Começamos a ver o fim das relações sociais mediadas pela força, ditadura, obediência e categorias estereotipadas. Estamos a começar a relacionar-nos através da cooperação, da escolha, da liderança delegada, e de uma compreensão real de sermos mais completamente humanos. (VIRGINIA SATIR, 1988 apud HOHMANN e WEIKART 2004, pg.571)
A forma de orientação da atividade é, juntamente com todas as características já abordadas, fundamental para o sucesso do processo de aprendizagem. Quem conduz e orienta a atividade pode ser somente a criança, somente o professor ou os dois, de forma compartilhada.
Acredita-se que a forma compartilhada seja a mais adequada e benéfica à aprendizagem, pois o adulto se associa à brincadeira da criança e, trabalhando junto
com ela, pode contribuir na resolução dos problemas que possam surgir durante as tarefas. Ao interagir com a criança, o adulto deve estar atento, apoiando as suas iniciativas.
Com relação a esta relação de cooperação entre o educador e a criança Hohmann e Weikart (2004, pg. 51) complementam que:
o dar e receber recíproco, característico de uma relação de cooperação e companheirismo, é mais apoiante para o desenvolvimento da criança do que as suas alternativas – nas quais o adulto assume um papel, ora dominante, ora passivo, dirigindo, dando lições, divertindo-se com, ou apenas observando ou ignorando o trabalho e a brincadeira da criança. Para formar parceria com as crianças os adultos envolvidos nos ambientes de aprendizagem pela acção posicinam-se ao nível físico das crianças, seguem as idéias e interesses delas e conversam com elas num estilo que implica dar-e- receber.
Dessa forma, por meio da condução compartilhada da atividade, o adulto encoraja a criança, estimulando a aprendizagem ativa. De acordo com Hohmann;
Banet; & Weikart (1995), o adulto deve assumir durante as atividades o papel de incentivador, estimulando a criança a resolver os seus próprios problemas. Através de materiais e atividades diversificadas, a criança tem a total liberdade de escolher o que vai utilizar, de planejar o que vai fazer e como vai fazer. Por meio deste processo, a criança partirá de seus próprios interesses podendo avaliar a atividade, buscando soluções para os problemas que vier a encontrar. É fundamental que exista um equilíbrio entre a iniciativa do adulto e a da criança para que nenhum entre em conflito com o outro, prejudicando a atividade em si e o processo de aprendizagem como um todo.
3 ESTUDOS SOBRE O ENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NAS ATIVIDADES
Sabe-se até o momento que o número de estudos realizados no Brasil sobre o envolvimento da criança ainda são muito pequenos, mesmo tendo em vista a importância dos mesmos para o processo de aprendizagem.
Até o momento se tem conhecimento de apenas um estudo realizado por Cordeiro e Benoit (2004) intitulado “Centros de educação infantil como contextos de desenvolvimento: utilizando o nível de envolvimento nas atividades para avaliar o processo de aprendizagem”, cujo objetivo foi avaliar o envolvimento das crianças de 3 a 6 anos nas atividades que realizam nos CEIs. Esta pesquisa foi realizada em três CEIs da rede municipal, três de iniciativa filantrópica e um privado com turmas de maternal (3-4 anos) e jardim (5-6 anos). Foram observadas 163 crianças totalizando 1288 observações.
Os resultados da pesquisa apontaram que no CEI privado foi maior o percentual de episódios observados que ocorreu envolvimento tanto em parte (nível 3,5) como durante toda o período de observação (nível 4 ou acima) – 65% dos episódios na turma de maternal e 74% na turma de jardim. O menor percentual de episódios com envolvimento parcial ou total foi observado nos CEIs públicos, especialmente nas turmas de maternal (41%). Também foi neste CEIs que se registrou o maior percentual de episódios (cerca de 20%) em que as crianças repetiam ações sem um objetivo aparente, ou seja, estavam ocupadas, mas não realizavam algo que pudesse ser chamado de atividade (nível 2 ou inferior). Esses tipos de episódios (ações repetitivas sem objetivo) praticamente não ocorreram no CEI privado. De forma geral, nestas observações constatou-se que as turmas de jardim apresentaram níveis de envolvimento maior ao das turmas de maternal mesmo com o nível 5,0 ter sido pouco freqüente nas observações.
