Art. 15. As Câmaras Técnicas, órgãos de assessoramento do Plenário do CECTEMA, coordenadas por sua Secretaria Executiva, são as seguintes:
I - Câmara Técnica do Meio Ambiente;
II - Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia.
§ 1º. Os membros das Câmaras Técnicas serão nomeados pelo Presidente do CECTEMA, por indicação dos órgãos setoriais definidos no artigo 7º, inciso III, deste Regulamento, mediante solicitação da Secretaria Executiva do Colegiado, para um mandato de 02 (dois) anos, renovável por igual período.
§ 2º. Na composição das Câmaras Técnicas, integradas de, no máximo, 09 (nove) membros, serão consideradas as diferentes categorias de interesse multi-setorial.
SEÇÃO II
c) promover a publicação e divulgação dos atos administrativos do CECTEMA;
d) providenciar e fornecer aos Conselheiros, com antecedência mínima necessária à análise prévia, relatórios técnicos e estudos sobre as matérias constantes da pauta de deliberações do Plenário do CECTEMA;
e) outras que lhe forem legalmente atribuídas.
Art. 18. A Fundação Instituto de Desenvolvimento do Rio Grande do Norte - IDEC, supervisionada pela Secretaria do Planejamento do Rio Grande do Norte - SEPLAN/RN, será responsável pelo apoio técnico e científico às atividades do Órgão Central do Sistema.
SEÇÃO III
DOS ÓRGÃOS SETORIAIS
Art. 19. Os Órgãos Setoriais de que tratam o artigo 7º, inciso III, deste Regulamento, serão coordenados, exclusivamente no que se refere à Política Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente, pelo Secretário de Estado do Planejamento.
SEÇÃO IV
DOS ÓRGÃOS LOCAIS
Art. 20. Compete aos Órgãos Locais do Sistema Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente o controle e fiscalização das atividades potencial ou efetivamente poluidoras, nas respectivas áreas de jurisdição, observadas as normas aplicáveis ao que estipularem os convênios firmados com os órgãos setoriais do Sistema, permitida a interveniência do órgão central, bem como, a execução de funções que lhe forem delegadas.
CAPÍTULO IV
DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA ESTADUAL E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
SEÇÃO I
Art. 21. São instrumentos da Política Estadual de Controle e Preservação do Meio Ambiente:
I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;
II - o zoneamento ambiental, visando à integração sistemática e Interdisciplinar da análise do meio ambiente ao uso do solo;
III - a avaliação de impactos ambientais;
IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;
V - os incentivos à aquisição e instalação de equipamentos antipoluidores, à criação ou absorção de tecnologia, à conservação e restauração da biota e outras ações voltadas para melhoria da qualidade ambiental;
VI - a criação de reservas e estações ecológicas, de áreas de proteção ambiental e as de relevante interesse ecológico;
VII - o Sistema Estadual de Informações sobre o Meio Ambiente, destinado a promover o intercâmbio de dados ambientais e a sua ampla e rápida divulgação;
VIII - o Cadastro Técnico Estadual de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental;
IX - as penalidades disciplinares ou compensatórias pelo não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental;
X - a realização de pesquisas básicas e aplicadas no campo ambiental.
SEÇÃO II
DO LICENCIAMENTO DE ATIVIDADES
Art. 22. A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimento de atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como, os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do CECTEMA, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis.
§ 1º. Caberá ao CECTEMA fixar os critérios básicos, segundo os quais serão exigidos estudos de impacto ambiental para fins de licenciamento, contendo, entre outros, os seguintes ítens:
a) diagnóstico ambiental da área;
b) descrição da ação proposta e suas alternativas;
c) identificação, análise e previsão dos impactos significativos, positivos e negativos.
§ 2º. Respeitada a matéria de sigilo industrial, assim expressamente caracterizada a pedido do interessado, o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, devidamente fundamentado, será acessível ao público.
§ 3º. O estudo de impacto ambiental será realizado por equipe multidisciplinar habilitada, correndo as despesas por conta do proponente do projeto.
