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TÍTULO III

*Parágrafo único. A relação dos infratores à dispositivos legais ou regulamentares de proteção ao meio ambiente, punidos na forma do caput deste artigo, será afixada trimestralmente no quadro de avisos do Órgão Central do Sistema, e publicado no Órgão de Imprensa Oficial a sua disponibilidade às pessoas interessadas.

Art. 44. Na reincidência específica a multa será, no mínimo, o dobro da anteriormente imposta, não podendo ultrapassar 10.000 (dez mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTNs.

Art. 45. Nas infrações mais graves e continuadas, poderá ser aplicada multa diária, nos mesmos limites e valores estabelecidos no inciso I do artigo 42 deste Regulamento.

§ 1º. Na imposição de penalidades pecuniárias, aplicam-se inicialmente multas simples e concessão de prazo para que o infrator corrija a irregularidade, importando a reincidência ou o não cumprimento do prazo concedido no agravamento da penalidade ou na aplicação de multa diária.

§ 2º. A multa diária cessará quando corrigida a irregularidade, mediante comunicação escrita do infrator e constatação de sua veracidade, não podendo a penalidade ultrapassar o período de 30 (trinta) dias corridos, contados da data de sua imposição.

§ 3º. Caso persista a infração, após o período de 30 (trinta) dias, constatada em nova diligência do órgão fiscalizador, a multa diária voltará a ser aplicada, com o agravamento próprio da reincidência.

Art. 46. É da competência exclusiva do Presidente da República a suspensão prevista no inciso IV do artigo 42, quando por prazo superior a 30 (trinta) dias.

Art. 47. O Governador do Estado, quando for o caso, poderá propor ao Ministro de Estado do Interior a aplicação da pena de suspensão de atividade por prazo não excedente a 30 (trinta) dias, sem prejuízo da adoção de outras medidas da competência estadual.

Parágrafo único. Da decisão proferida pelo Ministro de Estado do Interior caberá recurso, com efeito suspensivo, no prazo de 5 (cinco) dias, para o Presidente da República.

Art. 48. O Estado, nos limites de sua respectiva competência, poderá adotar medidas de emergência para adequar as atividades poluidoras nos limites e critérios estabelecidos na respectiva legislação.

Art. 49. O Governador do Estado poderá adotar medidas de emergência, visando a reduzir, nos limites necessários, ou paralisar, pelo prazo máximo de 15 (quinze) dias, as atividades poluidoras.

Parágrafo único. Da decisão proferida com base neste artigo, caberá recurso, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 (cinco) dias, para o Ministro de Estado do Interior.

Art. 50. As pessoas físicas ou jurídicas que, de qualquer modo, degradarem reservas ou estações ecológicas, bem como outras áreas declaradas como de relevante interesse ecológico, estão sujeitas às penalidades previstas neste capítulo.

Art. 51. A infração às proibições estabelecidas no artigo 33, deste Regulamento, sujeitará o infrator à apreensão do material proibido, pelo prazo de 1 (um) a 2 (dois) anos, e ao pagamento de indenização pelos danos causados.

Parágrafo Único. As penalidades previstas neste artigo serão aplicadas pela Administração da Estação Ecológica.

Art. 52. O descumprimento da legislação relativa às Áreas de Proteção Ambiental importará na adoção, pela SEPLAN/RN das seguintes providências:

I - advertência;

II - embargo de atividades irregulares, inclusive o de caminhos utilizados para sua prática;

III - apreensão de material e das máquinas usadas nas atividades irregulares;

IV - exigência de reposição ou de reconstituição, tanto quanto possível, da situação anterior;

V - imposição de multas, graduadas de Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros) a Cr$ 2.000,00 (dois mil cruzeiros), reajustáveis de acordo com os índices das Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTNs);

VI - solicitação ao CECTEMA de medidas visando à perda de incentivos fiscais ou a perda ou suspensão de financiamento concedido por estabelecimento oficial de crédito.

