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Carolina Covolan Malburg.pdf - IIS Windows Server

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Academic year: 2023

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Objetivo: Avaliar a saúde bucal de idosos de uma Instituição de Longa Permanência de Itajaí (SC), fornecendo referências para solucionar as alterações encontradas, com vistas a propor ações de saúde bucal de caráter interventivo e preventivo. Discute a condição de saúde bucal de idosos internados em uma Instituição de Longa Permanência e sugere ações e práticas odontológicas voltadas para a faixa etária acima de 60 anos. Como está a saúde bucal dos idosos de uma instituição de longa permanência de Itajaí (SC).

Objetivo geral

Objetivos Específicos

O perfil do envelhecimento no Brasil e no mundo

Neste contexto, a medicina preventiva, que já não está estritamente enraizada numa prática baseada no modelo biomédico, implementa programas e ações que visam a qualidade de vida e, portanto, a redução da taxa de mortalidade infantil ou prematura, o aumento da esperança de vida ( IBGE, 2004). A OMS também aponta nas estatísticas globais de saúde, coletadas em 2006 e publicadas em 2008, que a esperança média de vida ao nascer para homens e mulheres no Brasil corresponde a 68 e 75 anos, respectivamente. O desafio deste início de século será garantir que estes idosos possam envelhecer com dignidade e qualidade de vida.

Saúde e doença bucal do idoso

Cárie Dental

Ettinger (1993) afirmou que a cárie pode ser considerada o problema de saúde bucal mais importante para pessoas com mais de 60 anos de idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda atualmente a utilização do Índice de Condição Dentária e Necessidade de Tratamento (ICDNT), que funciona como uma adaptação do tradicional CPOD (dentes cariados, perdidos e obturados). A Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou o Manual da Organização Mundial da Saúde - Métodos Básicos para Pesquisa em Saúde Bucal, utilizando o indicador para padronização do Banco de Dados Global (OMS, 1999).

Gráfico 1 –  Distribuição  Percentual  dos  Valores  de  CPO-D  nas  faixas  etárias  de  35 a  44  e             65 a 74 anos
Gráfico 1 – Distribuição Percentual dos Valores de CPO-D nas faixas etárias de 35 a 44 e 65 a 74 anos

Doença Periodontal

No aspecto biológico a doença periodontal tem como fatores de risco a perda de adesão a profundidade da bolsa a presença de biofilme acumulado a presença de cálculos e inflamação da gengiva relacionados ao uso de medicamentos que alteram a condição bucal alterações metabólicas e sistêmicas, idade, acrescentando o fator emocional (LINDEN et al., 2002). Muitas vezes, a presença de cálculo, gengivite e bolsas periodontais são encontradas com maior frequência em idosos com condições socioeconômicas desfavoráveis ​​(LINDEN et al., 2002). Para avaliar a presença de alterações no periodonto e a necessidade de tratamento num grupo populacional, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação de um exame oral e a verificação de um indicador nesta área da Medicina Dentária, o Índice Periodontal Comunitário, “IPC” (IPC em inglês).

Figura 2 – Periodonto hígido e alterado.
Figura 2 – Periodonto hígido e alterado.

Alterações de tecidos moles

O aparecimento de hiperplasias fibrosas inflamatórias ocorre como uma alteração na mucosa oral, comum em usuários de próteses totais, e é resultado de trauma local da prótese, irritação crônica pelo uso prolongado de próteses inadequadas e presença de escamas. . O câncer bucal representa um grave problema de saúde pública, pois ocorre frequentemente na mucosa bucal e causa graves consequências ou até mesmo leva à morte. 2 Alteração da mucosa oral, caracterizada por lesões de aspecto eritematoso, muitas vezes associadas à presença de candidíase oral e próteses dentárias inadequadas (PARAJARA e GUZZO, 2000).

Edentulismo e uso de próteses

Com a reforma sanitária e a abordagem preventiva da saúde, assente num modelo enraizado em valores ultrapassados ​​e baseado na doença (modelo biomédico em foco), os indicadores de saúde oral revelaram um maior número de idosos com maior número de dentes naturais. O notável declínio do edentulismo nas últimas décadas e a preservação dos dentes naturais na boca nesta idade servem como um indicador de boa qualidade de saúde oral ao longo da vida. Idosos que seguem essa lógica normalmente terão maior número de dentes perdidos ou edentulismo (MURRAY, 1986; HIRAMATSU; TOMITA; FRANCO, 2007).

