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Carlos Eduardo Carvalho.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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Texto

Agradeço também aos meus pais, Etevaldo e Joaquina, que sempre me transmitiram os valores do trabalho duro e da dedicação. Apesar de ser o mais velho, muitas vezes vejo o Bruno como um exemplo de dedicação e foco no que quer.

Tema

Assim, o cenário competitivo da indústria hoteleira apresenta um ambiente crescente, mas também um nível crescente de concorrência, o que amplifica os efeitos negativos ou positivos da gestão estratégica no desempenho hoteleiro. Este trabalho analisa a relação entre as dimensões de dinamismo, complexidade e generosidade do ambiente organizacional, capacidades de marketing e gestão e a orientação estratégica dos gestores hoteleiros brasileiros, avaliando o impacto que as diferentes configurações dessas variáveis ​​geram no desempenho hoteleiro.

Problema

Se por um lado a relação da organização com o seu ambiente, ou a percepção dos líderes da organização em relação aos aspectos do ambiente, são temas importantes para a compreensão do processo estratégico da organização. Qual a relação entre as dimensões de dinamismo, complexidade e qualidade do ambiente organizacional, competências de marketing e gestão, orientação estratégica e desempenho da empresa na percepção dos gestores de hotéis brasileiros.

Justificativa

Argumenta também que a literatura avançou no sentido de reconhecer a relação entre o ambiente percebido e as atividades gerenciais da empresa. No estudo, a relação entre as variáveis ​​preditoras e a variável dependente é moderada pela estratégia de negócios da empresa.

Objetivos

Objetivo Geral

Objetivos específicos

Relevância

Esta abordagem contribui para superar os problemas encontrados por Olsen (2004), que critica a literatura sobre estratégia na indústria hoteleira por ser demasiado baseada em estudos de caso descritivos. Ao validar empiricamente um modelo, o trabalho ultrapassa a etapa de simples geração indutiva de conhecimento conceitual, proporcionando evolução nos estudos de estratégia na indústria hoteleira.

Desempenho Organizacional

Desempenho na indústria da hospitalidade

O'Neill e Mattila (2004) estudaram a relação entre a satisfação dos hóspedes e a taxa de ocupação e diária média de redes hoteleiras presentes nos Estados Unidos. Haber e Reichel (2005) Número de funcionários Renda. 2009) Taxa de ocupação Lucro operacional bruto Quota de mercado.

Ambiente

Níveis do ambiente

No nível do ambiente de tarefas, os vários subambientes de uma organização são vistos no contexto. O nível ambiental agregado consiste em associações, grupos de interesse, classes de indivíduos e organizações que influenciam um grupo de organizações como um todo.

Dimensões de estudo do ambiente

  • Complexidade ambiental
  • Dinamismo ambiental
  • Munificência ambiental

Quanto maior o número de fatores e maior a diferença entre eles, maior será a complexidade do ambiente. Lukas, Tan e Hult (2001), que associam o seu conceito de hostilidade ambiental à dependência de recursos, interpretam-no como o impacto do ambiente competitivo na empresa.

Recursos

Orientação Estratégica

O termo Entrepreneurial Strategy Making (ESM) tem sido utilizado em estudos de orientação estratégica ou comportamento e entendido como uma “atitude empreendedora” (COVIN; SLEVIN, 1989) ou como uma “orientação empreendedora”. COVIN; SLEVIN, 1991; LUZ; DESS, 1996) e foi considerado semelhante ao tipo buscador estratégico e oposto ao tipo defensor de Miles e Snow (1978), semelhante ao tipo empreendedor e oposto ao tipo conservador de Miller e Friesn (1982). Assim, inovação, proatividade e aceitação de risco foram associadas ao tipo pesquisador estratégico, análise ao tipo analista e defesa ao tipo defensivo (Miles e Snow, 1978).

Configurações organizacionais

Co-alinhamento e ajuste

Baron e Kenny (1986) já haviam definido moderador como uma variável que afeta a força ou direção do relacionamento entre a variável preditora e a variável dependente. Abbad e Torres (2002) já haviam apontado que a variável mediadora é aquela que reduz a força do relacionamento entre uma variável dependente e uma variável independente.