Art. 53. Serão aplicadas multas diárias:

I - quando do não acatamento do embargo, previsto no artigo 52, II, deste Regulamento;

II - quando, decorridos 30 (trinta) dias da respectiva notificação, não tenha o

situação anterior, ou, ainda, quando houver quebra de compromisso assumido nesse sentido, até que a infração seja sanada;

III - nos demais casos de infração continuada.

Art. 54. As multas serão graduadas de acordo com o maior ou menor dano ecológico, conforme dispuser o CECTEMA.

§ 1º. Aplicam-se às multas previstas neste Regulamento, as normas da legislação tributária que regem a imposição e a cobrança das penalidades fiscais e o respectivo processo administrativo-fiscal.

§ 2º. As multas, ressalvados os casos de impugnação ou recurso, deverão ser pagas no prazo de 30 (trinta) dias, contados de sua notificação ao infrator.

§ 3º. O não pagamento no respectivo prazo determinará a inscrição como Dívida Ativa do Estado, processando-se a sua cobrança na forma da Lei aplicável à espécie.

Art. 55. Serão apreendidas armas, instrumentos, máquinas, veículos, equipamentos e objetos de qualquer natureza quando utilizados no interior das Áreas de Proteção Ambiental, em atividades proibidas, devendo o agente fiscalizador lavrar o competente termo de apreensão.

Parágrafo único. O material, as máquinas e os veículos apreendidos, seja qual foi a sua natureza, somente serão liberados pela entidade supervisora e fiscalizadora:

I - após o pagamento de multa e a reposição ou reconstituição, tanto quanto possível, da situação anterior;

II - após o depósito de quantia suficiente para garantir a reposição e reconstituição de situação anterior;

III - após a assinatura de termo de compromisso pelo infrator que não voltará a utilizar naquela área o material, máquinas ou veículos apreendidos.

Art. 56. Das penalidades aplicadas caberá, no prazo de 30 (trinta) dias, recurso ao CECTEMA.

TÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 57. O CECTEMA, por motivo de conveniência administrativa e objetivando a agilização dos respectivos processos, poderá delegar ao Órgão Central do

Sistema Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente a concessão das licenças previstas neste Regulamento.

Art. 58. O CECTEMA, nos limites de sua competência, poderá baixar as resoluções que julgar necessárias ao cumprimento deste Regulamento.

Art. 59. A instalação, a construção, ou a ampliação de quaisquer atividades de produção, transformação e comércio que envolvam o aproveitamento e a utilização dos recursos naturais, bem como, a edificação ou a reforma de prédios em áreas consideradas de proteção ambiental e a aprovação de loteamentos no Estado, ficam sujeitas à prévio registro no Órgão Central do Sistema, que identificará as condições de uso, funcionamento e localização, quanto à possibilidade de vir a causar poluição ambiental e/ou de desequilíbrios ecológicos.

Parágrafo único. As atividades de que trata este artigo, já instaladas e em operação no Estado, ficam obrigadas à registro no Órgão Central do sistema, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da data da vigência desta Lei.

Art. 60. A concessão, pelos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, Direta e Indireta, de alvará de licença para construção, ampliação de maquinaria e equipamentos ou funcionamento de quaisquer das atividades referidas no artigo anterior, somente se efetivará mediante a apresentação do certificado do registro fornecido pelo Órgão Central do Sistema.

Art. 61. Os casos omissos, neste Regulamento, serão objeto de Resolução do CECTEMA.

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* Art. 13:1. As alíneas do inciso III, deste artigo, foram alteradas pelo Decreto nº 12.424, de 13 de dezembro de 1994.

* Art. 43:1. O § único, deste artigo, foi acrescentado pelo Decreto nº 12.424, de 13 de dezembro de 1994.

