O INSTITUTO DE FALÊNCIAS NO DIREITO BRASILEIRO: os novos rumos do Direito de Falências à luz da Lei nº. Esta monografia destaca os aspectos legais, doutrinários e jurisprudenciais que cercam o Instituto de Falências, mais especificamente, a comparação analítica entre a Nova Lei de Falências [Lei nº. e o Decreto Lei nº. 7.661/45. O primeiro capítulo traz notas introdutórias ao Direito de Falências, com o objetivo de melhor explicar o assunto; . a segunda trata de aspectos gerais do antigo Decreto Lei nº 7.661/45; O terceiro capítulo relata as mais importantes inovações decorrentes do Instituto de Falências, segundo especialistas no assunto, trazidas pela nova Lei de Falências.
O escopo desta monografia é estudar genericamente o instituto da falência à luz da Lei nº que institui a chamada “nova lei de falências”. Primeiro problema: A legislação falimentar anterior [Decreto Legislativo nº 7.661/45], comparada à Lei nº 1, cobria apenas os aspectos formais da falência da empresa. Primeira hipótese: Comparada ao antigo Decreto-Lei nº 7.661/45, a Lei nº se refere mais à função social da empresa dentro do seu ambiente operacional do que a aspectos puramente formais destinados à declaração de falência do devedor.
Portanto, considerou-se necessário estudar as importantes inovações introduzidas no Instituto de Falências pela Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, com o objetivo de adquirir mais conhecimento sobre esse assunto.
ELEMENTOS INFORMADORES DO DIREITO FALIMENTAR
- Origem etimológica e conceito de Falência
- Histórico da Falência [direito romano, Idade Média, Idade Moderna e
- Experiência no direito romano
- Experiência na Idade Média
- Experiência na Idade Moderna e Contemporânea
- Experiência no direito português
- Esboço histórico da Falência no direito brasileiro
- Gênese no período colonial [Ordenações Afonsinas, Manuelinas e
- Gênese no período imperial
- Gênese no período republicano
Assim, a falência caracteriza-se como um processo de execução coletiva, determinada judicialmente, sobre o patrimônio do comerciante devedor contra o qual concorrem todos os credores para cobrar os bens disponíveis, verificar os créditos, liquidar os bens, liquidar os passivos, na distribuição, para cumprir com preferências legais. Campinho38 por sua vez acrescenta em seus estudos que: “A falência é a insolvência do comerciante devedor que submeteu o seu patrimônio a um processo de execução coletiva. Numa perspectiva mais simplista, a Falência é traduzida como a solução jurídica do devedor/comerciante que não o faz. pagar a obrigação líquida no vencimento39.
O direito falimentar teve origem histórica no direito romano, onde a obrigação era essencialmente pessoal, ou seja, na mora o devedor respondia com o seu próprio corpo e não com os seus bens. A fase mais primitiva do Direito Romano foi a do Direito Quiritariano, época em que a pessoa do devedor era adjudicada ao credor e reduzida à prisão privada. Do exposto percebe-se que no direito antigo as obrigações do devedor eram cumpridas com sua liberdade e até com sua vida, pois a obrigação recaía sobre o indivíduo e não sobre seus bens.
Com a proclamação da Lex Poetelia Papiria49 em 428 a.C. n. n.º, que introduziu no direito romano a execução patrimonial em detrimento da execução pessoal, que estipulava: “[..] a proibição da prisão, da venda como escrava e da morte do devedor. "50. Vemos assim que o direito romano viu o desenvolvimento dos castigos corporais como objeto de pagamento por parte do devedor. Somente os profissionais que exercem atividades comerciais têm acesso a este serviço jurídico de acordo com a legislação vigente” [ARAÚJO, José Francelino de.
Contudo, foi o direito comercial francês de 1807, de Napoleão Bonaparte, que teve grande impacto no desenvolvimento do instituto falimentar e profunda influência no direito comercial brasileiro70. 52: “A instituição da falência foi introduzida no direito francês através de Lyon com a introdução do seu regulamento da bolsa de valores em 1667. Não há muitos relatos históricos sobre a falência no direito comercial português revelados pela doutrina brasileira, devido ao fato de poucos autores terem discutiu a história do direito comercial e do desenvolvimento em Portugal.
