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3 - OBJETIVOS ESTRATÉGICOS Garantir:

. padronizações: organizar e disciplinar os referenciais fundamentais geodésicos e cartográficos;

. a qualidade das informações (geodésicas e cartográficas) objetivando proptctar a absorção e utilização em nível nacional, através da validação de dados e da certificação de produtos;

. o referenciamento, em diferentes graus de precisão dos acidentes e fenômenos, naturais e artificiais, com seus respectivos atributos, passíveis de espacialização no Território Nacional;

. os subsídios nas questões de delimitação legal e operacional;

. o mapeamento nas diferentes escalas sistemáticas, apresentando aspectos cartográficos, geográficos para as diversas finalidades (pública e privada);

. a disponibilização dos catálogos e padrões de metadados de forma a tomar mais fácil, rápido e desburocratizado o intercâmbio das bases de dados da área

finalistica;

. monitoramento da adequação entre os dados e produtos e suas formas de veiculação e a demanda;

. a produção de recortes territoriais, em diferentes escalas, para subsidiar o levantamento e disseminação de estatísticas; o planejamento do mapeamento de referência e de sua atualização; e a formulação e monitoramento de políticas públicas.

4-AMBIÊNCIA EXTERNA

Além das oportunidades abordadas na Introdução - Cenários, existem outras questões, que vem ao encontro dos objetivos estratégicos que se pretende alcançar.

Uma dessas primeiras questões de propulsão, que serve inclusive de agente motivador para outros, é a credibilidade metodológica e a qualidade das informações da Instituição.

Em que pese os aspectos negativos na demora da produção e divulgação de algumas dessas informações, isto permite uma integração e a formação de parcerias com diversos órgãos da esfera federal, estadual e municipal, e com diversas entidades de ensino e pesquisa. Esta demanda real, forçada por esses agentes da sociedade, permite uma facilidade de integração de informações e de coordenação operacional desta área finalística.

Estas questões de propulsão, servem de base para reforçar o papel da área finalistica na produção de informações que retratem a realidade brasileira, no seu contexto do espaço territorial brasileiro, o que se constitue em um dos exercícios de efetiva atuação do Estado.

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5-AMBlÊNCIA INTERNA 5.1 - Pontos Fortes:

O primeiro ponto a ressaltar neste contexto é a própria missão do IBGE, de produzir informações para retratar a realidade brasileira, atividade típica de Estado. A qualidade destas informações faz com que a credibilidade do IBGE junto à população e aos meios acadêmicos nacional e internacionais seja alta. Note-se que um dos fatores que contribui para o bom ruvel de qualidade das informações é o uso de metodologias em consonância com as de outros países Nesta linha, a credibilidade das informações geradas pelo IBGE nas áreas de Geodésia, Cartografia e Geografia permite que se desenvolva integração técrúco-cientifica em nível continental e global

O acompanhamento das transformações tecnológicas no processo produtivo desta área finalistica, implementando o uso de tecnologia GPS, adotando técrúcas de cartografia automatizada e de Sistemas de Informação Geográfica, garantiu à Instituição rúveis de modernização e informatização compatíveis com as suas necessidades operacionais.

O estabelecimento da rede de comurúcação de dados, a motivação do corpo funcional, em função das novas tecnologias em implantação, e a existência de programa de treinamento de recursos humanos dão testemunho destes esforços.

As demandas de órgãos de governo federal, estadual e murúcipal, de urúversidades e de empresas pelos produtos do IBGE comprovam o reconhecimento dessa qualidade. O incremento nas solicitações para validação de bases cartográficas convertidas por outros órgãos exemplifica esse reconhecimento.

Intensificação da demanda para articular a produção de informações referentes a esta área finalistica nas esferas federal, estadual e municipal, em função da credibilidade metodológica do IBGE.

A existência da rede de coleta de abrangência nacional propicia a execução de etapas inerentes ao processo produtivo desta área finalistica.

A existência de uma área finalística de disseminação de informações que constitui meio seguro para garantir a veiculação dos produtos gerados na Instituição.

Para concluir destaca-se a importância das atividades de Censo na integração entre as diferentes áreas finalísticas do IBGE.

