Brasil e Rio de Janeiro" mostraremos como se deu esse processo no Brasil e no Rio de Janeiro. No Capítulo 4 “Ocupações no Rio de Janeiro” trataremos da criação, do desenvolvimento e do fim das ocupações com base principalmente nos relatos dos alunos.
Um breve histórico da formação do capitalismo monopolista e a transição
E aqui volto finalmente à questão da transição de uma forma de configuração social dos trabalhadores para outra. Se formos mais longe, a estes acontecimentos vividos por mesa juntam-se todos os acontecimentos que não se situam no espaço-tempo de uma pessoa ou de um grupo.
Da sociedade ao ser social como indivíduo
Neste salto para o que ainda não existe, o indivíduo parte de situações e condições objetivas, porque o homem é um “produto do seu produto”, ou seja, “as estruturas da sociedade, que foram criadas pelo trabalho humano, são determinadas por um objetivo a partir de situação” (Idem, ibidem apud IASI, 2006, p. 207). Assim, os indivíduos são vistos como uma parte isolada e única, e a rede de relações que os conecta entre si aparece na forma de uma contingência completamente aleatória.
Do indivíduo ao grupo como totalização dialética
A reação que surge é a de negar o emprego ou de procurar emprego. A ação grupal é o caminho da prática livre na medida em que transcende o campo prático-inerte e se estabelece ou institui.
Do grupo à classe
Não se pode imaginar uma transição linear e simples de ser a classe em si para ser a classe em si. É por isso que se apresenta uma quarta determinação do ser da turma: a ação grupal. No movimento que leva uma classe em si à sua composição a uma classe para si, é aqui que a consciência de classe assume um caráter definidor no ser da classe.
Subjetividade e política no contexto capitalista
Portanto, surge a questão: em que contexto sócio-histórico ocorre a produção de subjetividade(s) na contemporaneidade e quais subjetividades são mais produzidas. Existe de fato uma produção altamente diferenciada de subjetividade(s) ou, pelo contrário, o que temos é uma função subjetiva hegemônica e homogeneizadora de todas as outras formas de existência?” (MIRANDA; SOARES, 2009, p.419). Assim, aceitamos que a produção de subjetividades também pode ocorrer por meio do funcionamento de instâncias intrapsíquicas, egóicas e microssociais.
Do Estado de bem-estar social ao neoliberalismo
Brasil e Rio de Janeiro
A identidade do grupo diante de uma ameaça externa faz com que o grupo se aglutine e isso se constitui como ação. Este bloco de setores sociais que surgiu na luta contra a ditadura e está na base do processo de democratização que se seguiria, poderia ser chamado de classe.
Um movimento sui generis
Para Bringel (2009), o movimento estudantil é um movimento social, assim como o movimento de mulheres, de camponeses, de povos indígenas, etc. E em terceiro lugar, a diferença entre o movimento estudantil no singular e os movimentos estudantis no plural: quando falamos sobre 'movimento' no singular, não devemos esconder a existência de vários movimentos estudantis, no plural, e as tensões que existem. entre eles. Albuquerque (1977) chama a atenção para o facto de o movimento estudantil ser tradicionalmente um movimento social sem base social devido às suas origens sociais e ao facto de os estudantes serem móveis.
A Reforma de Córdoba
A derrota daquilo que classificaram como a “tirania absurda” dos modelos representativos da Universidade e que servia para proteger a “falsa competência” foi a bandeira dos estudantes. A estrutura administrativa e burocratizada, fechada em si mesma, não permitia a participação dos estudantes nos órgãos consultivos da Universidade e ignorava os seus desejos”. (NET, 2011). O impasse continuou nos meses seguintes com a intransigência da administração universitária que queria conter os impulsos reformistas e a resistência dos restantes estudantes em greve.
O Maio de 68
A Rebelião dos Pinguins
Somente quando a satisfação de uma necessidade é realizada por outra pessoa que não ele é que a ideia de “eu” começa a fazer sentido. O que Freud descreve como “ilógico” é simplesmente uma lógica diferente daquela que ele estabeleceu como modelo de uma certa racionalidade. Nele, a força que atua de fora sobre o coletivo e que pode transformá-lo em grupo assume a forma de uma “impossibilidade”.
A classe ainda é uma mediação particular e, portanto, o momento correspondente ao movimento da consciência ainda assume a forma de uma particularidade. Ele até expressa isso ao afirmar que as relações familiares não são incidentais e independentes de uma sociedade historicamente determinada. Guatarri afirma que a dicotomia entre cultura popular e erudita é uma falsa polêmica e o que temos é a presença de uma cultura capitalista em todos os campos de expressão semiótica.
À primeira vista, ambas as questões parecem, dentro de uma certa lógica e noção de qualidade na educação, facetas de um mesmo objetivo.
O movimento estudantil no Brasil
Na década de 1960, a articulação da UNE tornou o movimento estudantil altamente visível no cenário político brasileiro. O movimento estudantil reapareceu à força em 1992 para formar o Movimento Caras Pintadas, resultando na destituição do presidente eleito Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção. No entanto, o resto da década foi de apatia geral no movimento estudantil – limitada a questões internas e ao reporte de algumas questões através dos Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs) e outras ‘instituições estudantis’ – que afetou uma grande proporção de estudantes. os alunos lideraram. Segundo Bringel (2009), há reformas neoliberais na educação.
Conjuntura
Para o primeiro, os protestos de junho de 2013 foram mais à esquerda (com uma visão de aprofundamento democrático ou de ruptura mais radical), enquanto os de 2015 foram mais à direita (e consequentemente com uma viragem autoritária e antidemocrática). Para os autores, as mobilizações massivas de junho de 2013 promoveram uma abertura corporativa no Brasil. De qualquer forma, é fundamental entender junho de 2013 como um momento de abertura corporativa no país.