O resultado da pesquisa apontou que a ação pedagógica desenvolvida pelas professoras, na maioria dos episódios observados, não promove o envolvimento das crianças na atividade.
A nível mundial muitos estudos já foram realizados na Europa onde a escala de envolvimento é muito utilizada.
Na Bélgica, os estudos tiveram início com a coordenação de Ferre Laevers, o criador da escala. Laevers, ao desenvolver a escala de envolvimento, elaborou um manual e um vídeo de treinamento ambos utilizados nesta pesquisa que se apresentam de extrema importância para a compreensão e utilização eficaz da escala. No entanto, com relação especificamente aos estudos realizados por Laevers e/ou seus colaboradores nos Centros de Educação Infantil na Bélgica relata-se aqui, não se ter acesso até o momento a eles tal qual reafirma Barros (2003, pg.80): “algumas das investigações mais significativas realizadas neste âmbito foram as desenvolvidas por Laevers na Bélgica (a que ainda não foi possível ter acesso) e por Christine Pascal e Tony Bertram no Reino Unido.”
No Reino Unido os trabalhos iniciais foram desenvolvidos por Christine Pascal e Tony Bertram. Ambos desenvolviam o projeto Efective Early Learning (EEL) que de acordo com os autores citados (2004, pg.72):
[...] é uma iniciativa internacional de pesquisa e desenvolvimento de programas, cujo objetivo é avaliar e melhorar a qualidade de educação numa variedade de instituições no Reino Unido, Holanda e Portugal.
No decorrer deste programa, a escala de envolvimento foi muito utilizada juntamente com a escala de engajamento do adulto como uma das técnicas importantes de observação que permitiram avaliar a eficácia do processo de aprendizagem e ensino.
Este projeto contribuiu abrindo caminhos para que muitas outras pesquisas fossem realizadas como relata Barros (2003, pg. 82):
o conjunto de estudos que em seguida se descreve (embora tivesse como objetivo geral a avaliação da qualidade da aprendizagem proporcionada à crianças de 3 e 4 anos, em diferentes contextos educativos no Reino Unido) possibilitou também analisar a relação entre diferentes variáveis, nomeadamente: a relação entre o nível de envolvimento e o ratio adulto/criança; o nível de envolvimento e os diferentes períodos do dia (manhã/tarde); o nível de envolvimento e os diferentes tempos da rotina diária; o nível de envolvimento e o tipo de actividades desenvolvidas; o nível de envolvimento e a idade; o nível de envolvimento e o sexo.
A seguir destacam-se os estudos mais significativos realizados no Reino Unido descritos no livro Desenvolvendo a Qualidade em Parcerias: nove estudos de caso; escritos por Christine Pascal e Tony Bertram (1997)
Este primeiro estudo de caso ocorreu em um Jardim de Infância da rede pública com um total de 146 crianças, divididas igualmente em grupos de 3 e 4 anos.
Estas crianças freqüentavam o jardim de infância de manhã e a tarde, todos os dias da semana. Somente algumas crianças (no máximo 5) permaneciam durante todo o dia devido a necessidades familiares. As crianças dos dois turnos estavam divididas em três grupos de 26 crianças, cada um com uma educadora e uma auxiliar. Foram selecionadas aleatoriamente 30 crianças durante a fase de avaliação sempre tomando cuidado para equilibrar o número de meninas e meninos.
Por meio deste estudo de caso pode-se verificar que todos os grupos atingiram um nível elevado de envolvimento, com média pouco abaixo do nível 4,0 não constatando diferença entre as crianças que freqüentavam o jardim pela manhã e pela tarde, nem por sexo e nem por idade. Em cada período a educadora avaliava uma criança apoiando-se na troca de idéias entre todos os elementos da equipe, nas observações codificadas e em exemplares do trabalho realizado. Após a transferência para o ensino básico, era efetuado um perfil de crianças e os pais eram convidados a discutir esse perfil com amostras do trabalho realizado. Essa parceria entre os pais e a equipe técnica já era realizado antes mesmo do primeiro dia das crianças chegarem ao jardim o que contribui significativamente em todo o processo.
