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A seguir, são demonstrados os indicadores que atendem cada uma das perspectivas e objetivos estratégicos, com detalhamento de suas metas e resultados atingidos ao longo de 2012, bem como comentários de análise do desempenho.

Quadro 17: Painel de Controle - Perspectiva Sociedade.

OBJETIVO

ESTRATÉGICO INDICADOR FÓRMULA META

2012

RESULTADO 2012 Rotatividade

ambulatorial

(Quantidade de altas ambulatoriais / Quantidade de primeiras consultas disponibilizadas ao gestor) * 100

40% 47,64%

1.1 Comprometer-se com a qualificação do SUS e com políticas governamentais

Transplantes realizados

Quantidade de transplantes

realizados

514 507

1.2 Exercer a liderança acadêmica e de pesquisa

Preferência pela residência médica do HCPA

(Quantidade de classificados em primeira chamada que assumem / Total de vagas oferecidas para R1) * 100

90% 72,56%

Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG) - Acessado em 04/02/2013

I. Rotatividade Ambulatorial

A taxa de rotatividade das consultas ambulatoriais representa a relação entre a quantidade das primeiras consultas oferecidas para o Gestor Municipal e o total de altas ambulatoriais que as especialidades realizam nas áreas de atendimento. Sendo assim, destaca-se que em 2012 os serviços assistenciais atingiram o percentual de 47,64% de rotatividade ambulatorial, representando um aumento de 9.68 pontos percentuais em comparação ao resultado de 2011 e, ao mesmo tempo, ultrapassando a meta proposta em 7,64 pontos percentuais.

Em uma análise comparativa dos quatro últimos anos, percebe-se o crescimento constante dos resultados deste indicador estratégico, que passou de 23,79% em 2009 para 29,30%

em 2010, 37,96% em 2011 e, finalmente, 47,64% em 2012, conforme o aumento significativo das altas ambulatoriais nesta sequência histórica, passando de 6.632 altas para 8.593, depois 11.138 e, por último, 14.600 altas, respectivamente.

Sobre o resultado atingido nas altas ambulatoriais em 2012, destacam-se três serviços que, somados, representaram 30% do número total, são eles: Oftalmologia, com 1.731 altas;

Dermatologia, com 1.420; e Ginecologia e Obstetrícia, com 1.237 altas ambulatoriais.

Contudo, desde já, outro grande desafio que está ligado a este indicador é a meta de aumento para 20% da oferta de primeiras consultas, considerando o total de consultas realizadas e ressarcidas pelo SUS, onde seria necessário, praticamente, dobrar a atual oferta de 30.646 primeiras consultas em 2012 e, consequentemente, manter os esforços para aumentar, na mesma proporção, as altas ambulatoriais.

70 II. Transplantes Realizados

O Hospital de Clínicas encerrou o ano de 2012 com 507 transplantes de órgãos e tecidos realizados dentro da meta estabelecida pelo PE (514). Esta marca representou um aumento de cerca de 6% na produtividade da área em relação a 2011.

O incremento na atividade transplantadora na Instituição se justifica pelo aumento no número de ofertas de órgãos e tecidos para transplantes, no Estado e no País e pelo balizamento das metas dos programas de transplante junto à AC. Entre as ações institucionais promovidas para o aumento da capacidade transplantadora estão a ampliação da disponibilidade (horários de sobreaviso) de equipes de anestesistas e transplantadores e maior disponibilização de horário no BC para atividade de transplantação. O aumento na atividade de transplante de córnea resultou em uma redução no tempo médio de permanência em lista de espera para transplante de 12 meses para 45 dias.

Para 2013, a meta de crescimento é de 5% entre os programas mais ativos.

No quadro abaixo, é possível observar este crescimento detalhado por órgão e tecido transplantado:

Quadro 18: Nº de Transplantes em 2011-2012.

TECIDO/ÓRGÃO 2011 2012

Córnea 222 253

Rim 124 132

Medula óssea 97 83

Fígado 31 32

Coração 3 4

Pulmão 2 3

Fonte: AGH/OBS: Dados do Estado ainda não estavam encerrados para que possamos fazer uma comparação do percentual de contribuição do HCPA em relação aos transplantes realizados no estado.

III. Preferência pela Residência Médica do HCPA

Vinculado ao objetivo estratégico “Exercer a liderança acadêmica e de pesquisa”, o indicador “Preferência pela residência médica do HCPA” mensura se os candidatos que foram aprovados nas primeiras colocações do processo seletivo priorizaram o hospital para realizar sua formação no Programa de Residência Médica.

