Tabela 1: Disposição estrutural do Porto de Itajaí..25 Tabela 2: Limites máximos para concentrações de poluentes..26 Tabela 3: Padrões de qualidade do ar primário e secundário..26 Tabela 4: Classificação da qualidade do ar para concentrações de SO2. Os resultados mostraram que as concentrações dos gases SO2 e NO2 entre os meses de agosto e dezembro foram largamente superiores aos padrões de qualidade do ar exigidos pelo CONAMA 03/90.
Objetivos
O monitoramento da qualidade do ar nesta região, realizado por meio de análises físico-químicas dos níveis de poluição, embora importante, não pode ser utilizado diretamente para prever os riscos aos quais a população está exposta. Testar a viabilidade de testes toxicológicos com plantas aquáticas – Wolffia brasiliensis (Lemnaceae) com base na atividade de peroxidase e clorofila “a”, e Selenastrum capricornutum (Chlorophiteae), utilizando fluorescência da clorofila “a” e percentual de inibição do crescimento de biomassa para avaliação da qualidade do ar .
Atividade Portuária
Fontes de danos ambientais e a poluição do ar nos Portos
Poluição atmosférica proveniente de operações portuárias e atividades de construção, incluindo poluição atmosférica e poluição por partículas tóxicas; As fontes de poluição atmosférica nos portos diferem significativamente entre os veículos que operam nas suas instalações: camiões e navios.
Porto de Itajaí
Histórico
O Porto de Itajaí foi considerado “porto organizado” em 28 de junho de 1966, quando foi instalado o Conselho Administrativo do Porto de Itajaí, subordinado ao Departamento Nacional de Portos e Hidrovias. PORTOBRÁS, a gestão do terminal de Itajaí passou a ser feita pela Administração do Porto de Itajaí, ligada diretamente à estatal.
Características
A Lei 8.029 de 1990 extinguiu a PORTOBRÁS e subordinava a administração do Porto de Itajaí à Companhia Docas do Estado de São Paulo - CODESP, situação que perdurou até 1º de junho de 1995, quando o Ministério dos Transportes descentralizou a gestão do porto. do porto para o município de Itajaí, através da Administradora Hidroviária Docas Catarinense. Atualmente, as instalações do Porto de Itajaí contam com mais de 15 mil m² de área coberta para armazenamento de produtos e 38 mil m² de área descoberta para armazenamento de contêineres.
Qualidade do Ar
Legislação sobre a qualidade do Ar
Padrões primários de qualidade do ar: são as concentrações de poluentes que, se ultrapassadas, podem afetar a saúde da população. Tabela 6: Classificação da qualidade do ar para concentrações de CO segundo CETESB - Padrão diário de qualidade do ar - 9,0 ppm - média de 8 horas.
Poluentes atmosféricos
Eles incluem uma grande família de compostos incluindo dióxido de nitrogênio, óxido nítrico, nitratos e outros compostos relacionados (BAILEY et al., 2004). A deposição de compostos nitrogenados na água e no solo pode afetar sua acidez ou composição natural (UGUCIONE et al., 2002).
Testes de Toxicidade
A toxicidade pode ser avaliada dependendo do tempo de exposição ao poluente. Por isso dispomos de testes de toxicidade aguda e crônica, que buscam sinais de danos à biota exposta aos poluentes (FERREIRA, 2003). Assim, dependendo do tempo de exposição, os testes de toxicidade são classificados em agudos (menos de 10% do ciclo de vida do organismo), subagudos (entre 10-30% do ciclo de vida do organismo) ou crônicos (mais de 30% do ciclo de vida do organismo). ciclo). ciclo de vida do organismo), sendo este último o tipo de teste predominante na literatura (NYHOLM e KALLQVIST, 1989). O teste de toxicidade aguda fornece informações sobre a letalidade relativa de um xenobiótico e tem como objetivo determinar a concentração suficiente para dizimar 50% dos organismos testados (CL50) ou inibir o crescimento em 50% (CE50) (CORRÊA, 2006).
