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DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

No documento iisimgeti - SIMGETI – Grupo Educacional Unis (páginas 169-200)

O presente estudo teve por objetivo apurar a viabilidade para o pequeno produtor rural operar no mercado futuro de café.

Após a realização do estudo de caso, conclui-se que, não só é possível a participação do pequeno produtor no mercado futuro de café, como é necessária. Ao realizar uma operação para entrega futura, o produtor garante o preço de venda, reduzindo o risco em relação às oscilações de preço do mercado, bem como garante que seu café será vendido em preço acima do custo de produção de cada saca. Através da análise realizada, ficou evidente que o produtor que utiliza o mecanismo de venda no mercado futuro tem o preço médio de venda total da safra acima daquele produtor que só negocia no mercado físico. No entanto, foi possível constatar também que o produtor deve observar a quantidade que será vendida no mercado futuro, para certificar que será capaz de entregar quantidade e qualidade prometidas no ato da venda. Conclui-se

também que, para negociar no mercado futuro de café, o produtor deve observar estrategicamente os acontecimentos mundiais, na política e economia, bem como os acontecimentos naturais, para saber qual é o melhor momento para as vendas futuras e em qual quantidade.

Este estudo requer um maior aprofundamento sobre as variáveis que afetam a cotação futura do café bem como sobre as análises gráficas das cotações do produto nas bolsas de valores.

FUTURE COFFEE MARKET: Its characteristics and negotiability feasibility for a small producer in Varginha / MG.

ABSTRACT

This article seeks to determine the viability for small farmers to operate in the future coffee market. The article has been elaborated once with the increasing volatility of commodity prices, it is crucial for small farmers to use derivative operations to protect themselves. The future market is a relevant option for this segment. Based on this scenario, hypotheses were raised about selling at the best price, minimizing risks with the guarantee of the sale price and better management of the financial flow of the rural enterprise. It was also considered the impossibility of the participation of the small producer in the future coffee market. The methodology used to elaborate this article was the bibliographical research in books, magazines, websites and scientific articles. In addition, a case study was conducted with two small Varginha-MG producers with similar productions, one being a futures market negotiator and the other not. In parallel, the sales of a small coffee grower were simulated. The theoretical framework was based on the coffee scenario in Brazil, rural management and future market.

After the results of the case study it is concluded that the small producer's participation in the future coffee market is feasible. It is important to emphasize that, in order to negotiate in the future coffee market, the producer must observe strategically the world events, in politics and economy, as well as natural events, to know the best moment for future sales and in what quantity.

Keywords: Future market. Coffee. Prices. Rural producer.

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AS CONTRIBUIÇÕES DO SOCIAL-COMMERCE PARA EMPRESAS DE PEQUENO PORTE

Nayara Rodrigues Souza Oliveira Letícia Rodrigues da Fonseca

RESUMO

O avanço da internet, as necessidades e exigência dos clientes têm motivado as empresas a buscar um contato mais direto com seu público. Estratégias e ferramentas estão sendo implementadas no sentido de auxiliar as empresas a reter e conquistar novos clientes. O fenômeno Social Commerce é um novo conceito no comércio eletrônico que utiliza as redes sociais para interações entre os usuários com o intuito de facilitar a compra e venda online de produtos e serviços. Diante deste contexto, este artigo buscou identificar as contribuições da prática do social-commerce para empresas de pequeno porte que dispõem de pouco recurso financeiro para investimentos em marketing. Para isso, realizou-se uma pesquisa de natureza qualitativa do tipo estudo de caso múltiplo, e como instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada. Ao final foi possível identificar as redes sociais mais utilizadas pelos segmentos de alimentação/gastronomia e moda/vestuário, compreender como ocorre o relacionamento entre essas empresas com seus clientes por meio das redes sociais, além de identificar as vantagens e desvantagens da prática do social-commerce.

Palavras-chave:Internet. Redes Sociais. Social commerce.