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DECRETO Nº 8.718 DE 16 DE SETEMBRO DE 1983

Cria a Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA) e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso das atribuições que lhe conferem o artigo 41, inciso v, da Constituição do Estado, e o artigo 13 da Lei Complementar nº 10, de 30 de abril de 1975, e tendo em vista o disposto no artigo 4º, § 1º, da Lei nº 5.147, de 30 de setembro de 1982,

DECRETA:

Art. 1º. Fica criada, na estrutura básica da Secretaria do Planejamento (SEPLAN/RN), a Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA), integrada em sua Unidade de Execução Programática.

Art. 2º. A Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA) é a unidade administrativa responsável pela coordenação das atividades que competem à SEPLAN/RN na condição de Secretaria Executiva do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (CECTEMA) e órgão central do Sistema Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente.

Art. 3º. À Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA) compete:

I. Assegurar a infra-estrutura administrativa necessária ao funcionamento do CECTEMA;

II. Promover a publicação, a divulgação e a execução de suas deliberações;

III. Providenciar e fornecer aos Conselheiros, com antecedência mínima necessária a sua análise prévia, relatórios técnicos e estudos sobre as matérias constantes da pauta de deliberações do Plenário;

IV. Coordenar as atividades das Câmaras Técnicas do CECTEMA;

V. Tornar efetivas as medidas decorrentes da imposição, pela SEPLAN/RN, das penalidades previstas na Lei nº 5.147, de 30 de setembro de 1982;

VI. Exercer as funções que lhe forem delegadas pelo CECTEMA;

VII. Executar outras atividades correlatas, especialmente as que lhe forem atribuídas pelo Secretário do Planejamento.

Art. 4º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Potengi, em Natal, 16 de setembro de 1983, 95º da República.

JOSÉ AGRIPINO MAIA Manoel Pereira dos Santos

DECRETO Nº 9.100, DE 22 DE OUTUBRO DE 1984

Enquadra cursos e reservatórios d’água do Estado na classificação estabelecida na Portaria nº 13, de 15 de janeiro de 1976, do Ministro do Interior, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, usando do atribuição que lhe confere o artigo 41, inciso V, da Constituição Estadual (redação da Emenda nº 6. de 23.04.79), e

Considerando que compete ao Poder Público zelar pela preservação dos cursos e reservatórios d’água, notadamente quando se destinarem ao abastecimento da população;

Considerando a classificação feita pelo Ministério do Interior, para efeito do controle de qualidade das águas, e a necessidade de nela enquadrar as águas situadas no território estadual,

D E C R E T A:

Art. 1º. São enquadrados na Classe II, da Portaria nº 13, de 15 de janeiro de 1976, do Ministro do Interior, para efeito do respectivo controle de qualidade, os cursos e reservatórios d’água constantes da relação anexa ao presente Decreto.

§ 1º. São também enquadradas na Classe II, a que se refere este artigo, as águas destinadas ao uso doméstico, depois de submetidas a tratamento convencional, à irrigação de hortaliças ou plantas frutíferas e à recreação de contato primário (natação, esqui-aquático e mergulho).

§ 2º. Os tributários dos cursos e reservatórios constantes da relação anexa a este Decreto têm classificação idêntica ou imediatamente abaixo da atribuída ao receptor.

Art. 2º. Os estabelecimentos industriais e outras atividades, que causem ou possam causar poluição às águas situadas no território estadual, devem informar à Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA) da Secretaria do Planejamento, periodicamente, ou quando por ela lhes for requisitado, o volume e o tipo de seus efluentes e resíduos,

assim como as especificações dos equipamentos antipoluidores de que dispuserem, estejam ou não em funcionamento.

Art. 3º. A Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA) pode estabelecer outros parâmetros de efluentes ou resíduos, lançados nos cursos e reservatórios d’água, na conformidade do item XIII, da Portaria nº 13, de 15 de janeiro de 1976, do Ministro do Interior, ou quaisquer outras que venham a ser definidas, em nível federal.

Art. 4º. Os cursos e reservatórios d’água não abrangidos pelo presente Decreto serão enquadrados pela Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA) da Secretaria do Planejamento à medida em que forem sendo concluídos os estudos a seu cargo.

