Fluxograma 1 Etapas do estudo
1.1 COVID-19
1.1.2 Nutrientes e Fortalecimento da Imunidade
1.1.2.1 Vitamina C e Zinco
A vitamina C é de extrema importância para o funcionamento do sistema imunológico, tem caraterística hidrossolúvel, portanto facilmente diluída em água é excretada do nosso organismo majoritariamente pela urina e em pequenas quantidades nas fezes, facilmente oxida quando exposta ao calor, deve ser administrada diariamente preferencialmente através da alimentação, os níveis necessários para um bom funcionamento do sistema imunológico podem ser facilmente alcançados e em geral não há necessidade de suplementação (CAVALARI; SANCHES 2018).
Corroborando com o autor supracitado Ribeiro (2019) afirma que a vitamina C é uma molécula neutra e branca, inodora e hidrossolúvel, capaz de manter as defesas do organismo regulando o sistema imunológico a níveis inatos e adaptativos, a maior parte do que é ingerido é também absorvido e sua atuação é
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Santos et al (2020) enfatiza que o ácido ascórbico conhecido popularmente como vitamina C não é metabolizado pelo nosso organismo, e portanto deve ser ingerido através da alimentação, além de fortalecer o sistema imunológico desempenha inúmera atividades como, biossíntese de hormônios, cofator de enzimas e ação antioxidante.
Existem estudos realizados que sugerem uma possível discreta relação entre a suplementação e uma boa alimentação repleta de micronutrientes, dentre eles a vitamina C como fator determinante pra uma boa resposta imunológica, de onde se pode concluir que tal fator pode ter um impacto discreto em relação ao agravo dos sintomas da COVID-19. (BOMFIM; SILVEIRA 2020).
Segundo Carvalho et al (2020) o zinco desempenha papel indispensável ao sistema imunológico, até o momento existem diversas aplicações de suplementos de zinco para prevenção e combate a doenças respiratórias comuns, onde nesses casos o zinco tem se mostrado eficaz, reforçando a imunidade inata e adquirida e estimulando a produção de macrófagos, foi percebido que em pessoas com deficit de zinco existe maior produção de citocinas pró-inflamatórias como as interleucinas IL-1B e IL-6, favorecendo processos inflamatórios que é o princial meio de atuação do SARS-CoV-2 no organismo humano.
Estudos de Carvalho; Silva (2020) destacam a importância do zinco para o sistema imunológico colaborando para o crescimento e maturação das células defensivas, principalmente a natural killer (NK) que além de contar com o zinco para sua maturação também recorre a ela para identificar as células alvos e então agir. O zinco possui a função de atuar como agente anti-inflamatório interagindo com o fator nuclear Kappa B e, portanto, inibindo processos inflamatórios. Estudos em andamento indicam que o poder de regulação do zinco em processos inflamatórios pode ser relacionado à diminuição das inflamações provocadas pelo SARS-CoV-2 vírus causador da COVID-19.
Dias et al (2020) destaca que o zinco tem capacidade de modular o sistema imunológico através da produção, maturação e funcionamento de leucócitos e linfócitos atuando de maneira antiviral, antibacteriana e principalmente na resposta a inflamações, destaca ainda que a principal forma de atuação do SARS-Cov-2 é causando inflamações inicialmente no trato respiratório e, em casos de evolução da
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infecção a inflamação pode atingir diversos órgãos e sistemas, sendo assim, a ingestão de zinco associado a outros nutrientes importantes ao sistema imunológico se faz necessário para um possível combate e prevenção a COVID-19.
1.1.2.2 Vitamina D
A vitamina D é indispensável para o bom funcionamento do organismo, sua atuação frente ao sistema imunológico é indiscutível, atua prevenindo infecções de todas as origens, fortalecendo o sistema imunológico auxiliando a produção e maturação de diversos anticorpos, além de atuar regulando o sistema imune a vitamina D está relacionada diretamente com a prevalência de diabetes, hipertensão, obesidade e inflamações, sendo assim fica evidente a importância dessa vitamina para a vida humana (RODRIGUES et al 2020).
