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INSERÇÃO REGIONAL DO CURSO

No documento PPC Psicologia 2018 - URCAMP - SEGUE (páginas 30-34)

Anexo 12 Projeto Apadrinhamento

3.2 INSERÇÃO REGIONAL DO CURSO

As Instituições de Ensino Superior do Estado do RS que oferecem Curso de Psicologia tem se deparado com significativa demanda pelo referido Curso, visto que o campo da saúde pública tem sido muito valorizado, justificando a necessidade de formação acadêmica nesta área.

As exigências da sociedade atual levam os indivíduos à busca da saúde, que inclui, entre suas condições essenciais, a qualidade de vida. O incentivo às políticas públicas de saúde no país promove uma abertura do mercado de trabalho nesta área.

Os fatores demográficos, econômicos e, em especial sócio-culturais e educacionais, que caracterizam a Região da Campanha Gaúcha, requerem a ação integrada de profissionais no sentido de mobilizar, sob todas as dimensões, a ação humana em favor do desenvolvimento regional.

Estudos comparativos, retrospectivos e prospectivos, do desenvolvimento sócio-econômico de diversas regiões do Estado do Rio Grande do Sul, revelam evidentes desvantagens desta região em relação às demais. E, ainda levantam, como prováveis causas do atraso constatado, o excessivo apego a caracteres econômicos e culturais tradicionais e a consequente resistência a novas formas de ação produtiva. Sendo este impasse de natureza predominantemente humana, a política de desenvolvimento regional deveria incluir uma revisão do comportamento individual e coletivo, enquanto condição fundamental para estimular uma ação integrada na Região. A ação do Psicólogo se faz necessária, em todo este contexto

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de mudança de mentalidade, em favor de melhores condições de trabalho e de vida para o homem da Região.

A deselitização do campo de atuação do Psicólogo é fator característico da Psicologia enquanto ciência atual, tendo como consequência a expansão do seu mercado de trabalho. O psicólogo, antes limitado ao atendimento individual ou grupal em clínicas especializadas, hoje estende sua ação as áreas do desenvolvimento humano, saúde mental, social e institucional, em caráter preventivo e terapêutico, atuando em tarefa individual ou integrando equipes interdisciplinares.

Nesta perspectiva, o Psicólogo, enquanto elemento estimulador de potencialidade humana, tem função social significativa nos diversos setores de sua atuação.

A criação do curso, além de contribuir para o desenvolvimento econômico e social com reflexos positivos na condição de vida dos habitantes da região pode impulsionar mais um avanço no processo de democratização do acesso ao ensino superior. A oportunidade de cursar uma graduação na própria região de moradia, traz consigo a perspectiva de melhoria no padrão socioeconômico familiar, crescimento pessoal e profissional, assim como, a consequente evolução cultural e econômica regional decorrente dos eventos técnicos, científicos e intelectuais realizados por iniciativas do curso.

A demanda pelo curso na região segue o cenário nacional que coloca a Psicologia entre os mais procurados pelos vestibulandos e candidatos do ENEM. O fato de ter a possibilidade de estudo na região mantém os estudantes, principalmente os mais jovens, no exercício profissional na campanha. Além disso, a necessidade de atenção psicossocial, voltada para situações ligadas a saúde mental do trabalhador e problemas relacionados a reprovação e evasão escolar vem corroborar com o papel do psicólogo como agente transformador desta realidade.

A implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) em nosso país, a partir do conceito de saúde como um direito da população e dever do Estado, presente na Constituição Federal de 1988 e posteriormente regulamentado através das Leis 8080/902 e 8142/903, trouxe um novo direcionamento para as políticas públicas de saúde, consolidadas através dos princípios doutrinários e organizativos do SUS:

universalidade, equidade, integralidade, regionalização, hierarquização, descentralização administrativa e participação popular. Desde então, na política de

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recursos humanos em saúde, debate-se a preparação e a qualificação dos trabalhadores para a saúde coletiva, vislumbrando a consolidação destas diretrizes, para a garantia dos seus princípios fundamentais propostos pelo Ministério da Saúde e para o preparo do profissional ao modelo assistencial, às necessidades sociais e ao mercado de trabalho em saúde.

O Serviço de Psicologia Aplicada (SIPA), serviço-escola do curso possui como uma de suas atividades voltadas para o atendimento da comunidade o Grupo de Acolhimento que é a segunda etapa do processo de triagem de pacientes.

O acolhimento é uma postura capaz de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas aos usuários.

Essa atitude implica, por sua vez, estar em relação com algo ou alguém. De acordo com a Política de humanização do Ministério da Saúde é exatamente nesse sentido, de ação de “estar com” ou “estar perto de”, que queremos afirmar o acolhimento como uma das diretrizes de maior relevância ética/estética.

O acolhimento no campo da saúde deve ser entendido, ao mesmo tempo, como diretriz constitutiva dos modos de se produzir saúde e ferramenta tecnológica de intervenção na qualificação de escuta, construção de vínculo, garantia do acesso com responsabilização e resolutividade nos serviços.

Nesse sentido, o Serviço Integrado de Psicologia (SIPA) também contempla em seus pressupostos a universalidade do acesso, buscando acolher a comunidade de Bagé que necessita cuidados em saúde mental.

O serviço, além de prestar um atendimento com resolutividade e responsabilização, encaminha, quando for o caso, o paciente e a família para outras Unidades Municipalizadas de Saúde. No entendimento de garantir a eficácia desses encaminhamentos, estabelece articulações com esses serviços, em especial com os Centros de Atendimento Psicossocial I, II e AD

O incremento do modelo da municipalização da saúde na cidade de Bagé, em meados de 1995, tem demandado a expansão da contratação de equipes interdisciplinares para dar conta das ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população. O psicólogo, assim como outros profissionais da saúde, tem previsão de participação através da Lei Orgânica de Assistência Social, LOAS, com papel fundamental no trabalho de prevenção, promoção e intervenção junto a comunidade.

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Uma outra frente de oportunidades de trabalho, em que a atuação do psicólogo se faz necessária é a que corresponde a lei de Cotas, nº 8213/91, que preconiza o direito a inclusão de PCDs, pessoas com deficiência, no mercado de trabalho. Neste âmbito, cabe ao psicólogo promover a inserção e reabilitação destes indivíduos no ambiente organizacional a fim de que este processo se constitua em real e efetiva inclusão dos mesmos.

Ainda, a existência deste curso de Psicologia, há 27 anos em Bagé, tem um papel na desmistificação e consequente expansão da profissão na região da campanha, o que oportuniza a contratação de profissionais psicólogos em empresas e escolas. Através dos estágios e atividades práticas realizadas pelos acadêmicos do curso, a Psicologia tem se aproximado do cotidiano das comunidades, o que tem despertado crescente interesse pela profissão.

Na área escolar, a abertura deste espaço contribui para a melhoria das relações interpessoais, promovendo também maior reflexão sobre a proposta pedagógica e o desenvolvimento humano da comunidade entorno.

Na área do trabalho, fomenta-se a necessidade do psicólogo no manejo das relações interpessoais e saúde mental do trabalhador, o que se refletirá, certamente, no crescimento mais saudável porque mais humanizado nas instituições da área de abrangência do curso.

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4 DADOS DO CURSO

No documento PPC Psicologia 2018 - URCAMP - SEGUE (páginas 30-34)