Tabela 1 – Condições de Saúde Bucal da População Brasileira 2002-2003
Tabela 1 – Condições de Saúde Bucal da População Brasileira 2002-2003

Ações em saúde bucal e políticas públicas

O levantamento das condições de saúde bucal da população brasileira – SB Brasil, respalda a estratégia PNSB, em termos epidemiológicos (BRASIL, 2003). A Política Nacional de Saúde Bucal - Brasil Sorridente - constitui um marco na história das Políticas Públicas no Brasil, incluindo os princípios do SUS e os avanços em suas discussões em saúde, do Sanitarismo à sistematização da saúde bucal. O SB Brasil 2010 tem como objetivo construir um banco de dados permanente sobre os principais indicadores de saúde bucal no Brasil, por meio de um extenso processo de pesquisa (BRASIL, 2009).

Figura 4 – Esquema da articulação do SB Brasil com a Política de Saúde e o SUS  Fonte: Brasil, 2009
Figura 4 – Esquema da articulação do SB Brasil com a Política de Saúde e o SUS Fonte: Brasil, 2009

Tipo de estudo

O método para este estudo foi desenvolvido por etapas, nomeadamente a partir da escolha do tipo de investigação, abordagem ao campo de investigação e sujeitos de investigação, formação e calibração do investigador, recolha de dados no terreno e análise desses dados, etc. investigar a saúde bucal de idosos residentes em uma instituição de longa permanência de Itajaí e medidas municipais de saúde pública que beneficiem a saúde bucal de idosos em instituições de longa permanência.

Sujeitos pesquisados

Os critérios de seleção da população do estudo incluíram todos os idosos (com 60 anos ou mais) residentes na casa de repouso, de ambos os sexos, independentemente da sua capacidade funcional, que aceitaram participar da pesquisa mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Local da investigação

Levantamento epidemiológico dos indicadores de saúde bucal da população idosa residente na instituição por meio de exame intraoral objetivou observar as variáveis: coroa e raiz dentária, necessidade de tratamento odontológico. O objetivo deste estudo foi avaliar as condições de saúde bucal de idosos de uma instituição de longa permanência do município de Itajaí, Santa Catarina, Brasil, em 2010. Os resultados mostram o comprometimento da qualidade de vida dos idosos institucionalizados e revelam a necessidade de programas específicos de práticas odontológicas geriátricas voltados à saúde bucal deste segmento da população.

Ressalta-se que a população idosa tem sido sistematicamente excluída dos programas de saúde bucal em nível coletivo. Condições de saúde bucal em pessoas com 60 anos ou mais na cidade de São Paulo (Brasil). No Brasil, estudos epidemiológicos de saúde bucal em idosos residentes em instituições de longa permanência têm demonstrado alta prevalência de edentulismo (perda total de dentes), periodontite e patologias da mucosa oral em idosos (Brasil6).

As conclusões epidemiológicas deste texto fazem parte de um estudo sobre a saúde bucal de idosos internados em uma instituição de longa permanência. A institucionalização pode ser um fator predominante na determinação da saúde bucal dos idosos. O precário estado de saúde bucal dos idosos institucionalizados deste estudo indica a falta de programas adequados de tratamento e acompanhamento odontológico geriátrico na instituição de longa permanência.

Condições de saúde bucal em pessoas com 60 anos ou mais na cidade de São Paulo. Saúde bucal de idosos brasileiros: Revisão sistemática da situação epidemiológica e acesso aos serviços de saúde bucal. A implementação de políticas de saúde oral para este segmento da população que sejam eficazes, abrangentes e acessíveis deve ser implementada com urgência.

Projeto SB Brasil 2010: elemento estratégico na construção de um modelo de vigilância em saúde bucal. Solicitamos autorização a esta instituição para a realização da pesquisa intitulada: SAÚDE BUCAL DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: Ações de intervenção e prevenção.

Figura 5 - Processo de coleta de dados e suas etapas
Figura 5 - Processo de coleta de dados e suas etapas

Aspectos éticos

Procedimentos de coleta e análise dos dados

Solicitamos à Coordenadoria de Saúde Bucal de Itajaí a transferência de 6 horas semanais de trabalho público para atendimento da pesquisadora.

