4.7 MEIOS SUMÁRIOS
4.7.2 Verdade Sabida
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo finalizado, o presente trabalho, cumpre, ainda, elaborar as considerações finais a que chegou-se com o estudo realizado. Referidas considerações, foram elaboradas com base em cada capítulo deste presente trabalho, buscando-se oferecer ao leitor uma visão geral do assunto discorrido.
Em suma, sem nenhuma pretensão de se esgotar o assunto, e respondendo ao objetivo geral desta pesquisa, o estudo propiciou um panorama detalhado acerca do Processo Administrativo, do Processo Administrativo Disciplinar, das infrações disciplinares cometidas pelos agentes que ensejam a sua instauração no âmbito administrativo.
O presente trabalho foi dividido em três capítulos, sendo o primeiro, Os Aspectos Gerais do Processo, no qual procurou-se destacar de forma clara e concisa, os aspectos pertinentes ao conceito de processo e procedimento, os princípio gerais do processo e os processo estatais.
Desse modo, no primeiro capítulo, foi abordado o conceito de processo e procedimento com intuito de deixar claro que são categorias distintas, sendo que processo designa o conjunto ordenado dos atos, cronologicamente praticados, e necessários a alcançar uma decisão sobre certa controvérsia, e o procedimento será sempre a forma pelo qual o processo se exterioriza. O procedimento surge com o modo pela qual a relação se efetiva, ou seja, o modo pelo quais os atos processuais são realizados.
Enfatizou-se também sobre os princípios gerais do processo como pilares fundamentais da construção de todo o estudo. Desta forma, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, adotou a moderna tendência de constitucionalização do processo como uma garantia fundamental a todo cidadão, assim, houve a inclusão de uma série de princípios basilares para a ciência processual e, ainda nessa esfera, realça-se que os processo estatais são os instrumentos legítimos para o exercício do poder, ou seja, estão presentes em todas as atividades estatais.
O segundo capítulo tratou dos aspectos destacados no Processo Administrativo, de acordo com a Lei n. 9.784/90, o Processo administrativo é o meio utilizado pela Administração Pública para solucionar eventuais conflitos entre ela e os administrados. Tal processo, no plano da Administração Pública Federal, direta e indireta, é regulado pela referida lei.
Nesse passo, abordaram-se as fases do Processo Administrativo. Assim, o processo administrativo envolve um ciclo ordenado de atos e formalidades, lógico-juridicamente concatenados e seqüenciados, com vistas à formação da manifestação da vontade decisória da Administração. Cabe à lei e à doutrina estabelecer os momentos processuais comuns a todos os processos administrativos, assecuratórios fazendo a observância mínima dos princípios processuais. Com isso, destacam-se, a seguir suas fases.
A fase de instauração que é o ponto de partida do Processo Administrativo, ou seja, a fase de instauração é a apresentação escrita dos fatos e indicação do direito que ensejam o processo. A fase de instauração se dá de duas formas: instauração de ofício ou instauração mediante iniciativa do interessado.
A fase de instrução é aquela na qual se colhem todos os elementos de fato e de direito que possibilitam a tomada de decisão justa à realidade, enfim, todos os elementos que levam a um conhecimento mais acurado da questão tratada no processo, com o objetivo de conduzir a uma decisão correta segundo os fatos de direito.
A fase de defesa é direito correspondente, não se concebe a possibilidade de a Administração Pública instaurar o processo contra algum de seus agentes sem que o mesmo tenha sido cientificado para apresentar defesa. Destaca-se ainda a fase do relatório que é a peça elaborada pelo órgão competente, a qual indicará o pedido inicial, o conteúdo de cada fase, proporá uma decisão motivada e será encaminhada à autoridade competente, importa dizer que esta fase tem fundamento no artigo 47 da Lei n. 9.784/99, a última fase do Processo Administrativo é a fase do julgamento, que é o momento em que a autoridade competente fixa o teor do ato que emite a decisão e o formaliza Esta fase é vinculativa, pois devem ter elementos probatórios existentes.
Para concluir o conteúdo abordado neste segundo capítulo, destaca-se o Processo Administrativo e suas modalidades e o objeto e finalidade deste Processo. Dos materiais que serviram de base, pesquisa e referência para o presente trabalho, não se encontra unanimidade
e uniformização entre os doutrinadores com relação às modalidades do processo, assim, não se pode dizer que há uma classificação exata sobre as modalidades do Processo Administrativo, porém, grande parte dos doutrinadores utilizados na presente pesquisa, classifica quatro modalidades de Processo Administrativo, na seguinte ordem: processo de expediente, processo de outorga, processo de controle e processo punitivo. Foi essa ordem que maior teve destaque para o presente estudo e trabalho.
