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Resultados da pesquisa

Esta seção visa à apresentação da pesquisa de campo realizada com 11 lojas concorrentes situadas no centro da cidade de Penha (SC). Por meio de questionário (APÊNDICE A), no qual foram estabelecidas questões relevantes para o estudo da viabilidade de implantação de uma loja de vestuário feminino no município. Cabe ressaltar que a análise da viabilidade foi feita com a utilização do software de Plano de Negócios do Sebrae – MG.

Seguindo essa linha subdivide-se em 3 etapas, as quais são: (1) perfil da loja (questões de 1 a 11); (2) perfil da clientela (questões de 12 a 16) e (3) estratégias promocionais adotadas (questões de 17 a 19).

3.2.1 Perfil concorrentes

Os concorrentes foram abordados com questões cuja finalidade foi pesquisar seu funcionamento e o comportamento dos consumidores, com questões como: (1) tempo de existência da loja, (2) horário de funcionamento, (3) informações sobre o local da loja, (4) segmento da loja, (5) marcas mais vendidas, (6) preços praticados, (7) formas de pagamento, (8) índice de inadimplência, (9) média de peças vendidas, (10) meses do ano com maior movimento nas vendas, (11) média de clientes atendidos na baixa e alta temporada, informações que foram levantadas com o APENDICE A, questões 1 a 11.

Ressaltando que são lojas varejistas situadas no centro da Penha SC. Neste contexto, os resultados quanto ao tempo de existência dos concorrentes podem ser observados no do Gráfico 1.

Gráfico 1 – Tempo de existência dos concorrentes Fonte: Elaboração Própria (2009).

A leitura do Gráfico 1 revela que a maioria das lojas desse segmento existente no centro da Penha SC são empreendimentos novos, uma vez que 63%

delas têm até 2 anos. Pois, 36% tem 1 ano, outras 18% tem de 1 a 2 anos e apenas 1 delas, ou seja, 9% do total não tem 1 ano completo.

Quanto ao horário de funcionamento, percebe-se que todas as lojas pesquisadas têm horários especiais, ou seja, das 10h às 12h e das 15h às 19h ou das 8h e 30 min. às 11h e 30 min. e das 14h e 30 min. às 18h e 30 min. entre outros horários respondidos. Conforme informação das pessoas entrevistadas, este horário especial deve-se ao fato da cidade estar voltada ao turismo, o clima e movimentação de pessoas na cidade influência no horário de funcionamento dos estabelecimentos pesquisados.

Além disso, como se pode constatar no Gráfico 2, o local onde as lojas estão situadas (salas comerciais) apresentaram um índice interessante no que diz respeito a locação.

Gráfico 2 – Local Próprio

Fonte: Elaboração Própria (2009).

Conforme visualização do Gráfico 2, 55% dos entrevistados diz estar comercializando seus produtos em locais locados, e 45% responderam utilizar de estrutura própria para o funcionamento do negócio.

De acordo com a base de dados as empresas que responderam estar locando o local onde sua loja esta situada são empresas com até 2 anos de existência. Já, as lojas mais antigas (Gráfico 1) possuem local próprio com exceção de uma loja nova no mercado que corresponde a 9% do total onde não tem 1 ano completo respondeu possuir local próprio.

As empresas entrevistadas também responderam sobre o segmento da loja, no qual todas trabalham com roupas para mulheres. Mas apenas 2 lojas, a segmentação é de roupas femininas e acessórios, conforme dados da Tabela 1.

Segmento Qtd %

0 = não responderam 0 0

1 = roupas femininas 0 0

2 = roupas femininas e masculinas 1 9 3 =roupas femininas e acessórios 2 18 4 =fem, masc, infant, calçados 4 36

5 = outras 4 36

Totais 11 100

Tabela 1 – Segmentação

Fonte: Elaboração Própria (2009).

Esta informação corresponde a 18% das lojas entrevistadas, e se destaca como uma informação importante perante a abertura de uma nova empresa do segmento.

Chama a atenção que não existam no Centro da Cidade de Penha SC lojas que ofereçam apenas roupas femininas.

Já, dentre as marcas dos produtos pesquisados com o questionário, percebe-se relativa semelhança entre algumas lojas, como por exemplo as marcas:

Bivik Jens encontrada em 3 concorrentes, Mormaii existente em 2 lojas e Oceano encontrada em 2 lojas. Além dessas, as lojas em estudo apresentam diversidade em termos de marcas.

Gráfico 3 – Valor médio das peças Fonte: Elaboração Própria (2009).

