A primeira fase do projeto de Extensão Cinema Brasileiro na Escola - Retrospectiva histórica do cinema brasileiro - liderada pelo prof. Solange Straube Stecz - Panorama geral da produção cinematográfica regional no Brasil na segunda fase do cinema brasileiro conceituada por Paulo Emilio Salles Gomes.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE A ANÁLISE DE FILMES E SEU POTENCIAL
PARA A ATIVIDADE DOCENTE
Na sua definição espacial, o plano recorta uma parte do universo que pretende representar ou que se propõe construir. A riqueza visual do plano envolve a disposição dos elementos dentro dos limites de um quadro, através da composição.
CINEMA BRASILEIRO: DO NASCIMENTO AOS CICLOS REGIONAIS
Ainda sem a característica de uma “sétima arte” ou de um produto cultural específico, como foi programado e fruído na sociedade carioca a partir da década de 1920, o cinema é uma atração, entre os pop, como um espetáculo “gratuito”. bares e cabarés ou sob patrocínio em praças públicas, ou mesmo em novas salas, acompanhados por piano ou pequeno conjunto de câmara. O filme fez bastante sucesso em Pouso Alegre e foi exibido no Rio de Janeiro, com resultado bastante positivo.
O FILME LIMITE COMO UM EXPOENTE DA VANGUARDA NO BRASIL
Em 1931, quando Edgar Brasil utilizou o laboratório de Carmem Santos para selecionar e copiar o material para a montagem do filme, ela se interessou pelo material e pela obra de Mário Peixoto. Desta forma, o filme de Mário Peixoto também inova na sua proposta de encenação, através de uma narrativa não linear e sem recurso a signos, utilizando com maestria as ferramentas do cinema mudo.
ATLÂNTIDA CINEMATOGRÁFICA E COMPANHIA CINEMATOGRÁFICA VERA CRUZ
Além de ser o primeiro filme nacional a receber apoio mundial, é considerado um dos melhores do cinema brasileiro e o melhor produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Também foram realizadas diversas exposições fotográficas do acervo, além de um livro de 2003 intitulado Vera Cruz – imagens e história do cinema brasileiro.
CINEMA NOVO: UM CINEMA DE RUPTURAS
Mas o Cinema Novo foi até o fim e é uma parte muito importante e fundamental da história do cinema brasileiro. O filme Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha, é um marco no Cinema Novo.
CINEMA MARGINAL BRASILEIRO
MUITAS IDEIAS, POUCOS RECURSOS
O Cinema Marginal nasce da lama do Rio Tietê na poeira das ruas da Boca do Lixo. Se escolhi um bairro para falar do Brasil”, é porque esse bairro se chama Boca do Lixo. A ligação com exibidores para angariar fundos para os seus filmes também foi uma prática reconhecida de Galante e copiada na Boca do Lixo.
Entre os cineastas marginais é difícil descobrir quem não esteve envolvido com os produtores de Boca do Lixo, a ponto de um cinema se confundir com outro. É difícil entender, mas a Boca do Lixo foi, muito mais que Vera Cruz e Atlântida, um cinema vibrante. Os filmes da Boca do Lixo, principalmente aqueles com elementos eróticos enquanto iscas, quebraram recordes.
O filme teve um desempenho retumbante de bilheteria, ultrapassando os quatro milhões de espectadores, mas o que parecia uma nova oportunidade se transformou no colapso da Boca do Lixo. Nascido na Boca do Lixo, em São Paulo, o Cinema Marginal imediatamente deu frutos em outros lugares.
EMBRAFILME: ENTRE CINEMA E DITADURA
Ficou claro para o cinema e para o Estado militar que o crescimento do cinema não poderia ser promovido sem investimento do governo, sem a criação de uma base industrial e de leis de incentivo para promover a produção. Em segundo lugar, a aproximação do popular ao comercial, o que fez com que a conquista do mercado brasileiro fosse vista como a primeira prioridade do cinema nacional. Em vez de reunir cultura popular e erudita no Cinema Novo, vemos aqui um distanciamento.
A intervenção estatal no campo da cultura – acompanhada do desenvolvimento de uma indústria cultural que se apropriou dos desejos de independência do desenvolvimento nacional – implicou o esvaziamento do potencial revolucionário embrionário na proposta de um cinema popular. É claro que é difícil para um país sob um regime ditatorial produzir filmes através de uma empresa estatal. A perda do potencial revolucionário do cinema brasileiro é consequência da perda do potencial revolucionário da nação como um todo, suprimido sob o regime militar.
A relação conflituosa em que os ex-integrantes do Cinema Novo se viram apoiando a empresa estatal militar foi resultado do desejo de que o cinema brasileiro fosse levado a sério pelo governo e pelo próprio povo. Na década de 1960, a frase de Glauber “câmera na mão e ideia na cabeça” expressava a questão da sobrevivência: ou fizemos cinema assim ou não o teremos.
O CINEMA DA RETOMADA
Aproveitando um momento frágil do cinema nacional que veio da estagnação. Porém, entre esses dois filmes, a Globo Filmes voltou a produzir um filme Trapalhões, O Trapalhão e a Luz Azul (1999), utilizando novamente seu ativo de marketing. Atualmente, outro compromisso da Globo Filme é realizar um longa-metragem baseado em um personagem memorável das novelas da Rede Globo.