Art. 5º. O presente Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Potengi, em Natal, 22 de outubro de 1984, 96º da República.

JOSÉ AGRIPINO MAIA Manoel Pereira dos Santos

RELAÇÃO ANEXA AO DECRETO Nº 9.100, DE 22 DE OUTUBRO DE 1984 Nº de

orde m

Denominação do curso ou

reservatório

Origem ou localização

Outros locais que atravessa

Usos principais Observações

01

02 03

04

05

06

07

08

09

Rio Pitimbu

Lagoa do Jiqui Rio Jiqui

Rio Pirangi

Rio

Cajupiranguinha ou Riacho Água Vermelha

Rio Cajupiranga ou Riacho Taborda Rio Canto ou Rio Pium

Lagoa do Pium

Rio Potengi

Macaíba

Jiqui – Natal Lagoa do Jiqui

Nísia Floresta

Eduardo Gomes

São José de Mipibu Eduardo Gomes

Rio Pium

Cerro-Corá

Eduardo Gomes e Natal

____

Eduardo Gomes

Eduardo Gomes

____

Eduardo Gomes

Nísia Floresta

Eduardo Gomes

São Tomé, Sítio Novo, Barcelona, Lagoa dos Velhos,

São Paulo do Potengi, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Natal.

Abastecimento d’água, pequena agricultura, Uso industrial.

Abastecimento d’água

Pequena agricultura, Hortigranjeiro.

Pequena agricultura e Pesca.

Pequena agricultura

Pequena agricultura e Pesca.

Pequena agricultura e Hortigranjeiro.

Pequena agricultura e Hortigranjeiro.

Abastecimento d’água, Pecuária, Agricultura, Pesca , Uso Industrial.

Os cursos d’água ou

reservatórios do nº 01 ao 08

pertencem à Bacia

Hidrográfica do Rio

Pirangi (onde desembocam todos são rios pere-nes.

A extensão da Bacia é de 433,25 km2.

RELAÇÃO ANEXA AO DECRETO Nº 9.100, DE 22 DE OUTUBRO DE 1984

Nº de orde m

Denominação do curso ou reservatório

Origem ou localização

Outros locais que atravessa

Usos principais Observações

10

11 12

13

14

15 16

17

18

19 20

Rio Jundiaí

Lagoa Jundiaí Rio Doce

Lagoa de Guamoré

Lagoa de Extremoz Rio do Mudo Rio Guajiru

Rio da Prata

Rio

Camaragibe

Rio Pedra Preta Riacho da Telha

Macaíba

Macaíba Lagoa de Extremoz

Extremoz

Rio Mudo - Rio Guajiru

Ceará-Mirim Ceará Mirim

Macaíba

São Gonçalo do Amarante Serra do Ingá Ielmo Marinho

Natal

________

Extremoz – Natal

_________

Extremoz

Ceará-Mirim – Extremoz Ceará-Mirim – Extremoz

Macaíba - São Gonçalo do Amarante.

________

São Tomé São Pedro

Abastecimento d’água e Pequena agricultura.

Abastecimento d’água.

Abastecimento d’água e Hortigranjeiro.

Abastecimento d’água e Hortigranjeiro.

Abastecimento d’água e Hortigranjeiro Pequena agricultura Pequena agricultura e Pecuária. Uso Industrial

Pequena agricultura e Pecuária.

Pequena agricultura e Pecuária.

Pecuária Pecuária – Agricultura

Os cursos d’água ou

reservatórios do

nº 09 ao nº 25

pertencem a Bacia Hidrográfica do Rio Potengi- Jundiaí;

Somente no trecho Natal- Macaíba o Regime é perene.

A extensão da Bacia é de 4.075 km2.

