• Nenhum resultado encontrado

Cristiano Schwening.pdf - Univali

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Cristiano Schwening.pdf - Univali"

Copied!
233
0
0

Texto

Porém, iniciar um projeto de melhoria de software (MPS) não é uma atividade trivial, principalmente para micro e pequenas empresas (MPEs), devido a diversos fatores específicos dessas iniciativas. Abordagem SPI-KM para melhoria de processos de software apoiados pela gestão do conhecimento (Software Process Improvement Approach Supported by Knowledge Management).

INTRODUÇÃO

PROBLEMA DE PESQUISA

  • Solução Proposta
  • Delimitação de Escopo
  • Justificativa

Cultural: a cultura organizacional no MPE exige um forte alinhamento dos conceitos de melhoria de processos em relação ao modelo de negócio. Essa deficiência é criada devido à falta de conexão dos processos desses modelos e padrões com os modelos de negócios das organizações (THIRY et al., 2006).

OBJETIVOS

  • Objetivo Geral
  • Objetivos Específicos

Desta forma, justifica-se o desenvolvimento de um método para definição de perfis de capabilidade de processos que forneça um sistema objetivo de seleção de processos através de critérios pré-definidos e adequados à realidade do software MPE. Determinar os possíveis perfis de capacidades de processo do MPE estudado e que serão considerados na implementação deste trabalho.

METODOLOGIA

  • Metodologia da Pesquisa
  • Procedimentos Metodológicos

É realizada uma análise da realidade do desenvolvimento do método que será utilizado para apoiar a definição de perfis de desempenho de processos de software. Ao definir o campo de interesse, definiu-se o tema de estudo, que se refere à melhoria de processos em software MSE.

Figura 2. Processo de pesquisa
Figura 2. Processo de pesquisa

ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO

A partir desses resultados foi possível comparar os resultados utilizando o método desenvolvido e obter uma análise qualitativa dos resultados. Os resultados obtidos na avaliação do método foram apresentados com artigos submetidos e aceitos em 2 eventos, uma publicação em periódico eletrônico e uma defesa de mestrado propriamente dita.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Em 2008, 80% das empresas que atuavam na área de desenvolvimento e produção de software no mercado brasileiro eram micro e pequenas empresas (ABES, 2009). Como pode ser observado na Figura 4, as MPEs representam um percentual significativo das organizações, o que justifica o foco no estudo dos problemas dessas MPEs e das limitações desse tipo de organização em relação à utilização de conceitos definidos pela engenharia de software.

Figura 3. Problemas observáveis em MPEs da Áustria  Fonte: Hofer (2002).
Figura 3. Problemas observáveis em MPEs da Áustria Fonte: Hofer (2002).

Problemática da melhoria de processos em MPEs de software

Processos adequados à organização: o projeto MPS deve ser adaptado às características da organização (HEFNER e TAUSER, 2001; DYBA, 2003). Objetivos de negócio: os objetivos de melhoria devem estar alinhados com os objetivos de negócio da organização (HEFNER e TAUSER, 2001).

Perfis Capacidade de Processo

Um perfil de capacidade de processo (PCP) é um modelo que representa um processo do ponto de vista da capacidade do processo. Só é possível atingir este objetivo medindo o nível de capacidade do conjunto de processos definido num perfil de capacidade de processo.

Figura 6. Exemplo de um perfil de capacidade de processo  Fonte: ISO/IEC 15504 (2008)
Figura 6. Exemplo de um perfil de capacidade de processo Fonte: ISO/IEC 15504 (2008)

Melhoria de Processos de Software

A maturidade do processo refere-se ao grau de implementação de um grupo de processos em uma organização. Na prática, porém, esta norma também pode ser utilizada como referência para melhoria de processos (SALVIANO, 2006).

Figura 7. Quatro abordagens para MPS  Fonte: SALVIANO (2006).
Figura 7. Quatro abordagens para MPS Fonte: SALVIANO (2006).

Estágios de Crescimento

Os modelos de estágio de crescimento fornecem informações extremamente importantes para o desenvolvimento de uma organização. Cada um desses modelos de crescimento define características para caracterizar as organizações em diferentes números de estágios. A importância de analisar as organizações sob a perspectiva de um estágio de crescimento é enfatizada por diversos autores.

Disciplinas de valor

Estas disciplinas referem-se às formas desejáveis ​​pelas quais as organizações podem combinar a sua proposta de valor e o seu modelo de negócio para serem as melhores no seu mercado. Portanto, o primeiro passo para a organização é identificar a disciplina de valor chave que irá moldar os seus planos e decisões subsequentes e permitir-lhe identificar os seus principais processos de negócio. A Figura 10 apresenta, por meio de ilustração, as fases e preocupações associadas a cada disciplina de valor e sua relação com as expectativas do cliente.

