O presente trabalho de investigação visa determinar se a prorrogação dos contratos emergenciais celebrados na administração pública com base no art. 24, inciso IV da Lei de Licitações e Contratos é contrário ao princípio moral constitucional. Especificamente no que diz respeito à dispensa de licitação, o objeto deste trabalho é o contrato emergencial firmado pela Administração Pública com base no art. 24, Inciso IV, que permite dispensa de licitações em caso de emergência e calamidades públicas.
- ABORDAGEM CONCEITUAL
- ATO ADMINISTRATIVO
- Requisitos do Ato Administrativo
- Espécies de Ato Administrativo
- PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
- PRINCÍPIOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO E LICITAÇÃO
- Princípio da Legalidade
- Princípio da Moralidade
- Princípio da Impessoalidade
- Princípio da Publicidade
- Princípio da Isonomia
- Princípio da Obrigatoriedade
- Principio da Motivação
- Princípio da Eficiência
- Principio da Supremacia do Interesse Público sobre o Particular
É consenso da doutrina administrativa que a Administração Pública exerce suas atividades como meio de buscar o melhor para quem é administrado. XI – Administração Pública – a administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A Administração Pública executa os mais diversos tipos de leis no exercício da sua função administrativa, estas são denominadas “Atos da Administração Pública”.
Muitas leis citam princípios administrativos, todos contidos em dispositivos constitucionais que tratam da atuação da Administração Pública em geral. A natureza da administração pública é a de uma função pública para quem a exerce, ou seja, uma responsabilidade de proteger, preservar e melhorar os bens, serviços e interesses da comunidade. Assim, para os particulares, a regra é a autonomia da vontade, ao contrário da Administração Pública, que não tem vontade autónoma, estando vinculada à lei.
Vale explicar que a administração pública não tem liberdade na sua área se quiser contratar, pois deve sempre perseguir o interesse público. A motivação das ações administrativas é apresentada de forma legal e vinculativa para todos os elementos constituintes da administração pública. O princípio da motivação exige que a administração pública indique a base factual e jurídica das suas decisões.
O princípio da supremacia do interesse público sobre o privado está diretamente relacionado ao da meta, em que todos os atos da administração pública conduzirão e rezam pelo interesse público acima de tudo, isso pressupõe a obrigação do Estado com o interesse geral , uma vez que a existência do Estado se baseia nesta opinião.
CONCEITO DE LICITAÇÃO
Como procedimento, desenvolve-se através de uma sucessão regular de atos vinculativos para a administração e licitantes, o que proporciona igualdade de oportunidades a todos os interessados e funciona como fator de eficiência e moralidade nos negócios administrativos. Pretende, portanto, escolher quem irá contratar com a administração, pois oferece uma proposta mais favorável ao interesse público. Referindo-nos ao capítulo anterior, notamos que a Administração Pública está obrigada a respeitar as regras estabelecidas pela Constituição Federal.
Demonstra-se, portanto, que não tem autonomia para contratar particulares sem as condições que lhe são impostas. XXI - ressalvadas as hipóteses definidas na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados por meio de processo licitatório que garanta igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas estabelecendo obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta. nos termos da lei, que apenas permitirá os requisitos de qualificação técnica e económica essenciais para garantir o cumprimento das obrigações. Portanto, assim como a Constituição Federal exige a realização de processo licitatório, também permite casos excepcionais de celebração de contrato administrativo sem realização de processo licitatório.
Ressalte-se que a Constituição Federal de 1988 permite ao legislador estabelecer alguns critérios excepcionais para a celebração de contratos administrativos sem licitação, os quais serão discutidos posteriormente.64. Como se verifica, é evidente que o concurso é um procedimento administrativo, prévio à celebração de um contrato, que visa seleccionar, de acordo com critérios objectivos pré-determinados, a proposta mais vantajosa para a adjudicação de um contrato de administração e a promoção de uma economia nacional sustentável. desenvolvimento, garantindo ampla participação dos interessados. e a sua igualdade de tratamento, de acordo com todos os requisitos legais.
OBRIGATORIEDADE DE LICITAR E SUAS EXCEÇÕES
- Licitação Dispensável
- Licitação Dispensada
- Licitação Inexigível
XXI – salvo casos específicos da legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados por meio de processo licitatório que garanta igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas estabelecendo obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, em . Para Meirelles, a expressão “licitante obrigatório” tem duplo sentido, o que significa não apenas a obrigatoriedade da licitação em geral, mas também a modalidade prevista na lei das espécies, por violar os princípios da moralidade e da eficiência da Administração. a utilização da modalidade mais simples quando se exige a mais complexa ou a utilização desta, normalmente mais difícil, quando o objeto do procedimento licitatório não a suporta. Carvalho Filho acrescenta que “a isenção da oferta caracteriza-se pela circunstância de que, teoricamente, o procedimento poderia ser realizado, mas que, pela singularidade do caso, o legislador decidiu não torná-lo obrigatório”.74.
Não é permitida ao administrador qualquer criatividade, uma vez que as hipóteses de licitação desnecessária estão expressamente previstas na lei, numerusclausus, no jargão jurídico, o que significa que são aquelas hipóteses que o legislador explicitamente enunciou e que significam dispensa de licitação. Os processos judiciais são, portanto, os únicos cuja dispensa de licitação foi considerada mais favorável ao interesse público pelo legislador. Ainda segundo o professor Justen Filh, a administração deverá comprovar a inaplicabilidade das regras de licitação na definição do processo de contratação.
Quando se trata de isenção de licitação por pequeno valor, o entendimento de Aguiar et. As licitações são inexequíveis se houver impossibilidade legal de concorrência entre os contratantes, seja pela sua natureza.
A Dispensa por Emergência
Mais especificamente: um caso é uma situação de emergência quando requer uma solução imediata de tal forma que a execução de uma oferta, com os prazos e formalidades que exige, possa causar danos à empresa (danos obviamente relevantes) ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços ou bens, ou mesmo causar paralisação ou prejuízo à regularidade de suas atividades específicas. Quando a licitação não for incompatível com a solução necessária, no horário recomendado, não se caracteriza situação de emergência.100. A emergência não licitatória caracteriza-se pela urgência de responder a uma situação que possa causar danos ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou privados.
Uma emergência pode ser definida como qualquer situação que ponha em perigo ou prejudique a segurança, a saúde ou a proteção das pessoas. A situação de perigo e anormalidade social resultante de desastres naturais, tais como inundações devastadoras, tempestades destrutivas, epidemias mortais, secas devastadoras e outros eventos físicos devastadores que têm efeitos profundos na segurança ou saúde pública, propriedade privada, transporte público, habitação ou emprego em geral 0,104. Sem a declaração do estado de calamidade pública, deverá ser reconhecido por despacho da Secretaria Especial de Política Regional da Câmara de Política Regional. O administrador não pode pretender utilizar o dispositivo sem a existência desta ação administrativa formal.
Em suma, a contratação direta em situações emergenciais deverá ser utilizada pela Administração quando todas as hipóteses contidas no art. Nesta área, é importante destacar os prazos, pois os contratos emergenciais são provisórios, sendo o principal motivo para dar tempo à Administração para realizar o processo licitatório para celebração do contrato definitivo.
Da Prorrogação do Contrato Emergencial
A princípio, as hipóteses previstas nos incisos ou parágrafos do art.57 não se aplicam ao caso concreto: em qualquer caso, seja no interesse da Administração ou em decorrência de fatores que predominem o reajuste, a prorrogação é desnecessária , salvo se outro dos motivos de demissão for caracterizado ou inexigível; sem respaldo jurídico a prorrogação por necessidade pelo mesmo motivo do primeiro contrato direto.113. No entendimento de Justen Filho, a contratação direta deve objetivar apenas a eliminação do risco de perda, não podendo a execução do contrato ultrapassar cento e oitenta dias (prorrogação proibida).115. Embora improvável, dois desastres poderiam ocorrer na mesma região, de modo que o segundo impediria a execução regular do contrato assinado para atender à situação de emergência criada pelo evento anterior.116.
Conforme observo, foram assinados 03 (três) contratos durante as licitações promovidas pela administração da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A - TRENSURB para encomenda dos referidos serviços: em e com Elevadores Otis Ltda e em e com Atos, Comércio e Técnica Assistência em Elevadores Ltda, tudo com base no disposto no Art. Ao fixar em 180 dias a duração máxima da contratação extraordinária e proibir expressamente a sua prorrogação (artigo 24.º, ponto IV), o objectivo da lei foi certamente evitar que uma situação caracterizada pela excepcionalidade se transformasse num ponto de partida normal e permanente. do dever geral de licitar. A hipótese de dispensa de licitação refere-se a casos “emergenciais”, que têm clara conotação de viajantes, transitórios, temporários, pois, a rigor, para atendimento de necessidades permanentes, é indispensável processo licitatório prévio, nos termos do artigo 1º.
Foi então escolhido um prazo de 180 dias como suficiente, senão suficiente, para uma possível normalização da situação. Mas a lei não proíbe - e seria imprudente admitir que poderia - proibir a continuação do estado de emergência para além dos 180 dias.
Da Violação do Princípio da Moralidade
Ressalte-se que a exclusão em caráter emergencial do processo licitatório acrescenta excepcionalidade, e seu uso indevido pode constituir ofensa aos princípios da moralidade administrativa e da impessoalidade, o que resulta na aplicação de sanções administrativas, civis e criminais. Para limitar essa conduta imoral da administração pública no âmbito da isenção de licitação, o ordenamento jurídico fornece algumas ferramentas, como ação por negligência médica e ação popular. O objetivo desta monografia foi utilizar a legislação e a doutrina disponíveis para investigar o impacto do princípio constitucional da moralidade ao estender os contratos obrigatórios para além do prazo estabelecido em lei.
No caso deste trabalho de pesquisa, procurou-se abordar o princípio da moralidade na questão relativa à prorrogação de contratos emergenciais, que estão elencados no art. Dado que a licitação é uma regra básica no âmbito da Administração Pública, a emergência justifica a exceção de licitação, que teoricamente deveria ser caracterizada por uma situação fática real, portanto a administração deveria recorrer a contratos emergenciais quando a situação fosse clara. de dano ou perigo. Acontece que esta forma permite excluir ferramentas complexas e análises morosas para contratações públicas, facilitando assim as formas de desvio, clientelismo político, venda de influência que caracterizam violação do princípio da moralidade e de outros princípios norteadores da prática público.
Sendo o recurso contratual emergencial uma das modalidades de desvio da administração pública, seu uso indevido pode caracterizar violação ao princípio da moralidade e não apenas pela prorrogação do contrato, que a lei veta, mas pelo uso indevido do tipo demissão com foco no art. Altera o regime e dispõe sobre princípios e normas de administração pública, de funcionários e agentes políticos, de controle dos gastos e das finanças públicas e do financiamento das atividades de responsabilidade do Distrito Federal e dá outras providências.