De acordo com os dados apresentados no Gráfico 3 as peças vendidas nos concorrentes ficam em torno de R$ 25,00 a R$ 50,00 reais em sua maioria que corresponde a 55% do total. Os demais índices é possível visualização no Gráfico 3.

Gráfico 4 – Formas de pagamento Fonte: Elaboração Própria (2009).

No Gráfico 4 se descreve as formas de pagamento dos produtos adquiridos oferecidos pelas empresas em estudo para sua clientela, sendo que todas as empresas pesquisadas aceitam pagamentos à vista e cartão de crédito no qual é considerado uma forma segura de pagamento. Dentre as 11 lojas pesquisadas 7 trabalham com crediário, e 8 aceitam cheques que representa 73% do total.

Outra questão importante é o índice de inadimplência que esta fortemente ligada à forma de pagamento oferecidas pelas empresas em estudo (Gráfico 4), sendo que 46% das empresas consideram ter um índice médio, conforme Gráfico 5.

Gráfico 5 – Inadimplência Fonte: Elaboração Própria (2009).

Cabe destacar que um grupo significativo delas, ou seja, 36% apontaram inexpressivos índices de inadimplência. Estas com certeza devem estimular os pagamentos à vista e com cartão (Gráfico 4) ou ainda contar com uma parcela significativa de clientela local por meio de crediário.

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Gráfico 6 – Peças vendidas mês – Alta Temporada Fonte: Elaboração Própria (2009).

Seguindo essa linha, procurou-se saber uma média de peças vendidas na baixa e na alta temporada, sendo que na baixa temporada 45% dos participantes não souberam responder, 4 participantes responderam que vendem entre 17 a 200 peças mês e outros 2 participantes da pesquisa disseram que vendem mais de 1.201 peças mês na baixa temporada. Com relação à alta temporada mais da metade dos participantes não souberam responder, mesmo assim 18%

responderam que vendem mais de 1.201 peças mês, outros 18% indicaram vender 201 peças mês a 500 e 9% assinalaram vender na alta temporada de 501 a 800 peças mês.

Conforme dados pesquisados, 100% das empresas concorrentes responderam que os meses de maior movimento nas vendas é na estação do verão, alta temporada.

Gráfico 7 – Clientes atendidos ao dia – Alta Temporada Fonte: Elaboração Própria (2009).

Além disso, também foi possível sondar sobre a quantidade média de clientes atendidos por dia, cujos números podem ser mais bem visualizados no Gráfico 7.

Para ter um comparativo de baixa e alta temporada na pesquisa aplicada foi questionado sobre uma média de clientes atendidos ao dia, 7 lojas responderam ter entre 10 a 30 clientes atendidos na baixa temporada no qual corresponde a 64% e 4

empresas responderam atender de 31 a 60 clientes que corresponde a 36% para a baixa temporada. Já em termos de alta temporada os índices mudam bastante onde a movimentação nas lojas é bem maior conforme dados plotados.

3.2.2 Perfil clientela

Os questionários (APÊNDICE A – questões 12 a 17) aplicados com a concorrência propiciou, também, traçar o perfil da clientela com base em: (1) faixa etária; (2) cidade em que residem; (3) peças compradas; (4) tamanhos adquiridos;

(5) valor médio comprado por cliente; (6) freqüência de compra dos clientes já fidelizados.

A análise do Gráfico 8 infere-se a faixa etária dos clientes que são atendidos diariamente nas lojas concorrentes.

Gráfico 8 – Faixa Etária dos clientes Fonte: Elaboração Própria (2009).

Conforme dados plotados no Gráfico 8, 54% dos clientes tem entre 22 a 39 anos. No qual se enquadram no perfil do negócio em estudo.

Ainda com relação aos clientes, procurou saber a origem dos mesmos, conforme dados mencionados no Gráfico 9.

Gráfico 9 – Origem da clientela da concorrência - 2009 Fonte: Elaboração Própria (2009).

Observando o Gráfico 9 percebe-se que 73,64% dos consumidores são da própria cidade, 1,82% são do litoral, ou seja, cidades vizinhas, 12,27% são de outras cidades de SC, como Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau, Brusque entre outras, 1,36% são clientes do RS, um numero bem significativo são os clientes que vem do estado do PR 10,27% e 0,64% do estado de SP.

Gráfico 10 – Peças mais compradas Fonte: Elaboração Própria (2009).

