - publicação do pedido de Licença de Instalação (LI) no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação local.
Parágrafo único. A Licença de Instalação (LI) é válida pelo prazo máximo de 02 (dois) anos, podendo ser renovada por igual período, requerida pelo executor e emitida após vistoria.
Art. 24. A Licença de Operação (LO) será concedida mediante requerimento dirigido pelo interessado ao órgão executor, até 30 (trinta) dias antes do
projeto e aos condicionantes da LI, devendo ser atendidas, ainda, para sua concessão as seguintes exigências:
I - eficiência comprovada das medidas adotadas;
II - apresentação do projeto conforme roteiro fornecido pelo órgão executor, no caso de atividades em funcionamento;
III - outras informações complementares exigidas;
IV - anuência prévia do CONEMA, quando necessária;
V - comprovante do pagamento da taxa referente à concessão da Licença de Operação (LO);
VI - publicação do pedido de licença no Diário Oficial do Estado e em um jornal de maior circulação local.
§ 1º. A ampliação, reformulação de processo ou reequipamento, fica caracterizada quando houver alterações na natureza e/ou operação das instalações, na natureza dos insumos básicos, na alteração do processo produtivo ou no aumento da capacidade nominal de produção ou prestação de serviço e estará sujeita à Licença de Operação.
§ 2º. A Licença de Operação (LO) tem prazo de validade de 1 (um) ano e deve ser renovada anualmente, no seu último mês de validade.
Art. 25. São documentos necessários para o licenciamento das atividades e lavras de jazidas de combustíveis líquidos e gás natural, a que se refere a Lei Complementar nº 140, de 26 de janeiro de 1996, e normas dela decorrentes:
I - Licença Prévia para Perfuração (Lpper):
a) requerimento de Licença Prévia para Perfuração;
b) Relatório de Controle Ambiental (RCA);
c) autorização de desmatamento, quando couber;
d) cópia da publicação do pedido de Lpper;
e) pagamento de taxa de licença Lpper;
II - Licença Prévia de Produção para Pesquisa (Lppro):
a) requerimento de licença prévia de produção para pesquisa;
b) Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA);
c) autorização de desmatamento, quando couber, cópia da publicação do pedido de Lppro;
d) pagamento da taxa de licença Lppro.
III - Licença de Instalação (LI):
a) requerimento de Licença de Instalação;
b) cópia da publicação de pedido de LI;
c) Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ou Relatório de Avaliação Ambiental (RAA);
d) outros estudos ambientais pertinentes, se houver;
e) autorização de desmatamento, quando couber;
f) pagamento da taxa de licença LI.
IV) Licença de Operação (LO):
a) requerimento de Licença de Operação;
b) cópia de publicação de pedido de LO;
c) Projeto de Controle Ambiental (PCA);
d) pagamento da taxa de licença LO.
Parágrafo Único. A taxa de Licença de Operação (LO), bem como, a sua renovação anual, que se processará no último mês de validade, será paga na forma prevista no art. 8 da Lei Complementar nº 140, de 26 de janeiro de 1996, com as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 148, de 26 de dezembro de 1996.
Art. 26. Caso a atividade implantada esteja sujeita à regularização, o RAA deve completar ainda todos os empreendimentos localizados na área, o impacto ambiental existente e as medidas de controle adotadas.
Art. 27. É facultado ao órgão executor do Sistema indeferir o requerimento para obtenção de licença, quando ocorrer o descumprimento de qualquer exigência ou omissão de qualquer informação solicitada.
Art. 28. As licenças expedidas podem ser modificadas ou canceladas pelo órgão competente, no todo em parte, caso haja:
I - violação de quaisquer das condições impostas para a concessão da mesma;
II - falsa descrição, erro ou omissão no relato de fatos relevantes solicitados para a expedição da licença e/ou pela fiscalização;
III - mudança das características do recurso envolvido, descoberta de novos dados relevantes, substancial dano para a saúde e bem-estar humano e/ou superveniência de normas sobre o assunto.
