APRENDIZADO
2.6 OS CICLOS ECONÔMICOS NAS WEBCONFERÊNCIAS
O Brasil à beira de uma recessão econômica e os principais impactos negativos do COVID-19 na economia brasileira são, por exemplos, os choques de oferta como a falência de fábricas, lojas, restaurantes, bares, hotéis, pousadas, barbearias e salões de beleza, como também, os choques de demanda como a forte redução dos gastos das famílias brasileiras.
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Nas aulas remotas utilizei muito o tema dos ciclos econômicos, inicialmente pelo Zoom, em seguida pelo Jitsi, e, sobretudo, pelo aplicativo Webex. As quatro fases cíclicas são a prosperidade, a recuperação, a recessão e a depressão. A prosperidade econômica é a melhor fase cíclica, é o pico do ciclo econômico e a economia alcança o seu ponto máximo na produção de bens e na prestação de serviços. A recuperação econômica é a retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) após uma fase cíclica de recessão econômica ou de depressão econômica. A recessão econômica é a fase cíclica de forte diminuição das atividades econômicas e de forte elevação do desemprego e tecnicamente inicia quando o PIB retrai por dois trimestres consecutivos. Já a depressão econômica é a pior fase cíclica, é o fundo do poço de uma economia, pois indica que a economia de mercado apresenta um nível muito alto de desemprego e baixíssimos níveis de produção, de consumo e de investimentos, além de severa redução dos salários.
Na Teoria Macroeconômica, são consideradas duas fases de expansão (prosperidade e recuperação) e duas fases de retração (recessão e depressão). A expansão é mais conhecida internacionalmente como boom e a retração como bust.
Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi realizada com 10.384 empresários brasileiros, microempreendedores individuais (MEI), proprietários de microempresas e de pequenas empresas em 26 estados e no DF.
Para 48% do total, acreditam que a economia brasileira irá se recuperar no prazo de um a seis meses. Já 37% acreditam que a economia brasileira deve recuperar no período de 07 a 12 meses. Os 15% restantes apontam que a recuperação irá demorar mais de um ano (Revista PEGN, 2020).
Para o SEBRAE, no Brasil, os pequenos negócios são mais 99% de todas as empresas do País e respondem por quase 30% do PIB brasileiro (REVISTA PEGN, 2020). Logo, as microempresas e as pequenas empresas são os dois pulmões da economia brasileira. Com a crescente falência de micro e pequenas empresas nos dias atuais, a economia brasileira está sem fôlego, sem ar para se recuperar o mais rápido possível.
As micros, pequenas e médias empresas geram muito trabalho formal nas cinco regiões do País. Infelizmente, com o novo Coronavírus, elas foram obrigadas a medidas como a suspensão de contrato de trabalho (29%), a implementação de
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férias coletivas (23%), a redução da jornada de trabalho com redução de salários (18%) e a redução do salário com complemento do seguro-desemprego (8%), além de 12% dos pequenos negócios tiveram de demitir funcionários de carteira assinada (REVISTA PEGN, 2020).
É preocupante o colossal aumento do desemprego no Brasil. Segundo os dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego já alcançou 12,2% da PEA, ou seja, 12,9 milhões de desempregados no primeiro trimestre de 2020 no País. O elevado desemprego aumentará a desigualdade social no sétimo país mais desigual do mundo. Em um país já muito desigual, o COVID-19 provocará o crescimento dos pedidos de seguro-desemprego nos 5.570 municípios brasileiros.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em suma, os meus relatos de experiência em pleno distanciamento social foram muito enriquecedores e os resultados observados são relevantes para o Centro Universitário UNIESP. O COVID-19 mudou completamente a relação entre professores e alunos na rubro-negra Paraíba. O SARS-CoV-2 mudou radicalmente as rotinas, as atividades, os diálogos e os espaços entre docentes e discentes na rubro-negra UNIESP.
Jamais esqueceremos desse período de atividade online no UNIESP. Jamais esqueceremos das aulas remotas no Webex, das Olimpíadas por Whatsapp, da Rádio Quarentena FM nos cinco grupos de Whatsapp ou das reuniões dos professores com os coordenadores Thyago Henriques e Suelem Pinto pelo Google Meet.
Nunca uma frase foi tão verdadeira no início da pandemia em 17 de março de 2020 para os alunos e as alunas do UNIESP: Ler, reler e ler de novo. Esta frase continua muito verdadeira em 8 de junho de 2020, com o Brasil em segundo lugar no mundo no número de casos de COVID-19, com 691.758 pessoas infectadas, atrás apenas dos Estados Unidos com 1.951.722 pessoas contaminadas pelo novo Coronavírus (UNIVERSIDADE DE JOHNS HOPKINS, 2020).
