Seria possível desenvolver uma ferramenta de comunicação para os profissionais de saúde do SUS que atendem bebês no primeiro ano de vida. Esta pesquisa teve como objetivo analisar e discutir a possibilidade da comunicação online no atendimento pediátrico de bebês no primeiro ano de vida na perspectiva de primíparas e profissionais de saúde de uma UBS.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
REVISÃO DA LITERATURA
Existe uma conexão com . Um profissional de saúde cuidando de seus filhos facilitaria a rotina dessas mães? Novas estratégias de comunicação online deveriam surgir entre usuários e profissionais de saúde que priorizassem o conhecimento do contexto social do paciente e a integração do cuidado ao paciente como um todo (WEINER et al., 2005).
METODOLOGIA
Tipo de pesquisa
Campo da pesquisa
Atualmente, em Itajaí existem cinquenta e seis (56) pediatras cadastrados no CRM catarinense, dos quais 28 (vinte e oito) participam da rede de Atenção Básica do SUS. Esses pediatras prestam atendimento nas UBS, apoiam as equipes da ESF e participam do atendimento de urgência/urgente na UPA (SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE, 2020).
Protagonistas da comunicação on-line
- Mães da UBS do Votorantim
- Profissionais de saúde da UBS do Votorantim
Em relação a essa promoção da promoção da saúde, a experiência empírica de coleta de dados com profissionais de saúde gerou uma hipótese para o meu estudo: se a saúde é uma forma de manifestação de vida que une. Como mencionei anteriormente, a equipe de profissionais de saúde da UBS do Votorantim é única, pois vai além de suas obrigações.
PROTEÇÃO DOS DADOS
Logo após o término do grupo focal, os observadores e eu compartilhamos informações e impressões para que não houvesse perda de dados, principalmente dados empíricos (DALL'AGNOL; TRENCH, 1999; IERVOLINO; PELICIONI, 2001). A duração total do grupo foi de uma hora e 55 minutos, e a coleta de dados ocorreu com a presença de um gravador para que posteriormente as falas pudessem ser transcritas. Dei ao convidado o tempo necessário para refletir e discutir com todos que achassem necessário sobre sua participação na pesquisa.
O TCLE foi elaborado em duas vias, rubricado em todas as suas páginas e assinado ao final pela pessoa convidada a participar da pesquisa e pelo pesquisador responsável. Garanti que o processo de investigação fosse respeitado de acordo com a política da universidade através do termo de consentimento da instituição para coleta de dados de pesquisas envolvendo pessoas. Expliquei aos participantes que eles não receberiam nenhum tipo de recompensa financeira pela participação na pesquisa e que eram livres para interromper a participação a qualquer momento até a publicação do estudo.
Quanto aos benefícios da pesquisa, a mesma decisão define que se trata do “benefício direto ou indireto, imediato ou subsequente recebido pelo participante e/ou sua comunidade em decorrência de sua participação na pesquisa” (CNS, 2012, p. 2).
ANÁLISE DOS DADOS
Resolução de dúvidas Incerteza na informação online / Comunicação online favorece vinculação Acesso a prontuários Fixação. A redução da carga de trabalho dos profissionais de saúde e da lista de espera por um tempo é potencial para a comunicação online. Dar às mães e aos profissionais de saúde acesso aos registos dos pacientes é um potencial para a comunicação online.
Fornecer informações sobre a saúde do bebê e facilitar o acesso à UBS são as potencialidades da comunicação online. O atendimento prestado pelos profissionais de saúde da UBS via recepção, consulta ou telefone, no horário comercial da UBS, é um ponto fraco para a comunicação online. A possibilidade de aumento da carga de trabalho dos profissionais de saúde é um ponto fraco da comunicação online.
A possibilidade de as mães não frequentarem a creche porque suas dúvidas são sanadas por meio da ferramenta é uma fragilidade da comunicação online.
NOSSO VOTORANTIM
Levando em conta essa observação, decidi acessar os dados da população cadastrada pelos ACS no território da UBS Votorantim com base no relatório cadastral consolidado disponível na plataforma G-MUS. Ao analisar especificamente a população de interesse desta pesquisa, constatei que a população pediátrica de zero a 12 meses atendida nas UBS Votorantim era composta por 110 usuários no momento da coleta das informações. O tempo médio de trabalho na UBS Votorantim entre os sete participantes foi de 9,6 anos, com mínimo de dois anos e máximo de vinte.
Tendo traçado o atendimento pediátrico no primeiro ano de vida na UBS Votorantim, fazendo parte desta UBS há quase dez anos, sinto-me na obrigação de descrever esta UBS de uma forma que nenhum dado estatístico consegue expressar. Uma das grandes características da UBS do Votorantim é que a população e os profissionais de saúde conhecem muito bem seus deveres e direitos. Os profissionais de saúde da UBS do Votorantim têm a oportunidade de conciliar as obrigações laborais com outras ações que vão muito além do horário a ser cumprido em horário.
Não há consenso, mas foi a partir do momento em que percebi a importância do trabalho conjunto com a ESF que ocorreram mudanças no atendimento à população pediátrica na UBS Votorantim.