Hipóteses

Wiklund e Shepherd (2003) descobriram que a orientação empreendedora modera a relação entre o conjunto de recursos baseados em conhecimento e o desempenho, ou seja, comportamentos inovadores, proativos e de tomada de risco enfatizam o impacto positivo dos recursos baseados em conhecimento no desempenho da empresa. . Edelman, Brush e Manolova (2005) também confirmaram a hipótese de que as estratégias medeiam a relação entre , enquanto Slater, Olson e Hult (2006) encontraram um efeito moderador da orientação estratégica na relação entre competências e desempenho. Wang e Ang (2004) encontraram evidências de que o ajuste entre capacidades e estratégias exerce alguma influência. Edelman, Brush e Manolova (2005) confirmaram a hipótese de que as estratégias medeiam o relacionamento entre elas e encontraram um efeito moderador da orientação estratégica no relacionamento entre elas.

H8b - A relação direta entre as dimensões ambientais e o desempenho é maior que tal relação quando mediada pela orientação estratégica, ou seja, a orientação estratégica medeia a relação entre as dimensões ambientais e o desempenho.

Figura 1: Modelo conceitual do estudo
Figura 1: Modelo conceitual do estudo

Variáveis e medidas

Dessa forma, optou-se por mensurar os construtos de trabalho por meio de indicadores ordinais, formados por escalas de sete pontos. Os indicadores de diária média, vendas por quarto, vendas totais, margem de lucro sobre vendas, custos por diária vendida e taxa de ocupação foram mensurados por meio de uma escala de sete pontos com a faixa percentual da evolução do indicador no último ano. A taxa de ocupação, no entanto, foi medida adicionalmente por meio de uma pergunta aberta, que pedia o percentual anual da taxa de ocupação dos últimos três anos.

As dimensões do ambiente utilizadas neste estudo, dinamismo, complexidade e generosidade, também foram medidas por meio de uma escala Likert de 7 pontos.

Instrumento de coleta

O Anexo A apresenta os fundamentos conceituais e o principal método utilizado para coleta e análise de dados, especificamente relacionados a cada uma das fases do trabalho, enquanto o Anexo 2 apresenta o questionário utilizado.

Amostra

Kline (2005) sugere que, como regra geral, na modelagem de equações estruturais (SEM), amostras menores que 100 são consideradas pequenas, amostras entre 100 e 200 são consideradas médias e amostras acima de 200 são consideradas grandes. Porém, nota-se que modelos mais complexos tendem a exigir amostras maiores, sugerindo uma proporção de 5 casos para cada parâmetro livre como mínimo para evitar problemas de precisão. A Tabela 1 apresenta os resultados do Teste de Levene para cada uma das variáveis ​​observáveis ​​do estudo.

Os resultados da tabela mostram que a grande maioria das variáveis ​​não apresentou heterocedasticidade entre as amostras, ou seja, os casos de ambas podem ser considerados como parte de uma mesma população.

Tabela 1: Resultados do teste de Levene para as duas subamostras.
Tabela 1: Resultados do teste de Levene para as duas subamostras.

Análise dos dados

Análise Fatorial Exploratória

Posteriormente será constatado que eles não tinham potencial para atrapalhar os testes de hipóteses, pois foram excluídos no processo de análise fatorial exploratória, que foi conduzido com o intuito de identificar os fatores latentes no conjunto de dados. Raykov e Marcoulides (2006) explicam que a análise fatorial é uma ferramenta importante quando se estuda variáveis ​​não observáveis, mas hipoteticamente existentes. Utilizando análise fatorial exploratória, este trabalho mediu primeiramente a unidimensionalidade dos indicadores utilizados para medir cada construto.

Após avaliação da unidimensionalidade e confiabilidade das escalas, foi realizada análise fatorial exploratória com os indicadores dos conjuntos de construtos.

