3.2 Testes de Toxicidade
3.2.2 Testes com as algas Selenastrum capricornutum
observados, dando a entender que as variações no conteúdo clorofiliano são por causa da presença dos gases poluentes.
Quadro 19: Fluorescência da clorofila “a” e porcentagem de inibição/crescimento da alga Selenastrum capricornutum das amostras zero, do ponto Controle 1 (Univali) e Portão do
Porto, na primeira bateria de testes.
CONTROLE PORTO
Fluorescência % de inibição/crescimento Fluorescência % de inibição/crescimento
t(0) 335 - 335 -
t(6) 262,4 21,7 252,7 24,6
t(12) 230,7 31,1 274,6 18,0
t(18) - - 283,6 15,3
t(24) 258,6 22,8 270,5 19,3
Média 271,6 25,2 283,3 19,3
dp 44,5 5,16 31,0 3,9
C.V. 16,4% 20,5% 10,0% 20,1%
- não realizado
Os dois locais amostrados apresentaram porcentagens de inibição da clorofila “a” com intensidades parecidas, ou seja, com crescimento idêntico. No quadro 20 são apresentadas as fluorescências e as respectivas porcentagens de inibição/crescimento da fluorescência das amostras de S. capricornutum expostas no ponto Controle 1 (Univali) e no Portão do Porto, quando as plantas foram submetidas aos gases coletados no segundo teste.
Quadro 20: Fluorescência da clorofila “a” e porcentagem de inibição/crescimento da alga Selenastrum capricornutum das amostras do ponto Controle 1 (Univali) e Portão do Porto,
na segunda bateria de testes.
CONTROLE PORTO
Florescência % de inibição/crescimento Florescência % de inibição/crescimento
t(0) 396,6 396,6
t(6) 545,1 -37,4 763,2 -92,4
t(12) 753,6 -90,0 789,2 -99,0
t(18) 717,2 -80,8 768,0 -93,6
t(24) 599,8 -51,2 734,0 -85,1
Média 602,5 64,9 690,2 92,5
Dp 142,9 24,6 165,3 5,73
C.V. 23,71 -38,1 23,9 -6,1
Não ocorreu inibição da fluorescência da clorofila “a” nos dois locais de teste. Contudo, deve ser salientado que o crescimento algal foi maior no ponto mais poluído (mas isento de SO2) em todos os tempos de exposição.
A razão para este crescimento algal maior nos pontos mais poluídos nos é desconhecida, necessitando de estudos mais específicos para compreender a questão. Contudo, um primeiro ponto a ser abordado seria a quantificação do CO2, o qual pode estimular o crescimento das algas e deve estar presente em quantidades maiores nos pontos mais poluídos por gases provenientes da combustão de hidrocarbonetos.
pH
Os valores de pH de todas as amostras, nas duas baterias de testes e nos dois pontos amostrais não sofreram alterações durante a exposição e mantiveram-se em torno de 7 unidades. Assim, descarta-se a influência da variação do pH como variável explicativa para o crescimento da alga S.
capricornutum em ambientes com má qualidade do ar. Obviamente que uma maior incorporação de CO2 no meio aquoso deveria variar o pH, mas isro é meritório de maiores estudos para uma melhor compreensão da relação pH/CO2.
4 CONCLUSÃO e RECOMENDAÇÕES
Acentuou-se neste estudo a percepção referente à necessidade da realização de um monitoramento da qualidade do ar em localidades de intenso tráfego de veículos automotores, como em cidades portuárias que venham a possuir tráfego de caminhões à diesel dentro da cidade, sendo este o caso da cidade de Itajaí.
Não foi possível identificar a relação direta entre as concentrações dos gases poluentes e a quantidade de caminhões que trafegam no Portão do Porto de Itajaí. Este resultado, porém, é influenciado por condições meteorológicas, principalmente as condicionantes de vento, como sua intensidade, e precipitação no local, como também pelo fato de passarem diferentes tipos de caminhões contêineres, com diferentes condições de funcionamento de seus motores, que podem influenciar a emissão de poluentes por estas vias.
Para que fosse possível identificar uma relação entre essas variáveis seria necessário o monitoramento das emissões de cada veiculo que passasse no local em determinados horários, especificando-se em horários e bem definidas as condições meteorológicas.
Durante o monitoramento da qualidade do ar nos dois pontos de coleta do Porto observou-se que o local de maior poluição atmosférica, com base nos gases analisados é o Portão, apresentando maior concentração de dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre. Neste local existe uma movimentação intensa de caminhões, muitos dos quais, em estado de conservação precário, o que certamente influencia na quantidade de gases emitidos. A questão metodológica da amostragem do ar, notadamente, a distância entre emissão e coleta é um fator que pode influenciar grandemente nos resultados finais das análises. No caso do Armazém n 2 do Porto de Itajaí, uma atenção maior deve ser dada ao gás CO emitido pela exaustão das empilhadeiras, visto a letalidade deste gás.
O local mais apropriado para utilização de ponto Controle foi o ponto localizado na cidade de Navegantes, por estar mais longe de fontes poluidoras e ser arejado de forma constante, este ponto amostral apresentou valores muito
A planta aquática Wolffia brasiliensis cultivada em meio CHU apresentou sensibilidade a testes de toxicológicos a partir de análises da atividade da enzima peroxidase quando a planta foi exposta em local de poluição atmosférica. Estudos mais aprofundados deverão ser realizados para comprovar estatisticamente o grau de sensibilidade deste parâmetro indicador da qualidade do ar. O mesmo pode ser dito do outro organismo testado neste estudo, pois a alga Selenastrum capricornutum mostrou uma taxa de crescimento maior em condições de má qualidade do ar.
Para um melhor monitoramento da qualidade do ar é preciso primeiramente identificar os pontos de maior emissão de poluentes no local a ser amostrado, para isso o uso de um amostrador de gás do tipo modelo AA-1 mostrou-se bastante eficiente quando utilizado conforme a Norma Técnica Brasileira pertinente.
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