Após a primeira fase de avaliação foram elaborados objetivos, um plano de ação e estratégias que deveriam ser alcançadas até o final do ano letivo visando melhorar a prática educativa. Após duas semanas com o plano de ação em andamento, um segundo conjunto de dados sobre o envolvimento foram recolhidos.
Foram escolhidas 20 crianças, sendo 10 do turno da manhã e 10 do turno da tarde, o mesmo número de meninos e meninas, e 13 crianças de 4 anos e 7 de 3 anos.
Dessa forma, nesta segunda fase, verificou-se um ligeiro aumento no nível médio de envolvimento passando de 3,79 para 3,98.
Este segundo estudo de caso ocorreu em um centro de apoio familiar1. Foram verificados níveis de envolvimento elevados, mas uma ligeira “quebra” no
1 Não existem dados disponíveis a respeito do número de crianças atendidas neste centro, faixa etária e níveis de envolvimento.
tempo de grupo. O envolvimento variava de acordo com as atividades realizadas sendo que nas atividades de música, história e exercícios de ritmo o envolvimento era maior.
Como neste centro já eram realizadas observações das crianças e registros destas observações de forma adequada a equipe técnica sentiu necessidade de realizar formações para que os educadores aprendessem a utilizar a escala de envolvimento como um elemento de apoio aperfeiçoando a prática.
Como o único problema identificado neste centro foi no tempo de grupo foram elaborados planos de ação e estratégias onde a equipe técnica implementou algumas regras para o tempo de grupo com relação ao espaço, materiais e atividades.
O terceiro estudo de caso ocorreu em um jardim de infância privado que atendia até 18 bebês dos 3 aos 24 meses e trinta e duas crianças dos 2 aos 5 anos, os quais podiam freqüentar o jardim de infância durante todo o dia ou só parte dele.
A observação do envolvimento das crianças neste jardim de infância demonstrou que, numa escala de 1 a 5, as crianças obtinham uma média de 3,35, mostrando-se mais envolvidas quando estavam ocupadas em atividades imaginativas com outras crianças na casinha de bonecas, no esconderijo ou no exterior; envolvidas em atividades de jogo cooperativo, construções ou simulações do mundo dos adultos; a desenhar ou a pintar ao ar livre; ocupadas em atividades exploratórias de matemática ou ciências; e inseridas nos períodos de grupo, quando existia estímulo adequado por parte dos adultos como, por exemplo, durante as histórias ou canções.
Já, o baixo envolvimento foi constatado quando as crianças estavam sozinhas, na área exterior; quando lhes era pedido para realizarem atividades orientadas de artes ou quando as atividades propostas representavam fraco desafio;
quando as crianças estavam cansadas, a espera de outra atividade como as refeições, arrumar a sala ou a hora das histórias.
Depois de algumas reuniões com a equipe técnica e alterações nas atividades e rotina do jardim de infância o nível de envolvimento foi verificado novamente e constatou-se que ele aumentou de 3,35 para 3,82 revelando assim que as crianças estavam mais focadas nas atividades e não se distraiam facilmente com outros estímulos.
O quarto estudo de caso ocorreu em um grupo de jogo pré-escolar onde havia 34 crianças matriculadas com idades entre 2 e 4 anos sendo que no momento da realização da pesquisa haviam 5 crianças com 2 anos e alguns meses, 17 crianças com 3 anos e 12 com 4 anos.
Ao verificar o nível de envolvimento constatou-se que no grupo de jogo havia uma alta incidência no nível 5,0 com 25% das ocorrências neste nível. A média do nível de envolvimento para o grupo de jogo era de 3.22.
