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Sistema de Gestão Integrada da Transpetro

No documento Renata Pereira de Araujo.pdf - Univali (páginas 121-126)

2.3 CARACTERIZAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO

2.3.3 Petrobras Transporte S.A. – TRANSPETRO

2.3.3.4 Sistema de Gestão Integrada da Transpetro

Após a meta da Petrobras de certificar todas as suas áreas, meta alcançada no final de 2001, em função da nova estrutura de Dutos e Terminais, a alta administração da Transpetro enxergou uma oportunidade de aproveitar o momento para integrar as certificações em nível corporativo (Dutos e Terminais e Fronape) e criar um sistema que, além das certificações, atenda aos demais elementos necessários a excelência do desempenho empresarial.

O objetivo do SGI é estabelecer um conjunto de elementos, interagindo com a força de trabalho, por meio de diretrizes e padrões, para promover a melhoria da qualidade dos serviços e a aumentar postura preventiva com relação às questões de segurança, meio ambiente e saúde.

Para a formatação da estrutura do sistema foram ouvidos empregados, contratados e as empresas DuPont, Enbridge e Fênix, obtendo-se, desta forma:

• Requisitos de normas/guias internacionais (ISO 9000, ISO 14000, BS 8800, OHSAS 18000);

• estruturação que flexibiliza a incorporação de outras normas/guias, como por exemplo: BS-8800 – Responsabilidade Social;

• compatibilização com o Sistema de Gestão da Fronape (SGF), que atende também aos requisitos do ISM Code, Sire e outros;

• incorporação dos critérios do PNQ como balizador;

• conceito de Pegaso 3D e,

• atendimento aos grupos de interesse (clientes, acionistas, força de trabalho, comunidade, sociedade e fornecedores) ou às perspectivas (clientes, finanças, processos internos, aprendizado e crescimento).

A Transpetro busca as seguintes vantagens através da implantação do SGI:

• Estratégicas: Sustentabilidade dos investimentos realizados por meio do Pegaso e do Plano de Investimentos da Transpetro;

• planejamento Integrado do processo de "receber" Auditorias (Auditorias de Certificação, Auditorias de Manutenção, Auditorias da ANP, Auditorias da Conama e Avaliações do PNQ);

• padronização;

• melhoria dos processos operacionais e de apoio e,

• agilidade nas "pontas".

De modo a implementar as bases do processo, em março de 2002 foi realizado no Rio de Janeiro o I Encontro Nacional do Sistema de Gestão Integrada Transpetro, que reuniu 46 pessoas de todas as áreas. As atividades durante o evento foram conduzidas através de grupo de trabalho e debates. Houve um consenso sobre a estrutura do SGI e a arquitetura do SINPEP (Sistema Informatizado de Padronização Eletrônica da Transpetro).

2.3.4 A Empresa: Transpetro – Terminal de São Francisco do Sul

O Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul (foto 3.1) está localizado na praia de Ubatuba, no município de São Francisco do Sul.

Com uma capacidade operacional de armazenamento de 422.000 m3, transportando aproximadamente 1.250.000 m3/mês de petróleo, operando cerca de 30 navios por mês.

Através do programa PEGASO (Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional) patrocinado pela Petrobras, o Terminal de São Francisco do Sul atualizou tecnologicamente suas instalações industriais, investindo vultuosamente em segurança operacional e em melhorias nas condições ambientais.

FOTO 1: Vista aérea do Terminal de São Francisco do Sul

Construído de acordo com os mais avançados padrões de engenharia, com atenção especial para a segurança industrial e a proteção ao meio ambiente, o terminal de São Francisco do Sul foi inaugurado com a finalidade de receber petróleo bruto, armazená-lo e transferi-lo para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) em Araucária PR, através do oleoduto OSPAR (Oleoduto Santa Catarina-Paraná).

Também é responsável pela transferência de produtos provenientes da REPAR para os Terminais Terrestres de Guaramirim (TEJOI), Itajaí (TEJAÍ) e Biguaçú (TEFLO), através do oleoduto OPASC (Oleoduto Paraná-Santa Catarina), conforme mostra a figura 3.1. Estas, por sua vez, após receberem os produtos via oleoduto (álcool anídro, álcool hidratado, gasolina, óleo diesel e GLP) armazenam e realizam o carregamento rodoviário.

