CONCEITO
A falência é um processo de execução coletiva, em que todos os bens do falido são recolhidos para venda judicial forçada, com distribuição proporcional dos bens entre todos os credores. O FÜHRER22, com base na Lei 11.101, define falência como “processo de execução coletiva, em que todos os bens do falido são recolhidos para venda judicial forçada, com distribuição proporcional do bem entre todos os credores”.
NATUREZA JURÍDICA
É importante sublinhar a natureza processual da instituição da falência, uma vez que a legislação falimentar contém normas de direito processual que, segundo o CINTRA25, representam “um complexo de normas e princípios que regulam esta forma de trabalhar, ou seja, o exercício conjugado do poderes do Estado - o juiz, a pretensão do autor e a defesa do réu". que se manifesta explicitamente quando o processo de falência envolve a execução de um comerciante devedor insolvente.
GÊNESE DA PALAVRA FALÊNCIA
HISTÓRICO DE FALÊNCIA
- A Falência no Direito Romano
- A FaLência na Idade Média
- A falência no Código de Napoleônico
- Brasil Colônia, Império e República
Segundo SANT'ANNA28, “no direito romano, o procedimento de execução evoluiu da execução pessoal para a ação direta sobre o patrimônio do devedor, princípio que se consolidou como uma das características fundamentais do instituto da falência”. Com o tempo, porém, foram desenvolvidos novos métodos de cobrança e punição dos devedores, o que mais uma vez mostrou o desenvolvimento da instituição da falência no direito romano.
A EVOLUÇÃO DA FALÊNCIA NO BRASIL
A lei atual exige, porém, em caso de tempestividade, que o débito seja superior a 40 salários mínimos na data do pedido de falência (art. 94, 1). Pode ser proposta pelo síndico, pelos credores ou pelo Ministério Público no prazo de 3 anos após a declaração da falência (art. 132). Da sentença que declara a falência cabe recurso, e da sentença que declara improcedente o pedido de falência (art. 100 da LRE).
Não havendo alterações, a lista inicial do devedor é aprovada como lista geral de credores (art. 14). O plano extrajudicial pode tornar-se obrigatório para todos os credores caso seja obtida a concordância de mais de 3/5 dos créditos de cada modalidade (art. 163). Caso o juiz recuse a homologação, o devedor poderá então apresentar novo plano de recuperação extrajudicial, cumpridas as formalidades (art. 164, § 8º).
FASES DA FALÊNCIA
DECRETAÇÃO DA FALÊNCIA
Neste caso (e somente neste caso) a dívida deverá ser superior a 40 (quarenta) salários mínimos na data do pedido de falência, podendo referir-se a um ou mais títulos, de um ou mais credores, reunidos em consórcio (art. 94, I, e § 1º); Nesse caso, o título poderá incidir sobre qualquer valor, sem exigência de valor mínimo (art. 94, II); 94, I e II (art. 98, parágrafo único), ou requerer tutela judicial (art. 95). A falência também pode ser ajuizada pelo próprio devedor (autofalência, art. 105).
Se dentro do prazo de proteção o devedor solicitar a recuperação judicial (artigo 95), o processo de falência deverá ser suspenso, enquanto se aguarda a concessão ou não do benefício (artigo 265, IV, a, do CPC). Paralelamente, o administrador judicial verificará os empréstimos, elaborará a lista geral dos credores, avaliando também as causas da falência e o comportamento do falido (artigo 22.º). Após o processamento das objeções e ressalvas apresentadas, uma nova lista é publicada, com nova oportunidade para objeções, no prazo de 10 dias (artigo 8º).
Concluída a fase de verificação do crédito, pode iniciar-se o pagamento dos credores, de acordo com a ordem de preferências, de acordo com a força da medida e com o respeito prévio dos reembolsos e dos créditos extraconcursais (artigo 149.º). A realização do imóvel, com a alienação dos bens do imóvel, poderá iniciar-se imediatamente após a entrega do auto de cobrança (artigo 139). As mercadorias podem ser vendidas em leilão com licitações orais, propostas fechadas ou em leilão (artigo 142.º).