A meta estabelecida para este indicador é de 90%.

Em 2012, o número total de vagas ofertadas para os residentes de primeiro ano (R1) foi de 164, sendo que em três programas (Cancerologia Cirúrgica, Nutrologia de Adultos, Patologia Clínica e Medicina Laboratorial) não houve interessados. Assim sendo, 119 candidatos aprovados nas primeiras posições permaneceram no Hospital para desenvolverem seus programas, correspondendo a um índice de 72,56%.

O ano de 2012 foi o segundo em que se avaliou este indicador.

A meta de 90% corresponde a um valor ideal a ser atingido, considerando o objetivo do HCPA de alcançar a liderança acadêmica nas diferentes áreas do ensino médico.

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Quadro 19: Painel de Controle - Perspectiva Clientes.

OBJETIVO

ESTRATÉGICO INDICADOR FÓRMULA META

2012 RESULTADO 2012

Taxa de

solicitação de exames

(Quantidade de exames solicitados na internação / Total de pacientes-dia) * 100

<4,2 4,26

Taxa de

cesariana primária

(Parturientes submetidas à cesariana sem cesariana prévia / Total parturiente sem cesárea prévia) * 100

25% 26,53%

Satisfação do paciente

ambulatorial

(Número de graus ótimos + bom dos pacientes atendidos no ambulatório, no item Atendimento geral / Total de respostas ao item) * 100

>80% 85,73%

2.1 Ser referência em qualidade assistencial

Satisfação do paciente

internado

(Número de respostas no grau ótimo dos pacientes internados, no item Atendimento Geral / Total de respostas ao item) * 100

>85% 77,87%

Satisfação dos usuários do GPPG

(Quantidade de respostas ótimo + bom / Total de respostas efetivas) * 100

>80% 86,30%

Primeiro semestre

= 95,24%

2.2 Ser eficaz no ambiente para ensino

e pesquisa Satisfação dos alunos de graduação

(Quantidade de respostas bom + ótimo / Quantidade total de

respostas informadas) * 100 >75%

Segundo semestre

= 96,16%

Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG) - Acessado em 04/02/2013

I. Taxa de Solicitação de Exames

Visando qualificar o uso dos recursos institucionais referentes aos exames laboratoriais, a Comissão de Medicina Laboratorial (COMLAB) tem como uma de suas atribuições assessorar o corpo clínico e a administração do hospital em assuntos relacionados à medicina laboratorial. A COMLAB atua na otimização do uso racional de exames de laboratório, na avaliação da necessidade de inclusão e exclusão de exames no menu do laboratório, na definição das metodologias dos exames de laboratório, na avaliação de solicitações para realização de exames externos ao HCPA, na criação, implementação e monitoramento de protocolos e rotinas de investigação diagnóstica laboratorial e na disseminação do conhecimento em medicina laboratorial, através de simpósios, palestras, cursos e outros eventos que promovam o uso racional dos exames laboratoriais.

Em 2012, a COMLAB distribuiu ao corpo clínico quatro boletins informativos (atingindo a meta preestabelecida de distribuição trimestral), discutindo aspectos relevantes relacionados aos exames laboratoriais. Os boletins informativos da COMLAB publicados em 2012 abordaram os seguintes temas: Volume seis (janeiro/2012): “Marcadores Tumorais”, “G6PD apenas para indivíduos do sexo masculino”; Volume sete (temático - abril/2012): “Podemos confiar nos resultados de Sódio e Potássio medidos na gasometria?”, “Outros analitos medidos na gasometria”;

Volume oito (agosto/2012): “Anticoagulante lúpico”, “Proteína S livre”; Volume nove (temático - dezembro/2012): “Galactomanana e Imunodifusão: biomarcadores na aspergilose”, “Teste de aglutinação pelo látex no diagnóstico da criptococose”, “Recomendações de uso clínico dos marcadores fúngicos”.