§ 4º. Resguardado o sigilo industrial, os pedidos de licenciamento, em quaisquer das suas modalidades, sua renovação e a respectiva concessão, serão publicados resumidamente no Diário Oficial do Estado, e em um periódico de grande circulação local, com a indicação do nome do interessado, conforme modelo aprovado pela SEPLAN/RN.
§ 5º. O CECTEMA e a SEMA, esta em caráter supletivo, sem prejuízo das penalidades pecuniárias cabíveis, determinarão, sempre que necessário, a redução das atividades geradoras de poluição, para manter as emissões gasosas, ou efluentes líquidos e os resíduos sólidos dentro das condições e limites estipulados no licenciamento concedido.
Art. 23. Ao CECTEMA, ressalvados os casos de competência federal, cabe a expedição das seguintes licenças:
I - Licença Prévia (LP), na fase inicial do planejamento da atividade, contendo requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação, não sendo concedida licença em desacordo com os planos municipais, estaduais ou federais de uso do solo;
II - Licença de Instalação (LI), após o exame do Projeto Executivo, autorizando o início da implantação, de acordo com as especificações constantes do projeto aprovado;
III - Licença de Operação (LO), após vistoria, teste de operação ou outro método de verificação, autorizando a entrada em funcionamento da atividade licenciada e seus equipamentos de controle de poluição, de acordo com o previsto nas Licenças Prévia e de Instalação.
§ 1º. Os prazos para licenciamento de que trata o artigo anterior serão estabelecidos por Resolução do CECTEMA.
§ 2º. Caso o CECTEMA não se julgue em condições para expedir as licenças previstas neste artigo, a SEMA poderá expedí-las, no exercício de sua atribuição supletiva e em articulação com o órgão estadual.
§ 3º. Em casos especiais e de interesse federal, o CECTEMA submeterá à homologação pela SEMA, da licença expedida, podendo solicitar a expedição de licença suplementar, fixando outros prazos e critérios mais restritivos.
§ 4º. Se as atividades de implantação e operação forem iniciadas antes da expedição das respectivas Licenças de Instalação e Operação, o Presidente do CECTEMA deverá comunicar o fato, diretamente ou através de Edital, às entidades financiadoras dessas atividades, sem prejuízo da imposição de embargos e de outras medidas cautelares, sob pena de serem submetidos à processo para a apuração de responsabilidade funcional.
Art. 24. Caberá recurso administrativo para o CECTEMA, das decisões denegatórias de licenciamento.
Art. 25. A redução de atividades, na forma do artigo 10 da Lei nº 5.147, de 30 de setembro de 1982, considerará entre outros fatores:
I - a desobediência às condições expressas na licença;
II - a inexistência ou deficiência de insumos com os padrões de qualidade determinados pelo CECTEMA.
Art. 26. Compete à SEPLAN/RN, sem prejuízo da iniciativa do CECTEMA, propor a expedição de normas gerais para implantação, acompanhamento e fiscalização do licenciamento previsto neste Regulamento.
§ 1º. A fiscalização e o controle da aplicação de critérios, normas e padrões de qualidade ambiental serão exercidos pela SEPLAN/RN.
§ 2º. Inclui-se na competência de fiscalizar e controlar, a análise de projetos de entidades públicas ou privadas, com o objetivo de preservar ou recuperar os recursos ambientais afetados por processos de exploração predatórios ou poluidores.
§ 3º. A SEPLAN/RN, no exame dos projetos de sua competência exigirá, para efeito de aprovação, que sejam adotadas pelo interessado, medidas capazes de assegurar que as matérias-primas, insumos e bens produzidos tenham padrão de qualidade que elimine ou reduza o efeito poluente derivado de seu emprego e utilização.
§ 4º. O proprietário de estabelecimento sob fiscalização, ou o seu preposto responsável, permitirá, sob as penas da Lei, o ingresso dos agentes fiscais credenciados, no local das atividades poluidoras, para a inspeção de todas as suas áreas.
Art. 27. As entidades governamentais de financiamento ou gestoras de incentivos condicionarão, a habilitação, a esses benefícios, à comprovação de seu enquadramento no Sistema de Licenciamento de Atividades Potencialmente Poluidoras a que estiver submetido.
SEÇÃO III