Quem são?
Hoje estuda Ciências Sociais na UNIRIO, trabalha no DCE da Universidade e também na Associação Cultural José Martí. Em 2008, ingressou no grêmio estudantil e posteriormente foi eleito Coordenador Geral da União Estudantil de Duque de Caxias (UEDC). Ele é integrante da Insurgência, movimento do PSOL, e é pré-candidato a vereador pelo município de Duque de Caxias.
Das ruas às ocupações
Aí, disse ele, levaram os instrumentos, o notebook, o computador e tudo mais e que a escola sofreu muito com esses ataques que antes eram as janelas e agora foi a parte mais estrutural como os computadores e tudo mais. , então começamos a dizer: "Temos que fazer alguma coisa!" E aí a gente pensou na ocupação, porque esse processo já estava acontecendo, né. Olha, ele fez isso, isso e isso..” E aí a gente noticiou várias cenas de homofobia, de racismo, cometidas tanto pela polícia, porque naquela época tinha um projeto policial dentro da escola, como também pela diretora. E então, por volta das seis horas, chegou o grupo da noite, que também tinha suas perguntas, e então dissemos: "Vamos nos ocupar!" E então tudo foi trancado, pulamos a cerca.
A experiência d’O Mal Educado
Também exibiram um documentário sobre o movimento no Chile (A Rebelião Pinguina) como forma de reviver "[..]'experiências práticas [..] na tentativa de provocar mobilização', ação que retornou em 2015, quando este filme foi lançado durante a fase de manifestação de rua da luta contra a “reorganização” para demonstrar aos estudantes a eficácia histórica das tácticas de ocupação”. Os alunos estavam em aula e viraram as costas ao professor substituto que cancelou a greve. Então eu acho que a greve foi fundamental se não tivesse acontecido antes, se os estudantes não tivessem acontecido antes.
Autogestão
Opressões
A primeira forma de consciência já apresenta o particular como universal, o histórico como natural, a ideologia é apenas a funcionalidade deste processo como exercício da dominação política de classe. No final, temos um esboço muito útil de uma certa divisão social do trabalho e da distribuição do trabalho em diversas formas de trabalho concreto, mas não o suficiente para captar a essência da classe. Como quinta determinação da existência de classe, temos a difícil transição de uma das classes de uma determinada ordem para a possibilidade de uma classe que carregue uma alternativa social para além dessa determinada ordem.
Contudo, a proposta de uma sociedade sem classes presente no Manifesto Comunista não foi fruto do mero idealismo de Marx e Engels, como nos ensina José Paulo Netto (1998). Mas também abordou problemas que não exigiam necessariamente uma quantia absurda de dinheiro, como trocar o filtro do bebedouro, sabe. Porém, no início de 2010 o governo do estado anunciou a destituição do diretor e a nomeação de uma nova gestão.
É uma questão de tática que melhorou e ficou aí como uma ferramenta para as pessoas usarem.
Atividades e a relação com o espaço da escola
Mas defendem que “[..] a luta pela libertação da autonomia dos produtores deve ser travada em todas as frentes e direções”. A criança não deve ser tratada como culpada por não saber, por não estar interessada; em suma, não ser adulto. Contribuindo para a recolha de documentação, gerando elas próprias ferramentas pedagógicas através de uma espécie de cooperativas escolares, as crianças atingem o objectivo da escola (aprender conhecimentos) através de uma ferramenta educativa que é um objectivo em si, ou como diz Lourau: “gerir actividades educativas”. torna-se a primeira ferramenta educacional".
Articulações
Prefeito Mendes de Moraes, os professores limitaram-se a explicar o motivo da greve antes da ocupação. Os alunos ainda relatam que a relação com os professores, que era distante antes da ocupação, depois se tornou muito mais próxima. Compositor Luiz Carlos da Vila, a comunidade foi de extrema importância na articulação com os movimentos sociais que participaram da ocupação.
Mídias
O Bloco Desocupa Já!
Sartre usa o exemplo de uma fila de pessoas esperando um ônibus para ilustrar a situação de foca. Este papel de anunciador de uma base de empréstimo social vem das origens sociais do ambiente estudantil. Mesmo que não se trate de uma divisão rígida entre ambas as dimensões, a hegemonia das reivindicações internas está ligada a um papel menor dos movimentos estudantis do que dos movimentos anti-sistémicos.
O titular será nomeado pelo Presidente da República a partir de lista tríplice proposta pelo Conselho da Alta Administração Pública. Neste sentido, o compromisso pessoal e a coerência aparecem como elementos-chave da atitude e da performatividade do mundo futuro. O aluno entrevistado relata que não teve contato com o manual O Mal Educado e que aprendeu a organizar a profissão ao frequentar a escola do C.E.
Os estudantes entrevistados rejeitam o discurso de que o movimento de ocupação foi resultado de algum tipo de doutrinação realizada pelos professores, que é o discurso comum daqueles que compuseram o movimento de não ocupação.
O fim das ocupações
As ocupações também incluíram elementos que fazem do movimento estudantil um movimento sui generis. Podemos dizer também que as ocupações são herdeiras das lutas da classe trabalhadora ao longo dos últimos dois séculos, e quem sabe ainda mais. Contudo, enfatizamos que a ocupação não pode ser lida como uma concretização concreta de uma nova experiência de gestão escolar, mas sim como uma experiência social com a qual podemos aprender.
E depois