Modelo de Mensuração e a Análise Fatorial Confirmatória

Por outras palavras, foram realizadas análises de todos os indicadores relacionados com a orientação estratégica, de todos os indicadores relacionados com as capacidades e de todos os indicadores relacionados com as dimensões ambientais. Entre os indicadores de ajuste stepwise, o NFI é a proporção da diferença do valor de χ2 do modelo testado em relação ao modelo nulo dividida pelo valor de χ2 do modelo nulo, e possui pontuações que variam entre 0 e 1, com valores próximos para 1 representando um melhor ajuste. Os indicadores CFI e TLI são muito semelhantes, mas o indicador TLI não é padronizado, o que significa que existe a possibilidade de apresentar valores acima de 1 e abaixo de 0.

Como os indicadores utilizados para mensurar os construtos latentes neste trabalho são baseados em escala, a dificuldade de obtenção de distribuições normais torna-se um problema, tendo em vista que a modelagem de equações estruturais costuma utilizar o método de máxima verossimilhança para comparar os modelos propostos com os dados observados, e este método assume a existência de uma distribuição normal.

Modelo Estrutural

  • Mediação em Modelagem de Equações Estruturais

Nesse sentido, a inclusão de uma variável que medeie a relação entre a variável independente e a variável dependente torna-se uma solução natural. Uma variável mediadora é aquela que modera a magnitude da relação entre a variável antecedente e a variável dependente. No caso de uma variável mediadora pura, a relação entre A e C deixa de existir na presença da variável B.

Para Venkatraman (1989a), enquanto a moderação demonstra os efeitos de uma variável independente sobre uma variável dependente em função da variável moderadora, ela demonstra a existência de efeitos indiretos ou intermediários entre uma variável precedente e suas variáveis ​​consequentes.

Figura 3: Modelo Estrutural inicial proposto.
Figura 3: Modelo Estrutural inicial proposto.

Ambiente da indústria hoteleira brasileira

Antes de apresentar os resultados, a primeira seção traz um breve contexto da indústria hoteleira brasileira. Na terceira parte são apresentados os resultados relativos ao modelo de mensuração utilizado, enquanto na última parte são apresentados os resultados da modelagem estrutural com o teste das hipóteses do estudo. O setor, tradicionalmente composto por um grande número de empresas familiares e algumas unidades geridas por cadeias hoteleiras internacionais, tem assistido ao surgimento de grandes cadeias hoteleiras internacionais.

Atualmente, segundo Mader; Gorni e Cunto (2010) situam o número de hotéis geridos por cadeias hoteleiras em 7,5%, o que já representa um número significativo de unidades habitacionais disponíveis, estando 25,8% das unidades disponíveis associadas a hotéis geridos por cadeias.

Análise descritiva dos dados

A Tabela 3 apresenta os resultados para a questão “Das seguintes pessoas, qual a principal área de atuação do hotel?”. Quanto à forma de propriedade e/ou gestão, a Tabela 4 apresenta os resultados para a questão “O seu hotel é:”. A Tabela 5 apresenta os resultados da questão “Qual função é mais parecida com a função que você desempenha no hotel?”.

A Tabela 11 apresenta os resultados descritivos para os indicadores das dimensões ambientais, complexidade, dinamismo e generosidade.

Tabela 2: Distribuição dos hotéis da amostra quanto à sua classe.
Tabela 2: Distribuição dos hotéis da amostra quanto à sua classe.

Modelo de Mensuração

Unidimensionalidade e confiabilidade dos construtos

  • Desempenho
  • Orientação empreendedora
  • Orientação analítica
  • Orientação conservadora
  • Capacidade Mercadológica
  • Capacidade Gerencial
  • Complexidade
  • Dinamismo
  • Munificência

A Tabela 17 apresenta os testes de esfericidade de Bartlett e a medida de adequação da amostra Kaiser-Meyer-Olkin para os indicadores do construto orientação empreendedora. A Tabela 26 apresenta o teste de esfericidade de Bartlett e o teste de adequação amostral Kaiser-Meyer-Olkin. A Tabela 29 apresenta o teste de esfericidade de Bartlett e a medida Kaiser-Meyer-Olkin de adequação amostral.