O teste de toxicidade crônica consiste na exposição do organismo teste a diferentes diluições da amostra, por um período de 10 a 30% do ciclo de vida do organismo. Na literatura há um grande número de publicações que utilizam microalgas em testes de toxicidade e algumas organizações (APHA, ASTM, ISO, OCDE) recomendam estes organismos como organismos teste (CORRÊA, 2006). Para Resgalla e Laitano (2002), no Brasil, a utilização de testes de toxicidade como ferramenta de análise de efeitos ambientais vem sendo realizada desde a década de 1970, iniciada pela CETESB utilizando organismos de água doce.
Bioindicadores de Exposição aos Poluentes
- Wolffia brasiliensis
- Algas – Selenastrum capricornutum
- Atividade Peroxidase
- Clorofila
A relação raiz/caule diminuiu em ambas as amostras no VM e próximo à indústria, e houve redução no crescimento de raízes de plantas expostas nos dois locais contaminados (MORAES et al., 2002). São produtores primários, transferindo energia para níveis tróficos superiores e assim para todo o ecossistema (MOSSER et al., 1972 apud CORRÊA, 2006). Os testes de toxicidade realizados com algas são simples, rápidos e baratos quando comparados aos testes realizados com peixes e (macro)invertebrados (por exemplo, dáfnias) (FERARD et al., 1992 apud CORRÊA, 2006).
Os testes de algas são geralmente mais sensíveis do que outros testes microbiológicos quando confrontados com misturas complexas (por exemplo, águas residuais industriais) (FERARD et al., 1992 e CORRÊA, 2006). Estas enzimas foram caracterizadas durante a germinação das sementes e também nas fases de crescimento (GASPAR et al. 1985). Investigar os efeitos da poluição nas plantas utilizando biomassa ou enzimas como critérios de impacto pode ser uma ferramenta importante para análise de impactos ambientais (ENDRESS et al., 1980).
Área de Estudo
Locais de Amostragem
O ponto de controle 1 foi utilizado para a realização dos testes de toxicidade, o ponto de controle 2 foi utilizado como local de referência livre de poluentes atmosféricos, bem como o ponto de controle 3, que foi utilizado para coletas mensais durante o ano, para comparação das emissões atmosféricas com pontos localizados no Porto de Itajaí. A amostragem do ar foi realizada com amostrador de gases modelo AA-1 (Ambiotec, RJ), Figura 14, conforme métodos da ABNT. As condições meteorológicas foram obtidas na Estação Meteorológica Automática Davis Instruments (Hayward, Califórnia, EUA), que está localizada no Campus I da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, no Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar - CTTMar, no centro da cidade de Itajaí - Santa Catarina.
E também através do relatório técnico sobre as condições meteorológicas no período amostral, desenvolvido para o “Programa de Monitoramento Ambiental na Área de Abrangência do Porto de Itajaí (2005 e 2006)”, desenvolvido por. Os dados referentes à movimentação quantitativa do tráfego de cargas no porto na porta de entrada do porto foram fornecidos pela administração do Porto de Itajaí. A escolha deste ponto de verificação deve-se ao fácil acesso ao local durante os momentos de amostragem.
Metodologia Analítica
- Análise do Ar
- Escolha do meio de cultivo da planta Wolffia brasiliensis
- Medida de pH da planta Wolffia brasiliensis e alga Selenastrum
- Atividade da Enzima Peroxidase da planta Wolffia brasiliensis
- Quantificação da Clorofila “a” da planta Wolffia brasiliensis
- Escolha do meio de cultivo da alga Selenastrum capricornutum
- Medida da Fluorescência da alga Selenastrum capricornutum
- Porcentagem de Inibição da Fluorescência da Clorofila “a” da alga
- Testes Estatísticos
Reagente de absorção: dissolução de 5 g de ácido sulfanílico anidro em 900 ml de solução contendo 140 ml de ácido acético glacial e água pura (após processo de osmose reversa), obtida no laboratório LAPAM da UNIVALI, após dissolução, unidos 20 mL. Solução a 0,1% de dicloridrato de N-(1-naftil)-etilenodiamina e 10 mL de acetona. Durante a coleta, 25 mL de reagente absorvente foram introduzidos em um frasco Dreschel no absorvente (amostrador de gases), passando a amostra a uma vazão de 0,5 L/min, por um período de 10 a 60 minutos exposta ao ar nos locais de coleta. coleção. . Utilizando o valor de absorbância, a concentração de dióxido de nitrogênio por mililitro de solução foi obtida a partir da curva de calibração.