1 INTRODUÇÃO

O uso da internet para diversas atividades vem crescendo consideravelmente ao longo dos anos, principalmente no comércio eletrônico. Segundo dados apurados pela E- commerceBrasil, empresa que divulga resultados de pesquisas sobre o e-commerce no ano de 2015, o Brasil aparece como o 3º país que mais usufruí da web. Ao todo são 204 milhões de pessoas, com 54% de usuários que utilizam a internet frequentemente. As informações compartilhadas nas redes sobre produtos e serviços, alcançam consumidores espalhados por todos os lugares do mundo. Outro número que revela a expansão crescente da modalidade

eletrônica de vendas, o e-commerce, é o de consumidores, que passou de 17,6 milhões em 2009 para 61,6 milhões em 2014 (WEBSHOPPERS, 2015).

Esse contexto reflete os esforços das empresas que concebem a internet como uma importante ferramenta para aumentar as suas vendas e conquistarem novos clientes, transformando-a, em grandes vitrines online. Apesar dos números animadores e da crescente profissionalização do setor, alguns consumidores ainda possuem receio na hora de efetuar suas compras, por não terem referências o suficiente sobre a loja. Muitos temem não receber o produto, outros temem recebê-lo danificado ou em um prazo fora do estabelecido e, ainda, há dúvidas sobre o armazenamento seguro de dados pessoais (RIBEIRO, 2007).

Para superar essa insegurança, as redes sociais têm sido utilizadas como instrumentos eficientes no momento em que os próprios clientes passaram a expressar suas experiências sobre atendimento, satisfação e confiabilidade. E por meio dessa interação entre e-commerce e redes sociais, surgiu o fenômeno social-commerce que movimenta cerca de R$100 milhões por ano no país, com expectativa de um aumento ainda maior em 2018, prevendo atingir R$1,8 bilhões (IDGNOW, 2015).

Tais dados demonstram que o social-commerce tornou-se uma estratégia para alavancar as vendas, tendo em vista o número cada vez mais crescente de pessoas conectadas em redes sociais. Segundo a E-commerce Brasil, 47% da população encontra-se nas mídias sociais (WEBSHOPPERS, 2015). No entanto, não são todas as organizações que sabem explorar o recurso de maneira eficaz. Logo, justifica-se um estudo mais aprofundado sobre como essas organizações fazem uso dessa estratégia. Tal conjuntura ainda é de extrema relevância para as pequenas empresas, visando sua produtividade e manutenção no mercado, haja vista que estas representam maioria na economia do país.

Sendo assim, o objetivo geral do presente artigo é compreender as contribuições da prática do social-commerce para empresas de pequeno porte. Já os objetivos específicos são:

(i) identificar as redes sociais utilizadas e caracterizar como se dá o seu uso pelas pequenas empresas; (ii) conhecer como funciona o relacionamento comercial entre as pequenas empresas e seus clientes nas redes sociais e; (iii) identificar a relevância do social-commerce para as pequenas empresas.

O artigo está dividido em cinco seções, a saber: (1) introdução – na qual apresentou se contexto que deu origem ao problema de pesquisa, o objetivo geral e os específicos, a justificativa e a relevância do tema escolhido; (2) referencial teórico – com o desenvolvimento da fundamentação teórica utilizada, constituída por princípios e definições presentes na

com a definição da abordagem e os procedimentos metodológicos utilizados para a coleta e análise dos dados; (4) Resultados dos dados coletados e; (5) considerações finais.

