As desigualdades são muitas, podem ser entre espaços geográficos, raças, classes, gêneros, faixas etárias, níveis de conhecimentos, castas ou qualquer outra que emerja onde os humanos estão presentes. Defender a igualdade em qualquer condição, como as duas figurações se prontificam, não significa que sejam enfatizadas todas estas dimensões, tampouco que operem sensibilizações com o mesmo nível de intensidade. Em ambas, por exemplo, as questões raciais tão caras às escolas brasileiras de nosso tempo, não constituem em uma questão às suas sensibilizações, praticamente inexistentes nas documentações analisadas.
Nesse sentido, pelo próprio contexto social de tensões de classe no contraste da paisagem barcelonesa, a Escola Moderna sensibilizou-se em sua maior sobre as questões da exploração da classe operária, seguidas pelas desigualdades entre homens e mulheres. A primeira, com manifestações mais intensas, estruturantes, que colocaram a própria Escola sob os olhares críticos dos defensores da neutralidade científica. A outra, capitaneada principalmente por Jacquinet, partia ao combate que a própria coeducação dos sexos em seu ensino representava, enfatizando as situações de desigualdade, situando-se entre as lutas contra o patriarcado. Em Mérida, as reflexões e atenções pedagógica sobre desigualdades de gênero foram ampliadas e aprofundadas, figurando entre aquela de maior atenção ao espaço, seguido
das etárias que, senão manifestadas discursivamente, partem de situações de igualdade a se efetivar por toda organização, uma preocupação constante em não discriminar. Uma diferença grande quando comparado aos espaços escolares hierarquizados compreendidos por sua oposição, os então denominados de tradicionais.
Assim, a diferença entre adultos e crianças, a discriminação etária, significa uma preocupação a ser afastada na Paideia, principalmente a partir dos cinco/seis anos onde pretende-se que todas as idades se adequem as situações disponíveis. Lembro que pela ocasião da visita de campo, no primeiro dia, quis ajudar na tarefa da cozinha, perguntando a uma adulta como poderia contribuir. Esta passou-me então à coordenação de um menino que aparentava uns dez anos que orientou sobre a possível tarefa. Meu condicionamento à responsabilidade era orientado pelos critérios etários fragrantemente arraigados e imediatamente constrangido.
Assim, o plano pedagógico que se estabelece pelo movimento de ruptura parental, o de dar o maior nível de independência possível e o mais rapidamente, afasta, mormente, as determinações de atividade que possam discriminar por uma ou outra faixa etária. A própria denominação criaturas abrange o todo, utilizado frequentemente quando se dirigem genericamente aos indivíduos que lá estão presentes. Preocupação pouco presente na responsabilidade adulta de professores na condução dos saberes dos estudantes, nos posicionamentos nas salas de aula da Escola Moderna, mais alinhada às hierarquias da organização espaço/temporal.
Vimos no primeiro capítulo inúmeros exemplos na condução discursiva para sensibilidade de combate às desigualdades de classe, e não há necessidade de aqui reproduzi- las. Lembrando que todas tinham o viés altamente combativo presente em todos os itens disponíveis entre manuais escolares, boletins entre outros meios. Partindo de uma visão angular do operariado, a figuração formava também um sentimento fortemente antiburguês, ainda que se localizasse num ponto da cidade que fosse mais acessível às parcelas mais abastadas da população, o que parece ter sido uma parcela significativa do alunado da Escola Moderna, principalmente filhos de profissionais liberais. A própria cultura do tempo social da escola mais dificultosa às classes operárias nos direciona por este caminho, assim como outros indícios como a exemplificação de itens cuja materialidade apresentava-se menos acessível às classes obreiras. Todavia, filhos de operário frequentavam a escola, e os valores das mensalidades eram variados de acordo com as possibilidades financeira de cada um. Um último item de provável afastamento das camadas mais populares, mas não menos importante, consiste na ausência de alimentação, ainda que a escola se prontificasse em assessorar gratuitamente crianças cujos pais tivessem dificuldades de horário, ainda que estas levassem suas próprias refeições.
Adoptando un sistema de retribución acomodado a las circunstancias de los padres o encargados de los alumnos, no teniendo un tipo único de matrícula, sino practicando una especie de nivelación que iba desde la gratuidad, las mensualidades mínimas, las medianas a las máximas.92
De uma forma ou de outra, toda a estrutura pedagógica no que tange os conteúdos das mais diferentes naturezas são acompanhadas pela polarização entre classe antagônicas e, ainda que existisse a coeducação de classes no plano teórico e mesmo possibilitado pelas facilitadas no interior do espaço, a leitura sensível e constate entre os indivíduos dividia as sensibilidades entre privilegiados e deserdados, e o sentimento de luta consistia em mais ou menos inevitável, com alguma dose de ódio aos primeiros para a emancipação do segundo.
Las abstracciones llamadas capital y trabajo representan estas dos agrupaciones: los privilegiados capitalistas y los desheredados trabajadores. La diferente posición en que se hallan los convierte em enemigos, y como cada individuo ha de estar hecho ó por afinidad em una ó en otra y la neutralidad absoluta es imposible, se sigue que la lucha es inevitable. Claro es que todo proviene del erróneo concepto de la propiedad, pero si los propietarios, que son primeramente efecto y después causa de tan funesto error, no ceden, no puede pedirse á los trabajadores que esperen filosóficamente una transformación social que no ha de verificarse si nadie la activa; mucho más cuando, como acabamos de ver [refiriéndose a Enrique Lluria], ayudando á su señor, tuercen despiadadamente el curso natural de las ideas.93
Em sua estrutura, a Paideia, assim como a Moderna, assegura o sistema de cotização de mensalidades de acordo com a possibilidade dos pais, estipulando um valor que equilibre as finanças da escola, atualmente de 200 euros. O valor é alto se comparado aos setenta euros cobrados pelo ensino público estatal (tem uma cota), atraindo, assim, principalmente indivíduos que tenham identificação com a proposta da escola e, sobretudo, acreditam na ética da anarquia.
Ainda comum, há uma certa tradição de alguns ex-alunos colocaram seus filhos na Paideia e mesmo eles próprios voltarem ao espaço para trabalhar, mantendo um grupo que se retroalimenta com o passar do tempo. Ressalta-se, como apresentamos em outras ocasiões, que com a finalidade de manter critérios de igualdade, o fato de os indivíduos não poderem frequentar atividades extraescolares, tampouco levar itens de uso pessoal, nem material de estudo, nem alimentação, objetiva condições de existência no espaço em situações amplas de igualdade. Este fato não é simples pelas exigências de nosso tempo, tanto de apelos ao consumo e da evidenciação das novidades, quanto pela formação mais diversificada, a Paideia compreendendo-se, assim, como microcosmo de um modelo anárquico mais amplamente desejado.
92 FERRER GUARDIA, F.: La Escuela Moderna. Póstuma explicación y alcance de la enseñanza racionalista.
Barcelona, Publicaciones de la Escuela Moderna, 6ª ed., 1912, p. 61.
93 LLURIA, Enrique: Evolución Super-Orgánica. Barcelona, Publicaciones de la Escuela Moderna, 1905, p. 16.
E nesse sentido, as desigualdades de classe do “mundo exterior” são mencionadas num conjunto de críticas maiores sobre o caos em que vivemos de modo mais generalizante, com pouco coisa ou nada se desenvolvendo em termos mais substanciais de uma orientação combativa a este tipo de desigualdade. O próprio individualismo, por exemplo, parte mais na crítica ao egoísmo ou ao consumismo do que as elaborações acerca da exploração de classes, elemento bastante presente na crítica anarquista sobre o sistema. Este argumento não se apresenta com vigor na Paideia, e os próprios textos dos alunos não pontuam a questão de classe sobre estes termos. Como vistos anteriormente, as críticas são bem mais direcionadas aos valores do que propriamente situações de interesse de classe nas transformações do mundo do trabalho que estão em curso. Níveis de envolvimento que ocorre de modo bastante distinto quando se trata de desigualdade de gênero, elemento com grande centralidade a ser combatida tanto pela identificação concretas sobre os acontecimentos do mundo, como também em inúmeras preocupações da organização pedagógica.
Na leitura da Paideia a base da desigualdade, discriminação e da hierarquia social se encontra no androcentrismo. Mesmo no interior daqueles orientados pela ética da anarquia, consignados à mudança social com o estabelecimento de igualdade e solidariedade, tem se aprofundado pouco sobre este problema, afirma Pepita. Todo o foco de atenção, nesse sentido, reside nas figuras parentais, e seus papéis no interior dos lares, introjetando inconscientemente os estereótipos de gênero, entre a superioridade masculina e a inferioridade feminina. Esses padrões são reforçados pelos educadores posteriores: grupos sociais, meios de comunicação, informação regulada, livros, e sobretudo uma linguagem sexista que configura o pensamento social.
Na leitura paideniana, aprender a ser menino, homem, passa por responder a um estereotipo marcado de força, autoridade, violência, domínio e trabalho social. Não atender estes itens pode pressupor uma dúvida sobre sua identidade sexual. Assim, a pressão social impede que eles se desenvolvam como pessoas, pois devem inibir suas capacidades, atitudes e características pessoais que não atendam às exigências sociais. Aprender a ser menina, mulher, por seu turno, passa por um processo passivo frente aos homens. Eles “devem ser assim”, enquanto elas “não devem ser assim”. Ademais, a educação para as mulheres é repressiva e inibidora, a qual gera personalidades débeis, socialmente inseguras, dependentes, passivas e eminentemente frustradas, controlada desde seu nascimento sob muitos cuidados e normas rígidas, considera Pepita.
Seguindo este raciocínio, para restabelecer a igualdade de gênero, deve-se esmorecer as referências androcêntrica e, ao invés de aprender a ser meninos e meninas, deve-se aprender a ser pessoas com os mesmos direitos naturais, as mesmas possibilidades e as inumeráveis
diferenças interpessoais. Para tanto, a Paideia estabelece uma grande ênfase à linguagem, aspecto fundamental da discriminação humana. Utilizar o masculino genérico foi afastado em seu interior, optando-se ao uso de criaturas para se referir a todos oralmente. Deve-se, assim, tentar destruir o masculino genérico, que a única coisa que se pretende por esta forma é o de perpetuar o sistema patriarcal, deslocado as mulheres como pessoas de segunda categoria ao tempo que aceitam, transmitem e perpetuam o domínio masculino. O sentimento inalienável da igualdade das pessoas se transmite por meio da aprendizagem da língua, porque o que ela não nomeia, não existe!, afirma sempre Pepita. O importante é que as mulheres aprendam a expressar-se no feminino, já que adquirem presença real e protagonismo histórico.
Além da linguagem, outro ponto considerado de combate às desigualdades de gênero diz respeito a ocupação do espaço. Partindo da compreensão segundo a qual os meninos são estimulados a explorarem todo o entorno para que o dominem com amplitude, utilizando o espaço sem medos e limitações, e na criação das meninas normalmente ocorre um estimulo a se desenvolverem somente em um espaço pequeno, concreto e determinado – os homens fazem o mundo e as mulheres a casa; educar para a igualdade passa por destruir esse desenvolvimento espacial, conseguir que ambos possam usar da mesma maneira todo o espaço possível. Para eles é necessário inibir o domínio indiscriminado do espaço, concomitantemente, estimular as meninas a utilizarem o mesmo com similar êxito, sendo importante fomentar esta forma de ocupação desde as primeiras idades, principalmente no trabalho doméstico entre por ambos os sexos.
Posto assim, os meninos resistem com mais força por assumirem seu lugar de privilegio, mas sem dúvidas essas experiências vão criando novos dados em suas mentes. Para as meninas, normalmente pela referência de suas mães, assumem essas funções com mais facilidade, sendo importante dar ênfase que uma situação de justiça passa por delegar aos companheiros homens a parte que corresponde a eles, no lugar de tomar iniciativa e realizar tarefas que não pertencem a elas. Assim, a educação não sexista é um princípio fundamental da escola da anarquia, da escola da liberdade. Meninos e meninas devem assumir desde que nascem a responsabilidade de realizar por igual todo tipo de trabalho, estabelecendo a igualdade entre trabalho manual e intelectual, com o fim de eliminar ou ao menos dirimir o estabelecimento social de gênero por vias de percepção das questões laborais.
Não obstante a essas orientações colocadas em práticas no combate às desigualdades de gênero no interior da Paideia, a produção dos alunos quanto a este elemento é bem presente. Há quadros na parece que apontam para a inversão das representações habituais de gênero, além de oficinas mais regulares sobre a participação do grupo mulheres para a anarquia no espaço que também reforça a importância deste combate. Tema também recorrente nos acampamentos,
nos quais vários textos e artes foram produzidos desvelando estas condições supracitas. No exemplo abaixo, as complicações sobre os trabalahos domésticos que marcam fortemente os primeiros estereótipos de gênero, são representadas em inversões e pelas dificuldades de aceitação no universo masculino.
Figura 31 - HQ produzido no acampamento 2019
Fonte: Mosca, 2019, p18.
O grupo mujeres para la anarquia amplia o horizonte da Paideia ao mundo social de forma pouco observável sob outros aspectos, com a presença de temas substantivos que raramente aparecem entre suas preocupações acerca de outros elementos. A questão da violência contra a mulher, os mecanismos de denúncia, guia de malos tratos, as questões legais e os direitos das mulheres, as concepções religiosas sobre a mulher, a valorização do oito de março, entre inúmeras outras questões de natureza histórica, sociológica e prática.
Distantes da tentativa de combater as desigualdades de gênero pela linguagem, na orientação espacial e nas atividades domésticas, a coeducação dos sexos, apesar de não consistir numa pedra inaugural pelo prisma da Escola Moderna como Ferrer queria fazer crer em se tratando de Espanha, ainda assim consistia numa bandeira menos comum no conjunto social,
mais presente na defesa de livres-pensadores e republicanos. Contudo, na defesa da coeducação Ferrer explica em que medida esta ação contribuiria para a sociedade.
Primeiramente, o ensino misto sendo uma realidade nos países cultos há muito tempo, é a clara demonstração acerca da manutenção desta condição de desigualdade impingido pela Igreja Católica ao procurar manter sua ascensão sobre as mulheres na conservação do patriarcado na Espanha. Em seguida, estabelece a natureza de homens e mulheres e como esta mesma ascensão intelectual poderia ajudar ao conjunto social. Na leitura de Ferrer, a mulher naturalmente representaria a força conservadora e a moral, em oposição ao homem, indivíduo naturalmente destinado as forças da ação, do pensamento e do progresso. Enquanto a mulher não tiver acesso à ciência, não tiver as mesmas condições de estudo do homem, por sua força moral reproduzidas aos filhos - sempre destinada a educação destes –, a sociedade se manterá na obscuridade e no erro. É nesse sentido que a mulher freia os avanços da ciência por sua condição de conservação da moral religiosa que deve ser substituída para que possa ser realmente companheira do homem, e não um obstáculo ao desenvolvimento da ciência e do progresso.
Según advierten buen número de psicólogos y sociólogos, la humanidad se bifurca en dos facetas fundamentales: el hombre significando el predominio del pensamiento y el espíritu progresivo; la mujer dando a su rostro moral la nota característica del sentimiento intensivo y del elemento conservador. (Ferrer, 1912 p.13)
A instrução, o desenvolvimento de suas capacidades racionais não alterariam sua missão de conservação e moral, mas alteraria os conteúdos e as formas que nela seriam plasmados, assim como as do homem ao progresso e ao pensamento. Estas condições não eliminam também as diferenças dos papéis sociais, continuando a mulher mais destinada aos serviços domésticos e a educação dos filhos, o que não lhe eximia das possibilidades de ingressar no mercado, lutar pela participação política – incluindo direito ao voto – e ocupar funções diretiva normalmente outorgadas aos homens.
Por essa compreensão, as desigualdades de tarefas, de algum modo, foram mantidas no interior da Escola Moderna sob algumas disciplinas específicas a elas destinadas, e pelas pressões racionalistas que lhes creditavam ainda maiores responsabilidades de transformação.
Figura 32 - Programa do curso Médio Escola Moderna
Fonte: Boletín Escuela Moderna (1901-1906)
Textos específicos sobre mulheres nos Boletins são quase sempre iniciativa de Jacquinet. Abordam a luta pelo voto feminino em vários países, os avanços das mulheres em torno de conquistas na formação educativa no Japão, Estados Unidos e Turquia; discorre sobre a solidariedade entre os sexos pelo viés semelhante ao de Ferrer (em texto retirado da antropologia), das conquistas sobre o panorama cultural como idas ao teatro, tematizou assuntos nas Conferências Dominicais – apresentado por um homem –, falou da paixão das filhas sobre seus pais, valorizou mulheres presidentes de universidades nos Estados Unidos – ideal republicano costumava ser visto em boa conta advindas da América –, entre outros. As questões relacionadas ao combate das desigualdades entre os sexos estiveram entre os itens de maior relevância no Boletín, nos ditados dos alunos e em tudo que envolvia as atividades da Escola Moderna, ainda que estranhas em alguns aspectos na percepção mais contemporânea.
Este elemento de desconstrução cultural na formação das sensibilidades desiguais, ainda que cada uma a seu modo e pelas possibilidades de cada tempo, constitui-se na relação de maior continuidade que se pode observar entre as preocupações das duas figurações, procurando superar as diferenças em suas organizações, na divulgação das informações sobre as conquistas femininas, e em suas presenças efetivas nas Escolas, como a da diretora Clémence Jacquinet e por toda potência que representa a figura de Pepita.
No texto de René Chauguí, intitulado a Mulher Escrava, presente no Boletín de 1902, defende-se a educação racional e científica da mulher nos mesmos parâmetros de Ferrer:
Eso no debe ser: la mujer, como el hombre, debe recibir una educación resuelt a m e n t e científica, las ciencias, y sobre todo las ciencias naturales, son indispensables á la mujer; primero, para limpiar de una vez para siempre su cerebro de todas las sandeces religiosas; después, porque habiendo de criar á los hijos, necesita saber qué es un organismo, la vida, el amor y la muerte. ¿Cómo puede cuidar un niño si ignora la anatomía, la fisiología y la medicina? Convendría que los jóvenes de ambos sexos hiciesen una estancia en los hospitales y aprendiesen, además del arte de curar el respeto al dolor humano. ¡Cuánto más valdría eso que los cursos de piano para las unas y el cuartel para los otros! (Boletín, 1902)
A mulher, como observado, deveria saber muito conteúdo científico para cuidar dos filhos, e era percebida como aquela responsável pela manutenção das mentes dogmatizadas pelas sandices religiosas no interior dos lares. Sua instrução seria fundamental à incrementação menos por criar ou protagonizar, e mais por não atrapalhar os progressos em curso. Destarte, em um ditado numas das aulas rotineiras da Escola Moderna, pela primeira vez uma situação de desigualdade sobrepôs a questão de classe.
Figura 33 - Manuscrito aluno escola moderna
Fonte: Escrituras e ditados, 1905 p153
Entre ricas e pobres, a sobrecarga das atribuições, as condições materiais e afetivas de todo espécie eram compreendidas como as causas do mal-estar da civilização feminina.