3.3 DESVANTAGENS E CRÍTICAS A GUARDA COMPARTILHADA
3.3.1 QUANDO O PAI NÃO ASSUME A GUARDA DO FILHO
conhecedores e conscientes das necessidades destes, o que facilita um acordo no tocante aos alimentos e a posterior satisfação destas necessidades.
A guarda compartilhada proporciona ao juiz uma decisão fundada no princípio constitucional de igualdade assim destaca-se no artigo 227 CRFB/88:
Art. 227 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, á saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, á profissionalização, à cultura, á dignidade, ao respeito, á liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
A celeridade processual seria mais abrangente, visto que restaría poucos litígios.
Destaca Edivane Paixão, [2005, p.65]:
[…] a exploração por parte geralmente dos homens, aproveitando- se do modelo compartilhado como um meio de negociar valores menores de pensão alimentícia; necessidade dos genitores terem um emprego com horario flexível para o atendimento da prole.
Diante desses dissabores Eduardo Oliveira Leite, [1997, p.286], salienta que:
Sem razão, que nos parecer, pois este risco existe igualmente, que sem relação à guarda exclusiva (e como existe), que sem relação a pais não divorciados. O conflito faz parte da natureza humana e é encontrável em qualquer situação ou em qualquer fórmula, por mais perfeita que ela se revele.
Emitem duras críticas alguns doutrinadores que veremos a seguir:
Fernando Malheiros Filho, [2002, p.127] enaltece sua crítica:
É verdade que a conhecida flexibilidade das disposções sobre o tema permite múltiplas soluções, que jamais merecem abordagem absoluta, cedendo sempre à casuística de cada situação e a medida em grau de gravidade da hipótese apreentada e devidamente provada, sendo, no entanto, ácida e crítica aos sistema de guarda conjunta, que endosso e aplaudo, sob a consideração de que a instabilidade de tal proposta é inversamente proporcional à necessidade de paz e harmonia que a criação sadia do infante exige.
Marcial Barreto Casabona, [2006, p.247],reintera suas crítica a guarda compartilhada:
A principal crítica doutrinária ao instituto da guarda compartilhada é o fato de que a legislação, tal como posta, não retira do genitor não-guardião seu poder de família sob o filho, pelo que seria despiciendo falar-se em divisão das responsabilidaes entre os pais.
O interesse dos pais não pode estar acima do interesse do menor nunca, pois a convivência familiar é um direito assegurado a criança, para que tenha uma vida saudável e digna, diante disso, a guarda compartilhada veio para assegurar outro meio de alternativa, para que decisões particulares nunca afetem a vida de uma criança em formação.
Posto, que o seu desenvolvimento é salutar em um adulto digno e livre de traumas, que possam influenciar em toda sua vida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa tem por objeto a Guarda Compartilhada, um novo meio de guarda, diante das mudanças que a sociedade vem absorvendo, os objetivos foram: institucional, produzir uma monografia para obtenção do grau de bacharel em Direito, pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI; geral, discorrer sobre a família e o poder familiar no direito brasileiro, pesquisar sobre a guarda do filho menor no direito de família vigente; específicos: identificar os tipos de guarda previstos no CC vigente; verificar as vantagens da guarda compartilhada, bem como sua relação com o melhor interesse da criança, e investigar sobre a mediação como forma de resolução de conflitos no âmbito familiar, nas questões relativas à guarda compartilhada.
Para tanto o trabalho foi dividido em três capítulos, sendo que o primeiro tratou das questões atinentes a família e ao poder familiar no direito brasileiro.
A importância histórica da família como forma de amparo ao menor e o interesse de mante-la unida, e preservando os filhos que dela sobrevem diante do poder familiar.
O poder familiar é visto como um conjunto de direitos e deveres recíprocos entre os pais e filhos, de acordo com Paulo Lôbo, [2003, p.197], a análise dos atributos do poder familiar conferidos aos pais, e a existência dos poderes e dos deveres, relativos a eles.
O segundo capítulo, por sua vez, trata da guarda, onde Maria Manoela Quintas [2009, p.9] friza que a guarda é uma das atribuições do poder familiar e se um dos pais a perde deixa de exercer plenamente o poder familiar, o que gera uma alteração na relação entre os pais e seus filhos.
Alterações provindas da ruptura familiar, onde o interesse do menor necessita ser priorizada, como forma de se manter a família saudável psicologicamente, diante das relações de conflitos que a família passa.
E o terceiro capítulo a guarda compartilhada, como uma das
soluções para apaziguar as relações conturbadas que ocorrem diante da ruptura da vida em comum de um casal, conflitos estes auxiliados pela mediação, como forma de ajuda, mantendo sempre o menor amparado.
As vantagens que a guarda compartilhada traz, vantagens para a justiça, para os filhos e para os pais, que estão diante de um novo modelo de guarda, guarda esta amparada em lei, e a clamada pela sociedade.
Encurtando os laços da família e do amor que provem entre pais e filhos.
Por fim, retomam-se as três hipóteses básicas da pesquisa, e que assim foram alcançadas. a) a guarda compartilhada vem a atender ao princípio do melhor interesse da criança, onde o menor sinta-se protegido e acolhido perante a família; b) a guarda compartilhada apreenta mais vantagens do que desvantagens para a criança; pois seus interesses estão preservados e amparados em lei, participando ambos os pais, para que o menor seja privado de conflitos que provem da ruptura da união c) a mediação familiar que é uma forma de soluções de conflitos que se adéqua bem ao direito de família, especificamente nas questões relativas à guarda compartilhada, pois o mediador trabalho com acordo e não com interesses particulares, resguardando assim o interesse do menor lhe provendo um futuro digno e saúdavel .
Diante da falta de afeto que atinge o mundo, a guarda compartilhada edifica o elo de união que deve prevalecer entre pais e filhos, ameniza a dor decorrente da ruptura familiar, resguarda os direitos e deveres do menor, e acima de tudo proporciona aos envolvidos a ampla convivência da família em um ambiente sadio e prospero.
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