A base de cálculo do PIS/Passep-importação e da Cofins-importação, nos casos de alíquota ad valorem, é o valor aduaneiro?. No terceiro e último capítulo, serão investigados os aspectos estruturais do PIS/Pasep-importação e da Cofins-importação no Direito Tributário Brasileiro.
15
CONCEITO DE TRIBUTO
São promulgadas com o objectivo de obter meios para fazer face às necessidades financeiras do Estado. Não está relacionado com a sanção de um ato ilícito, uma vez que não corresponde a uma punição, como a pena pecuniária de multa (que resulta de um ato ilícito);
IDENTIFICAÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA ESPECÍFICA DO TRIBUTO
A natureza jurídica específica do imposto é, portanto, identificada com base no seu fato gerador e base de cálculo. A actividade económica do Estado visa a obtenção, gestão e utilização dos recursos económicos necessários à consecução dos objectivos do Estado, que se resumem, em última análise, no bem comum.
CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
- I MPOSTO
- Classificação econômica dos impostos
- T AXAS
- C ONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
- E MPRÉSTIMO COMPULSÓRIO
- C ONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
- Contribuições de intervenção no domínio econômico(CIDE)
- Contribuição de interesse de categorias profissionais ou econômicas
- Contribuições sociais destinadas à Seguridade Social
Esta alteração alterou o inciso II do § 2º do art. 149 da Constituição Federal de 1988, que estendeu a tributação das constituições sociais e a interferência no campo econômico, que se referia apenas à importação de combustíveis, a qualquer importação de bens e serviços. No terceiro e último capítulo, intensificou-se a pesquisa do arcabouço jurídico bem definido do PIS/Pasep-importação e da Cofins-importação no direito tributário, a partir da interpretação de sua norma estrutural, com foco no art. Artigo 149 da Constituição de 1988.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
- S EGURIDADE SOCIAL X P REVIDÊNCIA
- A ORIGEM DA SEGURIDADE SOCIAL
Para superar esse inconveniente, a Constituição de 1988 elegeu duas grandezas como base da contribuição social: o rendimento e o lucro, o que deixou a porta aberta para novas contribuições, além das já mencionadas (artigo 195, § 4º). A Constituição de 1934 estabeleceu o poder da União de estabelecer regras de assistência social, o que também atribuiu aos estados membros a responsabilidade de fornecer assistência pública e de saúde e monitorar a extensão das leis sociais. Com a Constituição de 1988 houve uma estruturação completa da Seguridade Social, da saúde e da assistência social, unindo esses conceitos sob a moderna definição de “Segurança Social”.
COFINS
O fato de ter sido instituída por lei complementar formal (Lei Complementar nº 70/91) naturalmente não lhe confere a natureza de nova contribuição social, observado o disposto no parágrafo 4º do artigo 195 da Constituição de 1988. portanto , afirma que sua publicação não confere às leis complementares a natureza de nova contribuição social com base no artigo 195, § 4º da Constituição de 1988. Por não constituir nova contribuição social, a COFINS não está sujeita às restrições de Artigo 154 da Constituição de 1988, o que torna desnecessária a discussão do seu caráter cumulativo.
PIS
Por fim, não é possível constatar inconstitucionalidade no fato de a contribuição sob investigação ter fato gerador e base de cálculo idêntica à do imposto de renda e do PIS. Essa mudança gerou reação dos contribuintes, pois ao mesmo tempo foi criado o Finsocial (atual COFINS), que também era baseado na receita. Na sequência deste facto, o governo emitiu uma medida provisória na tentativa de continuar a arrecadar receitas operacionais, o que também gerou protestos, argumentando que uma medida provisória não poderia alterar a Lei Complementar de 1970.
CRITÉRIOS DA REGRA DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA
Também diferimos na terminologia porque em vez do critério utilizamos o termo aspecto para descrever os aspectos da hipótese e da consequência da norma jurídico-tributária. Mostra apenas os critérios que permitem identificar os fatos que ocorrem no mundo concreto, incentivando a submissão. Em suma, o facto é multifacetado, enquanto a norma fornece os critérios para identificá-lo.
ANTECEDENTE DA REGRA MATRIZ DE INCIDÊNCIA
- C RITÉRIO P ESSOAL
- C RITÉRIO Q UANTITATIVO
- C RITÉRIO M ATERIAL
- C RITÉRIO E SPACIAL
- C RITÉRIO T EMPORAL
Ou seja, a inclusão do rendimento bruto como base de cálculo da contribuição dos rendimentos provenientes da venda de bens e da prestação de serviços só ocorre se o legislador definir o próprio rendimento bruto como rendimento. O critério material para a regra da ocorrência das contribuições sociais é a obtenção de rendimentos provenientes da venda de bens, serviços de qualquer espécie, porém, não se pode afirmar que o rendimento seja uma materialidade da incidência do imposto, mas apenas do seu cálculo critério. Contudo, a COFINS, nos termos do artigo 2º da Lei Complementar nº 70/9.149, incidirá sobre o faturamento mensal, de forma que sejam considerados os rendimentos brutos provenientes da comercialização de bens, bens e serviços e serviços de qualquer natureza.
