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SIMPLES NACIONAL

No documento Novos Enfoques Econômicos (páginas 100-103)

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

2.2 SIMPLES NACIONAL

A Lei Geral das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123/2006) uniformizou o conceito de micro e pequena empresa ao enquadrá-las com base em sua receita bruta anual, instituindo o Simples Nacional, com o objetivo de simplificar o recolhimento dos tributos e contribuições devidos pelos Estados e Municípios, além dos tributos Federais, aonde posteriormente veio a ser substituído pela Lei Complementar nº 155/2016, do qual foi instituída com o objetivo de reorganizar e simplificar a metodologia de apuração do imposto devido por optantes do Simples Nacional.

Os benefícios oriundos do Simples Nacional são diversos, mas podemos destacar a geração de emprego com a redução dos encargos previdenciários, redução da carga tributária e forma simplificada no recolhimento dos tributos.

O pagamento dos tributos pelas empresas optantes pelo Simples Nacional é arrecadado numa única guia de recolhimento – Declaração Anual do Simples Nacional (DASN) tendo como base da apuração do tributo e contribuições o enquadramento da empresa, do qual incide uma alíquota progressiva de acordo com o seu faturamento.

Portanto, essa alíquota dependerá do cálculo que leva em consideração o faturamento bruto acumulado nos últimos doze meses e um desconto fixo dependendo da faixa de enquadramento da empresa.

2.3 MODALIDADES QUE CONSTITUEM OS PEQUENOS NEGÓCIOS (MEI, ME e EPP)

2.3.1 MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI)

A Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, define o Microempreendedor Individual como:

Art. 18-A. O Microempreendedor Individual - MEI poderá optar pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, na forma prevista neste artigo.

§1o. Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresário individual que se enquadre na definição do art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, ou o empreendedor que exerça as atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, que tenha auferido receita bruta, no ano- calendário anterior, de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja optante pelo Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista neste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155, de 2016).

O MEI é uma forma empreendedora e desburocratizante de legalização de Pequenos Negócios. Trabalhadores por conta própria, eles movimentam a economia

local, garantindo a diversas famílias oportunidades de geração de renda. Enquadrado no Simples Nacional, fica isento de tributos federais como: IR, PIS, COFINS, IPI e CSLL.

Após a sua formalização, o Microempreendedor Individual se torna automaticamente optante pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional – SIMEI, independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, onde, por meio do DASN são recolhidos: ISS, se a atividade executada pelo empreendedor for prestação de serviço; ICMS, se a atividade for comércio ou indústria e 5% do salário mínimo vigente no ano em vigor de seguridade social – INSS.

Muitas são as vantagens de ser um microempreendedor individual, além da redução das cargas tributárias e formalização facilitada, contam com outros benefícios como: Salário-maternidade, pensão por morte, auxílio reclusão (para a família), aposentadoria por idade e invalidez, auxílio doença, programas de facilitação de obtenção de créditos para capital de giro junto aos bancos públicos, entre outros.

A alta carga tributária sobre as atividades empresariais, a burocracia e a complexidade dos trâmites de legalização dos empreendimentos, explicam o grande número de empreendedores que optam pela informalidade, no entanto, os números que se apresentam de formalizações do MEI são também o reflexo que se percebe na redução dos números da economia informal brasileira e sua participação ou influência no PIB brasileiro, na redução do número de desempregados e uma clara transformação nas perspectivas de produção de riqueza e renda por parte das famílias brasileiras.

Dados do Portal do Empreendedor – MEI indicam que os microempreendedores individuais representam aproximadamente 6,9 milhões no Brasil. O estado da Paraíba conta com 99.598 mil e na Capital paraibana são 28.946 mil inscrições ativas (2018). E somente do ramo de alimentos são quase 6 mil microempreendedores individuais no Estado e na Capital paraibana são quase mil e quinhentas empresas deste segmento.

2.3.2 MICROEMPRESA (ME) E EMPRESA DE PEQUENO PORTE (EPP)

Para ser uma Microempresa - ME ou Empresa de Pequeno Porte - EPP, o contribuinte precisa cumprir dois tipos de requisitos:

1. Quanto à natureza jurídica, precisa ser uma sociedade empresária, sociedade simples, empresa individual de responsabilidade limitada ou empresário individual;

2. Quanto à receita bruta, precisa observar o limite máximo anual estabelecido em Lei.

Quanto a esse limite, temos que:

a) desde janeiro de 2012, a ME precisa ter receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais);

b) a partir de janeiro de 2018, a EPP tem receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). (Art. 3º, I e II, da Lei Complementar 123, de 2006).

Para formalizar uma ME ou EPP é necessário optar entre uma das formas de tributação vigentes no Brasil (Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido) e realizar o registro numa Junta Comercial, órgão governamental que registra atividades relativas a empresas e sociedades empresariais.

As modalidades ME e EPP foram criadas para incluir empresas que tem um menor volume de faturamento, regulamento pela Lei Complementar nº 123, que institui o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Com essa lei, essas duas modalidades de empresas de menor faturamento passaram a contar com um tratamento diferenciado, especialmente quanto à sua tributação.

Estar regulamentado como ME ou EPP tem algumas vantagens, como o recolhimento unificado dos tributos, haja vista que na maioria dos casos há vantagem tributária (menor pagamento de tributos) para as empresas optantes pelo Simples Nacional; a fiscalização tem natureza prioritariamente orientadora, no que se refere aos aspectos trabalhista, metrológico, sanitário, ambiental e de segurança, quando a atividade ou situação, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse procedimento; a preferência de contratação, como critério de desempate nas licitações públicas.

No documento Novos Enfoques Econômicos (páginas 100-103)