No dia 08 de Novembro, às 8 horas e 15 minutos, iniciou-se o experimento na FCEE. O primeiro a executá-lo foi o aluno B. A Fonoaudióloga iniciou o diálogo com as pranchas físicas. A duração do mesmo foi de 15 minutos. As questões do diálogo podem ser encontradas no Apêndice B.
Às 8 horas e 45 minutos deu-se inicio ao diálogo com a prancha eletrônica. Sua duração foi também de 15 minutos. De modo geral, o aluno soube usar os recursos e mostrou preferência pela seleção de cartões usando o controle nunchuck e os cartões RFID, Figura 42. Não foi mostrada a varredura, pois ele se adaptou rapidamente a esses dispositivos. No entanto, foi observado que o tempo de navegação entre símbolos deve ser aumentado, pois, às vezes, observaram-se dificuldades para selecionar o símbolo desejado com precisão.
Figura 42. Teste com aluno B
73 A modo de exemplo, uma das frases construídas no diálogo foi:
A Fonoaudióloga perguntou: “O que você gosta beber?”. A resposta do aluno foi Eu, Beber Leite, sendo que ele selecionou Eu e Beber usando o nunchuck e para Leite usou o cartão RFID .
Na sequência, às 9 horas e 15 minutos iniciou-se o diálogo com o aluno A, usando a prancha física. A duração do mesmo foi de 12 minutos. As questões do diálogo podem ser encontradas no Apêndice B.
Às 9 horas e 45 minutos iniciou-se o diálogo com a prancha eletrônica. De modo geral, o aluno teve dificuldades para usar os recursos e mostrou preferência pela utilização de cartões usando RFID. Foi mostrada a varredura, mas não demonstrou interesse. No entanto, usou todos os recursos e o diálogo foi também finalizado em 12 minutos. A Figura 43 ilustra o aluno A usando o nunchuck.
A modo de exemplo, uma das frases construídas foi:
A Fonoaudióloga perguntou: “O que você gosta de fazer em casa?”. A resposta do aluno foi Futeball, Desenho, Musica, sendo que ele selecionou os cartões RFID para responder a pergunta.
Figura 43. Teste com aluno A
74 O procedimento foi executado apenas uma vez. Salienta-se que os testes devem ser executados pelo menos mais duas vezes para melhor avaliar o funcionamento do protótipo. No entanto, o resultado aqui descrito mostrou alguns aprimoramentos que devem ser realizados para facilitar o uso da ferramenta projetada, sendo eles:
• O tempo de resposta ao controle nunchuck, para navegar entre os cartões, precisa de ajustes (tempo maior), para melhor adaptá-lo às dificuldades de coordenação motora dos alunos A e B. Aqui seria necessário efetuar um segundo teste para verificar por tentativa e erro o melhor ajuste.
• O tempo de permanência nos cartões, através do processo de varredura automática, é de 5 segundos, o que resultou ser grande demais. Este já foi reajustado para 2 segundos, faltando testar este ajuste.
• Também, no caso da varredura automática, acredita-se que vocalizar os cartões na medida em que são mostrados ao aluno, poderia contribuir a um maior interesse no uso desse recurso, toda vez que não precisaria estar fixando a vista na prancha o tempo todo, o qual resulta em um fator de fadiga e estresse. Neste ponto seria necessário efetuar um segundo teste para verificar esta hipóteses.
Salienta-se que a redução do tempo do diálogo entre os alunos A e B não se deve à utilização do dispositivo projetado, mas à diferença cognitiva entre eles, pois os questionamento dos diálogos eram os mesmos. Por sinal, o diálogo teve igual duração usando ou não a prancha eletrônica projetada, em cada caso. No entanto, acredita-se que com o uso, a prancha projetada poderia tornar mais rápida essa interação.
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5 CONCLUSÕES
A ideia inicial do projeto foi de criar um protótipo que interagisse com crianças portadoras de deficiência neuromotoras assistidas na FCEE, através de cartões magnéticos. No entanto, viu-se a necessidade de adicionar ao projeto novos recursos. Dessa forma, foram adicionados ao projeto um controle (nunchuck), um botão de varredura, e definido que o protótipo fosse uma prancha de comunicação eletrônica. A partir destes recursos, obteve-se uma maior interação com o usuário, assim como a prancha eletrônica tornou-se uma forma mais eficiente de apoio para o facilitador.
Em um primeiro momento, procurou-se por soluções já existentes que atendessem ao perfil do usuário já descrito anteriormente, para podermos propor uma solução para mediação da comunicação de baixo custo. Surgiu a ideia de um protótipo de Tecnologia Assistiva na Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) na forma de uma prancha de comunicação eletrônica, com o intuito de ajudar pessoas com disfunções motoras e de comunicação.