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Perante a análise desta pergunta do questionário percebe-se alguns empates técnicos em relação a diferentes peças como shorts, vestidos e outras totalizam 9% cada dentre os produtos mais comprados, 18% dos entrevistados responderam que os clientes compraram mais calças jeans, saias e blusas são mercadorias que apresentam índices iguais também 27% cada.

Com o intuito de conhecer melhor o público consumidor, o questionário aplicado aos concorrentes perguntou quanto aos tamanhos mais adquiridos, e de acordo com os dados plotados no Gráfico 10 é possível visualizar esta informação.

Gráfico 11 – Tamanhos mais comprados Fonte: Elaboração Própria (2009).

Percebe-se que os tamanhos M e G predominam, os 27% que correspondem a outros se tratam de roupas numeradas como calças jeans, roupas e calçados.

Gráfico 12 – Valor médio de compras Fonte: Elaboração Própria (2009).

Em relação ao valor médio comprado por cliente, 37% dos lojistas responderam que seus clientes compram em torno de R$ 151,00 a R$ 200,00, outros 18% responderam que seus clientes compram entre R$ 50,00 e R$100,00 e 36% responderam que seus clientes costumam comprar mais que R$250,00. Estes dados apresentados podem ser visualizados no Gráfico 12.

No que se diz respeito à freqüência com que os clientes compram nas lojas concorrentes, 64% dos entrevistados diz que os consumidores compram mais de 1 vez por mês.

Gráfico 13 – Freqüência de compras Fonte: Elaboração Própria (2009).

Dadas estas informações sobre a freqüência de compras, percebe-se no Gráfico 13 um bom índice, sendo que dos 27% dos entrevistados respondeu que seus clientes compram 1 vez por mês e somente 9% dizem que a freqüência é de a cada 2 meses.

3.2.3 Estratégias mercadológicas promocionais

Outros dados relevantes levantados com a pesquisa de campo (APÊNDICE A) junto aos empreendimentos concorrentes remetem às estratégias mercadológicas promocionais adotadas pelas empresas em estudo. Para isso, se tornar possível eles foram questionados: (1) em que época do ano costumam fazer alguma promoção; (2) que tipo de promoção; (3) como realiza a divulgação da loja e das promoções.

Mas, apenas 2 responderam fazer todos os meses. As outras lojas participantes responderam fazer no término das estações, na mudança de coleção, ou liquidar as peças do verão passado como por exemplo no atual verão.

A partir disto, foi questionado aos participantes o tipo de promoção praticada. Novamente, 100% dos entrevistados responderam que oferecerm descontos especiais variados.

Com relação às ferramentas de comunicação adotadas, a Tabela 2 representa a forma de divulgação das lojas e das promoções.

Loja Concorrente Forma de Divulgação 1 vitrine, jornal,

2 vitrine, rádio, internet, 3 vitrine, jornal, rádio 4 vitrine, jornal, rádio

5 vitrine, panfletos, jornal, pontos comerciais, mala direta via moto boy

6 vitrine

7 vitrine

8 vitrine, jornal, rádio, 9 vitrine, panfletos, rádio, 10 vitrine, jornal, rádio, 11 vitrine, rádio

Tabela 2 – Formas de divulgação Fonte: Elaboração Própria (2009).

Analisando as diversas formas de divulgação percebe-se que predomina em todas as lojas a divulgação via vitrine abrindo espaço para outras formas como jornal local, spot em rádio, distribuição de panfletos entre outros.

Através da pesquisa feita com os concorrentes foi possível conhecer o mercado de estudo para a abertura de uma nova empresa no segmento feminino da moda e acessórios.

Um fator muito importante foi conhecer os produtos (marcas) já oferecidos no mercado e estar diversificando e inovando, assim se tornando uma opção atrativa ao público consumidor.

Evidencia na pesquisa aplicada que o tempo de existência de apenas 1 concorrentes é considerado de uma empresa já consolidada no mercado, no qual esta a 20 anos atuando no município, as demais lojas situadas no centro da cidade de Penha não tem nem 10 anos de existência a que mais se aproxima tem 7 anos.

Um ponto positivo para a abertura do negócio é que 73% dos clientes são os próprios moradores da cidade, e na alta temporada o movimento nas vendas ganha grandes proporções, podendo-se assim manter o negócio com boa lucratividade o ano inteiro.

O índice de inadimplência considerado por 46% dos entrevistados é médio e apenas 9% disseram ter um índice alto em seu negócio, nenhum dos concorrentes citou ter um índice muito alto, no qual aplicando uma forma segura de pagamento a inadimplência não será um agravante desfavorável ao futuro negócio.

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