Em 1850, o Código Comercial Brasileiro regulamentou a matéria sob o título “DAS QUEBRAS”, inaugurando a primeira fase histórica da instituição no direito brasileiro, onde a falência se caracterizava pela cessação dos pagamentos, como no direito francês. Percebe-se pelo exposto que o Código Comercial de 1850 introduziu a primeira fase histórica da instituição da falência no direito brasileiro e que ela perdurou até o advento do regime Republicano, como será demonstrado a seguir.
APORTE HISTÓRICO DO SURGIMENTO DO DECRETO-LEI Nº 7.661/45
- Natureza jurídica da Falência
- Pressupostos imprescindíveis para a caracterização da Falência
- Os passos do processo falimentar à luz do Decreto-lei nº 7.661/45
- Ordem de preferência dos créditos na Falência
- A sistemática da administração da Falência
O conceito, que trouxe algumas inovações já incluídas no conceito de Miranda Valverde, decreto-lei n.º. 7.661, de 21 de junho de 194598. Ainda que se trate de falência judicial, o juiz não pode declará-la de ofício, mas apenas a pedido do credor (art. 1º), ou do devedor que confesse o seu delito (art. 8º). 161; e quando o devedor não depositar parcelas ou pagar custas nos prazos legais (art. 175).
O simples protesto por não aceitação ou devolução não é aconselhável para o pedido de falência, pois o devedor pode invocar um dos fundamentos jurídicos pertinentes do art. 4., informar ao juiz que deixou de aceitar o título ou o devolveu por estar enquadrado no art. Constitui direito de execução também a obrigação comprovada por conta extraída dos livros comerciais e legalmente verificada (art. 1º, § 1º, da LF), bem como pela segunda via não aceita, acompanhada do comprovante de entrega da mercadoria (art. .1, § 3, da LF). Mesmo os títulos que não sejam passíveis de protesto necessário, como decisão judicial, ou obrigação de fiador ou endossante, deverão ser protestados para fins de falência (art. 10, LF – protesto especial)”.
60 e seus parágrafos; V - fixa o prazo (artigo 80) para os credores apresentarem declarações e documentos justificativos de seus empréstimos; VI - zelará pelas medidas cabíveis ao interesse público, podendo ordenar a prisão preventiva do falido ou de representantes da empresa falida, quando exigida com base em provas que demonstrem a prática de crime definido nesta lei" [SIC] [BRASIL. Também poderá ser nomeado estrangeiro (administrador) se três credores, nomeados consecutivamente, não aceitarem o cargo (art. 60, § 2º). 147 “Os embargos declarativos têm por objetivo provocar o anúncio do mesmo órgão judiciário que proferiu a decisão, quando contiver obscuridade, contradição ou tiver sido omitido, na sentença ou decisão, ponto para o qual o juiz ou o tribunal deverá anunciar, propositalmente . em eliminar vícios de forma e, portanto, possibilitar maior segurança na execução do título judicial (artigo 535 do CPC)” [GRECO FILHO, Vicente.
Enquanto se aguarda o recurso, o administrador não pode alienar os bens do patrimônio, salvo no caso previsto no artigo. 73” [BRASIL. A sentença que declara falência com base no artigo. 1° poderá ser embargado pelo devedor, tramitando os embargos em arquivos separados, com citação de quem requereu a falência, com o liquidante e com qualquer credor aceito para assistência. . [omisis]” [BRASIL. Segundo análise da Lei feita pelo Führer157, a ordem de preferência para o pagamento dos empréstimos158, conforme definida no Art. 102 do Decreto-Lei nº. e outra legislação, foi prevista.
Curso de direito falimentar, v. 1, p. 326: “a) créditos por acidentes de trabalho (art. 102, § 1º); 499, § 1º); Na mesma classificação estão os créditos dos representantes comerciais (Lei nº. Conforme Decreto Legislativo nº 7.661, tão logo decretada a falência, o falido foi privado de seus bens e perdeu qualquer direito de administrar e descartá-los [art.
