ORIGEM HISTÓRICA
O Código de Ur-Nammu citado acima, semelhante à lei das XII Tábuas escritas entre os anos 303 e 304, está incluído nos antecedentes históricos dos danos morais. Contudo, como mostram os textos comentados, os romanos já aceitavam, ainda que primariamente, a reparação dos danos morais.
O DANO MORAL NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
114, VI, compete à Justiça do Trabalho processar e julgar os pedidos de indenização por danos morais ou materiais decorrentes do vínculo empregatício. O artigo 949 trata do pagamento de indenização em caso de dano estético, que constitui uma forma de dano moral.
CONCEITO DE DANO
Existem inúmeros conceitos em todo o ordenamento jurídico, e é certo que se, em decorrência de um ato, algum bem de natureza jurídica for diminuído, há dano. No conceito de Diniz65: “o dano é uma das condições da responsabilidade civil, tanto contratual quanto extracontratual, pois nenhuma ação indenizatória pode ocorrer sem que haja prejuízo”. O termo dano é amplamente definido como uma violação de qualquer bem jurídico, e isso inclui danos morais.
O fato lógico é que o dano deve ser a destruição ou simplesmente a diminuição de um bem jurídico, material ou moral pertencente a um indivíduo. Lição de Teixeira Filho74: “O dano é o resultado de uma ação ou omissão, não baseada no exercício regular de um direito, em que o agente causa dano ou viola direitos alheios, com dolo ou culpa”.
CONCEITO DE DANO MORAL E MATERIAL
- C ONCEITO DE D ANO M ORAL
- C ONCEITO DE D ANO M ATERIAL
Os subtítulos a seguir tratarão da competência da Justiça do Trabalho antes e depois da CE nº. 45/2004. Portanto, por unanimidade, compete exclusivamente à Justiça do Trabalho o procedimento e o julgamento das ações indenizatórias por danos morais ou pecuniários decorrentes do vínculo empregatício. 114 da Constituição menciona a competência da Justiça do Trabalho para proceder e julgar as ações decorrentes do vínculo empregatício.
O emprego é género, o que inclui o emprego (..) que é da competência da Justiça do Trabalho. A Justiça do Trabalho é competente para julgar pedidos de danos morais decorrentes do vínculo empregatício, nos termos do artigo 114 da Constituição Federal.
JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA
- C ONCEITO DE JURISDIÇÃO
- C ONCEITO DE COMPETÊNCIA
A Justiça do Trabalho ampliou sua competência para analisar casos de relações trabalhistas, e não apenas casos de relações trabalhistas abrangidos pela CLT. Antes da EC nº 45/2004, a Justiça do Trabalho era reservada para dirimir conflitos entre empregados e empregadores e apenas para algumas outras demandas, entre as quais podemos citar: casos de trabalhadores temporários e trabalhadores ocasionais. Portanto, por exemplo, a competência da Justiça do Trabalho de São Paulo, capital, é da própria cidade.
A competência da Justiça do Trabalho é amplamente definida e abrange diversas ações que exigem direitos trabalhistas. Assim, de acordo com o artigo 114 da Constituição Federal, a Justiça do Trabalho é competente para conhecer e julgar as ações judiciais decorrentes da relação de trabalho entre trabalhadores e empregadores, não havendo possibilidade de outro Poder Judiciário decidir sobre a matéria.
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LUGAR
O subtítulo seguinte tratará da jurisdição baseada no lugar, que pode ser chamada de territorial ou ratione loci ou mesmo de fórum. Caso o trabalhador não aceite a transferência, o tribunal local onde continua a prestar serviços será competente em razão da localização. A competência baseada no lugar, para Peixoto106: “está ligada à divisão da competência relativa, porque os contratantes podem escolher, expressa ou tacitamente, o local onde pretendem demandar”.
O superior de trabalho também possui competência devida ao local, no caso da competência originária. A jurisdição baseada no país é relativa e deve sempre ser discutida, caso isso não aconteça, o tribunal que foi originalmente declarado incompetente pode ser entendido como competente.
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DAS PESSOAS
Para melhor compreensão, a Constituição Federal não estipula o conceito de trabalhador, mas refere-se a ele na letra maiúscula do artigo 7º e no artigo XXXIV, no parágrafo único do mesmo artigo, no artigo 9º, no artigo II do artigo 195, entre outras coisas. É necessário determinar de alguma forma que tipo de trabalhador a Justiça do Trabalho terá competência para avaliar suas demandas. Posteriormente, a EC nº 45/2004 estendeu a competência da Justiça do Trabalho a todos os trabalhadores, mesmo que não subordinados.
Segundo Almeida112, a competência baseada na pessoa é: “atribuída a uma autoridade judiciária para tratar de assunto específico em relação às pessoas das partes no processo”. A jurisdição em relação às pessoas parece, portanto, ser constituída pela propositura de uma ação relativa a determinadas pessoas.
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA MATÉRIA
45/2004, não estabeleceu a competência da Justiça do Trabalho com base neste caso, mas apenas dizia respeito a litígios entre empregados e empregadores, ou seja, baseava-se na competência baseada nas pessoas, o que é difícil, pouco claro e enganoso , uma vez que nem todos os conflitos entre empregados e empregadores constituíam objeto de relações laborais. A Lei n.º 45/2004 introduziu a mais profunda alteração no direito processual laboral – e indirectamente também no direito material do trabalho – ao determinar a competência do tribunal do trabalho para “conhecer e apreciar as questões decorrentes da relação laboral” (art. 114, I). , omissão de referências a “funcionário” (ou “funcionário”) e. Em regra, compete à Justiça do Trabalho conhecer e julgar os litígios entre empregados e empregadores decorrentes da relação laboral, por se tratar de matéria laboral.
Quaisquer que sejam as questões que surjam das decisões da própria Justiça do Trabalho, é sua responsabilidade processar e julgar. Para analisar o subtítulo seguinte, resume-se que a competência do trabalho é decidida com base em diferentes parâmetros da lei e em relação a esta questão, é importante enfatizar a lição de Malhada no sentido de que “os juízes e os tribunais do trabalho tem a sua competência. devido à questão definida no art.
COMPETÊNCIA FUNCIONAL
Por exemplo, Daidone119 vê que:. Se a Justiça do Trabalho decidir por decisão que o ex-empregado deve desocupar a casa pertencente ao ex-empregador e que ocupava em virtude do contrato de trabalho, e o ex-empregador não o fizer, é da sua competência proceder ao despejo, e não há necessidade de procurar ajuda da Justiça Comum só porque é uma questão de natureza civil fazê-lo. Para analisar o próximo subtítulo, resume-se que a competência trabalhista é estabelecida com base em diversos parâmetros legais, e em relação ao caso é importante ressaltar o ensino em Malhadas no sentido de que “os juízes e a Justiça do Trabalho têm sua competência. por causa disso no art. 114 da Constituição Federal e no art. 643 da CLT, conforme visto anteriormente”120. Os juízes dos tribunais regionais do trabalho atuam divididos em grupos ou seções especiais, onde julgam casos de sua competência originária, como ações rescisórias, mandados de segurança, processos administrativos, conflitos de competência entre juízes vinculados ao tribunal superior.
Direito Processual do Trabalho: doutrina e prática forense; modelos de pedidos, recursos, julgamentos e muito mais. 2005. pág. 161. e) submete ao tribunal os procedimentos que lhe cabem apreciar e nomeia os relatores competentes nos termos do regulamento interno; .. f) envio de reclamações apresentadas pelas partes e demais documentos que necessitem consultar; .. g) determina as alterações que se fizerem necessárias no quadro de pessoal do tribunal do trabalho, procedendo, de acordo com o dever oficial, à colocação de trabalhadores entre os tribunais distritais, tribunais do trabalho e outras autoridades e defere os pedidos que considere oportunos para o trabalho, respeitando a capacidade de cada autoridade; .. h) aprovar férias e férias dos empregados e impor-lhes sanções disciplinares que excedam a competência de outros órgãos; .. i) investidura e licença aos membros do tribunal e concessão de licença e licença aos presidentes dos tribunais provinciais. Este reconhece a competência funcional que diz respeito à função desempenhada pelos juízes da Justiça do Trabalho.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA PROCESSAR E
- A NTES DA E MENDA C ONSTITUCIONAL N º 45/2004
- D EPOIS DA E MENDA C ONSTITUCIONAL N º 45/2004
O tribunal do trabalho é competente para conhecer e julgar reclamações laborais relativas a danos materiais cometidos no âmbito da relação laboral. Assim, as doutrinas e a jurisprudência confirmam, por unanimidade, a atribuição da competência da Justiça do Trabalho para apreciar e mensurar reclamações envolvendo danos morais oriundos da relação de trabalho. 114 CF/1988, a Justiça do Trabalho é competente para dirimir litígios relativos à indenização por danos materiais decorrentes do vínculo empregatício (Súmula nº 392 TST).