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Internet, E-commercee Redes Sociais

A internet é considerada o principal meio de comunicação utilizado na sociedade. As redes proporcionam um grau de abrangência virtual, sem fronteiras, no qual os usuários não se preocupam com deslocamento físico, tampouco com fronteiras geográficas. Devido ao baixo custo da comunicação, pode-se ter acesso a essa ferramenta em qualquer espaço e tempo que torna essa tecnologia extremamente popular. Inicialmente foi utilizada como uma ferramenta de comunicação pelo exército dos Estados Unidos. Nas palavras de Monteiro (2001):

A internet atual surgiu de uma rede idealizada em meados dos anos 60, como uma ferramenta de comunicação militar alternativa, que resistisse a um conflito nuclear mundial. Um grupo de programadores e engenheiros eletrônicos, contratados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, desenvolveu o conceito de uma rede sem nenhum controle central, por onde as mensagens passariam divididas em pequenas partes, que foram chamadas de ‘pacotes’. Assim, as informações seriam transmitidas com rapidez, flexibilidade e tolerância a erros, em uma rede onde cada computador seria apenas um ponto (ou ‘nó’) que, se impossibilitado de operar, não interromperia o fluxo das informações (MONTEIRO, 2001, p. 27).

No Brasil, a internet passou a ser impulsionada a partir de 1995, através dos Ministérios da Comunicação e Ciência e Tecnologia. O governo buscava implantar a infraestrutura necessária para a posterior operação de empresas privadas provedoras de acesso aos usuários (MONTEIRO, 2001). Quanto ao seu pelo brasileiro:

Os usuários de internet ficam conectados, em média, 4h59’ por dia durante a semana e 4h24’ nos finais de semana, superior ao tempo médio que brasileiros ficam expostos ao televisor, respectivamente 4h31’ e 4h14’. Praticamente a metade dos brasileiros, 48%, usa internet. O percentual de pessoas que a utilizam todos os dias cresceu de 26% na PBM 2014 para 37% na PBM 2015. O hábito de uso da internet também é mais intenso do que o obtido anteriormente. De acordo com a pesquisa de 2014, o tempo médio conectado era 3h39’ por dia durante a semana e 3h43’ nos finais de semana (BRASIL, 2014, p. 1).

Devido a esse cenário as empresas foram percebendo o seu potencial, principalmente, a sua capacidade de alcançar novos clientes e começaram a adotar a modalidade de ‘Comércio Eletrônico’ como uma forma para vender os seus produtos e serviços para clientes localizados

em diferentes regiões por meio da internet. O Comércio Eletrônico foi identificado com uma oportunidade de negócios para as lojas físicas com o objetivo de facilitar a comunicação entre clientes e vendedores e maximizar essa relação online. O conceito do e-commerce refere-se à realização de transações através da internet, de venda de produtos e serviços físicos, entregues tanto off-line como on-line em toda a sociedade. O e-commerce não tem intenção de acabar com o comércio físico mais sim complementá-lo (COSTA; RUIZ, 2011).

No meio competitivo do mundo dos negócios, as empresas têm que interagir com os seus clientes, buscar melhorar seus bancos de dados, informações, marketing, confiabilidade e identificar seus clientes. Através dos processos que o comércio eletrônico fornece a empresa consegue interagir com o seu cliente conhecendo-o mais (SOUZA; SCHOEFFEL, 2013).

A participação do comércio eletrônico no faturamento das empresas, que inicialmente era marginal, passou a ser o potencial. Face a esta profusão de meios, as empresas devem cada vez mais se preocupar com as estratégias que devem adotar para obter alta performance em suas vendas. É nítido o crescimento do comércio eletrônico no mundo, e no Brasil não seria diferente. O país possui uma comunidade on-line gigante capaz de proporcionar um mercado atraente e uma força inovadora para o desenvolvimento. O desafio é grande e parece muito difícil, entretanto, não buscar estas oportunidades é impensável, diante das inúmeras janelas de oportunidades abertas pelas novas tecnologias (COSTA; RUIZ, 2011, p. 150).

“De acordo com os dados do E-bit,o comércio eletrônico brasileiro cresceu 24% em 2014, o que resultou em um faturamento de R$ 35,8 bilhões, superando o ano de 2013, que apresentou o resultado de R$ 28.8 bilhões” (WEBSHOPPERS, 2015, p. 8).