Figura 10. Os clientes devem determinar o foco do processo  Fonte: Treacy e Wieserma (1995)
Figura 10. Os clientes devem determinar o foco do processo Fonte: Treacy e Wieserma (1995)

Objetivos de Negócio

O gerenciamento de processos, o planejamento de melhorias e as atividades de design devem começar com as expectativas do cliente e trabalhar em direção a processos específicos. A implementação e o gerenciamento das atividades do processo ocorrerão dentro da empresa e sua eficácia será, em última instância, medida pelo cliente. Esta visão ‘de fora para dentro’ é muito importante para a maturidade do BPM (Business Process Modelling) e exige a adoção de novos modelos de negócios (baseados em processos) que agreguem valor à base de clientes e sejam escolhidos a partir de um foco predominante em uma disciplina de valor.

Modelo de Negócio

O modelo de negócio mostra o sistema da empresa: como as peças do quebra-cabeça se encaixam. Neste contexto, todas estas definições geralmente enfatizam a “natureza processual” que um modelo de negócio deve ter (RAJALA et al., 2003). Contudo, deve-se ressaltar que a criação de valor para o cliente pode ser alcançada através do modelo de negócios e do fornecimento de produtos e/ou serviços de uma empresa (AMIT e ZOTT, 2000).

Figura 11. Perguntas que podem ser respondidas por um modelo de negócio  Fonte: Mac Knight (2004)
Figura 11. Perguntas que podem ser respondidas por um modelo de negócio Fonte: Mac Knight (2004)

Técnicas para representação do conhecimento

Dentro do MPS, os mapas mentais podem ser usados ​​para descrever, por exemplo, as etapas executadas para implementar processos em uma organização (Figura 15), para ajudar a compreender a análise de um sistema ou para organizar a estrutura das páginas de um site. Uma das grandes vantagens de uma árvore de decisão é a possibilidade de transformar/decompor um problema complexo em vários subproblemas mais simples. Estudos etnográficos: Consistem no estudo de um objeto por meio da experiência direta da realidade em que ele está inserido (GIL, 2007).

Figura 14. Mapa mental, suas possíveis aplicações
Figura 14. Mapa mental, suas possíveis aplicações

TRABALHOS RELACIONADOS

PROCESS CAPABILITY PROFILE TO DRIVE PROCESS

  • Descrição da abordagem
  • Discussão sobre a abordagem

Este perfil de capacidade de processo definido e utilizado na abordagem PRO2PI também é denominado PRO2PI (SALVIANO, 2006). PRO2PI-PROP: Um conjunto de oito propriedades que um perfil de capacidade de processo deve ter o suficiente para ser um PRO2PI. A definição de um perfil de capacidade do processo, denominado PRO2PI, é realizada através de diversas fases que compõem o componente PRO2PI-WORK.

MODELO COMPETISOFT

  • Descrição da Abordagem
  • Discussão sobre a abordagem

A particularidade disto é que permite a seleção de processos a partir de diferentes modelos e padrões ou mesmo a definição de novos processos. Gestão de Projetos: Composto por um conjunto de indicadores e métricas básicas para projetos de software, alinhados aos processos e objetivos do projeto. Esses processos fazem parte da estratégia de seleção e priorização de processos (mencionada na figura 17) da PmCOMPETISOFT e estão listados na tabela 18.

Figura 16. O modelo COMPETISOFT  Fonte: Oktaba et al. (2008).
Figura 16. O modelo COMPETISOFT Fonte: Oktaba et al. (2008).

METODOLOGIA MARES

  • Descrição da Abordagem
  • Discussão sobre a abordagem

Seu objetivo é auxiliar na avaliação de processos em micro e pequenas empresas brasileiras de software, para incentivar o início de um programa para melhorar seus processos, levando em consideração seus objetivos, características e restrições de negócio (ANACLETO, 2004). Os padrões de perfil descrevem um conjunto genérico de processos-alvo relacionados a uma meta de melhoria ou estágio de crescimento. O objetivo deste modelo é fornecer os riscos e sugestões de melhorias indicados como resultados adicionais de uma avaliação com o objetivo de dar maior suporte à melhoria dos processos.