Como resultado do processo de avaliação de inclusão e exclusão de exames do menu, em 2012 decidiu-se pela exclusão dos exames “pesquisa de escabiose”, “pesquisa de Trichomonas”,

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“pH fecal” e “corpúsculos de Heinz”; substituição dos testes de “falcização”, “hemoglobina H” e

“hemoglobina fetal” pela “eletroforese de hemoglobina”; retirada da “proteína C reativa ultrassensível” da assistência, permanecendo disponível sob consultoria ou para a pesquisa;

mudança do fluxo e metodologia do “anticoagulante lúpico”; reavaliação da rotina da

“imunofenotipagem”, retirada do sobreaviso dos finais de semana, permanecendo a realização da técnica nos feriados longos por escala programada pela unidade executora; implantação da rotina de armazenamento de líquor por 15 dias; autorização da solicitação de “vitamina D” para os serviços de Endocrinologia e Nefrologia; inclusão do “lactato” e do “cálcio corrigido pela albumina” no fluxograma; revisão dos valores críticos e alarmantes dos seguintes exames: bilirrubina maior que 15 mg/dL para neonatos, cálcio maior que 6 mg/dL e menor que 3 mg/dL, lítio maior que 2 mEq/L, magnésio maior que 5 mg/dL, sódio maior que 160 mEq/L e potássio maior que 7 mEq/L.

Em termos de metas institucionais inerentes ao papel da COMLAB, o indicador de responsabilidade desta comissão (nº exames solicitados/paciente-dia) atingiu a média final de 4,26, sendo a meta para 2012 de 4,2 exames solicitados por paciente-dia (meta esta calculada com base na média histórica do número de solicitações de exames). Para analisar a variação do indicador em relação à meta, foi avaliada a influência das variáveis número de internações e média de permanência por internação (em dias), sendo proposta a utilização em paralelo de outros dois indicadores complementares ao atual: média de exames por internação e efetividade das solicitações de exames (relação do indicador média de exames por internação com o tempo de permanência).

Em relação ao ano anterior, em 2012 o número de internações pelo SUS foi incrementado em 4,29%, (de 28.686, para 29.918), o tempo médio de permanência por internação aumentou 0,63% e a quantidade de solicitações de exames cresceu 7,26%. O aumento do número de leitos neste período, de 795 para 845 (6,29%), com a abertura e funcionamento da Unidade Álvaro Alvim, também influenciou na elevação do número de internações e do número de solicitações de exames.

Quanto aos indicadores complementares, ocorreu aumento de 3,03% na média de exames solicitados por internação e de 3,5% na relação da média de exames por internação com o tempo médio de permanência.

Para acompanhar a evolução das solicitações dos exames restritos e também dos exames que foram acrescentados ao cadastro do AGH em função da restrição, os seguintes exames foram selecionados:

“hemograma+plaquetas” (restrito) e “hemoglobina”, “hematócrito” “leucócitos”,

“leucograma” e “plaquetas”, exames que compõem o hemograma completo e que foram desdobrados (acrescidos ao cadastro)

“proteína C reativa” (restrito) e “proteína C reativa crítica”, “proteína C reativa neonatal” (acrescidos ao cadastro)

“alanina aminotransferase (TGP)” e “aspartato aminotransferase (TGO)” (restritos) e

“alanina aminotransferase (TGP) crítico” e “aspartato aminotransferase (TGO) crítico” (acrescidos ao cadastro).

Em relação ao ano anterior, em 2012, houve aumento de 8,96% das solicitações de

“hemograma+plaquetas”, acompanhando um aumento de 0,61% das solicitações de “hemoglobina”, de 2,83% das solicitações de “leucócitos”, de 3,14% das solicitações de “plaquetas” e uma diminuição de 3,23% das solicitações de “hematócrito” e de 11,42% das solicitações de

“leucograma”. A diminuição das solicitações do “leucograma” maior que o aumento das solicitações de “hemograma+plaquetas” representa diminuição com gastos de insumos, em função do custo dos reagentes utilizados no equipamento de automação para a contagem diferencial de leucócitos e do tempo de pessoal envolvido. Este reagente é mais caro que os demais utilizados no equipamento para realizar as outras determinações que compõem o hemograma. Por essa razão, no período anterior a 2011, a queda das solicitações do “hemograma+plaquetas”, mesmo que acompanhada de elevação nas solicitações dos outros exames acrescidos ao cadastro, representa diminuição de gastos com insumos e pessoal.

73 As solicitações da “proteína C reativa” em 2012, comparadas a 2011, aumentaram em 44,14%, enquanto a solicitação de “proteína C reativa neonatal” aumentou 22,6% e a solicitação de

“proteína C reativa crítica” diminuiu 2,21%. Neste item, existe a necessidade de um forte trabalho educacional para a diminuição da solicitação deste exame – visto que não houve uma substituição na solicitação e tão somente um aumento dos pacientes que passaram a utilizar o mesmo.

