Os Fundos Municipais de Saúde são os instrumentos de gestão dos recursos específicos da área, sejam eles transferidos ou conveniados com a União ou com o estado ou ainda provenientes de arrecadação própria do município, para o financiamento da saúde. O Fundo Municipal de Saúde é um instrumento legal, de natureza contábil, orçamentária e financeira, cujo objetivo é gerir centralizadamente, com racionalidade e transparência, a totalidade dos recursos da saúde do município.
A participação de cada ente federativo no financiamento do SUS é definida por diversas normas editadas pelo Ministério da Saúde e os órgãos colegiados existentes nesta área. Os recursos disponibilizados a cada município estão relacionados à condição da gestão em que o município esteja habilitado, conforme Norma Operacional da Assistência à Saúde NOAS-SUS 01/2002 (Portaria MS/GM no 373, de 27 de fevereiro de 2002).
Destaque-se, ainda, que os municípios têm por obrigação, desde 2004 (Portaria no 2.047, de 5 de novembro de 2002), investir 15% de suas receitas orçamentárias no financiamento do SUS. De acordo com as diretrizes do SUS, os recursos que se destinam ao financiamento de ações e serviços de saúde no município deverão compor o Fundo Municipal de Saúde, sob fiscalização da sociedade organizada, representada no Conselho Municipal de Saúde.
Os resultados da MUNIC para o conjunto do País mostram que, em 2011, dos 5 520 municípios que tinham o Fundo Municipal de Saúde institucionalizado, em 81,3%
dos casos o órgão responsável pela sua gestão era a Secretaria Municipal de Saúde.
Nesse aspecto, observou-se importante elevação visto que, em 2009, o percentual era de 65,0%. Noutro sentido, ocorreu redução da proporção de municípios cuja administração do fundo estava a cargo do gabinete do prefeito, passando de 24,6%, em 2009, para 13,5%, em 2011. O Sudeste foi a região do País que manteve o maior percentual de municípios cuja gestão do Fundo Municipal de Saúde estava sob a responsabilidade direta do chefe do poder executivo.
Gabinete do prefeito
Secretaria municipal de saúde
Outra secretaria
Outra estrutura adminis- trativa
O Fundo Municipal de Saúde é autônomo
Brasil 100,0 13,5 81,3 1,1 1,6 2,3
Norte 100,0 8,8 86,0 1,4 0,5 2,9
Nordeste 100,0 10,1 86,1 0,3 0,4 2,9
Sudeste 100,0 21,6 71,8 1,2 3,4 1,5
Sul 100,0 11,9 82,1 1,7 1,7 2,4
Centro-Oeste 100,0 6,0 89,4 1,7 0,9 1,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2011.
(1) Inclusive os sem identificação do órgão gestor.
Tabela 5 - Proporção de municípios com Fundo Municipal de Saúde,
Total (1)
Órgão gestor
por órgão gestor, segundo as Grandes Regiões - 2011
Grandes Regiões
Proporção de municípios com Fundo Municipal de Saúde (%)
É mister destacar também que a existência de um Plano Municipal de Saúde, requisito a ser cumprido pelos municípios para habilitação dentro de uma das modalidades de gestão, foi verificada em 93,1% daqueles que tinham Fundo Municipal de Saúde.
Por fim, considera-se relevante observar que, apesar da prerrogativa legal existente para os diversos instrumentos de gestão e de controle social da área de saúde, os quais regulam suas elaborações e revisões periódicas, ainda há disparidades entre as obrigações legais e a existência ou funcionamento efetivo desses instrumentos em alguns municípios brasileiros.
Habitação e gestão municipal
U
m dos problemas sociais que, no campo das políticas públicas dos últimos anos, mais tem sido enfrentado no País, e sempre com bastante perseverança, é a questão habitacional. Soluções diversas vêm sendo buscadas na conjugação de esforços das três instâncias de governo – federal, estadual e municipal.O conjunto de problemas a ser equacionado, no entanto, se refere tanto à precariedade das condições de moradia nas quais vive uma parte importante da população brasileira, quanto ao déficit habitacional e a processos de ocupação irregulares e/ou ilegais presentes nas mais diversas localidades do Território Nacional.
É importante ressaltar que, apesar da gestão das condições habitacionais se tratar, sobretudo por sua gravidade e abrangência, de um problema nacional, seu rebatimento territorial se dá diretamente no âmbito da administração municipal que, como se sabe, dispõe de instrumentos e de recursos orçamentários, na maioria dos casos, muito limitados. Apesar disso, muitas prefeituras brasileiras vêm tomando iniciativas na área de habitação em seus respectivos municípios no sentido de desenvolver uma política específica para a área e têm conduzido suas administrações para a montagem de uma estrutura organizacional capaz de, efetivamente, implementar ações voltadas seja à regularização fundiária, seja ao atendimento da demanda local.
A Pesquisa de Informações Básicas Municipais - MUNIC, em praticamente todas as suas edições, tem investigado, junto às prefeituras, a forma pela qual os gestores locais vêm tratando a questão habitacional em seus respectivos municípios. Perguntas têm sido encaminhadas às prefeituras, particularmente no que se refere à estrutura técnico-administrativa construída no município e
às providências porventura tomadas pela gestão municipal, via ações e programas adotados.
Nesta edição de 2011, a MUNIC buscou informações sobre vários temas investigados em edições anteriores – presença de Planos, Conselhos e Fundos Municipais na área de habitação – mas também introduziu novos temas, como, por exemplo, a existência de ações de gerenciamento de riscos e/ou de recuperação ambiental. Estes temas tiveram como objetivo focalizar a questão habitacional num âmbito mais abrangente, em que condições de vida aparecessem associadas a preocupações ambientais e de segurança.
Entre as perguntas repetidas na MUNIC 2011, constaram as que se referem à disponibilidade de um cadastro ou levantamento de famílias interessadas em programas habitacionais e sobre a possível implementação, pela prefeitura, de ações ou programas dirigidos ao setor. Foram repetidas perguntas sobre a possibilidade de o cadastro, caso existisse, estar informatizado e sobre a possibilidade de os programas habitacionais porventura implementados o terem sido por iniciativa da própria prefeitura ou em associação com outros órgãos públicos (área estadual e/ou federal) e/ou da iniciativa privada, entre vários aspectos. Perguntas sobre presença de favelas, mocambos ou palafitas, cortiços, casa de cômodos ou cabeças de porco, loteamentos irregulares e/ou clandestinos voltaram a aparecer na pesquisa.
As informações sobre o conjunto de temas de 2011 obtidas a partir das declarações dos gestores municipais podem ser observadas através dos gráficos a seguir. É possível constatar que as iniciativas locais na área habitacional, nos diversos níveis de desagregação, seja no campo da administração, seja nas ações efetivamente implementadas, em alguns casos são bastante diferenciadas. Há que se levar em conta a abrangência do Território Nacional e as características específicas dos municípios, particularmente no que diz respeito ao tamanho das suas respectivas populações e, sobretudo, à capacidade de seus recursos orçamentários.
Gráfico 28 - Percentual de municípios com estrutura na área de habitação, segundo as Grandes Regiões e as classes de tamanho da população dos municípios - 2009/2011
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009/2011.
%
66,9 71,8 Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
54,6 72,4 63,5 69,6 63,159,5 74,1 66,6 77,9 77,5
Brasil De 20 001 a 50 000 hab. De 50 001 a 100 000 hab. De 100 001 a 500 000 hab.
Mais de 500 000 hab.
61,3 75,6 83,5 93,6 95,0
66,9 79,7 84,3 95,5 97,4
Até 20 000 hab.