Estamos em casa. Fiquem em casa, lendo. O isolamento social na Grande João Pessoa e as aulas remotas no UNIESP evitaram milhares de mortes na
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Paraíba pelo novo Coronavírus. Por favor, se cuidem, lavem as mãos com sabonete ou sabão líquido. Por favor, se protejam com máscaras descartáveis e álcool em gel 70%. Juntos somos mais fortes! Vamos vencer juntos o mortal COVID-19! Vamos juntos superar a recessão de 2020! É fundamental ler mais, estudar mais, pesquisar mais e trabalhar mais para uma recuperação econômica forte do Brasil no pós COVID-19 em 2021.
REFERÊNCIAS BACEN. Relatório de Mercado FOCUS. Disponível em:
https://www.bcb.gov.br/content/focus/focus/R20200605.pdf. Acesso em: 8 jun. 2020.
CANALTECH. Brasil é o segundo país do mundo a passar mais tempo na internet. Disponível em: https://canaltech.com.br/internet/brasil-e-o-segundo-pais- do-mundo-a-passar-mais-tempo-na-internet-131925/. Acesso em: 22 maio 2020.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 29. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1999.
HOPKINS, University of Johns. COVID-19. Disponível em:
https://coronavirus.jhu.edu/map.html. Acesso em: 8 jun. 2020.
IBGE. Desemprego sobe para 12,2% e atinge 12,9 milhões de pessoas no 1°
trimestre. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-
noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/27535-desemprego-sobe-para-12-2-e- atinge-12-9-milhoes-de-pessoas-no-1-trimestre. Acesso em: 26 maio 2020.
LEDERBERG, Joshua. Filme Epidemia ano 1995. Disponível em:
https://prezi.com/denl3qwpeip4/filme-epidemia-ano-1995/. Acesso em: 25 maio 2020.
KEYNES, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Os Economistas. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
MARQUES, Érika. Linkedin. Disponível em:
https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6675343163672145920/. Acesso em: 07 jun. 2020.
PROFESSOR ONLINE. Webchat: Converse com o pessoal da sua turma ou um aluno!!!. Disponível em: https://sistemas.iesp.edu.br/PROFESSOR_ONLINE/Chat.
Acesso em 8 jun. 2020.
REVISTA PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS (PEGN). Donos de pequenos negócios pedem redução das taxas de juros, impostos e tarifas.
Disponível em: https://revistapegn.globo.com/Negocios/noticia/2020/05/donos-de- pequenos-negocios-pedem-reducao-das-taxas-de-juros-impostos-e-tarifas.html.
Acesso em: 23 maio 2020.
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações: Investigação Sobre sua Natureza e suas Causas. Volume I. Introdução de Edwin Cannan. Apresentação de Winston Fritsh.
Tradução de Luiz João Baraúna. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
UOL. Franceses leem 21 livros, por ano, cinco vezes mais que brasileiros.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2019/03/13/franceses-
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leem-21-livros-por-ano-cinco-vezes-mais-que-brasileiros.htm. Acesso em: 04 jun.
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WEBEX. Conferência de vídeo descomplicada que simplesmente funciona.
Disponível em: https://www.webex.com/pt/index.html. Acesso em: 07 jun. 2020.
ZOOM. Como baixar e usar o Zoom no notebook e PC para fazer videoconferências. Disponível em:
https://www.zoom.com.br/notebook/deumzoom/como-usar-o-zoom-no-notebook-e- computador-pc-para-fazer-videoconferencia. Acesso em: 22 maio 2020.
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PROCESSO ENSINO – APRENDIZAGEM EM TEMPO DE COVID-19:
RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UM CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CAVALCANTE, Paulo Roberto Nóbrega Cavalcante1
1 INTRODUÇÃO
O papel do fator educação, no contexto do desenvolvimento social e econômico de qualquer nação, tem sido, normalmente, entendido como relevante, isto quase de forma irrestrita, ou seja, um consenso no meio dos estudiosos do assunto, independentemente de aspectos relativos às nações, tais como: posição geográfica, número de habitantes, regime político prevalecente etc.
Para que se compreenda amplamente a importância do fator educação no contexto de uma nação, convém dirigir o olhar para os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, expressos no artigo 3º da Constituição Brasileira:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III -erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Parece ser impossível que tais objetivos constitucionais sejam alcançados em ambiente afastado de uma educação adequada, a qual tenha como vetor de orientação exatamente os propósitos encontrados na essência de tais objetivos.
Seguindo a linha de raciocínio, se a educação se constitui em fator relevante para o desenvolvimento social e econômico dos países, é preciso notar que em torno dela existe uma quantidade grande de questões as quais, caso não sejam bem conduzidas e solucionadas, servirão como obstáculo ou restrição para que a
1 Doutor em Ciências Contábeis (USP, 2004). Professor em Ciências Contábeis no Centro Universitário UNIESP.
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educação cumpra o papel dela esperado, cabendo, entre aquelas questões, destaque para o processo de ensino e aprendizagem.