Síntese propositiva de atenção à saúde bucal dos idosos

Artigo 1

O artigo intitulado “Saúde Bucal do Idoso Institucionalizado” (a ser enviado para análise e publicação na Revista Panamericana de Salud Publica), baseia-se em responder a aspectos relevantes para a caracterização do perfil dos idosos institucionalizados, avaliados por idade, sexo, etnia, tempo de institucionalização, alterações sistêmicas atuais, uso de medicamentos e capacidade funcional, além de problemas de saúde bucal relacionados à presença de lesões de tecidos moles, cáries dentárias, periodontite, edentulismo e necessidade de uso de próteses removíveis. O conteúdo deste artigo provém de informações coletadas em pesquisa de campo que deram solidez à dissertação de mestrado intitulada “Saúde bucal de idosos institucionalizados: ações de intervenção e prevenção” durante o programa de mestrado profissional em saúde e gestão do trabalho da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) . A avaliação do uso e necessidade de próteses removíveis foi realizada por meio da adaptação dos critérios utilizados no Levantamento Epidemiológico de Saúde Bucal – Projeto SB Brasil, realizado pelo Ministério da Saúde.

O tratamento estatístico foi realizado por meio de testes com o objetivo de determinar a existência de diferenças significativas no estado de saúde bucal do grupo estudado dependendo da faixa etária, sexo, tempo de institucionalização, alterações sistêmicas, medicação utilizada e capacidade funcional e, portanto, o teste de Pearson foi utilizado o teste não paramétrico qui-quadrado (X2), que permitiu uma avaliação minuciosa das coincidências e inconsistências destacadas. Contudo, cabe ressaltar que o número reduzido de variáveis ​​pode ter dificultado o estabelecimento dessas relações (saúde bucal – sistêmica). A institucionalização pode ser um fator contribuinte para a gravidade do estado de saúde bucal encontrado entre os indivíduos estudados, tendo em vista que a população idosa institucionalizada apresenta em grande parte doenças crônico-degenerativas e suas comorbidades, práticas de polifarmácia e autonomia comprometida, dificultando a concretização você mesmo. -Cuidado.

Num país onde as políticas voltadas para a saúde bucal dos idosos são praticamente inexistentes, a banalização da perda dentária tornou-se comum. O acesso aos cuidados de saúde oral contribui significativamente para a otimização da qualidade de vida, manutenção da autonomia e uma vida saudável (26). A escassez de programas públicos de saúde bucal e a desigualdade de acesso e utilização desses serviços pelos idosos influenciam a necessidade de reorganização da logística de saúde pública (6).

Promover cuidados de saúde oral aos idosos: desvendando contradições no processo de cuidar e incorporando as melhores práticas do contexto das instituições de longa permanência para idosos.

Figura 1: Distribuição das pessoas examinadas, conforme o uso e/ou necessidade  de prótese dentária superior/inferior
Figura 1: Distribuição das pessoas examinadas, conforme o uso e/ou necessidade de prótese dentária superior/inferior

Artigo 2

A elevada taxa de edentulismo evidencia a escassez ou ausência de políticas de saúde direcionadas à população adulta, limitando as práticas de saúde bucal (Reis et al.27). Projeto SB2000: Situação de saúde bucal da população brasileira no ano 2000: manual para anotadores/Secretaria de Política de Saúde, Departamento de Atenção Básica, área técnica de saúde bucal. A implantação de um programa voltado à saúde bucal de idosos em lares de idosos é de total relevância, dada a carência de ações voltadas para essa população.

Gostaria de convidá-lo a participar de um estudo intitulado: SAÚDE ORAL DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: Ações de intervenção e prevenção, com o objetivo de avaliar a saúde bucal de idosos de uma instituição de longa permanência de Itajaí (SC), que oferece tratamento para as mudanças encontradas, com vistas a propor ações de saúde bucal no contexto da saúde. A sua colaboração consistirá na participação numa avaliação de saúde oral através de um exame clínico e no registo das condições orais encontradas num ficheiro clínico.

Tabela  1:  Número  e  percentual  de  dentes  com  e  sem  necessidade  de  tratamento  para  cárie  dentária e seus respectivos componentes
Tabela 1: Número e percentual de dentes com e sem necessidade de tratamento para cárie dentária e seus respectivos componentes

Imagem

Gráfico 1 –  Distribuição  Percentual  dos  Valores  de  CPO-D  nas  faixas  etárias  de  35 a  44  e             65 a 74 anos
Figura 2 – Periodonto hígido e alterado.
Tabela 1 – Condições de Saúde Bucal da População Brasileira 2002-2003
Gráfico 2 –  Distribuição percentual dos usuários de prótese segundo o tempo de utilização   Fonte: Moimaz et al., 2004
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Referências

Documentos relacionados

Contudo, estudo realizado no Rio de Janeiro com profissionais e PVHIV em abandono de tratamento, mostrou que a busca ativa não é uma prática frequente nos serviços de saúde 35