2009 2011
Habitação e gestão municipal _____________________________________________________________________________
Pode-se observar (Gráfico 28) que, no que se refere à estrutura de governo, a tendência observada em 2009 se mantém em 2011, ou seja, uma parte importante dos municípios brasileiros dispõe, em suas prefeituras, de algum órgão na estrutura de gestão direcionado para o setor habitacional – em 2011 este percentual passa de 70,0%. A comparação das informações municipais por Grandes Regiões demonstra que as que mais cresceram, em termos percentuais, quanto ao número de municípios com estrutura na área habitacional foram as Regiões Sul e Centro-Oeste: de acordo com os últimos resultados da MUNIC, nelas esta proporção passa de 77,0%.
Quando os dados são desagregados por classes de tamanho da população, os percentuais tendem a ser mais elevados nos municípios mais populosos. A proporção de municípios com órgão gestor na área de habitação na estrutura da prefeitura passa de 95% naqueles com população acima de 100 000 habitantes. Há que se considerar o crescimento proporcional observado nos pequenos municípios, uma vez que, em dois anos, o número proporcional na classe com até 20 000 habitantes se elevou em mais de 5 pontos percentuais, passando de 61,3% para 66,9%.
O fato pode estar sinalizando que a preocupação governamental com os problemas habitacionais tem demandado crescentemente uma estrutura de gestão específica para tratar a problemática, inclusive nos pequenos municípios.
Entre os municípios com alguma estrutura na prefeitura voltada para a questão habitacional, foi investigado se o setor teria uma secretaria municipal exclusiva, se estaria subordinado a outra secretaria ou associado a outros tipos de política local, se estaria subordinado diretamente à estrutura do poder executivo, ou ainda, se a estrutura existente se constituía em um órgão da administração indireta.
Gráfico 29 - Municípios com estrutura na área de habitação, por caracterização do órgão gestor, segundo as Grandes Regiões e
as classes de tamanho da população dos municípios - 2011
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2011.
%
Brasil6,1 19,4 62,5 11,0 1,0 De 20 001 a 50 000 hab. De 50 001 a 100 000 hab. De 100 001 a 500 000 hab.
Mais de 500 000 hab.
Até 20 000 hab.2,8 5,7 13,6 28,6 48,6
17,6 21,2 24,2 26,5 24,3
65,6 65,2 56,0 34,6 8,113,9 7,2 4,0 2,1 0,0
0,0 0,7 2,2 8,1 18,9
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
10,5 4,4 8,7 4,9 4,2
31,1 19,2 12,9 25,2 16,6
51,7 68,3 59,7 57,9 70,1
6,0 8,0 16,7 11,1 8,6
0,7 0,2 2,1 1,0 0,6
Secretaria municipal exclusiva Secretaria municipal em conjunto
com outras políticas Setor subordinado a outra secretaria Setor subordinado diretamente
a chefia do executivo Órgão da administração indireta
A investigação demonstrou que a caracterização do órgão gestor permanece basicamente a mesma, em relação ao que foi encontrado na investigação da última MUNIC, em 2009. Na maioria dos municípios do País, o setor habitacional aparece subordinado a uma outra secretaria municipal, não tendo uma secretaria municipal dedicada exclusivamente à questão habitacional. Entre os municípios que têm o setor habitacional na estrutura organizacional da prefeitura, a presença de uma secretaria exclusiva só ocorre em 6% deles, proporção que se eleva tanto maior for a classe de tamanho da população em que se classificar o município (Gráfico 29). Nos municípios com mais de 500 000 habitantes, por exemplo, cerca da metade (entre os que possuem estrutura) tem uma secretaria municipal exclusiva para cuidar de habitação – são 18 municípios entre os 37 com mais de 500 000 habitantes.
A maioria, no entanto, continua sem Plano Municipal de Habitação – mais de 70,0%, ainda que a situação nesta área tenha melhorado bastante desde 2009 (Gráfico 30), sobretudo nos municípios mais populosos e particularmente os localizados na Região Sul. É bem provável que os números estejam refletindo o processo de conclusão dos planos que estavam em elaboração em 2009 e que foram concluídos nos últimos meses.
Gráfico 30 - Percentual de municípios com Plano Municipal de Habitação, segundo as Grandes Regiões e as classes de tamanho da população dos municípios - 2009/2011
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009/2011.