CONSEQÜENTE DA REGRA MATRIZ DE INCIDÊNCIA
A COFINS se adapta à modalidade de cobrança onde o critério geográfico é muito genérico, de modo que todo e qualquer fato ocorrido sob o manto da validade territorial da lei instituída possa desencadear seus efeitos específicos, uma vez que foram atribuídos à competência da União , e não havendo indicação expressa de área específica para verificação do fato tributário, seu critério geográfico será todo o território nacional. É, portanto, o critério que medirá o valor que o contribuinte deve ou, por outro lado, o valor que o sujeito ativo poderá reclamar, em virtude da verificação do evento previsto antecipadamente pela norma que criou o tesouro. Uma vez ocorrido o evento previsto no antecedente da regra matricial de ocorrência e comprovada sua ocorrência, haverá, consequentemente, consequência de relação fiscal entre dois ou mais sujeitos, onde o sujeito ativo detém o direito subjetivo. exigir o pagamento do imposto, e por outro lado o contribuinte tem o dever subjetivo de cumprir a obrigação mediante o pagamento do valor devido.
OPERAÇÃO COM IMÓVEIS
O conceito de “mercadoria” provém do direito comercial, cujo prazo é definido em disposição expressa da legislação pertinente, em especial o art. 191 do Código Comercial, que estabelece que só é considerada comercial a compra e venda de bens móveis ou móveis. Contudo, o intérprete, preso ao conceito de legislação civil, económica e constitucional, e isto ao determinar explicitamente a legislação tributária (artigos 109.º e 110.º do Código Tributário do Estado), não pode atribuir aos bens um significado diferente do já existente.
A LEI N. º 9.718/98
Financiamento da seguridade social – A COFINS será calculada com base no faturamento, correspondente ao rendimento bruto da pessoa jurídica. Indiretamente, pelo menos, preservou a base de cálculo da contribuição baseada na ideia de rendimento, apesar de chamá-la erroneamente de rendimento bruto. º Entende-se por receita bruta a totalidade dos rendimentos auferidos pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por ela desenvolvida e a classificação contábil utilizada para os rendimentos;
A LEI N. 10.833/03
Princípios básicos de vigência e regimes jurídicos tributários da contribuição para o PIS/PASEP de importação e da Cofins de importação, veiculados pela Lei 10. As pessoas jurídicas sujeitas ao cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nas condições do art. A base de cálculo do PIS/Pasep de importação e da Cofins de importação é o valor aduaneiro adicionado ao valor da mercadoria, os custos totais da transação, conforme demonstrado;
56
CONSIDERAÇÕES GERAIS
10.865, de 2004, a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidentes sobre a importação de bens e serviços, respectivamente denominadas Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação de Patrimônio do Servidor Público, incidentes sobre a importação de produtos ou serviços estrangeiros (Contribuição para o PIS) / Pasep - Importação) e Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social devida pelo importador de bens ou serviços estrangeiros do exterior (Cofins - Importação). Tarifas diferenciadas: As importações de produtos sujeitos ao regime de Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins com base em tarifas diferenciadas também estão sujeitas a diferentes alíquotas de contribuição ao PIS/Pasep - Importação e à Cofins - Importação, especificadas na Lei nº. As regras relativas à suspensão do pagamento do imposto de importação ou IPI vinculado à importação, em relação aos regimes aduaneiros especiais, aplicam-se também à Contribuição para o PIS/Pasep - Importação e à Cofins - Importação.
A EMENDA CONSTITUCIONAL N. 42/04
Algumas alterações incluídas pela EC nº. 33/2001 permaneceu como aquela que se refere às alíquotas e bases de cálculo previstas no inciso III do § 2º do art. 149 da Constituição de 1988, especificamente na alínea ‘a’, que menciona que poderão ter tarifas: a) “ad valorem”, baseadas no rendimento, no rendimento bruto ou no valor da operação, e no caso de importação, a alfândega valor58. A Lei nº 33/2001 não apenas determinou a possibilidade de a legislação tributária fixar alíquota sobre a qualidade dos itens a ou b, mas também determinou enfaticamente qual seria a possível base para a ocorrência dessas contribuições, visto que, no caso das importações, o base seria o valor aduaneiro. Por fim, sabe-se que quando as contribuições incidem sobre as importações com alíquotas ad valorem, incidirão sobre o valor aduaneiro.
A NATUREZA JURÍDICA DAS NOVAS EXAÇÕES
Bens ou serviços estrangeiros – importação do PIS/Pasep e contribuição social para financiamento da seguridade social devida pelo importador de bens ou serviços estrangeiros do exterior – importação da Cofins. Portanto, o fato de o legislador ter denominado tais exigências de “importações de Cofins” e “importações de PIS/Pasep” não significa que apresentem a natureza das contribuições para a seguridade social e para os programas de integração social e formação do patrimônio do servidor público, mencionados respectivamente em arte. O PIS/Pasep - importação e a COFINS - importação não estão relacionados, tanto em termos de finalidade quanto de razão de criação, com contribuições para a seguridade social, o que impossibilita, portanto, sua classificação como contribuições sociais.
