A trajetória da “&HUkPLFD1XQHVµ
Em 13 de outubro de 1960, certo de que estava no caminho correto, Juventino Nunes resolveu fundar a sua própria organização: Eis que surge então, a Cerâmica Nunes, instalada nas terras que o mesmo e a esposa já possuíam, num lugar conhecido como Beira Rio no interior de Tijucas. Em 1962 Canelinha e Tijucas foram separadas por ato da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, com anuência do governador do Estado. A Beira Rio passou a pertencer então a Canelinha.
No inicio das suas atividades a Cerâmica Nunes produzia apenas tijolos maciços, servindo-se para isso de um processo muito rudimentar. A argila era arrancada do solo com força braçal e transportada para o rancho em carroças puxadas por cavalo. Era tudo feito manualmente com auxilio de força animal, pois, na época ainda não existia energia elétrica. A argila depois de arrancada do solo era transportada até o rancho onde era depositada para depois então ser colocada em uma “tina” onde era misturada por uma hélice acoplada no fundo da mesma. Após a mistura o material era empurrado por um “caracol”, para boquilha por onde saía o material, sendo cortado posteriormente um a um por um arame manualmente. O tijolo cru era então colocado nas prateleiras do rancho sem paredes, onde ficava secando por alguns dias. A queima do material ocorria em fornos tradicionais, que eram construídos de tijolos maciços em formato retangular com a zona de queima na parte inferior. Neste processo perdia-se de dois a três dias para obter-se o produto acabado.
Com o passar do tempo, pouco mais de seis anos, a Cerâmica Nunes partiu para a produção de telhas, cuja prensagem era manual. O processo de fabricação seguia praticamente os mesmos padrões do tijolo maciço, mas com uma significativa diferença: A argila já chegava à prensagem em forma de roletes atualmente denominados tarugos.
Em 1964, os militares tomaram o governo e assumiram o comando do país. No início dos anos 70 a ditadura resolveu destinar verbas à construção civil. Criou-se o B N H Banco Nacional de Habitação, fomentador de recursos para viabilizar a construção de milhares de prédios em cidades como Florianópolis, São José, Balneário Camboriu, Itajaí, Blumenau, Joinvile, Jaraguá do Sul, Curitiba, entre outras. A indústria da construção civil exigia muito dos ceramistas: a produção de tijolos, telhas, Lages, elementos vazados e lajotas aumentaram, mas a oferta era sempre menos que a demanda, os preços aumentaram, e os ceramistas começaram a vislumbrar novos nichos de mercado.
Em meados dos anos 70 a Cerâmica Nunes também começou a produzir Lages e o tijolo de nove furos, o conhecido tijolão ou tijolo Baiano. Na atualidade a cerâmica Nunes produz oito tipos diferentes de Lages e o tijolo de nove furos.
A Cerâmica Nunes iniciou suas atividades contando com a mão-de-obra dos proprietários e familiares. Às vezes para serviços temporários, outras para trabalho contínuo.
Atualmente a realidade da organização está muito distante desses remotos tempos: A família continuou trabalhando unida por quase quarenta anos. Com a morte dos pais, os quatros filhos homens, decidiram que a organização deveria manter sua solidez e seguir avante. O nome Cerâmica Nunes saiu de sena, sendo substituído pela
“Nunes Indústria de Produtos Cerâmicos LTDA”, uma organização que hoje conta com 35 funcionários. Os antigos fornos de formato retangular de tijolos maciços que depois foram substituídos pelos fornos “garrafões” deram lugar ao forno túneis, bem mais modernos mais eficientes e econômicos. As velhas prateleiras foram trocadas pelo secador, que na prática são equipamentos auxiliares do forno túnel. Antes as peça saíam da prensa, eram transportadas para as prateleiras, permaneciam alguns dias secando, na seqüência eram transportadas para o forno, depois eram retiradas da
queima e empilhadas. Hoje a argila é depositada na maromba dali a peça é entrosada, formatada e transportada pela esteira até a vagoneta, que por intermédio do processo de automação é conduzida até o secador, depois para o forno tudo sem a intervenção manual, com exceção do translado entre a vagoneta do secador e do forno. Este processo é diretamente supervisionado pelos próprios diretores da organização.