FIGURA 4: Dutos e Terminais do Sul

O CCO (Centro de Controle Operacional) é o local onde é controlado, via sistema SCADA (Supervisory Control And Data Acquisition – controle de supervisão e de aquisição de dados), os dutos do Opasc (Oleoduto Paraná-Santa Catarina) e Ospar (Oleoduto Santa Catarina-Paraná).

As estações de bombeamento estão em locais onde não há presença de operadores, o bombeamento é controlado à distância pelo operador do CCO, por intermédio do

sistema SCADA, que é um sistema complexo de hardware e software, meios de comunicação, dispositivos e instrumentos que reúnem e analisam os dados operacionais.

Assim, o operador sozinho do CCO comanda todo o bombeamento, verifica os níveis dos tanques e pode saber o momento exato de executar o comando de abertura ou fechamento de uma válvula e ainda é possível fazer o rastreamento de bateladas de produtos provenientes da refinaria que estão no OPASC, utilizando estas informações para calcular a hora de chegada de uma batelada em diversos locais, ou para quando uma batelada esta em posição de permitir uma sangria no duto ou o momento exato de desviá-la para um determinado tanque.

Além das instalações administrativas e de apoio, o terminal é dotado de instalação portuária (foto 3.2) equipada com duas lanchas para auxílio às operações de amarração de navios e conexão de mangotes para descarga, assim como para execução dos serviços de inspeção e manutenção da mono bóia e seus acessórios.

FOTO 2: Vista Aérea do Atracadouro

2.3.4.1 Sistema de Recebimento

O sistema de recebimento de petróleo do Terminal de São Francisco do Sul é composto basicamente de:

Uma monobóia

Tipo IMODCO com 11 metros de diâmetro, toda de aço e subdividida internamente em 8 compartimentos estanques, ligados ao oleoduto de recebimento através de 2 linhas de mangotes submarinos (foto 3.3).

A monobóia fica localizada a 8,5 km da costa e 11,5 km do Terminal na direção Leste, numa lâmina d’água com cerca de 22 m, podendo operar com navios de até 200.000 toneladas de porte bruto (TPB), e de calado máximo de 18,5 metros.

FOTO 3: Monobóia

Dois cabos de amarração:

O navio tanque é amarado a monobóia através de 2 cabos de amarração do tipo 2 em 1 (foto 3.4), confeccionados em nylon, com flutuadores, tensão de ruptura em torno de 348 toneladas por cabo. “O comprimento de cada cabo é de 53,5 m, sua circunferência é de 16”.

FOTO 4: Navio Tanque Amarrado à Monobóia Através dos Cabos de Amarração

Duas linhas de mangotes flutuantes – Norte e Sul:

O petróleo é descarregado com as próprias bombas do Navio Tanque, através de 2 linhas de mangotes (foto 3.5) que fazem conexão do manifold de descarga do navio à Monobóia. O comprimento total da Linha Norte é de 273 m, e o comprimento total da Linha Sul é de 263 m.

FOTO 5: Linha de Mangotes Flutuantes

Duas linhas de mangotes submarinos – Norte e Sul

Os mangotes submarinos (foto 4.6) são conectados na parte inferior da monobóia, até o manifold submarino. Comprimento total de cada linha dos mangotes é de 27 metros.

Um manifold submarino

O manifold submarino fica localizado abaixo da monobóia e faz a ligação entre as linha de mangotes submarinos e o Oleoduto Submarino, como demonstra a foto 3.6.

FOTO 6: Conexão de Manifold com Mangote Submarino Dois oleodutos de recebimento – Norte e Sul

Possuem 34’’ de comprimento de 11,5 Km (8,5 Km submarinos), sendo cada uma das linhas ligadas ao manifold submarino se prolongando até a chegada nas válvulas.

2.3.4.2 Sistema de Estocagem

Este sistema consiste de 8 tanques (foto 3.7) de teto flutuante tipo duplo deck, sendo que 5 tanques possuem capacidade nominal de 78.000 m3 (65.000 m3 operacional).

O Terminal possui também 1 tanque de resíduo para alívio do oleoduto terrestre e recebimento de resíduos diversos, com capacidade de 3.200 m3. Os tanques operam com lastro de água de 1.000 mm, visando reduzir o volume de petróleo imobilizado.

Possuem também um sistema de sucção de 1.600 mm.

FOTO 7: Vista Aérea do Parque de Tancagem do Terminal de São Francisco do Sul

Todos os tanques estão equipados com sistema de telemedição, com informações de nível, temperatura e densidade do produto estocado sendo recebidas, em tempo real, na sala de controle.

2.3.4.3 Sistema de Transferência

O sistema de transferência consiste basicamente de um oleoduto (Oleoduto Santa Catarina – Paraná, Ospar), responsável por movimentar petróleo do Terminal à Refinaria, no estado do Paraná, e um poliduto, (Oleoduto Paraná – Santa Catarina, Opasc) que transporta derivados e álcool da Refinaria aos terminais terrestres de distribuição em Santa Catarina.

Oleoduto Santa Catarina – Paraná (Ospar)

Este oleoduto possui 30” de diâmetro e 117 km de comprimento, tem a finalidade de transportar petróleo cru do Terminal de São Francisco do Sul, ao nível do mar, para a

Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar, localizada em Araucária, a 890 metros acima do nível do mar, no Estado do Paraná.

Este sistema possui uma estação de bombeamento inicial em São Francisco do Sul, composta por 2 bombas booster de 430 HP e 3 bombas principais de 2.200 HP, operando com 1 booster e 2 principais. O oleoduto opera com pressão de descarga média em São Francisco do Sul de 57 kgf / cm2 e vazão média de 1.500 m3 / h.

Saindo do Terminal, o oleoduto atravessa o canal de São Francisco do Sul e percorre aproximadamente 57 km até a Estação Intermediária localizada em Itararé, município de Guaratuba no estado do Paraná. Esta estação está localizada a uma altitude de cerca de 480 metros. Esta estação possui 3 bombas principais, sendo que uma destas fica como reserva, cujas características são idênticas às bombas localizadas no Terminal. Da Estação Intermediária, o oleoduto percorre uma distância de aproximadamente 60 km até a Repar. O ponto mais alto do oleoduto está a aproximadamente 960 metros acima do nível do mar a 25 km da refinaria.

O sistema de transferência está sendo dotado de medidores de vazão em linha, na saída da estação inicial em São Francisco do Sul, na estação Intermediária (km 57) e na chegada da refinaria (km 117), os quais já possuem medidores de pressão.

Oleoduto Paraná – Santa Catarina (Opasc)

Este duto opera como poliduto, pois é responsável por movimentar álcool e derivados como gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo, tem sua origem na Refinaria Getúlio Vargas – Repar seguindo aos Terminais de distribuição nas cidades de Guaramirim, Itajaí e Biguaçú, em Santa Catarina. O ponto mais alto do oleoduto está a aproximadamente 960 metros acima do nível do mar.

O início de sua construção foi em maio de 1993 e sua operação iniciou-se em novembro de 1995 juntamente com os três Terminais Terrestres de Distribuição.

Suas vazões são as seguintes:

• Vazão da REPAR para Guaramirim: 285 m3 / h;

• Vazão de Guaramirm para Itajaí: 150 – 285 m3 / h;

• Vazão de Itajaí para Biguaçú: 150 m3 / h;

A estação de bombeamento inicial do oleoduto, nas dependências da Repar se compõe de:

• 4 bombas booster, sendo duas para GLP, com potencial individual de 75 cv e 2 para produtos claros (gasolina, diesel e álcool) com 200 cv;

• bombas principais com potência individual de 350 cv.

A operação em modo normal é efetuada com duas bombas principais e duas bombas booster.

Ao longo do oleoduto existem válvulas de bloqueio com o objetivo de isolar trechos do oleoduto para manutenção ou minimizar o impacto de vazamentos que possam ocorrer.