REGIME JURÍDICO DO PIS PASEP – IMPORTAÇÃO E COFINS –
Contudo, a determinação das questões que dão origem à formulação de uma lei complementar resulta de uma avaliação axiológica por parte do legislador constituinte. A tarefa era prever no texto do diploma legal máximo os temas que, dada a sua importância para o ordenamento jurídico, seriam postulados através de uma lei complementar. Porém, no caso do PIS/Cofins – importação, pode-se dizer que são tributos novos, pois não se referem à COFINS tradicional, que incide sobre o empregador e incide sobre a folha de pagamento, a renda ou as obrigações legais das pessoas, nem sobre obrigações legais. os lucros do empregado e demais segurados, nem sobre os rendimentos de concursos e previsões; portanto, estes devem ser estabelecidos por meio de lei complementar.
O PIS/PASEP – IMPORTAÇÃO E COFINS – IMPORTAÇÃO E O PRINCÍPIO
O princípio da anterioridade é uma “cláusula permanente” da Constituição de 1988 e, portanto, a exclusão ou redução do seu alcance do texto constitucional não pode ser objeto de discussão. O princípio da prioridade do direito fiscal, além de constituir uma limitação do poder tributário do Estado, representa um dos mais importantes direitos fundamentais conferidos pela Carta da República ao universo dos contribuintes. Diante do exposto, verifica-se que a lei que define as contribuições típicas de intervenção, e não especificamente a Seguridade Social, só pode ser eficaz quando for coerente com o princípio da prioridade que se aplica aos tributos em geral (CRFB/88, art. 150, III , “b” e “c”).
O CONCEITO DE VALOR ADUANEIRO EM CONSONÂNCIA COM A
Portanto, pode-se concluir que o valor aduaneiro inclui, além do valor da mercadoria, transporte e seguro, enfim, os custos totais da transação. A partir daí podemos começar a refletir sobre o valor aduaneiro de um serviço, como a própria arte. 149, § 2º, incisos I e II, informa que as contribuições para a importação de serviços serão baseadas no valor aduaneiro.
A VIOLAÇÃO DO ART. 110 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL PELA
Nesta premissa vemos a necessidade de definir um conceito constitucional de valor aduaneiro, que seja coerente tanto com a ligação com bens como com os serviços. Se a Constituição Federal, ao delimitar a competência fiscal, utiliza um conceito próprio do direito privado – no caso o conceito de valor aduaneiro – cujo conteúdo é dado por acordos internacionais, incorporados ao ordenamento jurídico nacional, o direito não pode se expandir, quando criando uma nova extorsão. A Lei 10.864/04 parece ilegal no sentido de que ampliou, sem respaldo constitucional, o conceito de valor aduaneiro face à incidência do PIS/Cofins na importação.
A INEXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES SOBRE VALORES CONSTANTES
As alíquotas do imposto de importação foram repetidamente aumentadas e as autoridades fiscais cobraram o imposto correspondente aplicando as alíquotas aumentadas mesmo em relação aos produtos que já se encontravam no território nacional no momento do aumento. 19, do CTN, que praticamente desconsiderou, ao admitir que o fato gerador do imposto de importação é o desembaraço aduaneiro de mercadoria importada, e assim decidiu a final em favor do fisco, com a cobrança do imposto contra alíquota elevada foi validado, mesmo quando se trata de automóveis que já se encontravam nas dependências da alfândega na data do aumento. Se houver uma redução na alíquota do imposto de importação antes do desembaraço aduaneiro, é razoável supor que o imposto será pago à alíquota mais baixa.
A POSSIBILIDADE DA INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO
ultrapassou o mandato constitucional que previa o valor aduaneiro como base das contribuições, uma vez que, conforme explicado acima, o conceito constitucional de valor aduaneiro não pode conter elementos estranhos que não estejam vinculados ao valor da transação comercial internacional. se interpretarmos a lei de acordo com a Constituição com texto reduzido, desde que a base de cálculo das contribuições será apenas o valor aduaneiro de acordo com a Constituição, ou seja, o valor da transação comercial, que é o culturalmente aceito e finalizado forma, ainda mais em Devido à existência de contribuições sobre a importação de serviços, a aplicação do conceito de valor aduaneiro à atividade económica é nova no nosso sistema. 10.865/04 deve ser interpretada com reservas, ou seja, de acordo com o que consta do art.
O TRATAMENTO FISCAL ANTIISONÔMICO NA IMPORTAÇÃO ENTRE
O objetivo deste trabalho foi investigar a verdadeira natureza jurídica das contribuições instituídas sob o título PIS/Cofins-importação, bem como algumas inconsistências com a constituição de 1988. A natureza jurídica do PIS/Pasep-importação e da Cofins-importação é a mesmas contribuições no PIS e na Cofins, determinadas com base nos artigos 239 e 195 da Constituição de 1988, ou seja, são contribuições previdenciárias; Breve análise das contribuições ao PIS e Cofins, que incidem na importação de produtos (emenda constitucional nº 42/03 e lei nº.