Figura 18. Exemplo de um padrão de perfil e sua adaptação ao contexto de uma empresa  Fonte: Anacleto (2004)
Figura 18. Exemplo de um padrão de perfil e sua adaptação ao contexto de uma empresa Fonte: Anacleto (2004)

CMMI IN SMALL SETTINGS TOOLKIT

  • Descrição da Abordagem
  • Discussão sobre a abordagem

Para cada processo, os participantes realizam uma análise para captar se há impacto e maior necessidade da área de processo para a organização. Os resultados da aplicação do CMMI nas ações de MPS em duas MPEs norte-americanas estão destacados no material disponível neste repositório. É apresentada a abordagem na qual são apresentados os sintomas de quando a área de processo não é executada, proporcionando aos participantes uma visão mais completa dos objetivos do PA.

PRISMS

  • Descrição da Abordagem
  • Discussão sobre a abordagem

Para determinar essas áreas de processo, o questionário é aplicado em um workshop de conhecimentos e questões empresariais. Outra proposta interessante do PRISMS é definir no início da melhoria do processo um conjunto de indicadores alinhados aos objetivos de negócio definidos pelos gestores e que serão implementados durante o projeto MPS e serão medidos posteriormente nos projetos. O FAME tem como objetivo avaliar processos para posteriores ações de melhoria de processos em organizações de software.

Figura 20. Fluxo de atividades do PRISMS  Fonte: Allen et al. (2004).
Figura 20. Fluxo de atividades do PRISMS Fonte: Allen et al. (2004).

SPI-KM

  • Descrição da Abordagem
  • Discussão sobre a abordagem

A principal proposta que esse método oferece é focar seu processo de avaliação de forma alinhada aos objetivos de negócio da organização. Ao longo do projeto de melhoria, o conhecimento é adquirido e registrado, que depois é avaliado e pode levar a mudanças nos processos (SANTOS et al., 2008). Durante a atividade de definição de processo, é definido um processo padrão que deve ser usado em todos os projetos de software da organização.

Figura 21. Fluxo de atividades da abordagem SPI-KM  Fonte: Santos et al. (2008).
Figura 21. Fluxo de atividades da abordagem SPI-KM Fonte: Santos et al. (2008).

RAPID

  • Descrição da Abordagem
  • Discussão sobre a abordagem

A principal característica do RAPID destacada neste trabalho é que ele propõe um perfil de processo composto por apenas 8 processos. Os processos propostos limitam o número de possibilidades para os participantes na dinâmica de definição e permitem uma implementação mais rápida de ações de melhoria. Porém, a limitação do número de processos não permite que o método forneça um conjunto de processos relevantes para qualquer modelo de negócio.

MÉTODOS DE MPS BASEADOS NO QFD

  • Método para alinhar valores com SPC e iniciativas de MPS
  • Método da Matriz de Processo de Software

O método descrito propõe a utilização de uma técnica e de um conjunto de dinâmicas de grupo envolvendo os stakeholders da organização, que desta forma escolhem os processos mais relevantes para os objetivos organizacionais. Para selecionar os processos de software a serem processados, utiliza-se a técnica proposta pela QFD (House of Quality). Para selecionar os processos para uma iniciativa de MPS é realizado um processo de análise dos itens listados em uma matriz.

ANÁLISE COMPARATIVA

O objetivo do critério C4 foi verificar se as abordagens possuem um conjunto de atividades ou uma técnica com o objetivo de auxiliar os executores durante o perfilamento. Em relação ao critério C6, verifica-se que todas as abordagens incluem algum tipo de documento ou ferramentas que apoiam a sua execução. As abordagens apresentadas possuem uma descrição formal para auxiliar na obtenção de um perfil de capabilidade dos processos, de acordo com a análise do critério C7.

DESENVOLVIMENTO DO PCP-DEF

PROCEDIMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO PCP-DEF

  • Identificar variáveis relevantes para caracterizar uma MPE
  • Mapear práticas do CMMI-DEV com relação às variáveis
  • Definir o método PCP-DEF
  • Aplicar atividades e conceitos em empresas piloto
  • Avaliar os resultados
  • Revisar e documentar o método
  • Aplicar, avaliar e revisar o PCP-DEF em MPEs

O Modelo de Negócios pode ser encontrado no método MARES (ANACLETO, 2004), no Questionário de Contextualização de Negócios (código do artefato DOC08P). As variáveis ​​identificadas em cada tipo de MPE são: o estágio de crescimento, o modelo de negócio e a disciplina de valor. CMMI-DEV de acordo com as características definidas na etapa anterior, ou seja, estágio de crescimento, disciplina de valor e modelo de negócio.

Figura 22. Etapas do desenvolvimento do método
Figura 22. Etapas do desenvolvimento do método

CONTEXTO DE UTILIZAÇÃO DO PCP-DEF

Os guias que apoiam a execução do método devem ser reescritos para tornar o texto mais claro. Embora uma versão inicial do método tenha sido aplicada na etapa 3, o objetivo desta aplicação foi estabelecer subsídios para a definição do PCP-DEF. A Figura 25 descreve esquematicamente as possíveis inter-relações entre as principais etapas e partes envolvidas na execução do método.