Para atender ao primeiro objetivo são utilizadas as válvulas de bloqueio, que são operadas manualmente e permitem isolar trechos dos dutos. O objetivo de minimizar o impacto dos vazamentos é realizado pelas válvulas de bloqueio automáticas.

Devido à grande diferença de cotas existente entre a estação de bombas localizada na REPAR e a base de Itajaí existe a possibilidade de ocorrência de pressões muito elevadas no caso da ocorrência de um sistema para alívio de sobrepressões com a finalidade de limitar os valores de pressão no duto. O sistema é composto por um conjunto de duas válvulas de alívio do tipo “flexflow” com pressão de ajuste de 97 kgf/cm2 e vazão máxima de 55 m3/h com a descarga direcionada para um vaso de interface instalado na base correspondente.

Nas dependências do Terminal de Itajaí fica a estação de bombeamento intermediária de Itajaí.

A estação se compõe de:

• bombas booster com potência individual de 40 cv;

• bombas principais com potência individual de 200 cv.

A operação normal é efetuada com uma bomba booster e duas bombas principais.

Estão instalados lançadores e recebedores de “pigs”, equipamentos utilizados para a limpeza dos dutos, utilizadas respectivamente no início e no final dos trechos Repar – Itajaí e Itajaí – Biguaçú.

Todo o sistema Opasc é controlado, monitorado e supervisionado a partir de uma estação mestre localizada em no Terminal de São Francisco do Sul.

2.4 MÉTODO DE AVALIAÇÃO

Após o levantamento de dados e informações da empresa objeto deste estudo, será aplicado o método proposto por Oliveira (2002) para a avaliação da sustentabilidade de uma organização, e a partir da pontuação máxima possível para cada item, conforme apresentado na fundamentação teórica do presente trabalho, fazer uma comparação com a pontuação obtida pela organização, o que possibilitará a análise e a interpretação dos dados. Essa análise é o que permitirá localizar a organização dentro das faixas de sustentabilidade proposta no método e principalmente possibilitar a identificação de oportunidades de melhoria a partir dos indicadores utilizados para cada dimensão proposta.

O método utilizado neste estudo visa analisar uma organização através de quatro dimensões de sustentabilidade, a social, a ambiental, a econômica e a cultural.

Desta forma este método foi adequado em função da realidade na qual se insere a organização objeto da análise. Assim será avaliada somente a sustentabilidade sócio-ambiental e cultural da organização em estudo.

Oliveira (2002) cita que a pontuação referenciada, bem como as faixas de sustentabilidade propostas, não são de maneira nenhuma definitivas e sugere que devam passar por um processo de aplicação e verificação para seu melhoramento continuado.

Seguindo as proporções estabelecidas por Oliveira (2002), a faixa de pontuação proposta pelo método foi adequada à este estudo, apresentando-se da seguinte maneira:

TABELA 13: Faixa de Pontuação e Faixas de Sustentabilidade Propostas para o Objeto de Estudo

FAIXA DE SUSTENTABILIDADE PONTUAÇÃO CORRESPONDENTE

Insustentável 0 a 110

Em busca da sustentabilidade 111 a 185

Sustentável 186 a 270

CAPÍTULO III

3 APLICAÇÃO DO MÉTODO E SEUS RESULTADOS

Neste capítulo, será aplicado o método proposto para este estudo, e a partir da pontuação máxima possível para cada item, conforme definido no capítulo 2 do presente, será comparada com a pontuação obtida pela organização, possibilitando a análise e a interpretação dos dados. Através desta análise a organização será localizada dentro das faixas de sustentabilidade propostas neste estudo, possibilitando a identificação de oportunidades de melhoria a partir dos indicadores utilizados para cada dimensão avaliada.

3.1 O LEVANTAMENTO DE DADOS PARA A AVALIAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO Durante a pesquisa documental foram levantadas informações sobre a empresa, no que se referem a qualidade, meio ambiente, saúde e segurança do trabalho, responsabilidade social e relacionamento com a comunidade. Para o estudo de caso foram selecionados alguns dados e os indicadores recomendados por Amaral (2004) e Oliveira (2002) que irão conduzir as conclusões do trabalho, sendo as referências mais importantes apresentadas a seguir.