As solicitações de TGP e TGO somadas aumentaram 5,61%, enquanto as solicitações de TGP e TGO críticas diminuíram 4,59 % e 1,94%, respectivamente, mostrando uma estabilidade nas solicitações.

Para o ano de 2013 permanece a proposta da utilização de indicadores complementares na avaliação de metas institucionais inerentes ao papel da COMLAB.

II. Taxa de Cesariana Primária

Há uma tendência mundial para aumento das taxas de cesariana. No HCPA conseguimos reverter esta tendência entre 2011 e 2012. Não é conhecida a taxa de cesariana ideal. O valor de 15% indicado pela OMS não tem justificativa científica consistente. Alguns estudos na América Latina apontam para uma correlação de diminuição da mortalidade materna com o aumento das taxas de cesariana até um limite de 25%, a partir do qual novos incrementos da taxa de cesariana não mostram trazer benefício materno. Boa parte do excesso de cesariana se dá por cesarianas de repetição. Por este motivo se deve tentar controlar as taxas de cesarianas primárias.

O desempenho na relação entre os exercícios 2011 e 2012 expressa uma diminuição de 3,3 pontos percentuais da taxa de cesariana primária (de 29,83% para 26,53%), o que se refletiu numa diminuição de 2,0 pontos percentuais na taxa geral de cesariana no mesmo período (de 37,48% para 35,48%). As ações de mudanças têm sido baseadas em discussões clínicas e na qualificação do quadro de médicos contratados do centro obstétrico, mais engajados em políticas menos intervencionistas na assistência ao parto.

III. Satisfação do Paciente Ambulatorial

A taxa de satisfação dos pacientes atendidos nas áreas ambulatoriais é mensurada mensalmente. Em continuidade à proposta iniciada nos dois últimos anos, realizou-se em 2012, semestralmente, a pesquisa de forma estimulada, nos meses de maio e novembro, com o objetivo de aumentar a adesão dos usuários à pesquisa e focar a atenção dos trabalhadores na opinião dos usuários sobre os serviços prestados, em busca de melhorias.

Neste ano, a taxa foi de 85,73%, mantendo a tendência positiva apresentada em 2011 (83,40%) de ultrapassar a meta proposta de atingir 80 % de repostas no somatório dos graus ótimo e bom na pergunta “Como você avalia o atendimento de forma geral?”. Da mesma forma, 94% dos participantes seguem recomendando o atendimento no Hospital.

Responderam à pesquisa 5.137 usuários, quantitativo superior a 2011 (4.115). Destaca- se que a maior participação dos usuários concentrou-se nos dois meses de realização da pesquisa estimulada de opinião, totalizando 2.610 respondentes. Nesses meses os escores da taxa de satisfação foram ainda melhores, correspondendo a 89,86% em maio e 93,88% em novembro.

Entre as 1.910 manifestações registradas nos formulários na parte descritiva, 875 (45,8%) foram elogios direcionados às equipes em geral e 1.035 (54,2%) referiram-se a críticas e/ou sugestões. A análise das manifestações demonstra que as críticas concentraram-se em aspectos relacionados à demora no atendimento e às condições do ambiente de atendimento.

Em 2012 foi concluída a reforma da área de atendimento ambulatorial, denominada Zona 6, o que aperfeiçoou a logística de atendimento, melhorando a percepção das pacientes sobre o cuidado à mulher. Também, em outras zonas de atendimento, foram readequados os horários das agendas, possibilitando o encerramento das atividades até as 18 horas. No mais, encontram-se em

74 fase de planejamento ações que contribuam para melhorar a estrutura e processos de atendimento das recepções do ambulatório, que podem impactar positivamente na satisfação dos usuários.

IV. Satisfação do Paciente Internado

A taxa de satisfação do paciente internado é mensurada mensalmente. Neste ano estabeleceu-se um novo fluxo de entrega dos questionários, no intuito de garantir o acesso à pesquisa a um maior número de respondentes, sendo entregue ao paciente e/ou familiar no preparo para alta hospitalar.

Em 2012, foram respondidos 11.631 questionários, perfazendo uma média de 970 por mês, representando um retorno de 45,50% das altas hospitalares e um aumento em torno de 10% da taxa de retorno em relação ao ano anterior. Esse resultado supera o quantitativo mínimo preconizado para a pesquisa, garantindo o nível de confiança estabelecido (95%) para a taxa de satisfação anual, com margem de erro menor que um ponto percentual.