O plano é aprovado por sentença uma vez atendidos os requisitos legais, valendo a sentença como decisão judicial (art. 161, § 6º).
SITUAÇÃO DOS SÓCIOS DA SOCIEDADE FALIDA
MASSA FALIDA
O falido não está impedido de acompanhar o processo e de defender os seus interesses no âmbito da falência, podendo interpor recurso da decisão de abertura da falência (artigo 100.º). A denominação “prazo legal” refere-se ao período suspeito anterior à declaração de falência, que é determinado pelo juiz na sentença declaratória. O início do prazo legal não poderá ultrapassar retroativamente 90 dias, contados do pedido de falência, da recuperação judicial ou do primeiro protesto por falta de pagamento, ressalvados os protestos cancelados para esse fim (art. 99, II). São atos de revogação aqueles que podem ser declarados inválidos no âmbito da herança, embora não sejam descritos para cada caso separadamente na lei, se for possível provar fraude entre o devedor e terceiro e dano a este último (artigo 130).
Os contratos bilaterais não são invalidados pela falência e podem ser executados pelo administrador judicial, se presente uma das hipóteses previstas em lei, com anuência da comissão (art. 117). De acordo com a LRE citada acima, o devedor poderá contestar no prazo de 10 dias (art. 98), depositar o valor total do crédito acrescido dos valores determinados em lei, caso as hipóteses do art. O administrador judicial procede imediatamente à cobrança e avaliação dos bens (art. 108), anexa o respectivo relatório oficial e inicia então a execução dos bens, com a venda dos bens arrecadados (art. 139).
Decretada a falência, não há caminho de volta (salvo recurso, artigo 100), pois a concordata suspensiva foi extinta, tanto nos casos atuais como nos casos ainda regidos pela lei anterior (Art. Verificação de crédito (Art. 7º) baseia-se na lista de credores apresentada pelo devedor em recuperação judicial (art. 52, § 1º, II) ou em falência (art. 99, art. II e parágrafo único), com prazo de 15 dias após a publicação para contestar ou qualificar créditos omissos (art. 7º, § 1º) Nos termos do dispositivo, ficam subordinados os seguintes créditos: I) os determinados em lei ou contrato (art. 83, VIII, a); lI) créditos de sócios e administradores sem vínculo empregatício (ar!.
O reembolso é feito à vista, ao preço de avaliação se o bem já não existir, ou ao preço de venda se o bem já tiver sido vendido (artigo 86.º).
PERDA DA ADMINISTRALÇÃO DOS BENS
TERMO LEGAL
ATOS INEFICAZES DO FALIDO
A denominação “prazo legal” refere-se a um período suspeito, anterior à declaração de falência, estabelecido pelo juiz na sentença declaratória. O início do prazo legal não poderá ultrapassar retroativamente mais de 90 dias contados do pedido de falência, do pedido de recuperação judicial ou do primeiro protesto por falta de pagamento, excluindo-se, para tanto, o protesto cancelado (art. 99, II). Se a falência for revogada ou anulada, estes atos relativamente ineficazes no que diz respeito ao património serão válidos, como se nunca tivessem sido ameaçados de falência.
ATOS REVOGÁVEIS
OS CONTRATOS DO FALIDO
PRAZO
DEPÓSITO ELISIVO
ANDAMENTO DA FALÊNCIA
VERIFICAÇÃO DOS CRÉDITOS
São créditos ordinários, sem garantia legal ou convencional, como letras de câmbio, cheques, notas promissórias, etc. Também vão para este valor os valores que excedem o teto de cinquenta salários mínimos em créditos trabalhistas e os valores que excedem o valor dos objetos dados em garantia real. aula sobre. Um crédito subordinado previsto na lei ou no contrato é, por exemplo, um empréstimo obrigacionista sem garantia, com cláusula de subordinação (art. da Lei das Sociedades Comerciais, Lei ou responsabilidade por despejo (art. 447.º do Código Civil).