PRINCIPAIS INOVAÇÕES DO INSTITUTO FALIMENTAR
- A decretação da Falência, o rito falencial e os recursos sob o enfoque
- A nova ordem de classificação dos créditos
- A limitação dos créditos trabalhistas
- Realização do ativo [a venda dos bens do falido]
- Os novos órgãos de administração da Falência
- O administrador judicial
- A assembléia de credores
- Resumo das principais inovações advindas com a Lei nº 11.101/2005
Tal como na legislação anterior, a nova Lei de Falências e Recuperação de Empresas determina a declaração de falência forçada em caso de presumível insolvência do devedor. Lei de Recuperação de Empresas – Uma Mudança de Conceição.. 2006. . legislação renovada e fixou valor mínimo para pedidos de falência. Diversas mudanças indicam isso, entre elas: a) na nova lei, o pedido de falência só é possível se o valor da dívida pendente for superior ao mínimo determinado por lei (40 salários mínimos); b) de acordo com a nova lei, a simples apresentação de um plano de recuperação, dentro do prazo do concurso, impede a declaração de falência com base em irregularidade injustificada; c) o prazo para contestação (ou liberação de depósito) é ampliado de 24 horas para 10 dias.
Não está, como na lei de 1945, dependente da conclusão da fase cognitiva (verificação de créditos e investigação de crimes falimentares). Para incentivar o envolvimento dos credores na fase de liquidação da falência, a nova Lei de Falências criou outro órgão de assistência administrativa: a Assembleia Geral de Credores, como enfatiza Coelho230: “Em caso de falência, é criado um novo órgão : a Assembleia de Credores”. Nova lei de recuperação e falência com comentário: Lei 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, comentário por artigo, pág. compreensão doutrinária de FAZZIO JÚNIOR, Waldo.
Nova lei de falências e recuperação de empresas, p. em isolamento; venda em bloco dos bens integrantes de cada uma das filiais do devedor; venda de ativos considerados individualmente.235. Além disso, no antigo Decreto-Lei nº 7.661/45, agora na nova Lei de Falências, o síndico passou a ser denominado administrador judicial da falência e deve ser profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista ou administrador de empresas. , contador ou pessoa jurídica especializada.236. Nova lei de recuperação e falência com comentário: Lei 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, comentário por artigo, pág. lição de COELHO, Fábio Ulhoa.
Buscando adequar as diretrizes da lei de falências à atual realidade econômica e social e promover uma reforma total da certidão de falências de 60 anos, após 11 anos de consideração, foi publicada a Lei nº, hoje conhecida como Lei de Falências e Recuperação de Empresas , foi finalmente sancionado. Análise da hipótese: O novo diploma não é formalista como o decreto legislativo de 45, que tratava apenas de aspectos formais para declarar a falência da empresa quando não atendidos determinados requisitos, como forma de execução. Segunda hipótese: A nova lei de falências que regulamenta o Instituto de Falências não só prevê a liquidação e extinção do patrimônio da empresa insolvente em benefício dos credores concorrentes, mas prioriza a viabilidade de sua recuperação.
Terceira hipótese: As inovações relevantes para o Instituto de Falências são: A nova legislação de Falências abrange o empresário e a empresa empresária como sujeitos passivos da Falência; a ordem de classificação dos créditos em caso de falência muda significativamente; a verificação dos créditos, na falência, passa a adotar procedimento diferenciado em relação à lei de 1945, ou seja, o próprio falido deverá apresentar a lista de seus credores; a lei atual padroniza o prazo para defesa em 10 dias, tanto em citação pessoal quanto em notificação; na Lei nº poderá haver antecipação parcial da realização do bem, especialmente quando o falido possuir bens perecíveis ou facilmente desvalorizados, até o limite dos créditos já notificados; Outra inovação trazida pela Lei nº é que o prazo legal, que antes era de 60 dias, foi ampliado para 90 dias; o síndico, agora sob a nova lei de falências, passa a ser denominado administrador judicial da falência; a nova lei de falências cria outro órgão de assistência administrativa: a assembleia geral de credores; Conforme determina a Lei n.º, o Ministério Público só pode intervir a título facultativo. Nova lei de recuperação e falência comentada: Lei 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, comentário artigo por artigo.