RELAÇÃO ANEXA AO DECRETO Nº 9.100, DE 22 DE OUTUBRO DE 1984 Nº de

orde m

Denominação do curso ou

reservatório

Origem ou localização

Outros locais que atravessa

Usos principais Observações

21

22

23

24

25

Riacho Salgado

Riacho Rego Molero

Riacho Pedra Branca

Riacho do Formigueiro

Riacho do Sangue

Serra do Salgado

São Gonçalo do Amarante - Riachuelo

Riachuelo

Serra da Gamaleira

Macaiba

São Pedro - São Paulo do Potengi

__________

São Pedro - São Paulo do Potengi

Barcelona - São Tomé

_________

Pecuária – Agricultura

Pecuária – Agricultura

Pecuária – Agricultura

Pecuária – Agricultura

Pecuária – Agricultura

DECRETO Nº 10.388, DE 07 DE JUNHO DE 1989

Aprova o Plano de Manejo do Parque Estadual das Dunas de Natal.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, usando da atribuição que lhe confere o artigo 41, inciso V, da Constituição Estadual.

DECRETA:

*Art. 1º. Fica aprovado, nos termos do Anexo a este Decreto, o Plano de Manejo do “Parque das Dunas”; situado no Município de Natal e instituído pelo Decreto nº 7.237, de 22 de novembro de 1977.

*Art. 2º. A unidade de conservação ambiental de que trata o artigo 1º é administrada pela Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA) da Secretaria de Fazenda e Planejamento.

*§ 1º. Compete à CMA adotar as providências necessárias à preservação e defesa do Parque das Dunas, solicitando, quando for o caso, o auxílio da força pública e de outros órgãos estaduais, federais ou municipais.

*§ 2º. Cabe ainda à CMA promover a revisão periódica do Plano de Manejo, em intervalos não superiores a cinco anos, com observância dos princípios estabelecidos no plano básico, ouvido, sempre, o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente.

Art. 3º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Potengi, em Natal, 07 de junho de 1989, 101º da República.

GERALDO JOSÉ DE MELO Nathanias Ribeiro Von Sohsten Júnior

Benivaldo Alves de Azevedo

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*Art. 1º:1. A redação deste artigo foi alterada pelo Decreto nº 11.611, de 12 de março de 1993.

*Art. 2º:1. A redação deste artigo e seus respectivos parágrafos foram alterados pelo Decreto nº 11.611, de 12 de março de 1993.

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DECRETO Nº 10.582, DE 06 DE MARÇO DE 1990

Cria o Sistema de Controle Ambiental e Sanitário do Litoral (SCASL), e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições constitucionais e tendo em vista o que consta do art. 18, caput e art.

19, inciso VI, bem como do art. 20, inciso VII, da Constituição Estadual e art. 25, § 1º, da Constituição Federal,

DECRETA:

Art. 1º. Fica instituído o Sistema de Controle Ambiental e Sanitário do Litoral (SCASL), a ser conjuntamente exercido pela Coordenadoria do Meio Ambiente da Secretaria do Planejamento, pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde Pública, pela EMPROTURN - Empresa de Promoção e Desenvolvimento do Turismo do Rio Grande do Norte, vinculada à Secretaria da Indústria e Comércio e pela Coordenadoria de Polícia Civil da Secretaria da Segurança Pública.

Art. 2º. O SCASL funciona sob a forma de grupo de trabalho, cabendo a sua Presidência ao Coordenador do Meio Ambiente.

Art. 3º. Sem prejuízo das licenças e permissões que devam obter ou tenham obtido do Serviço do Patrimônio da União-SPU, da Capitania dos Portos ou das Prefeituras dos Municípios onde estejam localizados, os prédios, construções e estabelecimentos já instalados ou que venham a se instalar na orla marítima, ficam sujeitos a licenciamento pelo SCASL, que, para concedê-lo, exigirá o atendimento, dentre outras condições que venham a ser estabelecidas, pelo menos das seguintes:

I - condições adequadas de higiene e padrões mínimos de qualidade dos produtos postos à venda, especialmente nos locais que sirvam alimentos e bebidas ao público, inclusive barracas de qualquer tipo;

II - preservação dos recursos naturais, especialmente a cobertura vegetal e as coleções hídricas, inclusive lagoas, rios e fontes;

III - conservação das características do meio ambiente, bem como, do direito de livre acesso à praia e, ainda, de visão do mar.