5.2 -Pontos Fracos

5.2.1 - Institucional

A inexistência de um projeto técnico institucionaJ que integre as diversas áreas, favorece a falta de conhecimento de suas funções, limitando conseqüentemente o uso das informações, produtos e serviços entre as áreas da Instituição.

Este contexto de uma cultura de planejamento ocasional, desvinculada do ambiente ao qual se destina, inviabiliza a revisão de estratégias e ações.

A ausência do projeto técnico-institucional dificulta a implementação de ações voltadas para a preservação da memória técnica e administrativa e do acervo institucional, traçando as diretrizes para sua admirústração, manutenção e disseminação.

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F alta de sintoma da área de informática para as transformaçõ,es tecnológicas ocorridas na produção de. informações de Geodésia, Cartografia e Geografia. Tal fato se traduz no pequeno número de profissionais da área de informática dedicados e alocados às atividades de geoprocessamento.

A ausência de uma política voltada à formulação de acordos e intercâmbios de cooperação técrúco-científica, incluindo-se aí a obtenção de financiamentos junto a organismos especializados, impacta o monitoramento do estado da arte, da assimilação de novas tecnologias desta área finalística.

A inexistência de um Fórum permanente de discussão técnica (intra e inter Urúdades Organizacionais) aberto a diferentes segmentos da sociedade induz à ocorrência de irúciativas pontuais para o preenchimento destas lacunas.

F alta de articulação da área de disserrúnação com esta área finalistica dificultando a disseminação dos produtos e serviços por meio de canais de marketing que aproveitem o apelo visual das informações territoriais através da utilização de novos recursos que a tecnologia disporúbiliza, bem como o aprimoramento dos mecanismos de disserrúnação do acervo de informações geodésicas, cartográficas e geográficas.

5.2.2. - Gestão

A alternância de modelos de gestão, ora descentralizado ora centralizado, vem ao longo dos últimos anos impactando as ações de natureza administrativas : orçamentária/financeira, de recursos humanos e de custo, bem como dificultado a manutenção da infraestrutura patrimonial, face ã descontinuidade dos procedimentos adotados e à correspondente necessidade de adaptações da forma de aplicação e uso dos instrumentos de cada gestão.

No modelo preconizado pelo MARE para as agências executivas, as áreas administrativas não são consideradas macroprocessos, entretanto, devem se adequar para suportar as necessidades da missão da Instituição. Ressalta-se, contudo, que o entendimento deve ir além dessa avaliação, repensar as funções administrativas dentro desta nova abordagem. Neste sentido, deve-se destacar os prejuízos provocados pela inexistência de controles gerenciais necessários ao morútoramento dos projetos e sinalizadores de ações a serem efetuadas para atendimento dos cronogramas fisicos e financeiros.

A cultura de planejamento ocasional independente de um plano plurianual, não contempla os requisitos/especificações quantitativos e qualitativos demandados pelos projetos no processo de elaboração do planejamento orçamentário. Isto inviabiliza, em alguns casos, a implementação de projetos, a incorporação tecnológica (instrumentalização), a capacitação dos recursos humanos (treinamentos específicos).

A excessiva centralização da administração afeta negativamente nos processos de trabalho, incluindo suporte ao planejamento, aos contratos e convêrúos, à alocação orçamentária I financeira, à aquisição de insumos e à capacitação/treinamento. Esta centralização provoca constante desarticulação entre a aquisição e as necessidades de insumos básicos para o desenvolvimento e produção dos projetos, acarretando atrasos em seus cronogramas.

Na área jurídica, observa-se grande morosidade na apreciação dos processos, e identifica-se a falta de defirúção de procedimentos mais ágeis e diferenciados para liberação de processos, bem como o estabelecimento de textos padrões que facilitem a elaboração e andamento dos processos de compras, de prestação de serviços e de convênios e contratos. Esta morosidade vem inviabilizando/impactando diversos projetos internos e em parceria com órgãos governamentais.

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As deficiências de infraestrutura do Complexo de Lucas prejudicam o desempenho das atividades das unidades de Geodésia, Cartografia e Estruturas Territoriais, em especial no que se refere à manutenção predial, ao sistema de telefonia, à manutenção de viaturas, à manutenção do parque computacional instalado (hardware e software), e à expedição de documentos e produtos, dentre outras.

As deficiências de infraestrutura do Complexo de Lucas prejudicam o desempenho das atividades das unidades de Geodésia, Cartografia e Estruturas Territoriais, em especial no que se refere à manutenção predial, ao sistema de telefonia, à manutenção de viaturas, à manutenção do parque computacional instalado (hardware e software), e à expedição de documentos e produtos.

dentre outras.

A vinculação administrativa das unidades descentralizadas (DIGEOs e DIPEQs) aos DEREs ocasiona empecilhos burocráticos, gerando descontinuidades e atrasos em diversas atividades. Verifica-se a necessidade de se rever e redefinir as funções e a estrutura organizacional das unidades descentralizadas, para que possam ser efetivamente inseridas no processo produtivo como participantes no processo metodológico e como representação efetiva da área finalística de Geodésia, Cartografia e Geografia nas Unidades da Federação, e não somente como coletoras de informação.

A intemalização e dissenúnação de ferramentas de geomática ( cartografia automatizada, sensoriamente remoto, posicionamento por satélites, SIG, dentre outras) se deu a partir de projetos departamentais, e não como uma visão prospectiva institucional.

5.2.3.-Recursos Humanos

As necessidades de produção e o envelhecimento e perda de pessoal ao longo dos últimos anos não são adequadamente considerados pelos trâmites administrativos/ burocráticos e do MPO e do MARE para a contratação de recursos humanos. Em 1996 foi realizado concurso público que contemplou a área finalistica de Geodésia, Cartografia e Geografia, após 18 anos sem renovação dos quadros e mesmo assim em quantitativos aquém das necessidades dos projetos em execução.

Está previsto novo concurso para 1999, sem contudo priorizar as áreas de produção - vide quadro de solicitação de RH e quadro aprovado para contratações.

Identifica-se desmotivação generalizada do corpo técnico acarretando descompromisso e apatia funcional e profissional, principalmente quanto aos níveis salariais de algumas carreiras, que se apresentam defasados do mercado, o que inviabiliza a reposição de pessoal qualificado mesmo com concursos.

A ausência de um sistema de valorização profissional acarreta considerável perda de motivação e reações diferenciadas por parte do conjunto de funcionários, alguns com acomodação e falta de investimento no trabalho e outros revoltados por não verem perspectivas de valorização de seu desempenho. Neste contexto é necessário valorizar - em termos funcionais e salariais - o nível técnico, de forma a possibilitar a ascensão de técnicos que hoje desempenham funções e atividades de interfaceamento entre o rúvel tático e o nível operacional, tanto por mérito como por cursos específicos.

As especificidades da área de Geodésia, Cartografia e Geografia exigem ingresso de perfil profissional de rúvel médio com formação em áreas afins tais como topografia, agrimensura, ferramentas CAD, dentre outras. Deve-se ainda sanar a atual carência de ações permanentes nas áreas de segurança, higiene e medicina do trabalho, particularmente imprescindíveis ao adequado desenvolvimento das operações das áreas de Geodésia e Cartografia

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A não renovação de quadros, as sucessivas mudanças funcionais e a ausência de um sistema de valorização geraram distorções e disfunções na utilização e alocação dos recursos humanos, tais como: subutilização de técnicos de nível superior que por desmotivação ou falta de engajamento atuam como nível médio, e vice-versa; super-utilização, com sobrecarga de trabalho, de alguns técnicos acarretando, em determinados casos, perda de qualidade e dilatamento de prazos de execução.

Registra-se ainda a ausência de projetos claros e definidos para recapacitação de técnicos visando, adequá-los às transformações metodológicas e tecnológicas para a produção de informações básicas. Os programas existentes foram pontuais e promovidos localmente por algumas áreas: de fato, a internalização e disseminação de ferramentas de geomática (cartografia automatizada, Sensoriamento remoto, posicionamento por satélites, e SIG, dentre outras) se deu a partir de projetos departamentais, e não como uma visão prospectiva institucional. Além disso, o programa de treinamento institucional deve ser reorientado para as necessidades de produção e ter aferição de qualidade e não de quantidade de técnicos treinados.