%
Brasil18,8 28,3 De 20 001 a 50 000 hab. De 50 001 a 100 000 hab. De 100 001 a 500 000 hab.
Mais de 500 000 hab.
Até 20 000 hab.15,8 23,9 29,7 30,5 25,023,7 34,8 42,0 50,6 60,5
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
18,3 20,1 15,3 20,4 22,5
28,5 23,1 22,7 42,5 31,5
2009 2011
O Gráfico 31 mostra que um conjunto importante de municípios está no processo de elaboração de um plano habitacional. Os percentuais são mais elevados entre os situados nas classes de tamanho da população acima dos 100 000 habitantes, em que passa de 90,0% o conjunto dos que têm plano e daqueles que o estão elaborando. Os resultados demonstram, assim, que há uma preocupação, no âmbito das administrações locais, provavelmente como resultante das iniciativas do governo federal no setor, em equacionar a questão habitacional e, principalmente de planejá- la, de forma a resolvê-la com mais eficiência e organização.
Habitação e gestão municipal _____________________________________________________________________________
Conselhos e Fundos Municipais de Habitação constituem importantes elementos para o planejamento do setor. O Conselho Municipal de Habitação, particularmente, é um espaço público com atribuições consultivas e/ou deliberativas e de fiscalização de políticas públicas, bem como lugar de negociação e produção de consensos. Nele, além dos órgãos públicos, estão incorporados o setor privado e representantes da sociedade civil, todos interessados em discutir o planejamento a longo prazo de uma política habitacional para a cidade, com vistas a dar respostas às demandas apresentadas pela população.
Por outro lado, a pressão legal no sentido da existência de conselho para viabilizar repasses de recursos estimula a criação e a regulamentação de um fundo municipal, fator essencial para que o conselho delibere sobre o uso desses recursos.
A MUNIC tem indagado sobre a existência e as atribuições de Conselhos e Fundos Municipais de Habitação em todas as suas edições. Em 2011, repetiram-se perguntas feitas anteriormente. O objetivo foi acompanhar o avanço e a disseminação desses órgãos municipais.
Os resultados estão no Gráfico 32 e demonstram que os Conselhos e Fundos Municipais de Habitação estão se expandindo cada vez mais, ainda que se mantenham alguns diferenciais regionais.
%
Gráfico 32 - Percentual de municípios com Conselho Municipal de Habitação e com Fundo Municipal de Habitação, segundo as Grandes Regiões - 2009/2011
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009/2011.
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Conselho 2009 Fundo 2009 Conselho 2011 Fundo 2011
42,6 30,5 28,8 43,0 64,6 50,0
42,8 32,7 32,3 42,4 60,4 50,058,2 46,8 46,6 55,9 79,6 67,8
55,0 47,2 45,0 50,5 73,3 70,2
Gráfico 31 - Percentual de municípios com Plano Municipal de Habitação e de municípios que estão elaborando o Plano, segundo as Grandes Regiões e
as classes de tamanho da população dos municípios - 2011
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2011.
%
Brasil
28,3 33,7
De 20 001 a 50 000 hab. De 50 001 a 100 000 hab. De 100 001 a 500 000 hab.
Mais de 500 000 hab.
Até 20 000 hab.
23,7 34,8 42,0 50,6 60,5
31,5 38,4
39,2 40,4
34,2
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
28,5 23,1 22,7 42,5 31,5
27,4 34,9 29,6
34,3 47,6
Elaborando o plano Com plano
Pode-se observar que, em 2011, a presença de Conselhos e Fundos Municipais de Habitação já havia avançado bastante comparativamente aos resultados encontrados na última MUNIC: no momento da investigação, 58,2% dos municípios do conjunto do País possuíam conselho e 55,0%, fundo. Os percentuais continuam sendo mais elevados na Região Sul, onde a proporção de municípios com conselho e municípios com fundo passa de 70,0%. A Região Centro-Oeste vem em seguida, com praticamente 70,0% de seus municípios com conselho e fundo, em ambos os casos. A Região Sudeste apresenta pouco mais de 50,0%, e as Regiões Norte e Nordeste continuam com os percentuais mais baixos, em torno de 45,0%.