DA INSEGURANÇA AO ACESSO DIGITAL À SAÚDE: COMUNICAÇÃO
Insegurança
Sejam familiares que moravam no mesmo terreno, ou amigos mais experientes da vizinhança, ou através da comunicação online com parentes distantes, todos os envolvidos buscaram ajudar essas mães de primeira viagem nos desafios dos primeiros anos de vida de seus filhos. A comunicação online entre a UBS e a mãe do paciente fora do horário presencial seria uma possível ferramenta de promoção da saúde e uma forma de melhorar esse vínculo. Como esta forma de comunicação online ainda não está disponível na esfera pública, para dirimir as dúvidas que afligiam as mães, uma solução que propuseram foi a pesquisa na Internet.
Outra estratégia potencial como ferramenta de promoção da saúde seria a disponibilização de informações on-line pela própria UBS. Contudo, ainda há muito o que discutir a respeito dos aspectos legais que envolvem o uso da comunicação online na assistência pediátrica. Fornecer aos profissionais de saúde atualização periódica das decisões éticas sobre o tema descrito pelo CFM é uma forma de reduzir a incerteza relacionada ao uso da comunicação online na APS.
Dessa forma, a incerteza das mães de bebês no primeiro ano de vida pode ser amenizada com o acesso online aos profissionais de saúde da UBS.
Acesso on-line à saúde
Todas as demais mães entrevistadas eram atendidas pelo SUS e não tinham acesso virtual aos profissionais de saúde. Segundo as falas das mães atendidas pelo SUS, o acesso online se apresenta como uma ferramenta de promoção da saúde, o que fortalece ainda mais o vínculo já estabelecido entre elas e os profissionais de saúde e possibilita o esclarecimento conjunto de dúvidas. Os profissionais de saúde entrevistados no grupo focal indicaram a possibilidade da comunicação online atrapalhar a dinâmica de trabalho e de atendimento aos pacientes dentro das UBS.
Com base nas falas analisadas tanto das mães quanto dos profissionais de saúde da UBS, acredito que essa interação virtual seria uma ferramenta promotora de saúde. Como os profissionais de saúde já prestam muitos serviços a esta população, existe a possibilidade de haver outra “obrigação”. Diante desse receio de mais uma tarefa a cumprir, é importante mostrar aos profissionais de saúde que a comunicação online com as mães tem grande potencial para reduzir sua carga de trabalho.
Por fim, com base na análise dos dados, pude perceber que a comunicação online está presente no cotidiano das mães primíparas e dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado de seus filhos.
Ferramenta promotora de saúde
Outra opção de comunicação mediada pela tecnologia entre profissionais de saúde e pacientes seria um portal de pacientes. Como seria bom se, principalmente na situação atual, já tivessem alguma forma de comunicação online com os profissionais de saúde. Como seria bom para eles e também para nós, profissionais de saúde que realmente nos preocupamos com nossos pacientes, ter alguma forma de comunicação online já na situação atual.
Essa realidade empírica levou à intenção de analisar a possibilidade da comunicação online no atendimento pediátrico de bebês no primeiro ano de vida na perspectiva de mães e profissionais de saúde de uma UBS de Santa Catarina. O que pensariam os profissionais de saúde sobre um possível vínculo virtual com as mães desses bebês? Durante as entrevistas e o grupo focal, observei que a busca por informações na internet e a comunicação online está presente no cotidiano de todas as mães e de todos os profissionais de saúde desta pesquisa.
Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
APÊNDICE A – ARTIGO CIENTÍFICO
APÊNDICE B – INSTRUMENTO PARA CONTATO TELEFÔNICO DA
APÊNDICE C – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
O relatório final da pesquisa será enviado a você e o acesso aos resultados também estará disponível online na Biblioteca Central Comunitária Campus Itajaí na página http://www.univali.br/biblioteca e impresso na Biblioteca do Setor de Medicina Campus Itajaí. Sua participação neste estudo é voluntária e você poderá desistir a qualquer momento e por qualquer motivo, sem qualquer penalidade. Se você tiver alguma dúvida ou por qualquer outro motivo, poderá entrar em contato conosco a qualquer momento através do e-mail abaixo.
Nome da pesquisadora responsável: Rita de Cássia Gabrielli Souza Lima E-mail para contato: [email protected].
APÊNDICE D – ROTEIRO PARA ENTREVISTA INDIVIDUAL COM MÃES
Objetivo geral: Analisar a possibilidade da comunicação online no atendimento pediátrico de bebês no primeiro ano de vida, na perspectiva de mães e profissionais de saúde de uma Unidade Básica de Saúde da Atenção Básica (UBS/AB) de um município de Santa Catarina . Sua participação no estudo se dará por meio de entrevista coletiva em grupo focal composto por profissionais de saúde da UBS Votorantim. 3 Na sua opinião, quais são os aspectos estruturais positivos da UBS Votorantim para a construção de uma comunicação de qualidade com as mães de bebês de um ano?
Ou seja, o que falta na estrutura da UBS para construir uma comunicação de qualidade com as mães de bebês de um ano. 7 Como você vê as mães de bebês de um ano faltando às consultas agendadas? 9 Quais valores humanos são necessários para uma comunicação de qualidade entre profissionais da UBS e mães primíparas de bebês de um ano.
11 Você acha que um aplicativo de comunicação como o WhatsApp pode facilitar a comunicação entre você e mães de bebês de um ano?