Soares et al (2015) enfatiza que a vitamina D no organismo humano tem as funções de trabalhar na diferenciação e ativação dos linfócitos CD4, aumento do número de células T reguladoras, estimulador da produção de anticorpos pelos linfócitos B além de estimular a fagocitose alveolar que por sua vez promove um aumento da resistência a infecções respiratórias, justamente onde tem início a infecção causada pelo SARS-CoV-2 vírus causador da COVID-19.
Silva; Oliveira (2016) afirma que a vitamina D tem várias fontes que podem ser utilizadas para obtenção dos níveis recomendados dessa vitamina, além da luz solar podemos obter a vitamina D2 de plantas e leveduras, enquanto a vitamina D3 pode ser adquirida através de peixes e com a exposição a luz solar, sendo a luz solar a forma mais comum de obtenção dessa vitamina que é extremamente essencial para o bom funcionamento do organismo.
Azevedo (2019) destaca que a vitamina D tem característica lipossolúvel, armazenada principalmente no tecido adiposo sendo armazenada também de forma minoritária em outros tecidos, desempenha também papel fundamental na saúde óssea, portanto fica evidente que além da homeostase do sistema imunológico a vitamina D desempenha divessas atividades.
Além dos raios solares existem outras fontes de vitamina D que podem ser utilizadas para manter níveis sempre bons dessa vitamina no organismo, alimentos de origem animal são uma grande fonte de vitaminas D entre eles estão os pescados como salmão, atum e sardinha, também se pode obter a vitamina D de ovos, bifes
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de fígado, queijo e cogumelos. Estudos indicam que uma nutrição com alimentos fontes em vitaminas D e uma exposição moderada a luz solar podem em conjunto com uma boa noite de sono, atividades físicas e controle do estresse influenciar a produção e manutenção de anticorpos do sistema imunológico, podendo assim ajudar na prevenção e combate ao COVID-19 (CAVALCANTE et al 2020).
Fernandes et al (2020) complementa dizendo que estudos atualmente em curso sugerem haver relação direta entre hipovitaminoses e maior facilidade de contração e agravamento dos sintomas respiratórios relacionados a COVID-19, uma vez que estudos in vitro demostraram que a vitamina D e seus metabólitos são capazes de aumentar a imunidade, quando testados em infecções de ordem respiratória. Também é importante destacar que já existem evidencias de que mudanças nos níveis de vitamina D podem interferir em outras doenças como, influenza, dengue e hepatite. Alguns estudos também consideram a baixa presença de vitamina D como um dos fatores que podem contribuir para o aumento do número de infectados pela Covid-19.
2 METODOLOGIA
O presente estudo tratou-se de uma pesquisa exploratória baseada em uma revisão bibliográfica tendo como objetivo proporcionar maiores informações sobre a imunidade e sua relação com a COVID-19, descrevendo como as vitaminas C, D e Zinco influenciam a imunidade e se essa influência tem efeito positivo no combate e prevenção ao SARS-CoV-2 vírus causador da COVID-19.
Portanto, foram analisados artigos, pesquisas e textos de autores variados que foram publicados em revistas nacionais e internacionais sobre o tema: Zinco, vitaminas C e D como fator preponderante na imunidade para prevenção da Covid- 19.
Para construção do estudo foram utilizadas as palavras chaves: ―Vitamina D‖,‖Vitamina C‖ , ―Zinco‖,‖Imunidade‖ e ―Covid-19‖; encontradas nas bases de pesquisa no Scientifc Eletronic Library on-line (Scielo) e Google acadêmico; os artigos foram selecionados de acordo com a relevância para o tema proposto e publicados no período de 2014 a 2021.
129 3 RESULTADOS
Na construção do trabalho foram utilizados 27 artigos coletados nas bases de pesquisa anteriormente citados, para formulação dos resultados foram utilizados 6 artigos. O quadro 1 é relacionado a interação entre o Zinco e as Vitaminas C e D e sua influencia na imunidade para combate e prevenção a COVID-19.
Quadro 1 – Estudos sobre a influência do Zinco e das Vitaminas C e D na imunidade e seu papel na prevenção e combate a COVID-19.