A Tabela 33 apresenta o teste de esfericidade de Bartlett e a medida Kaiser-Meyer-Olkin de adequação amostral.

Tabela 12: Correlações, cargas e índices dos indicadores do desempenho.
Tabela 12: Correlações, cargas e índices dos indicadores do desempenho.

Análise fatorial exploratória - AFE

  • Orientação estratégica
  • Capacidades
  • Construto desempenho
  • Construto Orientação Empreendedora
  • Construto Orientação Conservadora
  • Construto Capacidade Mercadológica
  • Construto Capacidade Gerencial
  • Construto Complexidade
  • Construto Dinamismo
  • Construto Munificência
  • Modelo de mensuração geral

A Tabela 16 apresenta os indicadores utilizados para construção do modelo de mensuração do construto capacidade de liderança. A Figura 9 apresenta um diagrama do modelo de medição de desempenho de gestão mostrando as cargas padronizadas estimadas. Os indicadores utilizados para criação do modelo de mensuração do construto complexidade são apresentados na Tabela 17.

A Figura 10 apresenta o diagrama do modelo de mensuração do construto complexidade, com as cargas padronizadas estimadas.

Tabela  46:  Cargas  e  comunalidades  extraídas  dos  indicadores  da  orientação  estratégica
Tabela 46: Cargas e comunalidades extraídas dos indicadores da orientação estratégica

Modelo estrutural

A Tabela 67 apresenta os coeficientes de regressão após exclusão da relação entre capacidade gerencial e orientação empreendedora. A Tabela 68 apresenta os coeficientes de regressão após exclusão da relação entre poder e orientação empreendedora, num terceiro modelo alternativo. Neste terceiro modelo alternativo, após excluir a relação entre poder e orientação empreendedora, o modelo manteve-se estável.

A Tabela 69 apresenta os coeficientes de regressão estimados após exclusão da relação entre complexidade e orientação conservadora.

Tabela 64: Estimativas de cargas do primeiro modelo estrutural.
Tabela 64: Estimativas de cargas do primeiro modelo estrutural.

Teste de hipóteses

A hipótese foi suportada (γ = 0,683, p = 0,000), indicando que quanto maior a capacidade de marketing do hotel, maior será a sua orientação empreendedora. A hipótese foi confirmada (γ = 0,301, p = 0,000), o que nos leva ao entendimento de que a capacidade de marketing pode ser vista como um antecedente tanto da orientação empreendedora quanto da orientação conservadora. Como a correlação entre o construto orientação conservadora e o desempenho não foi significativa, os testes de relacionamentos mediados referem-se à mediação do construto orientação empreendedora.

Correlação entre orientação empreendedora e dinamismo Sim Correlação entre orientação conservadora e dinamismo Sim Correlação entre orientação empreendedora e desempenho Sim Correlação entre orientação conservadora e desempenho Não Relação não mediada entre dinamismo e desempenho Não Relação entre dinamismo e desempenho mediada por.

Tabela 71: Resumo dos testes de hipóteses
Tabela 71: Resumo dos testes de hipóteses

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Limitações

Dentre esses aspectos, um deles está relacionado ao número de casos na amostra, o que impossibilitaria testar outras abordagens no modelo estrutural proposto. Por exemplo, se quiséssemos testar uma abordagem configuracional moderando variáveis ​​extra-modelo, o número de casos na base de dados limitaria o poder estatístico e até mesmo limitaria as capacidades de processamento do modelo estrutural, dada a necessidade de mais casos do que existem. parâmetros livres no modelo. Mesmo para o modelo testado, alguns autores diriam que o tamanho da amostra é pequeno considerando a complexidade do modelo.

Os indicadores do construto desempenho utilizados no modelo estrutural, e portanto também no teste de hipóteses, estavam todos relacionados ao crescimento.

Recomendações

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Imagem

Figura 1: Modelo conceitual do estudo
Figura 2: Orientação estratégica media relacionamentos.
Tabela 1: Resultados do teste de Levene para as duas subamostras.
Tabela 3: Distribuição dos hotéis da amostra quanto ao seu segmento de atuação.
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Referências

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