3.1.1 Indicadores Sócio-Ambientais

Desde 1974 a Petrobras possui uma política de Proteção Industrial aplicável às suas atividades. Em 1977, foi criada a Divisão de Engenharia de Segurança Industrial e do Meio Ambiente, ligada ao Gabinete do Presidente da companhia, visando o gerenciamento dessas funções.

Em função de acidentes ocorridos, a empresa redirecionou as suas políticas e estratégias nas áreas de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, estabelecendo novos objetivos em todos seus segmentos e integrando-os aos objetivos de expansão da companhia para atuação no exterior. Em 2000, os objetivos de responsabilidade social e ambiental foram integrados ao planejamento estratégico da companhia.

3.1.1.1 Política de QSMS (Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde) da Transpetro

Política de Gestão de SMS da Transpetro

• Educar, capacitar e comprometer os empregados com as questões de SMS, envolvendo fornecedores, comunidades, órgãos competentes e demais partes interessadas.

• Considerar nos sistemas de conseqüência e reconhecimento o desempenho em SMS.

• Atuar na promoção da saúde, na proteção do ser humano e do meio ambiente mediante identificação, controle e monitoramento de riscos, adequando a segurança de processos às melhores práticas mundiais e mantendo-se preparada para emergências.

• Considerar a eco-eficiência das operações, minimizando os efeitos locais adversos inerentes às nossas atividades.

Política de Gestão da Qualidade da Transpetro

Atender aos requisitos do mercado, visando à satisfação dos clientes através da garantia de:

• Qualidade na entrega dos produtos quanto a prazos, quantidade e especificações;

• Excelência operacional;

• Competitividade de tarifas e fretes.

A Transpetro, atuando no segmento de armazenamento e transporte duto viário e marítimo de petróleo e seus derivados, álcoois, gás, GLP, produtos químicos, produtos especiais e granéis, considera a implantação desta política e suas diretrizes como parte integrante das ações de responsabilidade social adotadas pela empresa, que incluem a preocupação com a possível contaminação do solo e dos corpos d'água e a possível ocorrência de acidentes envolvendo a força de trabalho e o entorno de suas unidades e instalações no Brasil e no exterior.

Esta Política foi estabelecida com as 15 diretrizes de SMS do Sistema Petrobras:

2 Liderança e Responsabilidade: A Petrobras, ao integrar segurança, meio ambiente e saúde à sua estratégia empresarial, reafirma o compromisso de todos os seus empregados e contratados com a busca de excelência nessas áreas.

3 Conformidade Legal: As atividades da empresa devem estar em conformidade com a legislação nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde.

4 Avaliação e Gestão de Riscos: Riscos inerentes às atividades da empresa devem ser identificados, avaliados e gerenciados de modo a evitar a ocorrência de acidentes e/ou assegurar a minimização de seus efeitos.

5 Novos Empreendimentos: Os novos empreendimentos devem estar em conformidade com a legislação e incorporar, em todo o seu ciclo de vida, as melhores práticas de segurança, meio ambiente e saúde.

6 Operação e Manutenção: As operações da empresa devem ser executadas de acordo com procedimentos estabelecidos e utilizando instalações e equipamentos adequados, inspecionados e em condições de assegurar o atendimento às exigências de segurança, meio ambiente e saúde.

7 Gestão de Mudanças: Mudanças, temporárias ou permanentes, devem ser avaliadas visando a eliminação e/ou minimização de riscos decorrentes de sua implantação.

8 Aquisição de Bens e Serviços: O desempenho em segurança, meio ambiente e saúde de contratados, fornecedores e parceiros deve ser compatível com o do Sistema Petrobras.

9 Capacitação, Educação e Conscientização: Capacitação, Educação e Conscientização devem ser continuamente promovidas, de modo a reforçar o comprometimento da força de trabalho com o desempenho em segurança, meio ambiente e saúde.

10 Gestão de Informações: Informações e conhecimentos relacionados a segurança, meio ambiente e saúde devem ser precisos, atualizados e documentados, de modo a facilitar sua consulta e utilização.

