A presente pesquisa tem como objetivo demonstrar a (in)aplicabilidade da instituição da intervenção de terceiros no processo de trabalho à luz da edição da Emenda Constitucional nº 45, de 8 de dezembro de 2004. Esta pesquisa tem como objetivo realizar um levantamento ao (in)aplicabilidade da intervenção de terceiros no processo de trabalho Aplicabilidade do instituto da intervenção de terceiros no processo de trabalho após a publicação da emenda constitucional nº.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO PROCESSO CIVIL
O processo surgiu então a partir deste momento, quando o Estado proibiu a justiça privada e assumiu o controle do exercício da jurisdição. Atualmente, o Estado resolve os conflitos através da jurisdição, provocados pelo exercício do direito de ação, desenvolvido através de um processo, institutos que serão estudados nos tópicos que se seguem.
JURISDIÇÃO – NOÇÕES INTRODUTÓRIAS
O estudioso Mauro Schiavi caminha na mesma direção ao definir a jurisdição como a função do Estado na resolução de conflitos de interesses. A jurisdição como poder/dever/função estatal para resolver conflitos é classificada doutrinariamente, o que será analisado no tópico seguinte.
JURISDIÇÃO – CLASSIFICAÇÃO
Jurisdição Especial
- Jurisdição Trabalhista
A Justiça do Trabalho “são órgãos da primeira instância da Justiça do Trabalho”. A competência territorial da Justiça do Trabalho é “determinada com base nos espaços geográficos em que a jurisdição atua.
Jurisdição Comum
Por fim, além da competência pessoal, existe outro critério que determina a competência da Justiça do Trabalho, a saber, a competência funcional. A competência funcional se dá em função da função desempenhada pelos Tribunais do Trabalho, pelos Tribunais Regionais do Trabalho e pelo Tribunal Superior do Trabalho.
NOÇÕES GERAIS DA AÇÃO
Classificação da ação
Dessa forma, as ações são classificadas em ação de conhecimento (também chamada de ação cognitiva), ação executiva e ação preliminar. Mas se o objetivo é fazer valer um direito já acordado entre os próprios indivíduos, para que o pagamento ocorra é necessário iniciar um processo de execução. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 56. a) ação declaratória: aquela que visa apenas declarar a certeza da existência ou inexistência da relação jurídica, ou a autenticidade ou falsidade do documento; b) ação constitutiva: aquela que, além da declaração de direito da parte, cria, modifica ou extingue relação jurídica estatal ou material;
A execução “é aquela que gera um procedimento de execução”, em que uma autoridade judiciária exerce uma atividade material com o objetivo de executar uma obrigação que o devedor não cumpriu. Por fim, a medida cautelar destina-se a auxiliar e apoiar medidas de conhecimento e fiscalização.
PROCESSO - CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Classificação do processo
- Processo de Conhecimento, Execução e Cautelar
O processo de conhecimento divide-se em processo puramente declaratório, processo condenatório e processo constitutivo, dependendo da natureza da prestação pretendida pelo autor (o tipo de ação invocada). Desta forma, o processo de execução inicia-se quando o credor invoca um direito já declarado, para que o devedor cumpra e pague a sua obrigação. A título executivo a fundamentar, o processo de execução pode ser judicial, resultante de sentença condenatória em julgamento de conhecimento.
Além disso, o direito declarado pode ser estabelecido por meio de título executivo extrajudicial, onde o indivíduo não está vinculado a qualquer condenação judicial. Complementando o processo de conhecimento e o processo de implementação, “há uma terceira atividade, auxiliar e subordinada, que visa garantir o sucesso das duas primeiras: esta é a atividade preventiva, desenvolvida através do processo que leva o mesmo nome”.
Procedimento
- Procedimento Comum
- Procedimento Especial
O procedimento ordinário é aquele utilizado nas situações em que não se aplica o procedimento sumário ou o procedimento especial. Ademais, o procedimento ordinário é o mais completo e mais adequado para a realização do processo de conhecimento, tendo em vista que é o que confere maior liberdade de atuação às partes e ao juiz na busca pela verdade real. Portanto, o procedimento sumário não será cumprido nos casos em que for estipulado procedimento especial ou se se tratar de “ações relativas à condição e capacidade das pessoas”.
