Responsabilizar alguém pela prática de um ato prejudicial com base em prova de culpa ou intenção. Esta tese trata da responsabilidade civil do juiz brasileiro, especialmente quando este, por culpa ou dolo, toma decisão contrária ao ordenamento jurídico brasileiro.
A responsabilidade civil no direito brasileiro
A segunda fase surgiu no Código Penal de 1830, que foi a primeira legislação nacional a tratar do tema da responsabilidade civil. O terceiro foi apadrinhado por Teixeira de Freitas, que não aceitava a ligação entre responsabilidade civil e responsabilidade criminal.
CONCEITOS E PRESSUPOSTOS
Em todas as circunstâncias em que o contribuinte esteja sujeito à determinação do dever de indemnização, haverá responsabilidade civil. Portanto, caso haja violação de dever legal pré-existente e essa violação cause dano a outrem, será definida a responsabilidade civil.
AS EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Ainda que o dano resulte de ato ilícito, existe em princípio uma situação que exclui o nexo de causalidade entre o dano e a ação ou omissão do agente, como é o caso dos casos de força maior e do caso fortuito e da culpa exclusiva do agente . vítima, é possível que a sua responsabilidade seja excluída. Tratando-se de obrigação decorrente de crime, o ato do incapaz pode gerar a obrigação de indenizar seu tutor. Quem causa dano em decorrência de ato lícito não responde por ele como culpado, mas sim como autor do dano.
DINIZ115 define ato ilícito como “a violação de dever pré-existente e a atribuição do resultado à consciência do agente”. Além disso, não constitui ato ilícito se for praticado no exercício regular de um direito reconhecido.
RESPONSABILIDADE SUBJETIVA E OBJETIVA
RESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL
Em caso de violação de um dever legal, seja o incumprimento de uma obrigação contratual ou a prática de um ato ilegal, surge a responsabilidade e a obrigação de pagar uma indemnização. Portanto, o dever jurídico decorrente de um negócio jurídico pré-existente é um contrato acordado entre as partes, por exemplo, a responsabilidade contratual. Assim, quando decorre de um contrato, de um acordo prévio entre as partes e o agente não cumpre o acordo, a responsabilidade será portanto contratual, e quando o agente viola um dever legal ou contraria o ordenamento jurídico, a responsabilidade será então seja não contratual.
O contrato exige sempre a capacidade do contratante no momento da sua celebração, caso contrário não será válido e não produzirá efeitos compensatórios. Nos termos do STOCO65, na falta contratual existe o dever positivo de cumprir aquilo que é objeto do acordo.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA E NÃO SOLIDÁRIA
As pessoas indicadas nos pontos I a V do artigo anterior, ainda que não haja culpa da sua parte, serão responsáveis pelos actos praticados pelos terceiros aí mencionados. Ressalte-se ainda que a responsabilidade solidária somente será caracterizada quando o empregado, servidor ou representante do empregador, patrão ou patrão for o autor do ato ilícito. Como agente do ato, o integrante do estabelecimento responderá pelo próprio ato com base no artigo 186 do Código Civil, sem corresponsabilidade.
A PRESCRIÇÃO E A DECADÊNCIA NO ÂMBITO DA RESPONSABI-
Com o advento do Código Civil Brasileiro de 2002, fica expresso o prazo de prescrição para o pedido de danos cíveis, objeto deste estudo (art. 206, § 3°, V), com prazo de três anos, diferentemente do Código revogado. , cuja prescrição ela recebeu aos vinte anos. A Lei 20.910/32 dispõe que as dívidas passivas da União, dos estados e dos municípios, bem como quaisquer direitos ou ações contra o erário federal, estadual ou municipal, de qualquer natureza, caducarão no prazo de cinco anos, contados da data da lei ou facto do qual surgem. 1º do Decreto nº 20.910/32 prevê o prazo de prescrição de cinco anos para qualquer direito ou ação contra a Fazenda, de qualquer natureza, decorrente do ato ou fato de que decorre.
Cabe recurso especial para reconhecer a existência da prescrição de cinco anos e declarar extinto o processo com decisão de mérito (art. 269, IV do CPC)” (REsp 820.768/RS, Rel. A dívida passiva do União, dos Estados e dos Municípios, bem como, assim, prescrever todo e qualquer direito ou ação contra o erário federal, estadual ou municipal, independentemente de sua natureza, no prazo de cinco anos contados da data do ato ou fato de que deram origem. surgir” (art. 1º do decreto nº 20.910, de 1.6.1932).
AÇÃO E OMISSÃO
No capítulo anterior foi definida a diferença entre eles, sendo que a culpa contratual resulta do incumprimento de um dever específico e existente no contrato, e a culpa extracontratual assenta no dever de respeitar os direitos de outrem. Dessa forma, a ideia de responsabilidade parece inconcebível sem uma configuração concreta da conduta humana, que, por ação ou omissão, representa uma contradição ao ordenamento jurídico pré-estabelecido. A conduta voluntária representa, portanto, uma manifestação de conduta, e não a intenção ou falta de intenção de um agente para alcançar um resultado.
Fica claro, portanto, que a responsabilidade civil, que exige reparação quando há dano a outrem, é originariamente uma conduta humana que levará à quebra de um contrato e que pode decorrer de um ato ou omissão, conforme previsto no referido disposição legal. Quando o dano foi possivelmente devido a negligência do Estado (o serviço não funcionou, funcionou tarde ou de forma ineficiente) a teoria da responsabilidade subjetiva deveria ser aplicada.