Após a intervenção da equipe técnica e aterações na rotina de atividades houve um aumento do nível 5 sendo que antes da intervanção 25% da atividades estavam situadas no nível 5 e depois da intervenção passou para 39%. Poucas crianças estavam no nível 1 e a média geral de envolvimento aumentou de 3,22 para 3,94. Este aumento mostrou a equipe técnica o impacto da sua ação melhorando a qualidade da aprendizagem.
O quinto estudo de caso ocorreu em um jardim de infância dos serviços sociais que oferecia apoio a crianças com menos de 5 anos e respectivas famílias.
Neste jardim eram atendidas crianças individualmente duas a quatro vezes por dia, conforme necessidades. Neste grupo havia 15 crianças de 3 a 4 anos, cada uma delas atendida nos quatro dias. Também estavam disponíveis sessões para outras crianças com necessidades específicas.
A média dos níveis de envolvimento das crianças neste jardim de infância foi obtida através de sua observação enquanto envolvidas numa série de atividades durante um período determinado, medida segundo a escala de envolvimento da criança. Muitas crianças foram observadas no nível 1 ou 2 da escala revelando falta de concentração. A maior e a mais considerável percentagem de crianças foi observada no nível 3,0 em que a criança está ocoupada com uma atividade, mas com ações de rotina e sem mostrar verdadeira energia. A média das observações, ou a média registrada para os níveis de envolvimento da criança do jardim foi de 2,62. Não foram registardos envolvimento no nível 5,0.
Na segunda avaliação do envolvimento das crianças percebeu-se que crianças de 3 e 4 anos revelaram altos níveis de envolvimento nas suas tarefas e que não se distraíam facilmente. O nível médio aumentou de 2,62 para 3,25 com a maioria das crianças a operarem no nível 3 e 4.
O sexto estudo de caso ocorreu em uma Classe de um jardim de infância integrado numa escola do ensino básico que comportava 40 crianças dos 3 aos 5 anos.
A observação dos níveis de envolvimento das crianças mostrou que elas tinham atingido uma média de 2,95 na escala de 1 a 5 e estavam mais envolvidas quando tinham algum incentivo vindo de fontes exteriores como histórias, livros, cantos e jogos. As crianças mostravam também um alto nível de envolvimento quando concentradas em brincadeiras imaginárias, em trabalho criativo livremente escolhido como desenho, pintura e jogos. As observações mostravam que as crianças estavam menos envolvidas quando estavam cansadas e preocupadas.
Nesse caso, andavam pela sala sem destino e realizavam atividades sozinhas.
Havia pouco envolvimento quando muitas crianças participavam da mesma atividade ou quando os materiais disponíveis ofereciam pouco desafio. As crianças só eram capazes de estar verdadeiramente envolvidas durante duas horas e meia por dia quando todas as atividades estavam disponíveis e bem dirigidas.
Em uma segunda avaliação do envolvimento, posterior aos trabalhos com a equipe técnica, constatou-se que o nível de envolvimento aumentou significativamente. A média aumentou em mais de um nível – para 4 – revelando que as crianças estavam mais concentradas, entusiasmadas e persistentes.
O sétimo estudo de caso ocorreu em um jardim de infância privado que comportava 35 crianças sendo que 8 tinham 2 anos; 15 tinham 3 anos e 12 tinham 4 anos.
Quando verificado o nível de envolvimento neste jardim de infância constatou-se que a média era de 3,53 e que após as intervenções da equipe técnica reorganizar as atividades e a rotina a média passou para 3,88. Também era perfeitamente evidente que a incidência do envolvimento do nível 1 tinha diminuído.
Mais crianças estavam com envolvimento no nível 5 sendo que a percentagem aumentou de 25% no início das observações para 42% no final.
O oitavo estudo de caso ocorreu em um jardim de infância de uma empresa com 20 crianças dos quatro meses até a idade escolar.
Na primeira avaliação do envolvimento verificou-se que os níveis eram elevados, mas variáveis, particularmente de manhã período em que as crianças tinham possibilidade de escolha limitada. Já a tarde tinham maior liberdade de escolher o que gostariam de fazer elevando os níveis de envolvimento.
Como a segunda fase de avaliação ainda estava em andamento não foram registrados dados novos de envolvimento.