O número de pedidos feitos via internet, em 2014, foi de 103,4 milhões, quantidade 17%

maior que o registrado no ano anterior (88,3 milhões). Ao todo, 51,5 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra online no ano de 2014, sendo 10,2 milhões entrantes. Com o total de pedidos, chega-se a uma média de duas compras por consumidor. Dentre as categorias dos produtos mais consumidos estão moda e acessórios, com 17% de participação no volume de pedidos, cosméticos e perfumaria/cuidados pessoais/saúde (15%), eletrodomésticos (12%), telefonia e celulares (8%) e livros/assinaturas e revistas (8%). (WEBSHOPPERS, 2015).

“O sucesso deste comércio está atrelado diretamente ao gerenciamento desta relação, que quando bem administrada, aumenta a probabilidade dos produtos e serviços receberem avaliações positivas, influenciando potenciais clientes” (GAVIOLI, 2011, p. 1). Segundo Teixeira Filho (2001), com o surgimento do comercio eletrônico – que disponibiliza quase tudo por meio da internet, considerada por muitos especialistas como a mais forte onda de mudança identificada na chamada ‘nova economia’ –, tornou-se uma organização global de produção e

consumo, fortemente baseada em tecnologia, comunicação e conhecimento. Sendo assim, a loja física necessita fazer uso de estratégias digitais para auxiliá-la no processo de se tornar uma loja virtual, para conquistar novos clientes e sua fidelização.

A estratégia digital é, em resumo, a consolidação da estrutura e das políticas de uma empresa para chamar a atenção, criar canais de diálogo e falar com o consumidor por meio da internet. Ela usa os canais digitais para duas funções: disseminar mensagens e estabelecer conversas com pessoas estratégicas para a organização, sejam clientes, parceiros ou apoiadores. Ambos os pontos são interdependentes em um planejamento, já que conteúdo sem interação perde força e não chama a atenção. Já interação sem conteúdo é vazia e pouco atrativa (DOT DIGITAL GROUP, 2014, p. 5).

“Uma boa estratégia digital deve levar em conta as estruturas tecnológicas (redes sociais, portal, blog, e-mail marketing, entre outros), o tipo de conteúdo que será disseminado (posts, e-books, infográficos) e as características do público alvo” (DOT DIGITAL GROUP, 2014, p. 5).

Em se tratando de online/digital, a história mostra que as previsões precisam ser refeitas com frequência, pois o ritmo de inovações é muito intenso. No entanto, já existem indícios suficientes para afirmar que em 10 anos o termo ‘comércio eletrônico’ será insuficiente para descrever o conjunto de transações e interações que ocorrerão entre e intra-empresas e consumidores. A razão disto é que o ‘online’ é cada vez mais digital e, paradoxalmente, cada vez menos virtual. Nesse sentido, o Social-Commerce é a intersecção entre o comércio eletrônico e as redes sociais, fortalecendo a capacidade de se comercializar serviços eletronicamente. Ele deverá ser o elemento mais dinâmico do e-commerce nos próximos anos e a razão disto é que o ‘social’ das redes sociais tem contribuído para a mudança no modo como as pessoas pesquisam e adquirem produtos, sem falar no modo como elas interagem com marcas e com outras pessoas (E-CONSULTING, 2012).

De acordo com as informações divulgadas pela ComScore – empresa especializada em mediação de mídia – o “Social Media ocupa o primeiro lugar em tempo gasto, com mais de 39 milhões de minutos navegados por brasileiros em janeiro de 2015” (VIEIRA, 2015, p.1).

Segundo a mesma pesquisa, o Google Sites continua sendo ainda o mais acessado, entretanto, 16,9% das entradas em seus sites vem de rede social, o que significa 1,3 bilhões de entradas. A empresa realizou outra pesquisa, entrevistando cerca de 1.000 compradores on-line sobre suas experiências no mercado virtual (VIEIRA, 2015).

De acordo com a pesquisa, mais da metade (56%) dos consumidores brasileiros fazem suas compras online, o número mais elevado em qualquer mercado. Eles também são

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