Uma vez suficientemente abordados a jurisdição, a ação e o processo para permitir a compreensão das suas generalidades e finalidades, passamos a apresentar um estudo sobre a intervenção de terceiros no processo, delineando ainda o objeto de estudo. Deve-se notar que a intervenção de terceiros geralmente ocorre no processo de conhecimento e, em alguns casos, também durante o processo de implementação.
CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
O terceiro no processo
Além das partes no processo, porém, há também os sujeitos do processo, que são o juiz e as partes. Portanto, as partes no processo não devem ser confundidas com os sujeitos do processo, pois possuem conceitos diferentes. Os sujeitos do processo incluem, portanto, o juiz, que é um sujeito imparcial; as próprias partes (partidos principais) e mesmo aqueles que aparecem no processo, sem pedir nada diretamente para si, como é o caso do simples ajudante (parte não principal).122.
Partindo dos conceitos de parte e dos sujeitos do processo, podemos assim chegar à definição de terceiro por exclusão, ou seja, “aquele que não cumpre requisito semelhante no processo, mas por interesse jurídico próprio”. na resolução do conflito, está autorizado a participar sem assumir a condição de parte.” De forma bastante simplificada, quem não faz parte do processo é considerado terceiro.
ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
- Oposição
- Assistência
- Nomeação à autoria
- Denunciação da Lide
- Chamamento ao processo
Este tipo de intervenção de terceiros está regulamentado nos artigos 56.º a 61.º do Código de Processo Civil. Por fim, além de denunciar a disputa, há também um apelo à ação na forma de intervenção provocada. A convocação é regulamentada no artigo 77 do Código de Processo Civil e pode ocorrer em três situações específicas.
A primeira situação está elencada no inciso I do artigo 77 do Código de Processo Civil, que regulamenta a possibilidade de convocação do processo para incluir o réu, o devedor, quando o réu da ação for fiador. A terceira situação em que cabe a citação ao processo é a descrita no Título III do artigo 77 do Código de Processo Civil.
A POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA INTERVENÇÃO DE
O estudioso lembra que essa emenda constitucional ampliou a competência da Justiça do Trabalho, permitindo a instituição da intervenção de terceiros para o desempenho de suas funções, originalmente desempenhadas no processo civil, também no processo trabalhista. Nesse sentido, são permitidas no processo trabalhista modalidades de intervenção de terceiros que visem acelerar e simplificar procedimentos no processo trabalhista. Ainda que permitamos genericamente a intervenção de terceiros no processo de trabalho, ainda que com alguma cautela, temos a Declaração nº.
Dentre as modalidades de intervenção de terceiros previstas no direito processual civil, podemos destacar aquelas que apresentam acentuada divergência doutrinária no que diz respeito à sua aplicação no processo trabalhista. Além da denúncia do litígio, outro tipo de intervenção de terceiros também resulta em divergências na sua aplicação no processo de trabalho, nomeadamente a nomeação de autoria.
A IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA INTERVENÇÃO DE
Da aplicação do instituto da intervenção de terceiros no processo do trabalho
A instituição da interferência estrangeira, gênero de cinco tipos de interferência de terceiro no processo, cujo objetivo é permitir que terceiro entre em processo estrangeiro para defender seu interesse ou interesse estrangeiro por meio de uma das modalidades que constituem isso, também é objeto de entendimento divergente por parte da Justiça Distrital do Trabalho 12 regiões. A multiplicidade de partes decorrentes da intervenção de terceiro não permite ipso facto sustentar a pretensão do segundo arguido de exigir ao primeiro o pagamento das custas judiciais, sob pena de apresentar novo pedido no âmbito do processo que deu origem para isso. 227 Mas mesmo que o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região se concentre em geralmente não permitir a intervenção de terceiros no processo trabalhista, nem sempre segue o mesmo entendimento quanto aos métodos de intervenção, pois ao analisar tipo por tipo possui decisões que permitir certos tipos intervenções.
Da aplicação da oposição no processo do trabalho
Oposição, forma de intervenção de terceiro pela qual um terceiro busca ingressar no processo alheio para tomar para si o que está sendo argumentado em litígio entre autor e réu, entre 2008 e 2012 não é objeto de discussão prévia Tribunal Regional do Trabalho da Região 12. Portanto, como possível justificativa para a falta de manifestação do Tribunal Regional do Trabalho da Comarca 12 a respeito da oposição, o fato de que, somente após a chegada da Emenda Constitucional nº. 45, de 8 de dezembro de 2004, esse tipo de intervenção de terceiros passou a ser aceito na esfera trabalhista e, mesmo sendo atualmente aceito, ainda não é plenamente aceito.
