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2.4 – TEORIA DA LUZ E DA COR

4. METODOLOGIA

4.1. TIPO DE PESQUISA

A pesquisa qualitativa contribui nas etapas finais da dinâmica, pois, as respostas obtidas com perguntas abertas podem trazer uma perspectiva humana às tendências e aos números objetivos encontrados nos resultados. Muitas vezes, ouvir os participantes descrevendo a experiência com as próprias palavras, ajuda a descobrir quais são os seus pontos a serem melhorados.

Para tanto, o pesquisador é uma peça fundamental nesses estudos, utilizando de sua própria observação como fonte confiável. Dessa maneira, as atividades lúdicas, coletivas e interativas, devem fornecer informações para que haja um estudo a partir do comportamento das pessoas nele envolvidas, considerando os pontos de vista relevantes.

Os dados são coletados e analisados para que se entenda e aprimore a dinâmica, ressaltando a possibilidade de favorecer o processo de ensino-aprendizagem proveniente desses ambientes e o seu fenômeno. Deve-se atentar, também, para as coletas dos pontos de vistas dos participantes, testando junto ao próprio informante, ou articulando os dados com outros observadores, obtidas antes, durante e após as dinâmicas.

A pesquisa qualitativa ocupa, atualmente, um reconhecido lugar entre as inúmeras possibilidades de se analisar os fenômenos que englobam os seres humanos e suas emaranhadas relações sociais, constituídas em diversos ambientes.

Ainda de acordo com os estudos qualitativos observados nas relações educativas, os mesmos apontam que um fenômeno será melhor compreendido no ambiente em que ocorre e devendo ser analisado numa perspectiva integrada, ou seja, observando a maior possibilidades das relações existente.

De acordo a Denzin e Lincoln (2006), uma das características básica da pesquisa qualitativa envolve a abordagem interpretativa do mundo, ou seja, qual significado que seus pesquisadores estudam nos objetos e em seus cenários naturais, tentando entender os fenômenos apresentados nas atividades envolvendo as relações sociais decorrentes com esses objetos e entre os participantes, em paralelo, os termos dos significados que os participantes a eles conferem.

Nessa linha de raciocínio, Vieira e Zouain (2005) concordam que a pesquisa qualitativa se baseia na importância dos depoimentos fornecidos pelos atores sociais envolvidos, aos discursos e aos significados transmitidos por eles.

Por esta razão, esse tipo de pesquisa preza pela descrição detalhada dos fenômenos ocorridos durante a dinâmica educacional, seja ela física, emocional e/ou comportamental dos elementos que o envolvem (AUGUSTO, et al., 2013).

Nesse sentido Prodanov e Freitas (2013) cita a pesquisa ex-post-facto, ressalta e questiona determinadas situações que se desenvolvem de forma natural depois de um acontecimento, comumente empregado no ramo dos estudos sociais e do comportamento humano.

No entanto, a proposta inicial era ter o videomonitoramento, contudo, foi descartada posteriormente por restrições financeiras, com isso, deixamos de coletar informações, como gestos, perguntas, reações e atos dos participantes antes, durante e depois das dinâmicas.

Embora tenhamos registrado por meio de fotografias, as mesmas não conseguem expor as relações emocionais, sociais entre os integrantes do mesmo grupo e com outros grupos, a sensação de euforia quando solucionado as atividades assim como o comportamento dos participantes perante a dificuldade de progressão na dinâmica.

Fatores importantes de acordo a Godoy (1995), em que expressa a forma empírica da pesquisa, amparada pela captura de filmagens por videomonitoramento, embora seja meramente descritiva, utilizando as gravações realizadas durante a participação dos jogadores destinadas a registrar atos, gestos, a interações entre sujeito-objeto, sujeito-sujeito, para assim ajudar na coleta e compor um conjunto dos dados.

Assim, o videomonitoramento seria de acréscimo, visto que, atitudes dos participantes, a montagem das atividades e organização dos grupos ocasionou dispersão das minhas observações e percas de informações que poderiam ser coletadas pela captura de áudio e vídeo e inclusas nesse trabalho, corroborando para a proposta.