Para uma compreensão adequada da questão, convém que o primeiro passo seja externar o que se entende pelo substantivo ―educação‖. Entre as definições encontradas no Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa (Michaelis online) constam:
1. Ato ou processo de educar(se).
2. Processo que visa ao desenvolvimento físico, intelectual e moral do ser humano, através da aplicação de métodos próprios, com o intuito de assegurar-lhe a integração social e a formação da cidadania.
3. Conjunto de métodos próprios a fim de assegurar a instrução e a formação do indivíduo; ensino.
4. Conhecimento, aptidão e desenvolvimento em consequência desse processo; formação, preparo.
As definições conduzem ao entendimento que o cerne da educação, a sua essência, é o conhecimento, o qual é materializado via algum tipo de relação entre o sujeito aprendente e outros sujeitos, pela via do compartilhamento, ou entre o sujeito aprendente e a natureza, pela via do desenvolvimento do autoconhecimento.
Qualquer que seja a via, compartilhamento ou autoconhecimento, é certo que o fenômeno da aquisição do conhecimento e, portanto, da educação, advém de um processo de absorção daquilo o que é ensinado e/ou percebido na natureza, sendo que a educação dita ―formal‖ est alicerçada na via do compartilhamento.
A educação denominada de ―formal2‖ diz respeito a uma formação organizada, coerente, ou seja, regrada, através da qual o aluno precisa passar por certos trâmites para obter o título final. Nesse tipo de educação, ganha relevância o processo ensino – aprendizado.
O processo ensino – aprendizagem se constitui em um fenômeno a respeito do qual muitos pesquisadores lançam o olhar, o escolhendo como objeto de pesquisas, as quais explicam o processo de variadas maneiras, por distintas óticas, ainda que o resultado final esperado seja o de contribuir para a eficácia do ensino e, portanto, da educação.
Cabe notar que a preocupação, em geral, com a educação e, no particular, com o processo ensino – aprendizagem, tem justificativa na necessidade de
2 Sobre Educação Formal, consultar Editorial Que Conceito. São Paulo. Disponível em:
https://queconceito.com.br/educação-formal Acesso em: 15 Mai. 2020.
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desenvolvimento do conhecimento e os seus reflexos em todos os quadrantes da vida humana.
Convém perceber que a educação não ocorre desligada no ambiente no qual é praticada. De outra forma, e amparado nas observações de KUBO e BATOMÉ (2001), a respeito dos trabalhos de Paulo Freire, convém observar a necessidade de se estabelecer uma relação entre conhecimento e a relação da pessoa com a sua realidade de inserção, sua vida concreta, fora dos limites temporais e geográficos das condições de ensino.
Um pressuposto que pode e deve ser considerado nessa discussão é que a eficácia do processo de ensino e, por consequência, da aprendizagem, resulta da metodologia aplicada, ou seja, do caminho seguido para realizar o processo.
Traduzindo: a metodologia (o caminho) do ensino influenciará a eficácia do processo (o nível da aprendizagem).
A experiência vivida em quase todos os países do mundo neste ano, isto como consequência da pandemia do vírus especificado como Covid-19, pandemia tal que obrigou, entre outros reflexos, a um isolamento social, ou seja, a um afastamento das pessoas, findou por trazer para o ambiente das instituições de ensino uma situação sem precedentes, a qual tem a ver, naturalmente, com o processo ensino – aprendizagem.
Ocorre que, em virtude do isolamento social, docentes e estudantes ficaram proibidos de frequentar presencialmente o ambiente de aprendizagem, restando duas alternativas: (i) parar todo o processo, interrompendo o ensino e aguardando a situação voltar à normalidade, sem que existisse uma perspectiva a respeito de quando isto ocorreria; (ii) passar a realizar o processo por vias alternativas, sem deixar de realizar aquilo que estava programado, cuidando-se da sua qualidade.
Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência vivida em um curso de Ciências Contábeis, oferecido por uma instituição privada de ensino superior, a qual, mesmo diante o imenso desafio imposto pela pandemia do Covid-19, decidiu por não interromper o processo de ensino, isto ao amparo da orientação de não diminuir a qualidade do aprendizado.
Do ponto de vista metodológico, o trabalho pode ser classificado como relato de experiência vivida, de cunho essencialmente qualitativo, sem a pretensão da construção de novas teorias, mas sim, amparado pela justificativa de propiciar
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conhecimento novo que sirva para outros processos de ensino – aprendizagem em situações similares.
2 DESENVOLVIMENTO