Art. 29. O procedimento utilizado para o licenciamento a que refere este Capítulo será estabelecido através de portaria expedida pelo órgão executor do Sistema, após prévia aprovação do CONEMA.
Art. 30. A autorização para ampliação de maquinaria e equipamentos ou funcionamento de quaisquer das atividades referidas no art. 40 deste Decreto, somente deve ser concedida pelos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, direta e indireta, mediante apresentação prévia da respectiva Licença fornecida pelo órgão executor do Sistema.
Art. 31. Os órgãos da Administração direta e indireta do Estado e as organizações gestoras de incentivos governamentais quando da concessão de financiamentos, devem exigir para a implantação de empreendimentos ou atividades potencial ou efetivamente poluidoras e/ou degradadoras do meio ambiente, as licenças ambientais obrigatórias expedidas pelo órgão executor do Sistema.
Parágrafo único. Caso as atividades de implantação e operação sejam iniciadas antes da expedição das respectivas Licenças de Instalação e Operação, o órgão executor do Sistema deverá comunicar o fato, diretamente ou, através de edital, às entidades financiadoras dessas atividades, sem prejuízo da imposição de embargos e de outras medidas cautelares, sob pena de serem submetidas a processo para a apuração de responsabilidade funcional.
Art. 32. Os empreendimentos ou atividades degradadores e/ou efetiva ou potencialmente poluidores, já implantados, terão sua localização e funcionamento controlados pelo órgão executor, que estabelecerá prazos para a prevenção, correção ou controle da poluição e/ ou degradação por eles causados, ou para sua relocalização, quando couber.
Parágrafo único. Caso os empreendimentos ou atividades citados no caput deste artigo não possuam as devidas licenças obrigatórias, devem requerê-las, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, contados a partir da publicação deste Decreto, sob pena de submetem-se às penalidades cabíveis.
Art. 33. O órgão executor do Sistema, como também o CONEMA, quando couber, poderá determinar a redução das atividades geradoras de poluição, para que as
emissões gasosas , os efluentes e os resíduos sólidos sejam mantidos dentro das condições e dos limites estipulados no licenciamento concedido .
Art. 34. A fiscalização e o controle da aplicação de critérios, normas e padrões de qualidade ambiental são exercidos pelo órgão executor do Sistema.
§ 1º. Quando necessário, o Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONEMA) poderá estabelecer normas e padrões para concessão, acompanhamento e fiscalização do licenciamento, propostos pelo órgão executor do Sistema.
§ 2º. Inclui-se na competência de fiscalizar e controlar, a análise de projetos de entidades públicas ou privadas, com o objetivo de preservar ou recuperar os recursos ambientais afetados por processos de exploração predatórios, poluidores ou degradadores.
§ 3º. No exame de projetos, o órgão executor deve exigir, para efeito de aprovação, que sejam adotadas, pelo interessado, medidas capazes de assegurar que as matérias primas, insumos e bens produzidos, tenham padrão de qualidade que elimine ou reduza o efeito poluente, derivado de seu emprego e utilização.
Art. 35. Para a emissão de seus pareceres, o órgão executor do Sistema pode solicitar colaboração dos órgãos e/ou entidades da Administração Direta ou Indireta, Federal, Estadual ou Municipal, nas áreas das respectivas competências.
Art. 36. Os equipamentos e outros meios adotados como controle de impacto ao meio ambiente, devem ser adequadamente operados, sem interrupção, com sua necessária manutenção prevista em períodos tais que não resultem em ocorrências contrárias aos condicionantes exigidos quando da concessão das licenças.
Art. 37. Das decisões denegatórias de licenciamento, cabe recurso administrativo para o CONEMA.
Art. 38. Os pedidos de licença, a sua concessão e a sua renovação, devem ser publicadas no Diário Oficial do Estado, bem como, em jornal local de grande circulação, às expensas do empreendedor.
Art. 39. Os recursos provenientes do pagamento das taxas para a concessão das licenças previstas nesta seção, serão necessariamente aplicados na execução da Política Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente.
SEÇÃO II
DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL