A presente monografia trata da guarda compartilhada em contexto familiar, em decorrência de pais divorciados, e dos interesses prioritários dos filhos. No terceiro capítulo discutiremos os benefícios da guarda compartilhada como uma nova ferramenta de solução, para pôr fim aos conflitos e proteger os menores, nos seus direitos e como a lei determina, e a sociedade deseja e espera. O objetivo deste trabalho é “Tutelar Compartilhada” e, como objetivos: institucionais, produzir uma monografia para obtenção do título de bacharel em Direito, pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI; de modo geral, discutindo a família e o poder familiar no direito brasileiro, examina a tutela dos filhos menores no direito de família atual; especificamente: identifica as modalidades de tutela previstas no atual CC; verifica os benefícios da guarda compartilhada, bem como sua relação com o melhor interesse da criança, e examina a mediação como forma de resolver conflitos no âmbito familiar, nos casos relacionados à guarda compartilhada.
- FAMÍLIA
- EVOLUÇÕES HISTÓRICAS DA FAMÍLIA NO BRASIL
- PODER FAMILIAR
- EXTINÇÃO, SUSPENÇÃO E DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR NA
O termo ‘poder da pátria’ foi posteriormente abandonado, sendo substituído por ‘poder familiar’, expressão dada pelo nosso ordenamento jurídico com o advento do Novo Código Civil de 2002. O poder familiar deixou de ser domínio de poderes delegados ou reconhecidos. poder. pelo Estado para o exercício do poder. Para Sílvio Venosa [2003, p.355], o poder da família corresponderia a um conjunto de direitos e obrigações que se equilibram proporcionalmente com a vida familiar.
Desta forma, o poder familiar não é apenas um conjunto de deveres, pois também é exercido em prol dos interesses dos pais. O significado e o alcance da proteção baseiam-se nos princípios e regras destinados a regular os aspectos relevantes do poder familiar ou da autoridade parental. Na análise dos atributos de poder familiar atribuídos aos pais, percebe-se a existência de poderes e deveres.
A privação temporária do poder familiar constitui um impedimento temporário ao exercício de algumas ou de todas as suas qualidades e ocorrerá quando um ou ambos os progenitores abusarem da sua autoridade, deixarem de cumprir os deveres inerentes ou destruirem os bens do filho, ou ainda se forem condenados por um não- sentença passível de recurso, por crime punível com pena superior a dois anos de prisão, nos termos do artigo 1.631, parágrafo único, do Código Civil. O artigo 1.638 do Código Civil reitera que a perda do poder familiar é definitiva e incluirá sempre todos os seus atributos. O pai ou a mãe que castiga excessivamente o filho será afastado da autoridade familiar; deixe-o abandonado; cometer atos contrários à moral e aos bons costumes e repetir atos necessários à exclusão.
A tutela legal abrange as relações parentais de natureza pessoal, decorrentes do poder familiar (apoio, criação, educação, proteção, correção, controle, orientação moral e intelectual, supervisão, respeito, honra, afeto, etc.) e é o direito de administrar o pessoa da criança, dirige a sua educação e decide sobre todas as questões do seu superior interesse e da tutela ou tutela material.
- GUARDA DOS FILHOS
- A GUARDA NA RUPTURA FAMILIAR
- GUARDA COMPARTILHADA
- GUARDA COMPARTILHADA NO DIREITO BRASILEIRO E
- DECISÃO DA GUARDA COMPARTILHADA E MELHOR INTERESSE DA
A guarda compartilhada refere-se à possibilidade de os filhos de pais divorciados serem cuidados por ambos os pais. A possibilidade de alternância de residências faz com que a guarda compartilhada seja confundida com a guarda alternada ou se concentre no mero arranjo de moradia da criança. A guarda partilhada reflecte a maior troca de papéis entre homens e mulheres, aumenta a disponibilidade para os filhos, incentiva o pagamento de pensão alimentícia, aumenta o grau de cooperação, comunicação e confiança entre pais divorciados na educação dos seus filhos.
Da mesma forma, se ambos os pais estivessem presentes, amorosos e atenciosos e sempre presentes com os filhos, a guarda conjunta atende às necessidades e ao bem-estar da criança, mantendo o relacionamento com ambos os pais. Portanto, a guarda compartilhada é um arranjo legal onde os países exercem plenamente o poder familiar, promovem maior convivência entre as crianças e criam um ambiente saudável para o crescimento da criança. Quando não houver acordo entre pai e mãe sobre a guarda dos filhos, a guarda compartilhada será utilizada na medida do possível.
Maria Manoela Quintas [2009, pág. 132] afirma que o novo Código Civil, tanto na separação como no divórcio direto, permite que os pais cheguem a acordo sobre o regime de guarda que melhor compreendem para a sua família, incluindo a guarda partilhada. Essa guarda compartilhada é prevista pela CRFB/88 e pelo ECA, que atribuem aos pais o dever de criação, educação e guarda. Com diversas disposições legais que existiram após a dissolução da família, a guarda compartilhada foi regulamentada com o advento da Lei nº.
63], sustenta que a guarda compartilhada se justifica pela diferença nos papéis do pai e da mãe, que se complementam igualmente e são importantes para a criança.
GUARDA COMPARTILHADA E A IMPORTÂNCIA DA MEDIAÇÃO PARA
11], a virtude da mediação seria substituir a lógica vencedor-perdedor do confronto jurídico, que radicaliza o conflito, em favor do diálogo e do reconhecimento do outro como pai, por um redirecionamento das necessidades da criança. Na mediação, o conflito não se torna menos doloroso, mas é visto com outros olhos, ou melhor, é abordado de forma não adversarial, o que possibilita a sua transformação ou reconstrução, tornando o processo mais prazeroso, uma vez que não foi simplesmente a aplicação de uma liminar e sim, uma decisão que partiu de ambas as partes. A mediação é sem dúvida um instrumento adequado para os conflitos de direito da família, servindo para acalmar os ânimos das partes e ao mesmo tempo ajudando a ponderar decisões mais justas e consentâneas com os valores muito pessoais de cada uma das partes interessadas [...]. Além disso, a diversidade de conflitos humanos (afetivos, sexuais, emocionais...), que caracterizam especialmente o direito da família e, ao mesmo tempo, a proteção constitucional da privacidade de cada uma das pessoas envolvidas, são fortes argumentos para o uso da lei de mediação familiar.
Portanto, a mediação é necessária e eficaz e tornou-se um meio de pôr fim aos conflitos e de zelar pelos melhores interesses da criança.
VANTAGENS DA GUARDA COMPARTILHADA
- VANTAGENS PARA OS FILHOS
- VANTAGENS PARA OS PAIS
- VANTAGENS PARA A JUSTIÇA
Em segundo lugar, a custódia partilhada reduziria a capacidade futura da criança de ver a relação entre um homem e uma mulher como algo negativo e insistiria em que nunca se casariam. Ao reduzir o potencial de disputas e exigir que os pais tomem decisões em conjunto, a guarda conjunta encorajaria sentimentos positivos sobre a relação do casal com os seus filhos. A guarda partilhada também beneficia os filhos, uma vez que os contactos com os avós e outros familiares não se tornam quotidianos, o que significa que não ficam privados de viver juntos no grupo familiar de cada progenitor.
A principal vantagem para os pais é a igualdade de direitos e obrigações inerentes a cada um deles, o que garante que não perdem o contacto com os filhos e que os interesses da criança são protegidos. Quanto às obrigações, a guarda compartilhada é mais justa quando concedida aos pais. Tira a pressão de um dos pais, permitindo mais flexibilidade na sua vida pessoal e profissional e proporcionando apoio em momentos difíceis, como um problema de saúde. A custódia compartilhada leva ao bem-estar psicológico porque ambos os pais não tomarão decisões importantes sozinhos.
Segundo dados do IBGE, [2001, p.32] e dos divórcios e 79,5% das separações o consenso é que a guarda compartilhada é favorável à justiça porque agiliza os processos, pois não seria necessário discutir quem seriam os filhos juntos com , evite conflitos por muito tempo. A guarda compartilhada também facilita a resolução do processo alimentar, e a opção da guarda compartilhada permite que os pais vivam juntos com os filhos.
DESVANTAGENS E CRÍTICAS A GUARDA COMPARTILHADA
- QUANDO O PAI NÃO ASSUME A GUARDA DO FILHO
A principal crítica doutrinária à instituição da guarda compartilhada é o fato de a legislação, conforme mencionado, não privar o genitor não-guardião do poder sobre o filho, de modo que seria desnecessário discutir a divisão de responsabilidades entre os pais. . Os interesses dos pais nunca podem prevalecer sobre os interesses do menor, pois a vida familiar é um direito garantido ao filho para que possa viver uma vida saudável e digna. alternativa, para que as decisões privadas nunca tenham impacto na vida de uma criança em desenvolvimento. O objetivo da pesquisa é a Guarda Compartilhada, um novo meio de vigilância. Considerando as mudanças pelas quais a sociedade passou, os objetivos foram: institucionais, produzir uma monografia para obtenção do título de bacharel em Direito, pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI; de modo geral, discutir a família e o poder familiar no direito brasileiro; investigar a guarda dos filhos menores no direito de família atual; especificamente: identificar as modalidades de custódia previstas no atual CC; verificar os benefícios da guarda partilhada, bem como a sua relação com o melhor interesse da criança, e explorar a mediação como forma de resolver conflitos no seio da família em questões relacionadas com a guarda partilhada.
A importância histórica da família como forma de apoio aos menores e o interesse de mantê-la unida e proteger os filhos que dela advêm face ao poder familiar. O poder familiar é visto como um conjunto de direitos e deveres recíprocos entre pais e filhos, segundo Paulo Lôbo, [2003, p.197], a análise dos atributos do poder familiar conferidos aos pais, e a existência de poderes e deveres que tenho a ver com eles. As vantagens da guarda compartilhada, as vantagens para a justiça, para os filhos e para os pais, que enfrentam um novo modelo de guarda, amparado pela lei e exigido pela sociedade.
Por fim, voltamos às três hipóteses básicas da pesquisa, que foram assim alcançadas. a) a guarda compartilhada atende ao princípio do superior interesse da criança, onde o menor se sente protegido e acolhido pela família; b) a guarda compartilhada traz mais vantagens do que desvantagens para a criança; desde que os seus interesses sejam salvaguardados e amparados pela lei, onde participam ambos os progenitores, para que o menor fique privado de conflitos em consequência da rutura da associação c) mediação familiar, que é uma forma de resolução de conflitos que se adapta bem à família direito, especificamente nos casos de guarda compartilhada, pois o mediador trabalha com acordo e não com interesses privados e assim zela pelos interesses do menor, proporcionando-lhe um futuro digno e saudável. Diante da falta de afeto que atinge o mundo, a guarda compartilhada constrói o vínculo de união que deve prevalecer entre pais e filhos, alivia a dor da ruptura familiar, protege os direitos e deveres do menor e, sobretudo, proporciona aos envolvidos a ampla convivência familiar de um ambiente saudável e próspero.