O objeto e finalidade do Processo Administrativo se procedem com da seguinte maneira: o objeto do Processo pode tratar de um bem, da investigação de um fato, da aplicação de uma pena, de uma decisão, de uma denúncia, de uma sugestão, de um tributo, do exercício do poder de polícia, contudo, a finalidade é a legitimação da atividade administrativa, garantir direitos, facilitar o controle da Administração, fornecer informações e dar eficácia às decisões.
O terceiro é último capítulo do presente trabalho monográfico, voltou-se exclusivamente para o estudo Processo Administrativo Disciplinar e seus aspectos, de acordo com a Lei n. 8.112/90, necessariamente com base nos artigos supracitados no corpo do trabalho, bem como em fontes doutrinárias.
Este capítulo foi assim estruturado: conceito de Processo Administrativo Disciplinar, que é o meio para indicar o conjunto de providências que a Administração Pública adota quando necessitar aplicar ao agente ou servidor público penalidade grave e, em especial a pena de demissão para servidor público estável. Em seguida destacou-se que por Agentes Públicos, gênero que comporta algumas espécies pode-se entender toda pessoa física que presta serviço ao Estado.
Para uma compreensão aclarada, cabe distinguir a espécie servidor público estatutário que é aquele que ocupa cargo público, e o seu regime é estabelecido em lei, e poderá ser modificado unilateralmente de acordo com o interesse público, desde que respeitado os direitos já adquiridos pelo servidor público estatutário. Já servidores celetistas são os servidores sujeitos ao regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), são denominados na maioria da doutrina de empregados públicos, pois são todos titulares de emprego público, e não de cargo público.
Em seguida, buscou-se destacar com maior precisão o que são faltas disciplinares.
Portanto, falta disciplinar é o fato voluntário praticado pelo agente com violação da função
que exerce, e pode ser classificada em leve, grave e gravíssima essa classificação dependerá na natureza da violação que cometer o agente.
Após ter sido apurada a falta disciplinar, são aplicadas as medidas cabíveis, as sanções que são o meio de que se utiliza o legislador para assegurar a eficácia de certa norma jurídica.
Para tanto, será formada uma comissão processante. Aquele que toma conhecimento de um fato ou um ato praticado por um servidor público e não tenha essa autoridade competência legal para determinar a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar, deve prontamente dirigir-se à autoridade competente, para que esta providencie o regular processo.
A comissão processante será formada por três servidores estáveis, que serão designados por autoridade competente.
Pode a Administração Pública utilizar-se de meios sumários para a elucidação preliminar de determinados fatos ou aplicação de penalidades disciplinares menores ou comprovadas na sua flagrância, e tais são a sindicância, a verdade sabida, desde que sejam atendidos os principais princípios da ampla defesa e do contraditório.
Desse capítulo, conclui-se que o Processo Administrativo Disciplinar é um instrumento formal, mediante o qual a Administração Pública apura as infrações disciplinares cometidas por seus agentes, e ser for o caso, aplica as sanções disciplinares cabíveis. Assim, quando uma infração é cometida no âmbito da Administração Pública, é absolutamente necessário apurá-la, como garantia de ordem da função administrativa para a Administração, bem como para o agente público.
Conclui-se, ainda, que o Processo Administrativo Disciplinar é obrigatório, de acordo com o que esta estabelecido no artigo 41 da Constituição da República Federativa do Brasil, para a aplicação das penas que impliquem a perda do cargo para funcionário estável. Por outro lado, a Lei n. 8.112/90 exige a realização desse processo para aplicação para as penas que ensejam suspensão por mais de trinta dias, demissão, cassação de aposentadoria e disponibilidade, e destituição de cargo em comissão, tudo isso conforme dispõe o artigo 146 da referida lei.
Dessa forma, com base no que foi pesquisado e estudado, foram assim, contemplados tanto o objetivo geral como os específicos, bem como as respostas aos problemas formulados para a realização desta pesquisa.
Quanto às hipóteses inicialmente levantadas, confirmam-se as duas primeiras integralmente, conforme tudo o que já foi exposto, mas apenas parcialmente a terceira, uma vez que o processo administrativo disciplinar é aplicável nos casos de penas mais graves, enquanto que às leves aplicam-se os meios sumários.
Almeja-se que, de alguma forma, esta pesquisa de trabalho monográfico possa ter atribuído para o desenvolvimento do Direito Administrativo, uma vez que, o tema abordado está cada vez mais presente no âmbito do ordenamento jurídico administrativo brasileiro.
Isto posto, propõe-se que o tema venha a servir de instrumento para aqueles que se propuserem a dar continuidade à essa pesquisa, partindo do referencial teórico e os instrumentos aqui utilizados.
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