Além disso, a falta de referência a tal intervenção de terceiros em disputas trabalhistas significa que não é possível obter a opinião deste tribunal sobre a objeção. Mas embora o Tribunal do Trabalho do 12º Circuito ainda não tenha se pronunciado sobre a aplicação da objeção na área trabalhista, a doutrina assumiu o controle da questão, segundo alguns advogados.
Da aplicação da nomeação à autoria no processo do trabalho
Portanto, segundo o entendimento desses estudiosos, que são maioria entre aqueles que lidam com a oposição no processo de trabalho, fica claro que a oposição é permitida no processo de trabalho. A segunda forma de intervenção, onde o tribunal regional do trabalho da 12ª região não se manifesta, é a designação de autoria. A nomeação para autoria é a modalidade de intervenção de terceiro por meio da qual um terceiro é nomeado pelo nomeador (o réu originário da ação que acredita não ser o verdadeiro réu da ação) para atuar na ação como o verdadeiro réu.
Atualmente na esfera judicial, especificamente na Vara Distrital do Trabalho da 12ª Região, a indicação para autoria não é objeto de discussão entre os desembargadores. Embora o debate sobre a (não)utilização da impugnação e nomeação para autoria não conte com o apoio da Vara Distrital do Trabalho da 12ª Região, outros tipos de intervenções representam um manifesto deste mesmo tribunal quanto à sua utilização ou processo de nascimento, por isso merecem mais atenção.
Da aplicação da denunciação da lide no processo do trabalho
Após o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, é possível admitir a reclamação do litígio à Justiça do Trabalho (art. 769 da CLT c/c art. 70, inc. Contudo, sua viabilidade deve ser avaliada caso a caso, será avaliada caso a caso, pois é imprescindível que o caso em questão caiba na competência material deste tribunal do trabalho. A ação visa, portanto, responsabilizar o órgão administrativo (prefeito) responder pessoalmente pela prática de ato considerado ilícito e que resulte na nulidade da contratação de empregado, por se tratar de litígio entre o agente público e o ente da federação (município), esta não é de competência da justiça do trabalho .
No contexto em que o litígio entre o empregador e a seguradora se baseia num contrato civil, o tribunal do trabalho não é competente para resolver o litígio. Embora em constante desacordo, a Vara Distrital do Trabalho da 12ª Região nas decisões acima permitiu a extinção do litígio no processo trabalhista quando o litígio se relacionasse diretamente com a relação de trabalho, mas não em litígios cíveis.
Da aplicação da assistência no processo do trabalho
Instituto incompatível com o processo de trabalho, pois acarreta a necessidade de decidir demanda paralela formada entre a administração pública municipal e o agente público, o que fere a competência material deste Tribunal Especializado, para o qual no art. 34; a assistência ocorre em qualquer tipo de procedimento e em todos os níveis de jurisdição.." não permite concluir que ela se aplique na fase de execução. O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região na decisão acima tem assistência no processo de trabalho, fazendo apenas uma ressalva, nomeadamente que a assistência só se aplica se colocada na fase de conhecimento.
Após a revogação da súmula nº 310 do TST, há o entendimento de que o sindicato, como substituto processual da categoria comercial, faz jus aos honorários. Por fim, além da assistência, existe outra forma de intervenção, que também é alvo de diferentes entendimentos na jurisprudência do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região.
Da aplicação do chamamento ao processo no processo do trabalho
Desta forma, verificou-se que a entrada destes terceiros no processo já em curso constitui a instituição da intervenção de terceiros. Terceiros apresentam-se no processo através dos tipos de intervenção que compõem o instituto da intervenção de terceiros. 45, de 8 de dezembro de 2004, que ampliou a competência da Justiça do Trabalho para processar e dirimir conflitos, a intervenção de terceiros no processo trabalhista ainda é objeto de entendimentos divergentes.
A corrente majoritária da doutrina é no sentido de que sua aplicação não é permitida no processo de trabalho. Por fim, é crucial o papel do instituto da intervenção de terceiros no processo de trabalho.