No ano seguinte, a Globo Filmes coproduziu Carandiru (2003), drama dirigido por Hector Babenco que segue a linha deixada por Cidade de Deus e entrega. Segundo a própria empresa, já levaram mais de 150 milhões de pessoas aos cinemas, e esses números são ainda mais incríveis se considerarmos que os dez filmes brasileiros mais populares no período após a retomada das exibições de todos os co- produções. A rigor, a Globo Filmes só poderia produzir filmes com recursos próprios, mas desde a sua fundação a grande maioria dos filmes que levam sua marca foram coproduzidos com produtoras independentes.
COMPRA BRASILEIRA: FORMA E CONTEÚDO. agir de acordo com o resultado – geralmente, quando ocorre o clímax, o ponto alto do arco narrativo). O filme abre com uma espécie de “plano de estabelecimento”: numa região rural do interior do Brasil, cortadores de cana param o trabalho para ver o circo passar.
O SOM AO REDOR E O CINEMA AUTORAL
O filme é adequado para exemplificar a direção no cinema de autor porque é um trabalho pessoal do diretor e não uma produção planejada por uma grande equipe. Acho que a luta de classes está aí, mas começo sempre de dentro para fora, com base na experiência pessoal. Tomando café, João lê em voz alta a manchete da coluna social de um jornal local: filha de família com sobrenome familiar.
A ida de Clodoaldo até a residência de Seu Francisco nada poderia representar para o filme, mas Kléber Mendonça consegue extrair desse roteiro despretensioso uma cena profunda e com sutileza ímpar. A imagem do sertão apresentada no filme corresponde ao estereótipo que liga o universo rural brasileiro à memória de um ambiente arcaico, governado por uma figura patriarcal, símbolo da tradição e responsável pela unidade familiar. Contrariando as ideias de Ivana Bentes, para MASCARELLO, carregada de elitismo acadêmico, ela argumenta que os críticos que se referem à existência de um “cosmético da fome” olham a cinematografia atual na perspectiva dos espectadores de um cinema moderno-revolucionário.
Todo o seu trabalho será baseado no controle da luz que vem de uma fonte e sensibiliza o filme ou CCD da câmera. Em Shattered April podemos falar da utilização de uma paleta para o filme como um todo, do ocre ao preto, com alguns pontos de cor: amarelo e vermelho, azul e verde.
DURVAL DISCOS: A ARTE DE DENTRO PARA FORA
Os créditos do filme poderiam sair da São Paulo de Durval, o ventre da baleia do filme de Anna Muylaert. A definição expressa de filme já foi dada: é a parte do filme entre dois pontos de montagem. Essa sequência apresenta ao espectador os personagens principais do filme e, principalmente, o ritmo imposto pelo filme.
Abaixo, alguns frames do filme A Greve, de Sergei Eisenstein, ilustrando a ideia de colisão entre planos. Vertov, outro cineasta e teórico da época, viu a harmonia dos intervalos implícita em todo o processo de produção cinematográfica. O raccord caracteriza-se pela presença de um elemento formal de ligação entre dois planos, o que contribui para a fluidez e continuidade do filme.
Sobre a produção e direção do filme São Bernardo, o historiador e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes entrevistou Leon Hirszman. Parte desta entrevista faz parte do livro2 que acompanha o DVD do filme São Bernardo, publicado pela Vídeo Filmes. No processo de produção do filme São Bernardo (1972) de Leon Hirszman, tomou-se como roteiro o romance São Bernardo (1934) de Graciliano Ramos.
Como lembra Laura Escorel, a limitação de recursos financeiros e técnicos afetou o estilo do filme: “a falta de filme virgem e o estoque muito modesto de iluminação têm muito a ver com o resultado deste trabalho”.
A HORA DA ESTRELA: TESSITURAS ENTRE LITERATURA, CINEMA E TELEVISÃO
Percebe-se que trechos do romance A Hora da Estrela foram adaptados pelo cineasta e outros foram acrescentados ao filme, garantindo a aproximação e ao mesmo tempo permitindo a criação de uma nova obra. Criar variações sobre uma obra original, sem perder a originalidade, e ser original criando variações sobre uma obra existente, são questões que permeiam a tradução de uma obra literária para o cinema. Mesmo a literatura do subjetivismo extremo utiliza um vocabulário comum e assim se salva da solidão dos mal-entendidos definitivos.
É provável que a arte cinematográfica consiga, em última análise, unir pessoas e nações, apresentá-las e ajudá-las a compreenderem-se umas às outras. Na minha opinião, o filme é substantivo e naturalmente poético porque tem a natureza de um sonho, porque se aproxima de um sonho, porque a sequência cinematográfica é uma sequência de uma memória ou de um sonho. CINEMA BRASILEIRO: LINGUAGEM, ESTÉTICA E CULTURA. do estático ao eletrónico - participar no reconhecimento da criação de novas formas de percepção e representação, na formalização de uma preocupação maior, digamos de natureza ética, em relação aos caminhos que se abrem à literatura neste novo século.
A liberdade de restrições espaciais e temporais se deve à notável semelhança entre o filme e o próprio pensamento devido ao rápido fluxo de imagens. O programa se esforça para se criar sozinho, mas faltou muito para dar uma ideia precisa dos bastidores das filmagens.