AUTORES/ANO TÍTULO OBJETIVO RESULTADOS
BOMFIM;
SILVEIRA, 2020
Suplementos alimentares, imunidade e COVID- 19: qual a evidência?
O trabalho teve o objetivo de revisar na literatura, a utilização de suplementos
alimentares, em dosagens permitidas pela legislação brasileira e seu
papel na melhora da imunidade ou na resposta
a infecções virais.
Os dados apresentados sugerem
que, o estado nutricional é fator determinante para uma boa resposta imunológica, e isso é
alcançado no equilíbrio de micro e
macronutrientes, em destaque a vitamina C,
D e B12 as infecções por coronavírus são recentes e há pouca informação. disponível
no meio científico, a utilização desses
compostos para prevenção ao coronavírus carece de evidencias robustas.
CARVALHO;
SILVA, 2020
Zinco, vitamina D e sistema imune: papel
na infecção pelo novo coronavírus.
O objetivo dessa revisão é descrever o papel
fisiológico dos micronutrientes zinco e vitamina D e o possível benefício do uso de suplementação para a melhora da imunidade na
prevenção e tratamento da covid-19.
A análise dos estudos incluídos neste trabalho indica que a
vitamina D e o zinco são dois micronutrientes que
exercem funções imunomoduladoras e anti-inflamatórias com
benefícios em infecções virais. No
entanto, apesar de algumas hipóteses propostas, a eficácia da suplementação de vitamina D e/ou zinco
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para a melhora da imunidade na
prevenção e tratamento da covid-
19 ainda não foi demonstrada, tendo em vista que ensaios
clínicos ainda estão em desenvolvimento.
DIAS et al.
2020
Covid-19 e Nutrição O trabalho teve o objetivo de investigar a atuação
de diversos micronutrientes além de nutracêuticos e produtos de origem natural e sua interação com o sistema
imunológico a fim de favorecer o combate e prevenção a COVID-19.
Os compostos do zinco podem ser utilizados como terapia
no tratamento da COVID-19 para aumentar a resistência
antiviral. Experiências in vitro demonstram
que o Zinco (Zn2+) possui atividade antiviral por meio da
inibição do RNA polimerase do SARS-
CoV-2,ainda necessitando de mais
estudos clínicos para elucidar definitivamente a
eficácia da suplementação.
Fernandes et al.
2020
O papel da vitamina D na infecção pelo
Coronavírus sars- cov-2: Revisão da
literatura.
O estudo objetiva compreender qual o papel da vitamina D na
COVID-19
A vitamina D atua amenizando os riscos
do trato respiratório em três formas principais: mantém
junções muito próximas de modo a
impedir a chegada maciça de células imunes no parênquima
pulmonar; ocasiona a morte por meio da
indução de mecanismos antivirais; e diminui
a produção de citocinas pró- inflamatórias através
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da regulação atuando Como
imunomodulador e antiinflamatório.
Dessa forma, pode ter importante papel
durante a infecção por SARS-CoV-2 Carvalho et al.
2020
Zinco e doenças respiratórias virais:
efeito na infecção do novo coronavírus.
Descrever o efeito da suplementação com com
zinco em doenças respiratórias e sobre a infecção pelo coranavírus.
Observou-se no estudo que houve a melhora dos sintomas
da Covid-19.
Outrorelato demonstrou que a utilização de zinco não
moduficou o risco de mortalidade hospitalar.
Os estudos devem ser aprofundados para
que seja possível conferir resultados positivos ou não em
relação a suplementação com zinco frente a Covid-
19.
SOARES et al.
2015
Interação das vitaminas com o sistema imunológico
O estudo teve por objetivo realizar o levantamento de informações sobre a ação das vitaminas no sistema imune.
A vitamina D ajuda na diferenciação e ativação dos linfócitos CD4, em conunto com
a vitamina C estimula a produção de células
T reguladoras e produção de anticorpos através dos linfócitos B além
de estimular a fagocitose alveolar
promovendo um fortalecimento a infecções de origem
respiratória.
Fonte: Dados da pesquisa - 2021