Para cada uma das soluções de meio de cultura citadas, foram colocadas 20 folhas em 40 mL de meio em placas de Petri de 10 cm de diâmetro cobertas com filtro de polietileno transparente perfurado. Em seguida, uma quantidade de 0,6 mL de sobrenadante, 0,8 mL de solução A composta por 4-aminoantipereno (0,25 mM) e fenol (17 mM) em água Mili-Q (MILLIPORE) foi colocada em uma cubeta de quartzo e enviada ao aparelho espectrofotométrico. . (Instrutherm, VIS 7220) para verificar a absorbância no comprimento de onda de 510 nm e o ensaio foi iniciado adicionando 0,8 ml de solução de H2O2 B (3,2 mM), conforme metodologia desenvolvida por Byl et al. Em seguida, utilizou-se 1 mL do sobrenadante da amostra, colocado em cubeta de quartzo juntamente com 2,5 mL de tampão fosfato pH 7,6, e a absorbância da amostra foi medida em espectrofotômetro nos seguintes comprimentos de onda: 630 nm; 647nm; 664 nm e 750 nm.
Concentração dos Poluentes Atmosféricos
- Dióxido de enxofre
- Trânsito de contêineres no Portão do Porto de Itajaí e Condições
- Dióxido de nitrogênio
- Monóxido de carbono
- Fuligem
O monitoramento constatou que de janeiro a junho neste local foram encontradas concentrações de dióxido de enxofre dentro dos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA 03/1990, atendendo assim aos padrões de qualidade do ar da CETESB. Para o armazém nº 2, os níveis de poluentes entre os meses de janeiro e agosto atenderam, portanto, ao padrão exigido pelo CONAMA 03/1990, que a. Concentração de SO2 x Passagem de caminhão no porto de Itajaí - de janeiro a dezembro/2006.
Neste local observa-se que no período janeiro-junho a concentração de NO2 atendeu aos padrões estabelecidos pelo CONAMA. As concentrações deste poluente no Portão entre os meses de janeiro e junho e um dia de outubro estiveram de acordo com a legislação vigente. Resultados obtidos no armazém nº. 02 no Porto para o gás monóxido de carbono pode ser visto na figura 32.
Testes de Toxicidade
Cultivo e Testes com Wolffia brasiliensis
Tabela 12: Conteúdo de clorofila “a” nas amostras nulas de Wolffia brasiliensis na primeira bateria de testes. Tabela 13: Conteúdo de clorofila “a” nas amostras do ponto controle 1 (Univali) de Wolffia brasiliensis na primeira bateria de testes. Tabela 14: Teor de clorofila "a" das amostras de Wolffia brasiliensis Port Gate na primeira série de testes.
Tabela 15: Conteúdo de clorofila “a” nas amostras nulas de Wolffia brasiliensis na segunda bateria de testes. Tabela 16: Conteúdo de clorofila “a” nas amostras do ponto controle 1 (Univali) de Wolffia brasiliensis na segunda bateria de testes. Tabela 17: Teor de clorofila “a” das amostras de Wolffia brasiliensis Port Gate na segunda série de testes.
Testes com as algas Selenastrum capricornutum
Tabela 19: Fluorescência da clorofila "a" e porcentagem de inibição/crescimento da alga Selenastrum capricornutum das amostras zero, do ponto controle 1 (Univali) e Portão do. Os dois locais amostrados apresentaram inibição percentual da clorofila "a" de intensidade semelhante, ou seja, de crescimento idêntico. A Tabela 20 mostra a fluorescência e as correspondentes percentagens de inibição/aumento da fluorescência de S.
Tabela 20: Fluorescência da clorofila “a” e percentagem de inibição/crescimento da alga Selenastrum capricornutum das amostras do ponto de controlo 1 (Univali) e Portão do Porto. Durante a monitorização da qualidade do ar em dois pontos de recolha no Porto, constatou-se que, de acordo com os gases analisados, a cidade com mais poluição atmosférica é o Portão, com maior concentração de dióxido de azoto e dióxido de enxofre. Estudos mais aprofundados devem ser realizados para demonstrar estatisticamente o nível de sensibilidade deste parâmetro indicador de qualidade do ar.