Conforme previsto no planejamento estratégico de 2009-2012, a meta institucional de satisfação dos pacientes internados passou em 2012 de 83% para 85% de respostas no grau ótimo, na questão “como você classifica o atendimento recebido durante esta internação”. Neste ano, obteve-se o resultado de 77,87%, indicando estabilização do escore alcançado em comparação ao resultado de 2011, o que corresponde ao atingimento de 91,61% da meta.

Sobre a recomendação dos usuários acerca do atendimento no HCPA a outras pessoas, 99,35% dos respondentes recomendam o Hospital, mantendo a tendência crescente dos anos anteriores – 2011 (99,23%) e 2010 (99,01%).

Neste ano, foram registradas 5.708 manifestações dos pacientes no espaço do questionário destinado ao registro de elogios, sugestões e críticas; destas, 4.842 foram elogios (84,8%) e 866 sugestões e/ou críticas (15,2%). Comparando-se ao ano anterior, quando houve registro de 4.592 manifestações, constata-se que houve melhora na proporção entre elogios e críticas, pois os resultados em 2011 foram de 75,6% e 24,4%, respectivamente. A análise categorial das manifestações demonstra que as críticas concentraram-se em aspectos relacionados ao conforto do ambiente e ao atendimento das equipes.

O Hospital tem considerado os resultados da pesquisa de satisfação, para definir investimentos tanto em estrutura, como em revisão dos processos de atendimento e em qualificação do pessoal. Neste ano, houve renovação de mobiliário, camas, cadeiras e macas e aquisição de equipamentos, proporcionando maior conforto aos pacientes e condições ergonômicas de trabalho.

Encontra-se em fase de planejamento e implantação ações que irão contribuir para qualificar o atendimento dos usuários, mediante o desenvolvimento da política de atendimento, além dos esforços empreendidos para alcançar os padrões da Acreditação Internacional, cujo foco é a qualidade e segurança do paciente.

V. Satisfação dos Usuários do GPPG

Vinculado ao objetivo de “Ser eficaz no ambiente para o ensino e a pesquisa”, o indicador de satisfação dos usuários do Grupo de Pesquisa e Pós-graduação se propõe a mensurar o grau de satisfação dos pesquisadores em relação aos serviços ofertados por esta estrutura, que abrangem treinamentos, consultoria em estatística, avaliação de projetos pelo Comitê de Ética, uso das áreas compartilhadas e da infraestrutura disponibilizada pelo hospital. A meta proposta era de que a satisfação dos pesquisadores, mensurada através das respostas “excelente e bom”, fosse superior a 80%. A coleta deste resultado ocorreu através da pesquisa única, realizada no mês de dezembro de 2012, onde os pesquisadores foram incentivados a expressarem sua opinião.

A pesquisa de satisfação obteve, na avaliação geral, 86,30% na soma das respostas excelente e bom. Contribuíram para este resultado o incremento de vagas para os cursos em

75 Bioestatística, maior clareza das informações prestadas aos pesquisadores, assim como maior agilidade no atendimento ao pesquisador.

VI. Satisfação dos Alunos de Graduação

No ano de 2012 foi implementada a pesquisa de satisfação junto aos alunos de graduação que desenvolvem suas atividades acadêmicas no HCPA. A coleta destes dados ocorreu através de duas pesquisas, realizadas nos meses de abril e dezembro de 2012.

A primeira pesquisa de satisfação demonstrou, na avaliação geral, 95,24% na soma das respostas bom, muito bom e excelente referente ao papel do HCPA nas atividades dos acadêmicos.

Quanto à programação apresentada (palestras e vídeos), 91,94% dos alunos responderam que foi proveitosa.

Em dezembro houve um aumento no desempenho da avaliação geral, com atingimento de 96,16% na soma das respostas bom, muito bom e excelente. Quanto à programação apresentada, 96,15% dos alunos a consideraram adequada.

Para o ano de 2013, será proposta a presença de um grupo maior de professores de diversos serviços do HCPA para participarem das atividades de recepção dos acadêmicos. Será retomada a visita guiada nos setores do hospital para os alunos do 4º semestre, atendendo às sugestões dos acadêmicos.

Quadro 20: Painel de Controle - Perspectiva Sustentabilidade.