Nesse sentido, apreciei a execução das atividades lúdicas e coletivas, obtendo informações áudio e visuais, em seguida, por meio das atividades escritas de cada tema escolhido pelo grupo, recolhidas após a realização das atividades.

Nosso caso, visamos explicar e entender como alcançaram a resolução dos enigmas, percebendo os efeitos agradáveis e interessantes obtidos nas suas ações, observando sua tendência em procurar prazer repetindo suas ações, decorrentes das atividades lúdicas funcionais.

Por outro lado, utilizamos a pesquisa quantitativa, embora permita analisar os resultados de uma amostra para um grupo maior de pessoas, no nosso estudo de caso nos forneceu informações importantes sobre quais ações tiveram mais aceitação, qual público foi alcançado, quais atividades tiveram maior ou menor dificuldade, qual o grau de relação entre as atividades resolvidas pelo sexo feminino e masculino via o cálculo da média, observamos o interesse dos participantes com relação as atividades escritas e adequação dos ambientes.

Por ser estruturada e estatística, possibilita inferir conclusões e decisões sobre a melhor atitude a ser tomada para a melhoria das atividades realizadas durante a dinâmica. A pergunta quantitativa forma parte da maioria das pesquisas, ela deve alcançar objetivos específicos, tal como, definir uma característica dos seus respondentes, medir tendências dos dados ou comparar grupos (SURVEYMONKEY, 2020).

E de acordo a Gatti (2004), para o emprego do método quantitativo é necessário perceber dois aspectos:

... primeiro, que os números, frequências, medidas, têm algumas propriedades que delimitam as operações que se podem fazer com eles, e que deixam claro seu alcance;

segundo, que as boas análises dependem de boas perguntas que o pesquisador venha a fazer, ou seja, da qualidade teórica e da perspectiva epistêmica na abordagem do problema, as quais guiam as análises e as interpretações.

Entre as perguntas, conhecemos as características dos ´participantes, como a idade, o sexo e escolaridade. Observamos alguns comportamentos, como hábitos, tipos de atividades recreativas são atrativas e, posteriormente, as opiniões dos respondentes, como o nível de satisfação com relação as atividades, tempo, conteúdo, espaço físico, intervenção do mediador, sugestões de inserção de outras afazeres e melhorias (Apêndice B).

A ciência dessas características ajuda a entender quem são os participantes, como eles agem e de que gostam ou o que esperam quando participaram desse evento. A aplicação da mesma pesquisa foi realizada em momentos e ambientes diferentes o que nos permitiu medir e reconhecer tendências dos dados.

As sugestões e opiniões indicaram uma direção satisfatória e, assim podemos reconhecer padrões com a análise das tendências, repetindo a mesma pesquisa com o tempo, dessa maneira contextualiza os resultados da nossa pesquisa.

Isso permite mensurar com eficiência nosso progresso no processo de ensino- aprendizagem com a satisfação dos participantes, além de medir diretamente os efeitos dessas iniciativas com as tecnologias educacionais, implementadas nos espaços formais e não formais de ensino.

Ainda no contexto das pesquisas quantitativas podemos comparar grupos, uma vez que, as perguntas da pesquisa aplicadas em diferentes ambientes e público permite decidir qual grupo, como entrar em contato com eles e quando o produto educacional precisa mudar para se adequar a um público específico. Conjuntamente é possível comparar a porcentagem dos

participantes satisfeitos e base de referência para entender o desempenho com relação aos outros participantes.

Essa pesquisa fornece subsídios para explicar como aconteceu a evolução do conhecimento individual dos participantes, a partir do levantamento sobre o fato após o acontecimento de interação com o ambiente no qual estava inserido, isso aponta o que aconteceu para a mudança do cenário, seja, do ambiente físico, do fator intelectual, comportamental ou emocional.

Estas atividades com propósito lúdico foram desenvolvidas visando auxiliar as situações da gamificação educacional, sendo necessárias atitudes de indagação e cooperação para a resolução das atividades, assim como de investigação pois os acessos as dicas e as pistas permitirão soluções de alguns enigmas.

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