O nono e último estudo de caso ocorreu em uma classe pré primária numa escola do ensino básico com dois níveis, pré escolar e básico para crianças dos 4 aos 11 anos sendo que a unidade pré primária comportava 48 crianças.
Os níveis de envolvimento foram considerados altos quando a segunda fase de observaçãoes foi implementada. Embora o envolvimento para todas as crianças tivesse aumentado verificou-se que este foi maior entre as crianças menores e entre as do sexo masculino.
Já, em Portugal as pesquisas relacionadas ao envolvimento da criança tiveram início em 1996 através do projeto infância e da associação criança sendo mais tarde difundida por todo o país através do departamento de educação básica.
Conforme Formosinho e Araújo (2004, pg. 08):
o primeiro estudo relacionado com a Escala de Envolvimento da Criança foi realizado em 1996 e teve como principais objetivos verificar se a escala era percepcionada pelo profissionais como um instrumento com significado e se sua utilização era exeqüível.
Por meio deste estudo intitulado “a qualidade na educação de infância: o envolvimento como factor chave” os pesquisadores concluíram que, ao utilizar a escala no cotidiano escolar os professores passaram a refletir sobre suas práticas pedagógicas utilizando como instrumento de comunicação entre os membros envolvidos no processo educativo.
O segundo estudo referente ao “envolvimento da criança em dois contextos de educação de infância” teve como objetivo verificar o envolvimento da criança em dois contextos educacionais: tradicional e construtivista. O resultado do estudo revelou que o envolvimento na sala construtivista era de 4,2 enquanto na tradicional era de 2.8.
O terceiro estudo intitulado “apoio ao desenvolvimento profissional de educadores principiantes” teve como um dos objetivos principais analisar se mudanças na qualidade do contexto educativo refletiam no envolvimeto da criança.
Num primeiro momento a média do grupo ficou em torno de 3,5 e dois anos depois a média aumentou um ponto subindo para 4,43 mostrando que no decorrer da utilização na escala o contexto vai se modificando, tornando-se mais rico elevando assim o envolvimento das crianças e a qualidade.
O quarto estudo intitulado “estudo do efeito da formação e apoio contínuo”
teve como objetivo verificar se a formação com referenciais construtivistas e o apoio contínuo na implementação deste referencial na prática tinha efeito no nível de envolvimento da criança e se o número de alunos na sala afetava o envolvimento.
Foram pesquisados dois grupos, um que teve a formação e o apoio do projeto infância e outro não. Os resultados mostraram que no grupo que teve o apoio a média de envolvimento das crianças nas atividades ficou em 4,1 e no grupo que não teve o apoio a média foi de 3,6. Quanto ao número de alunos na sala foi constatado que no grupo que tinha a formação e o apoio o número de crianças pareceu não afetar o envolvimento enquanto no outro grupo, quanto mais se elevava o número de crianças mais o nível de envolvimento diminuía.
O quinto estudo intitulado “o envolvimento da criança em diferentes momentos da rotina diária” teve como objetivo principal comparar o envolvimento da criança em diferentes momentos da rotina num contexto que baseava sua prática pedagógica no modelo High Scope e num contexto que utilzava o trabalho de projeto. Os resultados não revelaram diferenças significativas entre os dois contextos.
Contudo percebe-se que estudos relacionados ao envolvimento da criança nas atividades são extremamente importantes para a prática pedagógica elevando sua qualidade permitindo que os próprios educadores treinados de maneira adequada possam monitorar e refletir sobre suas práticas contribuindo para que todas as crianças tenham uma aprendizagem significativa e desafiadora. Dessa forma Formosinho (2000, apud Barros 2003, pg.93) complementam que:
o envolvimento da criança embora relacionado com as características individuais de cada criança, é uma variável altamente contextual, estando relacionado com as oportunidades educativas que o contexto oferece à criança, sendo a opção pedagógica e a formação contínua uma variável central da qualidade desse contexto.
Todos estes estudos realizados em Portugal foram relatados por Formosinho e Araújo (2004).