DESCRIÇÃO DO PCP-DEF

  • Selecionar as características gerais
  • Identificar o tipo de atividade
  • Identificar o modelo de negócio
  • Identificar o perfil inicial
  • Ajustar os níveis de capacidade do perfil
  • Ajustar as práticas do perfil
  • Elaborar o Relatório de PCP

Nesta atividade, o utilizador do PCP-DEF deve selecionar, no subnível 3 (SN 3), o principal tipo de atividade que a organização desenvolve (Figura 28). Resultados O subnível referente ao tipo de atividade deverá ser contemplado pelo mapa mental do PCP-DEF. Transferir a prática específica e o nível de capacidade do processo documentado no mindmap para o documento “PCP-DEF-v2.xlsx”, na planilha chamada “AjustarPraticas”.

Figura 26. As etapas do PCP-DEF
Figura 26. As etapas do PCP-DEF

RESULTADOS

DEFINIÇÃO DA AVALIAÇÃO

Com o objetivo de avaliar a definição do PCP e compará-la com aquelas obtidas por outras abordagens. Dessa forma, a avaliação foi definida com o objetivo de realizar uma análise do método PCP-DEF a fim de comparar a definição de um PCP individual gerado pelo método com o equivalente obtido pela abordagem consolidada para MPS. A avaliação foi realizada na perspectiva do pesquisador em 6 empresas da cidade de Caxias do Sul/RS.

PLANEJAMENTO DA AVALIAÇÃO

  • Hipóteses
  • Medidas
  • Coleta dos dados
  • Análise dos dados
  • Participantes

Impressão subjetiva do percentual de variação em relação à aplicação de processos e práticas obtidas com o método. Produto de trabalho do método de mapeamento das perspectivas dos processos em relação aos objetivos de negócio da organização. Processo descritivo PCP-DEF (Seção 4.3) contendo as atividades, etapas, descrição dos artefatos e resultados intermediários definidos para a execução do método.

EXECUÇÃO DA AVALIAÇÃO

  • Análise dos questionários de avaliação
  • Análise dos perfis obtidos na avaliação
  • Análise dos problemas e melhorias detectados no método
  • Análise das hipóteses do trabalho
  • Análise das ameaças em relação à avaliação

A avaliação foi então realizada através da execução do PCP-DEF em conjunto com as empresas participantes. Durante a avaliação do PCP-DEF, foram produzidos dois PCPs para cada empresa participante. Durante a aplicação da avaliação PCP-DEF foram descobertos problemas e sugestões de melhorias.

Figura 34. Perfis obtidos para a organização 1
Figura 34. Perfis obtidos para a organização 1

CONCLUSÕES

CONTRIBUIÇÕES DA DISSERTAÇÃO

A principal contribuição deste trabalho foi o desenvolvimento de um componente adicional voltado para abordagens de MPS com o objetivo de acelerar a obtenção de perfis de capacidade de processos adaptados às características das organizações. Definição objetiva de características (estágio de crescimento, disciplina de valor e modelo de negócio) detectáveis ​​em qualquer tipo e porte de organização; A utilização de 3 características (fase de crescimento, disciplina de valor e modelo de negócio) que permitem uma análise mais rápida de uma organização.

TRABALHOS FUTUROS

Este trabalho também pode ser complementado com a inclusão de todos os processos da norma ISO/IEC 15504-5, que permitem o suporte de um maior número de práticas necessárias ao desenvolvimento e manutenção de software. Utilizar o método PCP-DEF com outros projetos de melhoria e outras abordagens de MPS em outras organizações com modelos de negócios diferentes daqueles utilizados na avaliação deste trabalho para testar sua aplicabilidade em outros contextos de micro e pequenos negócios de software. Avaliação de processo de lançamento de programas de melhoria de software em micro e pequenas empresas.

MATRIZ DE ADEQUAÇÃO DE PRÁTICAS DO

Imagem

Figura 1. Diagrama dos “campos de força” para MPS em MPEs  Fonte: Adaptado de Johannesen (2000)
Figura 3. Problemas observáveis em MPEs da Áustria  Fonte: Hofer (2002).
Figura 4. Porte das empresas, segunda a força de trabalho efetiva  Fonte: MCT (2005).
Figura 5. Início de atividades das empresas  Fonte: MCT (2005).
+7

Referências

Documentos relacionados

1.1 Informação administrativa: Localização da ação: Nome do requerente: Estatuto jurídico Sede anexar comprovativo: Data de constituição: Entidade parceira se aplicável Nome: