4.2 LEVANTAMENTO DOS DADOS
4.2.4 Processos de recebimento e armazenagem
A administração de materiais possui um processo de avaliação de fornecedores que tem como objetivo atribuir notas para o processo de recebimento, qualificando ou desqualificando os fornecedores.
Nesse processo são avaliadas algumas variáveis do recebimento como; prazo de entrega, qualidade dos materiais, onde verifica-se o material sofreu alguma avaria, confere o pedido com a quantidade entregada, a data recebimento com a nota fiscal e o preço. E esse processo é aplicado para todos os fornecedores.
A tabela 3 apresenta essa ferramenta.
Tabela 3: Avaliação dos fornecedores.
Fonte: Dados primários.
Para essa avaliação, foi criada uma tabela, onde cada fornecedor é avaliado, atribuindo-lhes notas que qualificam ou desqualificam esses fornecedores. Essas notas vão para tabela de histórico de avaliação e que conforme essas notas, se o fornecedor não tomar providências perante sua baixa qualificação, ele pode ser eliminado da lista de fornecedores da Sulcatarinense. A tabela 4 mostra como funciona essa avaliação.
Tabela 4: Planilha de avaliação dos fornecedores.
Setor: Industrial Obra:
Conferência de NF com
pedido
Prazo Qualidade Preço
5 5 5 5 Qualificado
5 5 5 5 Qualificado
5 5 5 5 Qualificado
5 5 5 5 Qualificado
5 5 5 5 Qualificado
2 2 2 2 Não
qualificado
5 5 5 5 Qualificado
5 5 5 5 Qualificado
2 2 2 2 Não
qualificado
5 5 5 5 Qualificado
5 5 5 5 Qualificado
PLANILHA DE AVALIAÇÃO DE FORNECEDORES
Responsável Pelo Preenchim ento:
Data de
Preenchimento 01/08/2010
Razão Social Materiais fornecidos
AVALIAÇÃO
Resultado da Qualificação
Data da Avaliação Média Final
Metalúrgica Bom Jesus
Material de
Fundição 5
Em presa 1 Óleo Diesel 2
CRV Industrial Parafusos Porcas
e Arr. 5
JK Pneus Pneus 5
Oxigênio Florianópolis
Oxigênio e
Acetileno 5
Dom inik Metalurjica 5
Órica esplosivo 5
Hoff Pneus 5
Metso Metalúrgica 5
Pró Eletro Equip. De
Perfuração 5
em presa 2 Oxigênio e
Acetileno 2
Fonte: Dados primários.
Depois de toda avaliação, dá-se entrada na ficha de controle de estoque e lança-se no sistema a quantidade recebida para repor o mesmo. Para a armazenagem, primeiramente é observado às características dos produtos e as orientações do fabricante, evitando danos e garantindo a qualidade dos mesmos. De forma geral, todos os produtos são estocados em estantes, onde recebem um código de controle interno.
O almoxarifado possui 10 m x 10 m, ou seja, 100m² (cem) metros quadrados, mas o grande problema é que foi construído uma sala dentro do estoque, que nem se quer, serve para os colaboradores do almoxarifado, pois a porta fica do outro lado do estoque e pelo lado de fora. Essa sala possui um espaço de 5 m x 5 m (metros).
Com isso, dos 100m² (cem) metros quadrados total do almoxarifado, somente 75m²
(setenta e cinco) metros quadrados são utilizados pelo estoque, como mostra a figura 19.
Figura 19: Vista interna do estoque da Sulcatarinense.
Fonte: Dados primários.
Alguns itens necessitam de uma armazenagem diferenciada, é o caso dos eletrodos, uma vareta que vai ao bico da máquina de solda, o óleo lubrificante e o óleo diesel. Para os eletrodos a armazenagem é feita em uma estufa de madeira aquecida com três lâmpadas de 40 watz para garantir o aquecimento, ilustrada na figura 20.
Figura 20: Estufa para armazenagem de eletrodos.
Fonte: Dados primários.
Esse item necessita ser mantido em uma temperatura superior ao do ambiente para garantir a qualidade do produto e a eficiência na hora da soldagem.
Os óleos lubrificantes vêm para a empresa em barris de 100 (cem) litros e também e galões de 20 (vinte) litros. A quantidade e a variedade desses itens são consideráveis, pois a Sulcatarinense possui uma grande frota de equipamentos, cerca de 150 (cento e ciquenta), variando muito de tipo e marca de lubrificante, conforme as orientações dos fabricantes desses equipamentos.
A empresa também possui um bom controle de lubrificação, realizando trocas de óleo programadas para cada equipamento, onde alguns possuem trocas de até 300 (trezentos) litros de óleo lubrificante, trocados em uma determinada quantidade de horas, numa média de uma vez por mês.
Esses itens não ficam dentro do almoxarifado central da empresa, eles estão localizados ao lado da rampa de lubrificação dos equipamentos. Estão armazenados na forma horizontal, como mostra a figura 21, com duas pilhas de barris em cima de tabuas de madeira e ao abrigo da luz solar.
Figura 21: Armazenagem de barris de óleo lubrificante.
Fonte: Dados primários.
Outro fator importantíssimo que precisa de melhorias foi identificado e que pode até trazer risco para os colaboradores é a armazenagem de barris de óleo lubrificante. Dentro do estoque é armazenado um composto tóxico que é utilizado na composição do asfalto. Esse item vem em baldes de 20 (vinte) litros e ficam armazenados de forma inadequada sem nenhuma forma de segurança. O principal problema é que o contato com esse produto pode prejudicar a saúde, correndo o risco de acontecer algum acidente, ainda mais que esse material fica bem na entrada e na frente da mesa de um colaborador, como mostra melhor a figura 22.
Figura 22: Produto tóxico armazenado dentro do estoque.
Fonte: Dados primários.
4.2.4.1 Óleo diesel
O óleo diesel é um item diferenciado dentro do controle de estoque da Sulcatarinense, tanto para o recebimento quanto para armazenagem. Isso se da em função do ao grande consumo médio mensal desse item, que é de 350000 (trezentos e cinqüenta mil) litros, quantidade essa, responsável por abastecer todos os equipamentos da empresa, máquina e caminhões, em torno de 150 equipamentos próprios que utilizam óleo diesel. Além disso, a empresa também fornece combustível para terceiros, conforme contratos de serviços ajustado com a Sulcatarinense.
A empresa possui três tanques com capacidade de 15000 (quinze mil) litros cada, esses tanques ficam na superfície em um espaço coberto por um galpão cercado com um muro de contenção e tela conforme normas de segurança. E estão interligados em duas bombas de combustível que fazem o reabastecimento dos equipamentos. A figura 23 ilustra o local da armazenagem do óleo diesel.
Figura 23: Armazenagem de óleo diesel.
Fonte: Dados primários.
A reposição de estoque desse item é em média de duas ou três vezes por semana, variando conforme o consumo, onde uma empresa especializada em combustíveis fornece todo o óleo diesel utilizado.
Na chegada a empresa, o caminhão do fornecedor de combustível passa pela balança para verificar o peso inicial do caminhão, depois vai até os tanques para abastecê-los, encaminhado por um colaborador do almoxarifado que faz todo o processo inicial de conferência do reabastecimento, analisando a nota fiscal, conferindo quantidade e tipo de óleo, especifica as saídas de combustível para averiguar se estão todos com o lacre de segurança, faz a verificação do nível de óleo do tanque do caminhão para ver se estão de acordo com o solicitado. Após todas as conferências iniciais, o óleo é passado para o tanque da empresa, que também são verificados para ter certeza que estão realmente vazios. Terminando o processo de descarregamento do óleo o colaborador faz as últimas conferências, onde especifica-se que não ficou óleo na mangueira de transferência, se os tanque do caminhão estão vazios e se o óleo foi realmente repassado.
Para finalizar o processo de recebimento, o caminhão tanque passa novamente pela balança, fazendo outra pesagem. Através das duas pesagens realizadas, a empresa faz a conferência final da nota, pois, o peso de um litro de óleo diesel pode variar de 0,84 a 0,86 Kg. E assim, através das pesagens, o carregamento é conferido através de um cálculo entre a quantidade e peso do óleo, garantindo que a quantidade comprada está sendo realmente entregue.