Optou-se por realizar um estudo de caso na FCEE para validar a ideia desenvolvida. Duas crianças portadoras de paralisia cerebral (PC) e uma fonoaudióloga participaram do estudo. A partir dos resultados alcançados, considera-se que foram atendidos os objetivos propostos, pois o dispositivo pode ser utilizado como uma potencial ferramenta de apoio a comunicação alternativa para portadores de Paralisia Cerebral com a capacidade cognitiva preservada. Além disso, mostrou- se que a ferramenta desperta a curiosidade nos utilizadores, por ser um dispositivo atraente, pode servir como ferramenta de estímulo à alfabetização de crianças.
Vale ressaltar que este projeto trata-se de um Trabalho de Conclusão de Curso, em que o desenvolvimento de uma solução utiliza-se de teorias, conceitos e tecnologias que dizem respeito a algumas áreas de estudo, tais como: programação de microcontroladores, integração software e hardware, engenharia de software, entre outras. Além de usar tecnologias e conceitos relevantes sobre RFID e sistemas embarcados.
Este trabalho abre caminho para desenvolvimentos futuros, podendo ser considerado outros requisitos e possiblidades ao sistema desenvolvido. Sendo alguns desses trabalhos futuros:
• O controle nunchuck pode ser substituído por um controle sem fio para torna-lo mais lúdico, atrativo e ergonômico ao usuário;
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• Pode ser adicionada a ferramenta botões de pressão na interface da matriz de led, criando assim outra opção de interação com a prancha eletrônica;
• Desenvolvimento de um software para elaboração das figuras pictográficas e seus respectivos sons, sem a necessidade de retirar o cartão de memória.
O protótipo da prancha eletrônica desenvolvido tem pontos relevantes a serem destacados em relação as soluções correlatas que existem hoje comercialmente. Dentre elas cabe destacar os cartões de comunicação que utilizam a tecnologia RFID para identificar e produzir os sons correspondentes aos símbolos pictográficos, trazendo um diferencial sobre os modelos tradicionais.
Isto é, os modelos tradicionais tornam a atividade cansativa e sem interação, já o protótipo da prancha eletrônica oferece aos usuários uma perspectiva mais lúdica e independente. Ademais, traz maior qualidade e eficácia na comunicação.
A continuação deste trabalho é sem duvida muito importante. Haja vista a possibilidade que oferece de explorar novas áreas de intervenção, aperfeiçoar a tecnologia já utilizada, tentando responder a novos desafios, podendo assim contribuir para a melhoria das condições de vida de todos aqueles que por variados motivos ou situações se veem confrontados com problemas de comunicação.
A ideia inicial do projeto era a de criar um dispositivo lúdico que interagisse com crianças portadoras de deficiência neuromotoras, assistidas na FCEE, através de cartões magnéticos RFID.
No entanto, no desenvolvimento viu-se a necessidade de adicionar ao projeto novos recursos e outras formas de interação tangível. A principal contribuição foi definir que o protótipo torna-se uma prancha de comunicação eletrônica. Dessa forma, foram adicionados ao enfoque inicial: um controle (nunchuck) e um botão que permite selecionar o modo de varredura automática. A partir destas definições, obteve-se uma maior interação com o usuário, assim como, a prancha eletrônica projetada tornou-se promissora como ferramenta de apoio ao facilitador, que no caso é o profissional de fonoaudiologia.
Em um primeiro momento procurou-se por soluções já existentes que atendessem ao perfil do usuário já descrito anteriormente, de modo a propor uma solução para mediação da comunicação de baixo custo. Surgiu então a ideia de um protótipo de Tecnologia Assistiva focado na Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) na forma de uma prancha de comunicação eletrônica, com o intuito de ajudar pessoas com disfunções motoras e de comunicação.
77 No desenvolvimento, optou-se por realizar um estudo de caso na FCEE, de modo a validar a ideia desenvolvida. Duas crianças portadoras de Paralisia Cerebral (PC) e uma fonoaudióloga participaram do estudo. Os resultados alcançados foram descritos neste manuscrito.
A partir da análise dos resultados, considera-se que foram atendidos os objetivos propostos, pois o dispositivo mostrou-se uma potencial ferramenta de apoio a comunicação alternativa para portadores de Paralisia Cerebral com a capacidade cognitiva preservada. Além disso, mostrou-se que a ferramenta desperta a curiosidade nos utilizadores, por ser um dispositivo atraente podendo servir como ferramenta de estímulo à alfabetização de crianças.
Vale ressaltar que este projeto trata-se de um Trabalho de Conclusão de Curso, em que o desenvolvimento de uma solução utiliza-se de teorias, conceitos e tecnologias que dizem respeito a algumas áreas de estudo, tais como: programação de microcontroladores, integração software e hardware, engenharia de software, entre outras. Além de usar tecnologias e conceitos relevantes sobre RFID e sistemas embarcados.