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5.1.4 Controle

O controle será feito de forma a verificar todos os resultados obtidos, desde o planejamento até a execução do plano.

Para Maximiano (2002), o processo de controle pode ser exemplificado com a condução de um automóvel. O motorista compara continuamente o caminho que está percorrendo com o caminho necessário para chegar ao destino. Esta comparação tem por finalidade avaliar a eficácia o desempenho do grupo envolvido no processo, para então tomar decisões cabíveis.

Concluindo, pode-se dizer que o plano administrativo para a empresa Garbo consiste-se em Planejamento; examinar o futuro e traçar um plano de ação a médio e longo prazo, Organização; montar uma estrutura humana e material para realizar o empreendimento, Comando; manter o pessoal ativo em toda a empresa, Coordenação; reunir, unificar e harmonizar todas as atividades e esforços, e por fim o Controle; cuidar para que tudo se realize de acordo dom os planos e as ordens.

5.2.2 Produtos produzidos pela empresa Garbo

Os produtos produzidos pela empresa Garbo serão: camisas, tailleur, blazer e costumes (calça e paletó) e calças. As peças serão vendidas em lojas multimarcas, que atendam o mercado de luxo feminino.

5.2.3 Fluxograma

Com base no ciclo da moda citado no livro “Fashion Design” (2005), segue o ciclo de etapas desde a compra até a análise de vendas.

Figura 124: Fluxograma Fonte: da autora

5.2.3.1 Detalhamento do fluxograma

Este subcapítulo irá descrever todos os itens do fluxograma. Para maior controle da empresa, uma ficha acompanhará o produto da quarta a décima etapa do fluxograma. Este controle servirá para elaboração do preço de venda do produto, pois será possível saber exatamente quantos materiais e tempo foram gastos para obter a peça pronta.

Seguem fichas de acompanhamento.

Figura 125: Ficha de acompanhamento 01 Fonte: da autora

Figura 126: Ficha de acompanhamento 02 Fonte: da autora.

Estas duas páginas acompanharão a peça piloto, quando permitida, a produção da peça final “de venda”, também terá o acompanhamento desta ficha.

5.2.3.2 Definição do tema

A definição do tema é o passo inicial para a criação da coleção, e a partir do tema que se criarão os conceitos da coleção sempre mantendo o perfil e as características da empresa Garbo. A escolha do tema será feita, com base em experiências pessoais da criadora Paula Domingues, como: viagens, filmes, livros, músicas, arte, etc.

5.2.3.3 Compra de materiais

Através de pesquisa de cores, estampas, armações, tratamentos e beneficiamentos de fibras, fios e tecidos, será feito uma cartela de materiais possíveis para produção da coleção.

Com o tema definido e a pesquisa de materiais pronta, parte-se então para a compra de aviamentos, dos tecidos e dos outros materiais que serão aplicados a confecção das peças.

Aviamentos como botões internos, zíperes etiquetas informativas, contendo tipo adequado de conservação, numeração e composição serão comprados em grandes quantidades independente do tema, pois será padrão. Já os zíperes externos, os botões, os tags, etiqueta com o nome da marca e da coleção serão encomendados à cada nova coleção, a diferença entre os materiais que ficarão estocados e os que serão encomendados de coleção à coleção, é que estes seguirão a linguagem do tema, e os outros aviamentos não.

A compra dos tecidos também será realizada para cada coleção. Os tecidos poderão ser de origens naturais, animais, sintéticos, semi-sintéticos, e o que mais a tecnologia apresentar, a escolha da fibra que compõe o tecido será feita com base na estação, no caimento e adequação do tecido ao tema de inspiração da coleção.

A embalagem também seguirá a linguagem visual do tema da coleção. A empresa Garbo apresentará seis mini coleções anuais conforme figura abaixo.

Figura 127: Coleções anuais Fonte: da autora

A produção da coleção de janeiro será iniciada no mês de setembro; a do mês de março no mês de novembro; a de maio no mês de janeiro; a do mês de julho no mês de março; a do mês de setembro no mês de maio; e a de novembro no mês de julho. O tempo para a produção de cada coleção será de quatro meses.

5.2.3.4 Criação

Com o tema definido e os materiais comprados, é chegada à hora de por a criatividade em prática. Algumas ferramentas podem auxiliar esta etapa, a técnica do Brainstorming que foi criada e divulgada por Alex Osborn em 1953, autor do livro Applied Imagination, que em português foi traduzido como “O poder Criador da Mente”, responsável pela grande difusão dos métodos de criatividade em todos os ramos de atividade, consiste em tentar imaginar, sem limitações, para depois submeter às alternativas encontradas à crítica. Isto não é fácil, pois o intelecto teima em examinar constantemente as aventuras da imaginação. No entanto com o exercício pode-se conseguir uma liberdade condicional da imaginação. Depois do exercício, tem-se uma grande quantidade de alternativas. Aí entra em ação o exame crítico do pensamento judicioso. Normalmente pouca coisa resiste a esse exame, mas o que ficar é o que procuramos: uma nova idéia. O musicista e maestro João Martins (1992), diz que a música é uma passagem do plano real para o mundo da imaginação, sendo então, uma ferramenta muito importante para o momento de

criação. A idéia de um look, ou de uma coleção inteira não precisa partir de dentro da sala de criação, a design responsável por esta função, ficará livre para criar tanto dentro da empresa quanto fora. A sala de criação será construída de forma a possibilitar mudanças nas cores das paredes, da disposição dos móveis, enfoque iluminário, além de apresentar estrutura para outras ferramentas que possam ajudar como os painéis semânticos, filmes, fotos e outros.

A biblioteca fica junto à sala de criação, optou-se por unir as salas para que a pessoa responsável pela criação não precisasse deslocar-se até outra sala em busca de livros de moda, e de outros segmentos da área, revistas, books de cores e de tendências e outros. Além do acervo físico, este posto conta com um computador para acesso a internet, facilitando as buscas de forma rápida.

O designer poderá desenvolver as coleções manualmente ou diretamente através de programas de criação instalados no processador da sala. Se optar por fazer de forma manual, após escolha das peças, o desenho deverá ser refeito no programa instalado para que fique arquivado.

5.2.3.5 Ficha técnica e moldes

A ficha técnica é indispensável, apesar das peças serem únicas, pode acontecer de alguma consumidora escolher uma peça que não atenda sua numeração, neste caso, a peça voltará para a empresa e outra com grade de tamanho ideal será entregue para a cliente. Tendo a ficha técnica pronta a produção da peça dependerá apena da etapa da costura em diante tornando mais rápida esta produção e diminuindo o tempo de espera da consumidora.

A ficha técnica criada pela autora é composta por cinco páginas, na primeira página (imagem 128), estão os campos com vista frontal e costas da peça. A segunda página é continuação de vistas, e observações (imagem 129). A terceira ficha é exclusivamente de modelagem (imagem 130). Na ficha de materiais serão colocados os tecidos, aviamentos e etiquetas que comporão a peça (imagem 131). A ultima ficha (imagem 132), será de acompanhamento desde o preparo da peça à seus últimos acabamentos. Seguem as fichas técnicas para produção.

Figura 128: Ficha técnica (folha 01) Fonte: Da autora.

Figura 129: Ficha técnica (folha 02) Fonte: Da autora.

Figura 130: Ficha técnica (folha 03) Fonte: Da autora.

Figura 131: Ficha técnica (folha 04) Fonte: Da autora.

Figura 132: Ficha técnica (folha 05) Fonte: da autora.

5.2.3.6 Coleção Piloto

A coleção piloto segundo Jones (2005), deve ser feita inicialmente com o propósito de testar os tecidos, aviamentos, e caimento.

Esta etapa será realizada com os padrões das indústrias japonesas, que influenciada por Deming nos anos de 1950, criou a idéia de “fazer certo da primeira vez”. Para que isso aconteça Maximiano (2002), explica que é importante que a qualidade seja assegurada dentro de cada processo de fabricação. Sendo assim, o funcionário deverá desenvolver o trabalho com a absoluta convicção de que ele é o maior responsável, consciente de que a operação posterior é o cliente, e não poderá receber o produto com defeito.

O processo de produção das peças será feito de acordo com as especificações da ficha técnica. Devido ao fato das peças serem únicas, este, não se repetirá, cada peça terá um design único, o que impossibilita que o processo de produção de outra peça siga a mesma seqüência operacional.

5.2.3.7 Controle de qualidade

Ao término da etapa de confecção das peças de pilotagem, será feito o controle de qualidade em todas as peças, para detectar se a peça precisa de algum reajuste, ou acabamento. Se acontecer da peça ter alguma imperfeição, a mesma voltará para a confecção onde receberá os devidos reparos, a produção de venda da peça só será liberada quando não houver dúvidas quanto à qualidade da peça.

5.2.3.8 Coleção de vendas

Após as peças de pilotagem terem sido aprovadas pelo controle de qualidade, será dado início a confecção para venda do produto. A produção de coleção de vendas, também seguirá os padrões japoneses, citados no subcapítulo 5.2.3.6. As peças produzidas serão rigorosamente inspecionadas para obter a qualidade total do produto.

5.2.3.9 Empacotamento / expedição

A embalagem seguirá os padrões do tema da coleção. Os materiais de usados na embalagem e no empacotamento, quando possível, serão de origem reciclável.

Com as peças prontas e os tramites legais já concluídos, estas irão para a loja através de transporte rodoviário ou aéreo, o tipo de transporte dependerá das clausulas do contrato assinado pela empresa Garbo e pelo cliente.

5.2.3.10 Pesquisa com consumidor

Serão realizados três tipos de pesquisa, a de observação e comportamento, a pesquisa de questionário que será aplicado às lojistas, e através de enquete no site oficial da marca Garbo.

A pesquisa de observação e comportamento tem como objetivo, obter resposta diretamente da consumidora final, com esta pesquisa, será possível detectar o que o público está usando, como compõe o look, onde estão usando, e apura a percepção dos fatores sócio-culturais que poderão influenciar a moda brasileira. Esta pesquisa será feita em ambientes freqüentados pelo público da marca.

Pesquisas em lojas acrescentarão informações referentes ao perfil da consumidora, alem de informar a situação de mercado, como tipo de vestuário com maior aceitação pelo público, numeração mais procurada, formas, cores e modelos.

Esta pesquisa será feita em forma de questionário e entrevista com as lojistas.

A enquete no site somará as outras duas pesquisas, a Garbo estará sempre em busca da aproximação máxima entre a empresa e as consumidoras. Todos os meses a empresa buscará nas lojas multimarcas dados cadastrais como endereços residencial e eletrônico das mulheres que adquiriram algum produto da marca. Estas consumidoras receberão malas diretas com catálogos das coleções e e-mails com enquetes informações sobre eventos promovidos pela empresa.

Estas pesquisas são importantes para aproximar a marca do público. Através das opiniões das consumidoras a empresa poderá trabalhar melhor os pontos fortes e fracos do mercado sempre em busca se satisfazer seu público consumidor.

5.2.4 Ciclo de shewhart

Segundo Maximiano (2002), o ciclo Shewhart foi criado por William Edwards Deming em 1970. Esta ferramenta, também conhecida como Deming, é usada no aprimoramento do planejamento de empresas que buscam a qualidade total. A figura a seguir, mostra como funciona este ciclo.

Figura 133: Coleções anuais Fonte: da autora

Este ciclo como citado, em primeiro plano estudará o ciclo anterior para o aprimoramento do processo, bem como implantará mudanças que possam surtir efeitos positivos. Após estes dois passos, serão observados os efeitos, onde será possível saber o que se pode manter para o ciclo seguinte e o que deve ser alterado.