NEGLIGÊNCIA, IMPRUDÊNCIA E IMPERÍCIA
ATO ILÍCITO E ATO LÍCITO
Desta forma, “o ato ou omissão individual do agente, para constituir ato ilícito, implica a violação de dever contratual, legal ou social”. Também conhecida como desatenção ou falta de cuidado ao praticar determinado ato sem a devida diligência, implicando descumprimento ou descumprimento de um dever (agir sempre com cuidado, cautela e o devido zelo). A responsabilidade objetiva é o que caracteriza a ação jurídica, através da teoria do risco, pois decorre do exercício de um direito.
As seguintes matérias excluem, portanto, a ilicitude para o Código Civil: a legítima defesa, o estado de emergência e o exercício regular de um direito. O estado de emergência, por sua vez, decorre da violação do direito de outra pessoa e da conduta de quem comete um ato lesivo para proteger os seus direitos ou os de outrem contra perigos que não são da sua autoria.
DANO
- Dano moral
- Dano material
SILVA125 ensina que o dano moral pode resultar de violações à honra, à decência, à paz interior de qualquer pessoa ou a sentimentos emocionais de qualquer natureza. Pode, portanto, ser classificado desta forma como um dano que afeta a parte social do patrimônio moral (honra, reputação, etc.), um dano que afeta a parte afetiva do patrimônio moral (dor, tristeza, desejo, etc.) . ); dano moral que causa dano material direto ou indireto (cicatrizes deformantes, etc.) e dano moral puro (dor, tristeza, etc.). Quanto à quantificação do dano moral, deve-se levar em consideração a esfera subjetiva ou plano avaliativo da pessoa na sociedade, ou seja, como esse dano será refletido e que desconforto causará ao ofendido no ambiente em que se encontra. está localizado. vidas, e como ele será integrado na sociedade após tal choque.
No Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o ex-juiz Anselmo Cerello observou: “a indenização por dano moral não pode gerar riqueza para a vítima ou destruição para o infrator, mas reflete, sob a análise do tribunal, a extensão do dano material. e a suportabilidade da reparação” (nº Recurso Cível de São José). O dano moral será caracterizado quando a lesão decorrente da conduta lesiva violar a ordem psicológica do ofendido, alterando sua vida social, profissional ou pessoal.
NEXO DE CAUSALIDADE
REPARAÇÃO DOS DANOS
A origem de uma conduta ou a sua omissão, por parte do agente, consubstancia o ato jurídico, a ação (ação ou omissão) que pode conduzir a uma obrigação originariamente legal, resultante da celebração de um contrato, ou ilegal, como um acidente causado por uma determinada pessoa no veículo que dirigia. A primeira se traduz na prática de comportamentos ativos e positivos, como os danos causados por uma pessoa que, embriagada, bate seu veículo na parede de um vizinho. Portanto, a negligência caracteriza-se pelo descumprimento de um dever, a imprudência na falta de cuidado na prática de um ato e a imperícia na falta de aptidão ou capacidade para a prática de determinados atos.
Portanto, sempre que houver violação de dever legal, ou se for cometido ato decorrente de dolo ou negligência, causando dano a outrem, ficará caracterizado o crime. Portanto, sustenta-se a conceituação de dano como uma lesão concreta, como violação de uma norma que não protege o interesse em si, mas uma norma que, indo além da regulação abstrata de um interesse, sua relação com outro interesse, também protegido , estabelece. Uma ação de indemnização sem danos é uma reclamação sem objeto, ainda que haja violação de um dever legal e haja negligência e até dolo por parte do autor.
A causa do dano só pode ser um facto que contribuiu para o mesmo, ou para o seu agravamento.
CONCEITO DE JULGADOR
A RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO POR SEUS PREPOSTOS
O ERRO DO JULGADOR AO DECIDIR CONTRA A ORDEM JURÍDICA
A RESPONSABILIDADE PESSOAL DO JULGADOR
SMITH apud LACERDA158, ao definir justiça, diz que esta não é uma virtude que depende exclusivamente de seu autor para ser realizada, pois pode ser exigida pela força do Estado. Para DE PLÁCIDO E SILVA166, juiz é a pessoa que, no exercício da autoridade pública, administrará a justiça em nome do Estado. Cabe analisar neste ponto quais fatos ou atos serão necessários para criar a responsabilidade civil do Estado e em que condições ele será obrigado a indenizar.
37, § 6º, da Constituição de 5 de outubro de 1988, que reitera a política legislativa adotada em dispositivos constitucionais anteriores, estabelece o princípio da responsabilidade do Estado pelos danos causados por seus agentes a terceiros. Este risco constitui a base da responsabilidade civil do Estado pela conduta administrativa da comissão, que requer apenas um nexo de causalidade entre o dano e o ato (mesmo regular) da autoridade pública.
AS EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE CIVIL
- Culpa exclusiva da vítima
- Força maior
- Caso fortuito
Em caso de emergência ocorre um caso fortuito ou de força maior, cujos efeitos não poderiam ser evitados ou prevenidos. 34;O caso fortuito ou de força maior constitui exclusão de responsabilidade porque rompe o nexo de causalidade entre o ato do agente e o dano sofrido pela vítima”. A força maior caracteriza-se, portanto, por um fato/ato externo, diferentemente de um evento fortuito , que é inserido no agente do Estado , pelo que a ligação não é interrompida e a responsabilidade permanece.
Note-se, portanto, que nos casos acima descritos, seja por culpa exclusiva da vítima, seja por caso de força maior ou caso fortuito, ficará excluída a responsabilidade do juiz. Por último, abordou as diversas situações em que a responsabilidade será excluída se surgir em consequência de legítima defesa, do exercício regular de um direito ou para afastar um perigo iminente para além do caso fortuito ou de força maior e exclusivamente por culpa da vítima.