Portanto, o objetivo deste trabalho é analisar o uso de software educacional (SE) para o ensino de matemática e contribuir para sua divulgação. Tal formação subsidiou uma maior aproximação com as tecnologias digitais e também a construção de uma pesquisa intitulada “O uso de software educacional para o ensino de matemática no ensino médio no distrito de Garrafão, município de Santa Maria de Jetibá-ES”.
PERGUNTAS
Durante a minha experiência como professor, sempre observei a necessidade de acrescentar mais um elemento ao ensino da matemática, visto os muitos desafios que o ensino acarreta. Nesta pesquisa, muitos fatos e questões sobre a implantação de tecnologias no processo de ensino de matemática foram destacados, destacando a falta de formação de professores para a educação matemática usando tecnologias digitais.
OBJETIVOS DA PESQUISA
Segundo Valente (1999, p. 15), “foi, de fato, a única alternativa que surgiu para o uso de computadores na educação com uma base teórica diferente, adequada para uso em diferentes domínios do conhecimento”. Foram assim várias as ações que visam a difusão da integração do computador no ambiente escolar a nível nacional.
TECNOLOGIAS DIGITAIS E A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Como mostra o Quadro 2, no início do curso foi disponibilizado material aprofundado sobre o uso das tecnologias digitais no processo de ensino da Matemática, em especial os softwares educacionais. Também foi realizada pesquisa em repositórios digitais que continham softwares educacionais para o ensino de Matemática. No geral, ¼ dos professores afirmou desconhecer como se dá o processo de solicitação, instalação ou utilização de um software educacional para o ensino de Matemática no laboratório.
No primeiro módulo, discutiu-se o uso de software educacional para o ensino de matemática no século XXI, com foco no diálogo entre teorias educacionais e métodos de ensino para uso de tecnologias digitais. O módulo intitulou-se Módulo 3 - Prática: Prática pedagógica com a utilização de software pedagógico no ensino da matemática no ensino secundário. O estudo realizado com professores de matemática do ensino médio mostrou que o professor tem enfrentado diversos desafios ao trazer as tecnologias digitais para auxiliar o processo de ensino de matemática.
O processo de apropriação do professor quanto ao uso das tecnologias digitais para auxiliar o processo de ensino segue algumas etapas. ANEXO A - PARA PARTICIPANTES DO CURSO DE EXTENSÃO - UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE EDUCACIONAL PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES E TECNOLOGIAS DIGITAIS
MODELO DE FORMAÇÃO F@R
O questionário abordou o uso de tecnologias digitais no ambiente escolar e o processo de integração do software educacional à prática pedagógica dos professores de matemática, bem como os principais desafios enfrentados por eles. Definidos os repositórios, iniciou-se a busca por softwares educacionais para o ensino de matemática no ensino médio.
ESPAÇOS E SUJEITOS DA PESQUISA
COLETA E ANÁLISE DE DADOS
Nesse caso, o observador assume, pelo menos até certo ponto, o papel de membro do grupo”. Ambientes colaborativos que permitem a construção cooperativa de um texto, esboço, objeto, etc.
PRODUTO EDUCACIONAL
LIMITES DA PESQUISA
Esse arquivo foi enviado por e-mail aos professores de escolas públicas federais, estaduais, municipais, filantrópicas, privadas e secretarias de educação, que o encaminharam aos professores de matemática do ensino médio. Analisando o mesmo cenário no estado do Espírito Santo, vemos que 81,48% das matrículas do ensino médio são da rede estadual, sendo 12,19% da rede privada, 6,29% da rede federal e 0,05% da rede pública é municipal, segundo dados do INEP (2017).
INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA PRESENTE NAS ESCOLAS
Também foi solicitado aos participantes que indicassem, por meio da pergunta: como você avalia a sala de informática em relação à Internet. Constatamos também que 7% das escolas não possuem internet instalada na sala de informática, cerca de 3% da rede municipal e 4% da rede nacional. Nesse sentido, os professores também responderam à seguinte questão: Como você avalia a sala de informática em termos de software?
Constatamos que uma minoria (18,1%) dos professores relatou ter instalado software de ensino de matemática nos computadores do laboratório de informática.
PROFESSOR DE MATEMÁTICA E O USO DAS TECNOLOGIAS
Também perguntamos aos professores de matemática: você já frequentou/concluiu algum treinamento relacionado a tecnologias educacionais. Também questionámos os professores sobre o seu domínio de algumas tecnologias digitais, conforme se pode verificar no Quadro 11. Perguntámos também aos professores se, ao utilizarem as tecnologias digitais, os alunos também comunicam com as mesmas.
Também foi questionado aos professores se os alunos demonstraram interesse em utilizar as tecnologias digitais no processo educacional.
USO DE SOFTWARES EDUCACIONAIS PELOS PROFESSORES
Embora seja óbvio que softwares foram desenvolvidos para acessar essas plataformas, não necessariamente são softwares de matemática, mas sim plataformas e arquivos que contêm materiais para o ensino de matemática, inclusive softwares. O grupo de softwares utilizados para fins educacionais, que não são projetados para esse fim, conforme o gráfico 8, e o grupo de softwares criados especificamente para fins educacionais, neste caso para o ensino de matemática. Ao analisarmos os softwares desenvolvidos especificamente para o ensino de matemática, dentre os citados, encontramos um muito comum, que é relatado por quase metade dos professores, conforme mostra o gráfico 9.
Assim, com exceção do Geogebra, o uso de aplicativos e softwares educacionais para o ensino de matemática não é muito comum entre os professores das escolas pesquisadas.
INTERNET WIFI NAS ESCOLAS E O USO DO SMARTPHONE
A questão pretendeu ser uma contribuição para a pesquisa sobre a disponibilidade de internet WiFi nas escolas estudadas. Por fim, constatamos que a maioria relatou não utilizar a internet wi-fi da escola para resolver problemas pessoais. No geral, ainda é obrigatório usá-lo diretamente com o aluno, pois 9 em cada 10 professores relataram ter acesso à internet Wi-Fi na escola e menos de 5 em cada 10 responderam que costumam usar essa ferramenta em sala de aula.
Os professores também avaliaram a qualidade da internet Wi-Fi disponível perguntando: De maneira geral, como você avalia a internet Wi-Fi (sem fio) oferecida na escola.
BANCO INTERNACIONAL DE OBJETOS EDUCACIONAIS – BIOE
De acordo com o portal, os recursos digitais são acessíveis a gestores de políticas educacionais locais, gestores escolares, gestores de repositórios educacionais, professores da Educação Básica, Profissional e Superior, além de produtores de recursos pedagógicos digitais, pesquisadores e população em geral (BRASIL, 2008). No entanto, esses portais não serão analisados aqui, pois não disponibilizam os recursos digitais pretendidos nesta pesquisa, no caso, softwares educacionais para o ensino de Matemática no ensino médio. Os recursos digitais do portal estão organizados em oito grupos, sendo a animação/simulação e os vídeos os recursos digitais mais comuns, representando juntos quase 52% dos recursos disponíveis, conforme o Gráfico 11.
A maior parte dos recursos digitais disponibilizados no BIOE destinam-se ao ensino secundário, representando 39% dos meios digitais disponíveis e ao ensino superior 35% dos recursos.
SIMULAÇÕES INTERATIVAS EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICA – PhET
O professor também pode optar por se cadastrar para ter acesso a dicas de uso dos simulados e sugestões de atividades, além de ter acesso a um espaço para compartilhar suas experiências. Desses 38 no total, acreditamos que 26 deles podem ser utilizados como ferramentas auxiliares no ensino de matemática no ensino médio. O professor deve traçar um objetivo bem definido para que esses recursos não acabem sendo subutilizados e resultem apenas em práticas de aprendizagem que podem não trazer resultados ao processo de aprendizagem.
Portanto, o ideal é que esse recurso seja utilizado em práticas investigativas, nas quais o aluno assuma uma postura ativa e reflexiva que visa construir seu conhecimento e utilizar todo o potencial desses recursos digitais.
PORTAL ESCOLA DIGITAL
O repositório possui um total de 2.599 recursos digitais para o ensino da matemática, incluindo objetos digitais de aprendizagem, planos de aula e ferramentas de criação. Dentre todas as ferramentas digitais para o ensino de matemática, os vídeos e animações representam quase 60% do total, conforme mostra a Tabela 19. Notamos que o portal segue o padrão apresentado por outros repositórios, disponibilizando o maior número de ferramentas digitais com aspecto de aprendizagem . .
Assim, a contribuição destes softwares como auxiliares na aprendizagem da matemática dependerá da abordagem, preparação e objetivos do professor.
CURRÍCULO INTERATIVO DIGITAL
Por ter sido criado em parceria com o repositório Escola Digital, o portal Currículo Interativo Digit@l tem um layout semelhante ao repositório analisado anteriormente. Os materiais disponibilizados estão divididos em objetos digitais de aprendizagem, planos de aula e ferramentas para criar, como na Escola Digital, um total de 3.384 ferramentas, das quais 1.658 são destinadas ao ensino médio. São ferramentas digitais que favorecem uma postura mais passiva por parte do aluno, principalmente no caso dos vídeos.
São sugestões enviadas às escolas desde 2016, ano de lançamento do programa Sedu Digit@l e da Plataforma Curricular Digital Interativa, com sugestões de conteúdo, indicação de cursos e metodologias diferenciadas.
TABELA DINÂMICA SOFTWARE EDUCACIONAL LIVRE
Notamos também um aumento dos recursos disponíveis à medida que aumenta o nível de escolaridade. Juntas, as disciplinas de Matemática, Física e Química respondem por praticamente metade de todas as ferramentas digitais disponíveis no portal, como mostra a Tabela 22. Ao analisarmos mais de perto, percebemos que dos softwares destinados a auxiliar o ensino de matemática tem cerca de 30% de potencial para serem utilizados como auxiliares no processo de ensino da disciplina no segmento do ensino médio.
Nesse sentido, diferentemente dos demais repositórios analisados, o portal contempla ferramentas digitais que possibilitam abordagens mais construtivistas de ensino por meio dessas ferramentas.
GOOGLE PLAY
Desde a sua criação, o Google Play aumentou a quantidade de aplicativos disponíveis para seus usuários. Segundo Ciriaco (2018), a plataforma de aplicativos do Google encerrou 2017 com 3,6 milhões de aplicativos disponíveis para usuários Android. A plataforma não dispõe de dados estatísticos sobre o número de candidaturas ao ensino nem por disciplina ou área de conhecimento.
Em algumas situações, os aplicativos podem facilitar a implementação de práticas construtivistas, embora uma análise detalhada do material disponível no Google Play mostre que a maioria absoluta dos aplicativos criados segue uma abordagem instrucional.
ANÁLISE DE SOFTWARES EDUCACIONAIS
- Classificação dos softwares quanto ao tipo
- Classificação dos softwares quanto a abordagem pedagógica
- Classificação dos softwares quanto aos eixos e conteúdos
- Algumas impressões sobre os softwares analisados
Como mostra o gráfico 16, vemos que a maioria dos softwares analisados são softwares de consulta (44,7%), simulação (43,9%) e apresentação (40,9%). Descobrimos que os tipos mais comuns de software seguem uma abordagem instrucional, pois colocam o aluno na posição de receptor do conhecimento. Achamos que esse é um percentual baixo que poderia ser utilizado para uma abordagem pedagógica nessa área, mostrando que ainda há necessidade de aumentar a produção de software nos aspectos construtivistas e construtivistas.
No entanto, a distribuição de software de acordo com a abordagem pedagógica varia muito de um repositório para outro, conforme indicado na Tabela 25.
O PERFIL DOS CURSISTAS
SALA DO CURSO NO MOODLE
Assim, foi um momento de discussão sobre como têm sido desenvolvidas as práticas pedagógicas e quais as percepções que os professores da disciplina têm sobre o envolvimento dos alunos nas atividades propostas e como eles entendem o uso de software educacional no ambiente escolar. Nesse sentido, previu-se um momento onde os professores da disciplina conheceriam alguns aplicativos que podem ser utilizados como auxílios ao ensino de matemática, os quais foram catalogados e identificados com potencial para auxiliar o processo de ensino e aprendizagem. Muitos dos professores do curso relataram as dificuldades que tiveram em preparar DS usando tecnologias digitais.
Um dado importante é que a maioria dos professores das disciplinas que apresentaram a SD relataram não possuir laboratório de informática na escola onde trabalham.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO
A maioria dos professores concorda com o uso de smartphones e internet wi-fi com os alunos, porém a maioria não utiliza essas ferramentas como auxiliares no processo de ensino da matemática em sala de aula. Para que o uso de software educacional realmente contribua para a aprendizagem dos alunos, é fundamental que os professores sejam capacitados no uso das tecnologias digitais, pois caso contrário essas ferramentas digitais podem ser subutilizadas, resultando em pouco ou nenhum benefício aos processos educacionais. Portanto, deve ficar claro para o professor em que momento uma determinada mídia digital pode ser acionada para auxiliar o processo de ensino em matemática, bem como em qual contexto.
O modelo de formação proposto por Costa (2012) é extremamente válido e atende ao que se espera da formação em e para a utilização das TD como ferramentas auxiliares no processo ensino-aprendizagem, pois coloca o professor como protagonista.