A MUNIC também constatou que cerca de 85,0% dos municípios do País possuíam, em 2011, cadastro das famílias interessadas em programas habitacionais (Gráfico 33).
Este percentual vem crescendo em todas as regiões brasileiras desde que a pesquisa iniciou este tipo de indagação, em 2001. Naquela ocasião, o percentual de municípios que declarou ter cadastro desta demanda era de 56,2%.
%
Gráfico 33 - Percentual de municípios com existência de cadastro de famílias interessadas em programas habitacionais,
segundo as Grandes Regiões - 2001/2011
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2001/2011.
56,2 57,0
46,8
55,0
67,5 66,7
84,8 81,7 88,4
77,2
88,3 92,7
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
2001 2011
Quando desagregados por Unidades da Federação, no entanto, os percentuais das informações obtidas em 2011 variam bastante, evidenciando diferenciais importantes, inclusive intrarregionais (Gráfico 34). Pode-se observar, por exemplo, tomando-se os municípios da Região Sudeste, que existem diferenças significativas entre o percentual de municípios no Estado de São Paulo (67,8%) com cadastro das famílias interessadas, comparativamente ao mesmo percentual nos Estados de Minas Gerais (81,7%), do Espírito Santo (88,5%) e do Rio de Janeiro (91,3%).
Por outro lado, pode-se constatar que não é só o número de municípios com cadastro que vem aumentando: também a informatização deste cadastro vem sendo uma realidade cada vez mais comum, já tendo atingido 56,6% dos municípios do País (em números absolutos, são 2 670), como mostra o Gráfico 35. Além disso, a MUNIC constatou que, em grande parte dos municípios, vem sendo feito um esforço para a identificação de famílias cadastradas que estejam enfrentando uma situação de fragilidade, entendida neste caso como famílias com idosos, com pessoas com deficiência e/ou que tenham mulheres como chefes de família.
Habitação e gestão municipal _____________________________________________________________________________
%
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2011.
Gráfico 34 - Percentual de municípios com existência de cadastro de famílias interessadas em programas habitacionais, segundo as Unidades da Federação - 2011
100,0 98,8 96,4 95,1 95,0 94,9 93,9 92,0 91,3 90,7 90,6 88,7 88,5 86,9 86,7 86,4 86,0 85,9 84,3 82,6 81,7 81,3 80,2 76,9 75,0 67,8 62,9
84,8
Distrito Federal Tocantins Mato Grosso Santa Catarina Rio de Janeiro Paraíba Espírito Santo Roraima Paraná Alagoas Minas Gerais Maranhão Rondônia Amazonas Brasil
São Paulo Pará Amapá Piauí Pernambuco Acre Rio Grande do Sul Bahia Goiás Sergipe Mato Grosso do Sul Ceará Rio Grande do Norte
%
Gráfico 35 - Municípios com existência de cadastro de famílias interessadas em programas habitacionais, por Grandes Regiões - 2011
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2011.
56,6 63,2 52,4 56,4 80,7
55,6 61,6 60,8 60,8 83,7
56,8 60,5 59,9 59,9 81,6
58,0 60,7 52,3 52,3 77,2
55,7 62,0 52,2 52,2 80,2
54,4 84,5 80,6 80,6 86,6
Cadastro
informatizado Com identificação
dos idosos Com identificação de mulheres chefes de
família
Com identificação de pessoas com
deficiência
Com identificação da renda per capita
familiar
Brasil Norte Nordeste
Sudeste Sul Centro-Oeste
Uma parte importante das prefeituras procurou investigar, na composição do cadastro, também a renda familiar - isto foi feito em mais de 80,0% dos municípios do País. São estes parâmetros que podem, em cada município, balizar critérios e prioridades no momento da seleção das famílias a serem contempladas com programas habitacionais.