Outro importante aspecto a ser avaliado é a preparação da matéria prima:
Argila antes carregada à pá e transportada em carroça, hoje chegam à organização em caminhões traçados, bem mais modernos, potentes e com a capacidade de carga infinitamente superior. O carregamento destes caminhões caçamba é feito por máquina hidráulica com esteiras. A lenha, que anteriormente causava degradação ambiental e esporadicamente resultava em aborrecimento com os órgãos de fiscalização ambiental, foi substituído pela serragem também conhecida como pó de serra, ou farelo de madeira. Além de menos agressão ao meio ambiente, esta matéria prima também representa economia.
Ressalta-se que nesses 44 anos de atividades a organização Nunes Industria de Produtos Cerâmicos LTDA contabiliza um leque de inquestionáveis conquistas: Além de consolidar a brilhante idéia de seu fundador, hoje ostenta com orgulho pelos seus quatros filhos, a organização angariou renome em toda região e a confiança de clientes espalhados por Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
A organização deve fechar 2006 com uma marca impressionante: A produção mensal de aproximadamente 18.000.000 milhões de peças de cerâmica vermelha.
4.1.1 Área de Atuação
A empresa atua na fabricação de tijolos e lajes, voltada para a área de construção civil.
4.1.2 Missão
Maximiano (2000), define a missão como um tipo particular de objetivo, normalmente definido como objetivo geral. A missão indica o papel ou função que a organização pretende cumprir na sociedade e o tipo de negócio no qual ela pretende concentrar-se.
A empresa Nunes Industria de Produtos Cerâmicos Ltda. – EPP, tem como missão, “Produzir produtos cerâmicos com alta qualidade e preço competitivo, para atender as necessidades dos clientes e consumidores”.
4.1.3 Visão
No conhecimento de Oliveira (1999), é conceituada como os limites que os proprietários e principais executivos da empresa conseguem enxergar dentro de um período de tempo mais longo em uma abordagem mais ampla.
As organizações colocam a visão como o projeto de que elas gostariam de ser dentro de um determinado período de tempo, algo ao redor de cincos anos.
Cerâmica Nunes tem como visão “Produzir produtos cerâmicos com valor percebido a custo competitivos em nossa área de atuação”. Investir em tecnologias, contando com talento dos funcionários. Modernizar racionalizando os meios de produção, otimizando os investimentos. A Cerâmica Nunes é sinônimo de investimento constante em novas tecnologias na busca da elevação dos padrões de qualidade e produtividade”.
4.1.4 Principais Clientes
A Cerâmica Nunes fornece produtos cerâmicos para todo o estado de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, onde dentro do estado as entregas são feitas por caminhões próprios da organização, e para os outros estados mediante de freteiros já cadastrados pela organização.
Dentre vários clientes dentro do estado pode-se destacar: Lages Canela, Pirâmide Pré Moldados, Navelaje, entre outros.
Na região do estado do Paraná pode-se destacar: Lages Taba, Lages Correia, Lages Filisola, entre outros.
Já no estado de São Paulo onde a procura é maior por tijolos de 9 furos destacam-se como principais clientes: Diran, Nagliatti, Demunir Jorge Bortotto, Deposito Miracatu entre outros.
4.1.5 Principais Fornecedores
Entre vários fornecedores que a organização possui pode-se destacar os relacionados no quadro a seguir:
Fornecedor Segmento
Volkswagen Frota de caminhões
Fematel Peças de uso diário para manutenção de
maquinas
Zucco/Termo Forno Túnel, serviços instalação e manutenção Anísio Moraes/ Tekinho Serragens/Heleno
Gonçalves
Serragens, Pó de serra, Cavaco
Walter Schmitt/ Proelt/ Accel/ Automatic Peças de elétrica
Linck Peças e manutenção de maquinas
carregadeiras Quadro 3: Principais Fornecedores
4.1.6 Principais Concorrentes
Existem varias organizações no ramo de cerâmicas na região onde esta situada à cerâmica Nunes, só que a cerâmica Nunes não os visualiza como concorrentes ou como ameaça, pois acredita que a concorrência é um desafio para a busca de novos mercados.
4.1.7 Estrutura Organizacional
De acordo com Rebouças (2000, p.80), “a estrutura organizacional deve ser delineada de acordo com os objetivos e as estratégias estabelecidas, ou seja, a estrutura organizacional é uma ferramenta básica para alcançar as situações almejadas pela empresa”.
Durante a realização do trabalho ficou evidente que a organização possui a estrutura organizacional definida, auxiliando com isso, as tomadas de decisões na distribuição de tarefas.
Figura 2: Estrutura organizacional da organização.
Fonte: Dados secundários.