§ 1º . O Presidente do SCASL, cujas atribuições serão fixadas em regimento interno, determinará imediata fiscalização para que seja apurada a observância do disposto na legislação sobre defesa do meio ambiente e neste Decreto, em áreas da orla marítima, ficando autorizado, no caso de ocorrência de infração, a sustar licenciamentos, interditar estabelecimentos ou construções e promover quaisquer outras medidas de caráter preventivo, no âmbito de sua competência específica.

§ 2º. O SCASL deverá propor às entidades competentes medidas que, mediante alteração de leis federais e estaduais, simplifiquem os procedimentos relativos à concessão dos licenciamentos de que trata o caput deste artigo.

Art. 4º. O SCASL deve articular-se, de imediato, com órgãos federais e estaduais competentes, bem como, com entidades ligadas à defesa do meio ambiente, podendo celebrar, para tanto, convênios e contratos, para execução de medidas que assegurem a observância das exigências estabelecidas em leis e decretos federais e estaduais aplicáveis à situação ora disciplinada.

Art. 5º. O SCASL pode designar representantes voluntários, sem direito a qualquer remuneração, em localidades do litoral do Estado, os quais exercerão atividades de fiscalização, com o fim de propiciar ações imediatas e eficazes por parte do SCASL.

Parágrafo Único. A escolha dos fiscais será feita, sempre que possível, mediante indicação das entidades relacionadas com a defesa do meio ambiente.

Art. 6º. O presente Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Potengi, em Natal, 06 de março de 1990, 102º da República.

GERALDO JOSÉ DE MELO Nathanias Ribeiro Von Sohsten Júnior

Pedro Ferreira de Melo Filho Benivaldo Alves de Azevedo

João José Pinheiro Veiga

DECRETO Nº 10.683, DE 06 DE JUNHO DE 1990

Cria a Área de Proteção Ambiental (APA), e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições constitucionais e tendo em vista o que consta do artigo 18, caput e artigo 19, inciso VI, bem como, do artigo 20, incisos VI e VII, da Constituição Estadual,

DECRETA:

Art. 1º. Fica criada a Área de Proteção Ambiental (APA) Piquiri-Una, composta por dois polígonos, o primeiro englobando a sub-bacia do Rio Piquiri situado nos municípios de Pedro Velho e de Canguaretama, e delimitado pelas Coordenadas com longitude oeste 35º11’00” e 35º16’52”, e latitude sul 6º 21’45” e 6º26’30”, e o segundo englobando as sub-bacias dos Riachos Salto e Una situados no município de Espírito Santo e delimitado pelos vértices com as seguintes coordenadas: vértice I-6º 21’45” de latitude sul e 35º 16’ 52” de longitude oeste: vértice II - 6º 21’ 45” de latitude sul e 35º 16’ 15” de longitude oeste: vértice III - 6º 18’34” de latitude sul e 35º 16’15” de longitude oeste:

vértice IV - 6º 18’ 34” de latitude sul e 35º 18’ 8” de longitude oeste: vértice V - 6º 22’

55” de latitude sul e 35º 16’ 52” de longitude oeste.

Art. 2º. Fica a Coordenadoria do Meio Ambiente (CMA), conjuntamente com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), encarregada de num prazo de 180 (cento e oitenta) dias, elaborar e executar estudo ambiental, objetivando o zoneamento de usos e ocupação da APA ora instituída.

Art. 3º. Durante o período de elaboração e execução do estudo referido no artigo anterior, fica proibido qualquer ação de desmate na área, exceto com expressa autorização da CMA.

Art. 4º. Após a conclusão dos estudos, deverá a APA ter seus usos regulamentados por Decreto específico.

Art. 5º. O presente Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Potengi, em Natal, 06 de junho de 1990, 102º da República.

GERALDO JOSÉ DE MELO Otto Euphrásio de Santana

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