De acordo com a súmula nº 392 do TST, a Justiça do Trabalho é competente para dirimir litígios sobre indenização por danos morais quando decorrentes do vínculo empregatício. 114 da CF/1988, a Justiça do Trabalho é competente para decidir litígios relativos a indenização por danos morais quando decorrentes do vínculo empregatício”.
A REPARAÇÃO DO DANO MORAL TRABALHISTA
Quanto à natureza jurídica da indenização por danos morais, há divergências se o pagamento é multa ou indenização. A reparação do dano moral, como visto, tem caráter sancionatório com o objetivo de compensar a hipótese de dano material, possibilitando determinar com certa precisão o valor do dano sofrido. Nesse sentido, Pamplona135 nos ensina que “na reparação do dano moral, o dinheiro não desempenha uma função equivalente, como no dano material, mas uma função satisfatória”.
No mesmo depoimento, Florindo136 escreve que “a indenização, em dinheiro, para compensar o dano moral é meramente compensatória, porque não é possível restituir a coisa ao seu status quo ante, e portanto retornar ao estado primitivo em que se encontrava”. foi feito. para indenização por danos materiais." Em relação à doutrina vigente, argumenta-se que o significado e o efeito compensatório da pena têm sido investigados por diversos pesquisadores modernos, de modo que a indenização por dano moral tem caráter de pena e de satisfação compensatória ao mesmo tempo.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA JULGAR E
A Justiça do Trabalho é competente para julgar a ação em que empregado e empregador pleiteiam indenização moral ou pecuniária por dano causado por ato oriundo da relação de trabalho. Antes mesmo de entrar em vigor a atual Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, a competência da Justiça do Trabalho para tratar de perdas e danos já era reconhecida quando um litígio cujo objeto seja a reparação de danos sofridos por uma das partes contratantes decorra estritamente da mesma proporção145. Entre outras autoridades judiciais, o tribunal do trabalho é aquele que melhor pode tratar e julgar os litígios decorrentes da relação laboral nos termos da lei.
Agora que o dano moral surge em decorrência do vínculo empregatício e decorre de controvérsias entre empregado e empregador, o tribunal competente para apreciar o pedido de indenização é a Justiça do Trabalho, onde não existe mais a subsidiariedade do ramo civil. Havendo acordo unânime sobre a competência para apreciar o pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do vínculo empregatício causado entre empregado e empregador, cabe, portanto, intrinsecamente à Justiça do Trabalho.
SISTEMAS DE REPARAÇÃO DO DANO MORAL
A indenização por danos morais é complexa, com diversos resultados, mas a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é clara ao impor indenização, oferecendo ao lesado uma quantia em dinheiro para aliviar seu sofrimento, ou seja, não haverá ser compensação. Em relação aos sistemas de mensuração do quantum da indenização, à luz do dano moral, a doutrina se divide em sistema tarifário e sistema arbitral ou aberto. No que diz respeito à arbitragem ou sistema aberto, o juiz é responsável por determinar o valor da indenização de acordo com sua crença e, portanto, tem poderes discricionários.
Quem pretende receber dinheiro pela honra lesada deve quantificar a lesão, e a liquidação dos danos deve ser por cláusula e não por arbitragem. O sistema arbitral ou aberto está assim fortemente enraizado na doutrina e na jurisprudência, cabendo ao juiz determinar o quantum, mas deve basear a sua decisão em critérios que tenham em conta os aspectos do caso particular.
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DO QUANTUM COMPENSATÓRIO
Os desembargadores da 3ª Câmara do Tribunal Distrital do Trabalho da 12ª Região CONCORDAM POR UNANIMIDADE em conhecer do recurso. Os Desembargadores da 1ª Câmara do Tribunal Distrital do Trabalho da 12ª Circunscrição CONCORDAM, por unanimidade, QUE SABEM. Os Desembargadores da 2ª Câmara do Tribunal Distrital do Trabalho da 12ª Região CONCORDAM POR UNANIMIDADE EM OUVIR AS RECLAMAÇÕES; rejeita por unanimidade a determinação liminar de incompetência da Justiça do Trabalho.
Os desembargadores da primeira turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Segunda Região concordaram, por unanimidade, que conhecem a profissão. Os desembargadores da terceira turma do tribunal regional do trabalho da décima segunda região concordam, por unanimidade, que conhecem a profissão.