3. PROJETO
3.2. INCLUSÃO DAS EMOÇÕES NO ITA ALICE
3.2.3. Modificações no assistente de modalidade de mediação
Conceito
A Conceito
B Conceito
C
Mediação X
ANTES ATUALMENTE
Conceito A Mediação
X Mediação Y
Conceito B Mediação
Y Mediação Z
Figura 35. Alteração no assistente para identificação de dificuldades de aprendizagem
Esse tipo de identificação possibilita a integração do assistente com a personagem Alice e a exibição de suas mensagens de maneira mais personalizada, indicando além da existência de um problema de aprendizagem, qual é o conteúdo relacionado.
Outro aspecto a ser relatado, é que a partir de uma análise conceito-a-conceito, um aluno deixa de ser classificado como um todo, isto é, o aluno deve receber determinado tipo de mediação para qualquer que seja o conceito a ser trabalhado. Essa estruturação melhora o processo de atendimento as necessidades de aprendizagem, permitindo identificar uma estratégia de ensino para cada um dos conceitos.
A execução da árvore é realizada em diversos momentos durante a utilização do ambiente, e visa atualizar as estratégias de mediação que devem ser obedecidas. Esses momentos são:
Alteração do perfil do aluno: o aluno ou o professor pode inserir ou alterar determinadas informações a respeito do perfil do aluno, de caráter comportamental (disponibilidade, atitudes em sala de aula, etc.) ou cognitivo (dificuldades percebidas em sala de aula a respeito de alguns dos itens do conteúdo programático e afetivo modificando explicitamente o estado das emoções);
Correção de um exercício: ao corrigir um exercício são percebidas alterações no desempenho da aprendizagem contidas do modelo cognitivo do aluno; e
Registro de resultado em uma avaliação: similar a correção do exercício, neste momento são atualizados os resultados obtidos em determinados conteúdos.
A presente árvore amplia as decisões de mediação em relação a sua antecessora, ver Seção 2.4.4.4.3. Modificaram-se as ações mediadoras relacionadas a partir da inclusão de duas novas
formas de mediação: mediação de significado e mediação de intencionalidade; que visam estender a estratégia pedagógica além da seleção de exercícios, explorando os conteúdos em hipertexto.
No ambiente ALICE, a mediação de significado ocorre através da sugestão de materiais textuais de referência e complementares que procuram amenizar a dificuldade de aprendizagem apresentada pelo aluno. A sugestão é realizada na tela inicial do ambiente, por meio de uma lista de tarefas que o aluno deve realizar. Um detalhamento maior é encontrado na Seção 3.2.3.1 Tarefas.
Já a mediação de intencionalidade, dentro do ambiente, visa explanar ao aluno possíveis causas que determinam algum resultado negativo, ou ainda explora questões sobre aplicações práticas do conteúdo. A linguagem a ser utilizada prioriza um diálogo informal, onde a personagem Alice conversa com o aluno.
O início da árvore ocorre a partir da determinação do nível de desempenho médio obtido pelo aluno nas avaliações realizadas em sala de aula, cuja classificação obedece às condições:
bom , médio ou ruim , conforme Figura 36.
ud Modelo Afetiv o
Desempenho Av aliação
Bom Médio Ruim
Figura 36. Estrutura inicial da árvore de decisão
E, baseando-se nessa origem e devido à extensão da árvore, a mesma foi distribuída em três partes: (i) o aluno apresenta desempenho bom nas avaliações, segue árvore ilustrada na Figura 37;
(ii) o aluno apresenta desempenho regular nas avaliações, segue árvore ilustrada na Figura 38; (iii) o aluno apresenta desempenho ruim nas avaliações, segue árvore ilustrada na Figura 39.
ud Modelo Afetiv o
Desempenho Av aliação
Confiança
Disponibilidade ou Experiência
Mediar Intencionalidade e Transcendência
Mediar Intencionalidade
e Competência Preocupação
Mediar Transcendência e Intencionalidade
Mediar Transcendência
e Significado Não
Bom
Não Sim Sim
Sim Não
Figura 37. Árvore de decisão caso o aluno apresente desempenho bom nas avaliações
Seguindo a árvore cujo aluno apresenta desempenho classificado como bom , é verificado se o aluno considera-se confiante perante a disciplina. A verificação desta e das demais emoções analisadas na árvore consiste no resultado Sim para os alunos que tiverem o valor 0,5 ou superior na respectiva emoção, e Não para quem apresentar valor inferior a 0,5.
Prosseguindo, aqueles que estão confiantes são aptos a receberem mediação de transcendência. Sendo então verificado se este deve receber em conjunto a mediação de intencionalidade ou de significado, caso apresente ou não características de preocupação.
Caso o aluno não mostrar o índice mínimo de confiança em seu modelo, deve-se mediar intencionalidade, pois há insegurança quanto ao que se está aprendendo, que pode ser suprida através de explanações e uma abordagem prática sobre a disciplina. Ainda, é conferido se o aluno tem disponibilidade ou experiência, que determinará se o aluno está apto a solucionar problemas mais elaborados ou se deve concentrar em enunciados simplificados.
A Figura 38 ilustra o ramo da árvore nos quais os alunos cujo desempenho é classificado mediano, devem ter suas mediações determinadas.
ud Modelo Afetiv o
Av ersão
Mediar Competência e Intencionalidade
Desempenho Exercícios
Disponibilidade
Mediar Intencionalidade
e Competência Dedicação
Mediar Intencionalidade,
Competência e Significado Confiança
Mediar Intencionalidade e Transcendência
Mediar Competência e
Significado Possui
experiência
Mediar Intencionalidade e Transcendência
Desempenho Av aliação
Preocupado
Preocupado
Mediar Intencionalidade,
Significado e Competência
Mediar Intencionalidade
e Competência
Mediar Intencionalidade,
Significado e Competência
Mediar Intecionalidade e
Competência Desempenho
Exercícios
Não Não
Médio / Ruim
Não Sim
Sim Médio
Sim Não
Sim Não
Sim Não
Bom
Sim Não Médio ou Ruim
Sim
Bom
Figura 38. Árvore de decisão caso o aluno apresente desempenho médio nas avaliações
Conforme apresentado na árvore, depois de identificado o desempenho médio é verificado a presença de aversão por parte do aluno. Esta emoção foi priorizada devido a percepções que indicam que alunos que não gostam da disciplina estão mais aptos a abandoná-la, sendo assim essencial cativa-los por meio de explicações e exercícios fundamentais.
Aos alunos que não apresentarem aversão, é então analisado seu conhecimento prévio sobre o assunto, onde em caso afirmativo, determina que o aluno tem condições de compreender suas dificuldades de aprendizagem. Sendo então verificado seu desempenho nos exercícios realizados no ambiente, comprovando se o aluno apenas fracassa nas avaliações ou se já possui um histórico de deficiências nos exercícios também. Essa análise apontará a necessidade de envolver o aluno em exercícios básicos ou com um grau de complexidade maior.
Retornando no caso de alunos inexperientes, posteriormente avalia-se seu nível de aproveitamento nos exercícios, onde esse seja regular ou baixo deverão ser mediados explorando conceitos e questões fundamentais. Contudo, havendo um desempenho bom nos exercícios, o aluno é encaminhado às explicações quanto ao seu desempenho.
Na seqüência, averigua-se a disponibilidade do aluno para estudo, onde não havendo, o ambiente irá expor práticas simplificadas. Ao contrário, é examinada a dedicação do aluno, a partir das percepções do professor em sala de aula. Alunos não dedicados, todavia preocupados com o seu desempenho deverão receber mediação que trabalhe conceitos base, enquanto os despreocupados concentrarão seus estudos em exercícios que estimulem o conteúdo elementar.
Aos alunos classificados como dedicados é verificada a presença de confiança em seus aspectos afetivos. Caso o aluno ainda tenha incerteza de seu conhecimento, serão apresentados textos e questões de caráter essencial ao aprendizado. Isso ocorre de forma similar aos alunos que se sentem confiantes, entretanto com resquícios de preocupação.
Já aqueles que não apresentam preocupação, poderão receber questões que reflitam enunciados elaborados, tendo em vista que este tipo de aluno apresenta disponibilidade necessária para estudo, é considerado dedicado, além de apresentar bom desempenho em exercícios.
ud Modelo Afetiv o
Av ersão
Mediar Competência e Intencionalidade
Possui experiência
Disponibilidade
Mediar Intencionalidade, Transcendência e
Significado
Mediar Intencionalidade e Transcendência
Confiança
Mediar Intencionalidade,
Competência e Significado
Desempenho Exercícios
Mediar Competência, Intencionalidade e
Significado Desempenho
av aliação
Desempenho Exercícios
Mediar Intencionalidade,
Competência e Significado
Mediar Competência e Intencionalidade Sim
Sim Não Não Não Ruim
Bom ou Médio Ruim
Sim
Ruim/Médio
Sim Não
Bom
Figura 39. Árvore de decisão caso o aluno apresente desempenho ruim nas avaliações
Por fim, o aluno cujo resultado obtido nas avaliações for considerado ruim , é verificado a presença de aversão. Encontrada essa emoção, media-se competência e intencionalidade buscando resgatar o aluno para a vontade de aprender através da apresentação de exercícios elementares e explicando o fundamento de algoritmos na sua vida acadêmica.
A ausência de aversão implica na verificação de experiências anteriores na área da programação, onde caso não haja, o aluno receberá mediação de competência e intencionalidade.
Além disso, esses alunos poderão receber mediação de significado caso apresentem desempenho mediano ou ruim nos exercícios realizados no ambiente. Essa mediação deve-se ao fato de apoiar melhor os alunos que desconhecem os conceitos fundamentais da disciplina.
Os alunos que apresentarem conhecimento prévio do domínio estarão aptos a adquirir mediação de intencionalidade, isto é, mensagens explicativas da importância da disciplina. Na seqüência, esses irão ser averiguados quando a sua disponibilidade durante a semana.
Apresentando, verifica-se o desempenho nos exercícios, onde o conceito bom ou médio
determinará o recebimento de um conjunto de questões elaboradas que contextualizam o conteúdo em sala de aula através de uma visão prática e cotidiana em conjunto a textos base, enquanto a presença do conceito ruim indicará que o aluno deverá ter seu ambiente focado em exercícios e textos fundamentais.
Entretanto, os alunos que não disporem de tempo dedicado aos estudos serão verificados quanto o grau de confiança perante a disciplina. Os alunos que apresentarem esse sentimento serão atendidos por meio de exercícios com um grau de complexidade maior, pois os mesmos já indicaram ter um conhecimento prévio no assunto além de provocar o aluno para que esse não considere a disciplina fácil, e consequentemente, não merecendo grandes esforços de aprendizagem.
Ao contrário, aqueles que ainda não se sentem confiantes, serão mediados a fim de explorar os tópicos de uma maneira simplificada.
3.2.3.1. Tarefas
A fim de complementar a estratégia de mediação selecionada pelo assistente, foi incluída o conceito de tarefas para os alunos.
As tarefas são atividades sugeridas aos alunos a fim de complementar seu aprendizado além da seleção dos exercícios. Elas são estabelecidas pelo ambiente conforme o diagnóstico do Assistente de Modalidade de Mediação. Para cada estratégia mediadora, determinadas tarefas podem ser escolhidas, conforme pode ser observado na Figura 40.
Figura 40. Seleção das tarefas conforme ação mediadora
Caso seja selecionada a mediação de intencionalidade, é realizada uma consulta ao modelo do aluno verificando suas dificuldades e agregando esse conhecimento no diálogo da personagem Alice, conforme foi apresentado na seção 2.4.4.4.6 Assistente de interface (personagem Alice).
A mediação de significado sugere ao aluno uma leitura em textos que abordem o conteúdo no qual ele apresenta dificuldades. Em um primeiro momento é fornecido um texto básico, e caso o aluno leia o material, mas persista com dificuldades, é apresentada uma apostila escrita por outro autor. Até o momento, caso o aluno não tenha dificuldades, não serão sugeridas essas leituras.
A mediação de transcendência visa estimular o aluno que apresenta bom índice de aprendizagem e tem condições de realizar exercícios mais elaborados. Dessa forma, inicialmente o aluno é apresentado a exercícios, e no momento em que aguarda a correção dele é fornecido um código-fonte com exemplos claros sobre o conteúdo que ele apresenta dificuldade. Caso, ele já tenha atingido conhecimento suficiente no conceito, apresenta-se então algum item da parede da fama, que consistem em códigos mais elaborados.
A mediação de competência, quando selecionada, atua na seleção de exercícios fundamentais, indicados para quem está iniciando o aprendizado ou têm dificuldades em compreendê-lo.
A fim de contemplar esses aspectos, realizou-se inclusão da tabela tarefa no modelo de dados, mostrada na Figura 41.
pessoa ID_PESSOA NM_PESSOA NM_LOGIN NM_SENHA DT_NASCIMENTO NM_EMAIL FL_TIPO ARQ_FOTO FL_ATIVO NR_RG NR_CPF FL_ONLINE FL_MAIL_MENSAGEM FL_MAIL_EXERCICIO
tarefa ID_TAREFA ID_REFERENCIA (FK) ID_TIPO_TAREFA (FK) ID_PESSOA (FK) FL_TAREFA
material ID_MATERIAL ID_DISCIPLINA (FK) ID_CURSO (FK) ID_PESSOA (FK) NM_MATERIAL DS_MATERIAL ID_TIPO_MATERIAL (FK) DT_MATERIAL ID_LINGUAGEM (FK) FL_MATERIAL ID_PESSOA_ENVIOU (FK) NR_PRIORIDADE NM_AUTOR exercicio
ID_EXERCICIO ID_TIPO_EXERCICIO (FK) ID_DISCIPLINA (FK) ID_CURSO (FK) ID_PESSOA (FK) NM_EXERCICIO DS_EXERCICIO FL_EXERCICIO NR_PRIORIDADE ID_ALUNO (FK) DT_EXERCICIO
tipo_material ID_TIPO_MATERIAL NM_TIPO_MATERIAL NM_PAGINA
Figura 41. Modelo ER inclusão da tabela tarefa
As descrições dos atributos das tabelas são apresentadas no dicionário de dados da Tabela 19.
Tabela 21. Dicionário de dados da tabela tarefa
Tabela Atributo Descrição
id_tarefa Código da tarefa
id_referencia Código do exercício, material ou conceito id_tipo_tarefa
Especifica se a tarefa é um material, exercício ou conceito
id_pessoa Código do aluno tarefa
fl_tarefa Status da tarefa:
0 não realizada 1 realizada
No perfil do aluno foram incluídos dois novos casos: (i) consulta de tarefas a realizar; e (ii) realização das tarefas solicitadas. Esses novos casos de uso são ilustrados na Figura 42.
ud Aluno
UC 10 - Consulta Tarefas
UC 11 - Realiza Tarefa Aluno
Figura 42. Casos de uso incluídos no perfil de aluno