OBJETIVO

ESTRATÉGICO INDICADOR FÓRMULA META 2012 RESULTADO 2012

Comprometimento do faturamento com o consumo

(Somatório das Requisições de Materiais / Faturamento) * 100

≤64% 60,56%

3.1 Assegurar o equilíbrio

financeiro

Faturamento SUS alta complexidade

Valor faturado Conta alta+ Valor FAEC Conta

77.328.097,70 65.293.421,77 Captação de recursos Valores

arrecadados através de projetos específicos

38.000.000,00 66.553.266,59 Faturamento convênios

e privados

(Valor faturado Convênios e Privado/Valor total estimado do faturamento) * 100

32.587.920,00 31.910.753,18 3.2 Ampliar fontes

de recursos

Índice de renovação do permanente

(Valor dos bens patrimoniais incorporados /

Valor das

depreciações) * 100

≥1 2,26

Fonte: Sistema de Informações Gerenciais (IG) - Acessado em 04/02/2013

76 I. Comprometimento do faturamento com o consumo

Além de refletir a preocupação da Instituição com o uso racional dos recursos advindos da prestação de serviços e que garantem o custeio para estas atividades, contribuindo para o equilíbrio financeiro, no ano de 2012 o indicador “comprometimento do faturamento com o consumo” foi definido como “gatilho” para o pagamento da remuneração variável.

Este fato elevou o indicador a uma posição ainda mais estratégica e visível, além de ter se consolidado como um compromisso assumido por toda a comunidade.

O resultado alcançado no ano de 2012 foi de 60,56%, correspondendo a 3,44 pontos percentuais abaixo da meta de 64%.

O faturamento apresentou um aumento de 5,7% em relação ao ano de 2011, passando de R$ 163.229.852,65 para R$ 172.519.880,15. A receita do serviço prestado para convênios e particulares aumentou 2,8% e a receita SUS aumentou 6,4%.

O consumo apresentou um aumento de 5,5%, passando de R$ 98.991.742,60 em 2011 para R$ 104.491.673,89 no ano de 2012.

Nos grupos de maior impacto para este resultado, que representam 75% do total da despesa se, obteve o seguinte resultado: medicamentos, redução de 2,3%; material médico- hospitalar, aumento de 13,45%; órtese e prótese, aumento de 10,71%; material de laboratório/diagnóstico, redução de 17,02%.

A padronização de novos materiais como aventais descartáveis e seringas preenchidas com solução salina, em função da introdução de novas práticas de controle de infecção e prevenção de acidentes contribuíram para o aumento do material médico-hospitalar.

Da mesma forma, a redução do consumo de alguns medicamentos, bem como a redução do custo individual dos soros e ainda o fornecimento pelo Ministério da Saúde do Imatinibe, foram responsáveis pela redução da despesa no grupo. No material de laboratório, o responsável pela redução da despesa foi a mudança de política de Governo que regulou os procedimentos de Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e estabeleceu limite nacional de exames, gerando repercussão tanto na receita de alta complexidade quanto no consumo do Hospital, que reduziu sua produção e consequentemente a aquisição dos insumos.

Para o ano de 2013, a meta proposta para este indicador será de 60%, demonstrando o compromisso com a sustentabilidade financeira do HCPA e com boas práticas de gestão.

II. Faturamento SUS Alta Complexidade

Em 2012, o valor obtido com os procedimentos considerados de alta complexidade foi de R$ 65.293.421,77, correspondendo a uma redução de 16,25% do valor obtido no ano anterior.

Esta redução é consequência da mudança de política do Governo, que publicou portaria regulando os procedimentos de exames do REDOME e limitando-os em nível nacional.

O valor obtido com estes procedimentos foi inferior em 300% na relação com 2011, causando um reflexo de 20,66% no valor global, gerando um resultado inferior ao esperado e, portanto, em uma meta não atingida.

Neste mesmo ano passou a vigorar o novo contrato com o Gestor, no qual a alta complexidade passou a ser orçada, não sendo mais calculada por produção.

III. Captação de Recursos Externos

A captação de recursos externos tem por objetivo executar ações específicas e com viabilidade institucional, via elaboração e apresentação de projetos aos órgãos governamentais ou às entidades não governamentais fomentadoras, no sentido de ampliar ou qualificar o atendimento disponibilizado à população pelo hospital, através da prestação dos serviços de assistência, de ensino e de pesquisa.

No documento Relatório de Gestão do exercício de 2012 (páginas 71-91)