Em geral, os créditos subordinados são o que Caio Mário da Silva Pereira chama de dependente, anexado ou adjetivo, onde há originalmente um devedor real e um devedor potencial. Efetuada a verificação do crédito e publicada a tabela geral de credores, o pagamento é efetuado na medida da realização do ativo e de acordo com uma ordem de preferências, dada pela classificação legal dos créditos (artigos 83.º, 84 e 149).
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
Também tem sido sustentado que crédito subordinado é aquele que depende da satisfação prévia de outro crédito superior a ele na ordem de preferência, como é o caso das debêntures subordinadas classificadas abaixo de quirografárias.
REALIZAÇÃO DO ATIVO
Embora o legislador tenha dado preferência à recuperação judicial, a primeira forma de solucionar os problemas é tentar a recuperação extrajudicial. III – obteve concessão de recuperação judicial há pelo menos oito anos, com base no plano especial de que trata a Seção V do Capítulo III; Por outras palavras, nenhum credor é obrigado a acordar um plano de recuperação para o devedor, que permanece como credor nos termos originais das respetivas obrigações.
Uma análise mais detalhada da conveniência ou inconveniência desta solução conduzindo à implementação provisória do plano de recuperação extrajudicial. É interessante notar que o LRE não informa se a sentença que homologa o plano de recuperação extrajudicial suspende ou não a prescrição em relação aos créditos envolvidos. Portanto, é possível afirmar que o plano de recuperação extrajudicial não prevê suspensão da ação e execução contra o devedor.
Outro dado importante é que a distribuição do pedido de recuperação extrajudicial não impede a competência para realizar outros pedidos de recuperação judicial ou falência do mesmo devedor. Não é possível, portanto, estabelecer prazo superior a 1 (um) ano para pagamento de sinistros de obras e acidentes em atraso até a data do pedido de recuperação. Se o plano de recuperação legal for aprovado pela assembleia geral de credores, esta nomeia os membros da comissão de recuperação.
O cumprimento de todas as obrigações assumidas no plano de recuperação judicial, inclusive o pagamento dos credores, autoriza o devedor a solicitar ao órgão judicial sentença que ponha fim à recuperação judicial.
CONCORDATA
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- Recuperaçaõ Judicial
O Projeto de Lei 4.376/93 tramitou no Congresso Nacional durante cerca de 10 anos, e foi aprovado e transformado na atual lei nº 11.101, de 10 de fevereiro de 2005, denominada Lei de Restauração Judicial. A Lei de Recuperação de Empresas atende a essas novas necessidades, com a nossa nova realidade, e é muito importante ter os alicerces necessários para que as empresas possam avançar e se reconstruir com dignidade, se necessário. O foco principal é tentar resolver questões fora do âmbito da Justiça com o objetivo de baratear e acelerar o processo de recuperação das organizações.
Portanto, o plano de recuperação extrajudicial deverá conter mecanismos alternativos de resolução compulsória que certamente serão de interesse dos credores do plano, pelo menos o suficiente para nele participarem. Os créditos de natureza tributária, decorrentes de legislação trabalhista ou de acidentes de trabalho, não podem ser incluídos no plano de recuperação extrajudicial, mas isso não significa que o pagamento desses honorários seja uma exigência para a implementação do plano extrajudicial. Uma empresa só é liquidada se já não apresentar qualquer solução de recuperação adequada.
É necessária uma análise global para verificar se é possível utilizar métodos de recuperação num determinado caso. Caso o pedido de recuperação seja contestado, a assembleia de credores será convocada pelo juiz para solicitar relatório econômico-financeiro e propor plano alternativo de recuperação judicial, por exemplo.