11 Comunicação: As informações relativas a segurança, meio ambiente e saúde devem ser comunicados com clareza, objetividade e rapidez, de modo a produzir os efeitos desejados.

12 Contingência: As situações de emergência devem estar previstas e ser enfrentadas com rapidez e eficácia, visando a máxima redução de seus efeitos.

13 Relacionamento com a Comunidade: A empresa deve zelar pela segurança das comunidades onde atua, bem como mantê-las informadas sobre impactos e/ou riscos eventuais decorrentes de suas atividades.

14 Análise de Acidentes e Incidentes: Os acidentes e incidentes decorrentes das atividades da empresa devem ser analisados, investigados e documentados, de modo a evitar a sua repetição e/ou assegurar a minimização de seus efeitos.

15 Gestão de Produto: A empresa deve zelar pelos aspectos de segurança, meio ambiente e saúde de seus produtos, desde a sua origem até a destinação final, bem como empenhar-se na constante redução dos impactos que eventualmente possam causar.

16 Processo de Melhoria Continua: A melhoria contínua do desempenho em segurança, meio ambiente e saúde deve ser promovida em todos os níveis da empresa, de modo a assegurar seu avanço nessas áreas.

Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2003

Sérgio Machado - Presidente da Transpetro

3.1.1.2 Geração de Emprego e Renda

No Terminal de São Francisco do Sul existem cerca de 400 pessoas (número muito variável devido aos contratos com empresas terceirizadas) na força de trabalho, sendo que destes 122 são empregados próprios do Sistema Petrobras e 282 empregados de empresas terceirizadas que somam 51 contratos ativos no Terminal (dados de Janeiro de 2006).

Não há indicadores de geração de emprego e renda implementados no Terminal, a admissão dos funcionários próprios é realizada através de concurso público, e a contratação de empresas terceirizadas é realizada através de processos de licitação.

3.1.1.3 Sistemas de Trabalhos Socialmente Aceitos

A Transpetro, através da Petrobras, é signatária do Pacto Global. Esse pacto foi proposto às empresas, em todo o mundo, pela Organização das Nações Unidas. Ao aderir ao pacto, a Petrobras assumiu o compromisso de cumprir 10 diretrizes extraídas pela ONU de três documentos: a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Declaração Universal dos Direitos da Infância e da Adolescência e o conjunto de Tratados da Organização Internacional do Trabalho. Tal adesão inseriu a Petrobras no conjunto de empresas que se comprometem internacionalmente com a responsabilidade social e a sustentabilidade do meio ambiente.

Entre as diretrizes estão: respeitar e proteger os direitos humanos, impedir violações de direitos humanos, apoiar a liberdade da associação no trabalho, abolir o trabalho forçado, abolir o trabalho infantil, eliminar a discriminação no ambiente de trabalho,

apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais, promover a responsabilidade ambiental, encorajar tecnologias que não agridam ao meio ambiente e combater a corrupção em todas as usas formas.

3.1.1.4 Ética Organizacional

O Planejamento Estratégico – 2015 reafirma os valores da Companhia, que orientam a postura profissional de seus colaboradores. São eles:

• Valorização dos principais públicos de interesse: acionistas, clientes, empregados, sociedade, governo, parceiros, fornecedores e comunidades, direta ou indiretamente ligadas à atuação da empresa;]

• Espírito empreendedor e de superar desafios;

• Foco na obtenção de resultados de excelência;

• Espírito competitivo inovador com foco na diferenciação em serviços e competência tecnológica;

• Excelência e liderança em questões de saúde, segurança e preservação do meio ambiente;

• Busca permanente da liderança empresarial.

Esses valores se refletem no comportamento da empresa, pautado por ética nos negócios; liderança pelo exemplo; ênfase na integração e no desenvolvimento da equipe; foco no desenvolvimento e na sustentação de vantagens competitivas;

acompanhamento rigoroso dos resultados, com reconhecimento e responsabilização pelo desempenho e transparência na relação com acionistas, empregados, comunidades e demais públicos de interesse.

No documento Renata Pereira de Araujo.pdf - Univali (páginas 121-126)