• Nenhum resultado encontrado

Propósitos e objetivos do Ministério do Turismo

Muito se fala que o Brasil é um país rico em belezas naturais e que poderia ganhar muito com o turismo. Contudo, afi rmamos, já do alto de alguma experiência, que não basta ter potencial tu- rístico, é necessário desenvolver uma série de elementos para formatar um atrativo e comprometimento para transformá-lo em produtos turísticos que atraiam turistas e gerem benefícios de maneira igualitária. Caso contrário, o turismo pode ocasionar sérios problemas para as comunidades receptoras, experiência também já conhecida por nós, decorrentes de tentativas amado- ras e desastrosas que ocorreram e ocorrem em nosso país.

É necessário abandonar a ideia ingênua de que turismo por si é uma coisa boa. E que seus efeitos econômicos – que são muito mais atraentes do que qualquer outro aspecto – são capazes de mascarar os impactos sociais negativos que sua prática leva aos destinos. Para evitar e corrigir esses desvios é que a atuação do governo é tão importante.

Para subsidiar a formulação dos planos, programas e ações des- tinados ao fortalecimento do turismo nacional há a Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo. O órgão possui atribuição de promover o desenvolvimento da infraestrutu- ra e a melhoria da qualidade dos serviços prestados. A Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo –, criada em 18 de novembro de 1966 como Empresa Brasileira de Turismo, tinha o objetivo de fo- mentar a atividade turística ao viabilizar condições para a geração de emprego, renda e desenvolvimento em todo o país. Mas, desde janeiro de 2003, a atuação da Embratur concentra-se na promo- ção, no marketing e no apoio à comercialização dos produtos, ser- viços e destinos turísticos brasileiros no exterior.

Olá, turista!

O Ministério do Turismo e a Fundação Roberto Marinho formaram uma parceria para oferecer cursos de inglês e espanhol para pro- fi ssionais do turismo que quiserem trabalhar durante os jogos da Copa do Mundo em 2014. Este projeto visa à melhoria da qualidade do atendimento ao turista.

As aulas serão semipresenciais, isto é, a distância, e os cursos serão compostos por três módulos: básico, profi ssional e regional. Aquele que cumprir todas as etapas terá o diploma ao fi nal de um ano.

As belezas naturais e o carnaval trazem milhares de turistas ao Bra- sil, durante o ano inteiro.

Mas há um atrativo que só se descobre ao chegar aqui. Se você conversar com um turista, vai descobrir o que os fascina tanto no Brasil. Adivinhou?

Pois então, o que tanto encanta o turista que por aqui anda é o povo brasileiro e a sua maneira alegre e de levar a vida.

Plano Nacional de Turismo

O Plano Nacional de Turismo (PNT) é dividido em duas fa- ses, que signifi cam exatamente os dois mandatos do presidente Lula no governo brasileiro: 2003 a 2007 e 2007 a 2010. O Plano Nacional do Turismo é o instrumento de planejamento do Minis- tério do Turismo que explicita o pensamento do governo e do setor produtivo e orienta as ações necessárias para consolidar o desenvolvimento do setor do Turismo no país. Foi elaborado de forma participativa dentro de um processo permanente de dis- cussão e atualização, de acordo com as necessidades inerentes à dinâmica do setor, que foi iniciado com duas reuniões coor- denadas pelo Ministro do Turismo, buscando obter um amplo espectro de opiniões sobre as difi culdades do turismo no Brasil e as alternativas de solução dos problemas. A primeira reunião contou com a participação de todas as entidades, instituições e empresas de porte nacional e representativas no segmento turís- tico. E a segunda contou com a presença dos secretários e diri- gentes estaduais de turismo e presidentes de empresas públicas de turismo. Todos foram ouvidos e esta ação inicial resultou num expressivo volume de contribuições que foram sistematizadas e agrupadas em eixos temáticos de interesse, sobre os quais foi inicialmente assentado o Plano Nacional do Turismo.

A análise destas sugestões permitiu ampliar o entendimen- to dos desafi os a enfrentar e consolidar uma proposta inicial para o turismo brasileiro, com um sistema de gestão, visão de futuro, objetivos e metas e eixos estruturantes do turismo. A proposta inicial do Plano foi apresentada nas diferentes regiões brasileiras, em reuniões que ocorreram em Belém, com representantes da região norte; em João Pessoa, com representantes dos estados nordestinos; em São Paulo, com representantes do sudeste; em Curitiba, com os estados do Sul, e em Brasília com o Centro-Oeste.

Foi a presença e a participação maciça de dirigentes estaduais de turismo, de entidades não governamentais e representantes do setor privado que referendou a proposta inicial do Plano.

A partir dessas reuniões, o Plano foi organizado em macro- programas estratégicos, que se desdobram em programas, con- cebidos em parceria com o Conselho Nacional do Turismo por in- termédio de suas Câmaras Temáticas, que se constituíram em um espaço de debates e contribuições para solução dos problemas.

O Brasil, apesar dos avanços obtidos nos últimos anos, está longe de ocupar um lugar no cenário turístico mundial compatível com suas potencialidades e vocações. A falta de articulação entre os setores governamentais gerava políticas desencontradas, fazen- do com que os parcos recursos destinados ao setor se perdessem em ações que não estavam direcionados para objetivos comuns.

A falta de articulação também se fez presente entre os setores público e privado, agravando inúmeros problemas como:

• ausência de um processo de avaliação de resultados das políticas e planos destinados ao setor;

• insufi ciência de dados, informações e pesquisas sobre o turismo brasileiro;

• qualifi cação profi ssional defi ciente dos recursos huma- nos do setor, tanto no âmbito gerencial quanto nas habi- lidades especifi cas operacionais;

• inexistência de um processo de estruturação da cadeia produtiva;

• regulamentação inadequada da atividade e baixo contro- le de qualidade na prestação de serviços com foco na defesa do consumidor;

• superposição dos dispositivos legais nas várias esferas públicas;

• oferta de crédito insufi ciente e inadequada para o setor turístico;

• defi ciência crônica na gestão e operacionalização de toda infraestrutura básica (saneamento, água, energia, trans- portes) e turística;

• baixa qualidade e pouca diversidade de produtos turís- ticos ofertados nos mercados nacional e internacional;

• insufi ciência de recursos;

• falta de estratégia e articulação na promoção e comercia- lização do produto turístico brasileiro.

A segunda fase do PNT – 2007/2010 – tem como subtítulo

“uma viagem de inclusão”. É um instrumento de planejamento e gestão que coloca o turismo como indutor do desenvolvimento e da geração de emprego e renda no país. O Plano é fruto do consenso de todos os segmentos turísticos envolvidos no obje- tivo comum de transformar a atividade em um importante me- canismo de melhoria do Brasil e fazer do turismo um importante indutor da inclusão social. Uma inclusão que pode ser alcança- da por duas vias: a da produção, por meio da criação de novos postos de trabalho, ocupação e renda, e a do consumo, com a absorção de novos turistas no mercado interno. Com relação ao plano anterior, o PNT 2007/2010 além de ser uma garantia da con- tinuidade das ações iniciadas pelo governo federal, avança na perspectiva de expansão e fortalecimento do mercado interno, com especial ênfase na função social do turismo. É também um compromisso do Ministério do Turismo e da Embratur no sentido de consolidar o Brasil como um dos principais destinos turísticos mundiais. Mais do que uma carta de intenções, é um instrumen- to de ação estratégica, bem delineada nos seus macroprogramas e nas metas para os próximos quatro anos. O Plano Nacional de Turismo realiza o compromisso de apresentar ao país, de forma consolidada e sistemática, a Política Nacional de Turismo. O Pla- no também traduz as contribuições do turismo ao Programa de Aceleração do Crescimento 2007/2010, alinhando as suas ações para fortalecer o turismo interno, promover o turismo como fator de desenvolvimento regional, assegurar o acesso de aposenta- dos, trabalhadores e estudantes a pacotes de viagens em condi- ções facilitadas, investir na qualifi cação profi ssional e na geração de emprego e renda e assegurar ainda mais condições para a promoção do Brasil no exterior.

Se você quiser saber mais sobre o PNT – Plano Nacional de Turismo –, vá ao site do Ministério do Turismo: www.turismo.gov.br, e enri- queça seus conhecimentos.

Os macroprogramas do PNT – Plano Nacional de Turismo – são:

• logística de transportes;

• planejamento e gestão;

• informações e estudos turísticos;

• regionalização do turismo;

• fomento à iniciativa privada;

• infraestrutura pública;

• qualifi cação dos equipamentos e serviços turísticos;

• promoção e apoio à comercialização.

Atividade

Atende ao Objetivo 1

1. Você já viu essa brincadeira de presentear alguém com algo va- lioso, porém pequeno, e colocá-lo em várias outras caixas, uma dentro da outra, para que pareça um presentão?

Aqui a ideia é a mesma. Nomeie cada caixa com um dos termos a seguir, para melhor compreender onde está situado o social, na política do MTur:

Segmentos Do Turismo – Plano Nacional de Turismo – Regionali- zação do Turismo – Turismo Social – Secretaria Nacional de Polí- ticas do Turismo

Esta é uma atividade bem divertida. Vamos nomear as caixas?

O Plano Nacional de Turismo é a caixa maior. Depois, ainda da maior para a menor, vem a Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, Regionalização do Turismo, (Estruturação) Segmentos do Turismo e Turismo Social.