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Maria do Carmo Ferreira de Andrade - PPGET - IFAM

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Academic year: 2023

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Revisitando alguns momentos da formação de Professores no Brasil

  • Ensaios intermitentes de formação de professores (1827-1890)
  • Estabelecimento e expansão do padrão das Escolas Normais (1890-1932)
  • Organização dos Institutos de Educação (1932-1939)
  • Os cursos de Pedagogia e as escolas Normais (1939-1971)
  • Substituição da Escola Normal pela habilitação específica de Magistério (1971-
  • Advento dos Institutos Superiores de Educação e das Escolas Normais
  • A formação de professores nos municípios de Jundiaí e Manaus
  • A Educação Profissional e a formação de professores

Portanto, a formação de professores na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental foi realizada massivamente no nível médio. O professor do ensino profissional deve ser capaz de descrever as práticas profissionais (como, por quem e em que condições uma atividade é exercida). Perguntemo-nos: Qual foi a reação da implementação desta lei no que diz respeito à formação de professores para a Educação Profissional e Tecnológica.

A determinação de leis específicas permitiu visualizar a importância da educação no país e em particular da educação profissional em todos os ramos da economia e da formação de professores no nível secundário (MOURA, 2007, p. 9). Estas transformações estão intimamente relacionadas com o investimento da educação na formação dos seus professores. Assim, também foram estabelecidas algumas diretrizes de planejamento para a formação de professores do ensino técnico.

A partir daqui voltaremos aos dois eixos principais para a formação de professores na educação profissional e tecnológica, explicados por D. L. Perrenoud em seu livro Avaliação da educação profissional - a busca pela integração do conhecimento na concepção de competências ao longo do tempo. como proponente da proposta de Ensino Competente no ensino fundamental e nos demais segmentos do ensino.

Os caminhos da Educação Profissional no Brasil: Sua trajetória

Pensar na formação de professores para a educação profissional e tecnológica - EPT no Brasil significa concentrar nossas preocupações naquele profissional que, no cotidiano de sua profissão, forma cidadãos para responder às demandas do mundo do trabalho e de um mercado exigente : a professora. Sua formação é um processo dinâmico que exige constante atualização, seja dos conhecimentos teóricos, seja das constantes mutações da sociedade, para responder crítica e positivamente às novas frentes do mundo do trabalho, pois depende de como contribuir para o desenvolvimento intelectual, social, político , futuros profissionais éticos e econômicos. Além disso, o estudo de qualquer sociedade pressupõe como ponto de partida as relações sociais que as pessoas estabelecem entre si para utilizar os meios de produção e transformar a natureza.

Braverman (1980) afirma que a divisão do trabalho na oficina difere da divisão do trabalho dentro de uma sociedade, pois. A divisão do trabalho na sociedade é característica de todas as sociedades conhecidas; A divisão do trabalho na oficina é peculiar à sociedade capitalista. A divisão social do trabalho divide a sociedade em ocupações, cada uma adequada a um determinado ramo de produção; a divisão detalhada do trabalho destrói as ocupações consideradas neste sentido e torna o trabalhador incapaz de acompanhar qualquer processo completo de produção.

No capitalismo, a divisão social do trabalho é imposta de forma caótica e anárquica pelo mercado, enquanto a divisão do trabalho na oficina é imposta pelo planeamento e controlo. Ainda no capitalismo, os produtos da divisão social do trabalho são trocados como mercadorias, enquanto os resultados da operação do trabalhador parcelado não são todos propriedade do mesmo capital. Enquanto a divisão social do trabalho subdivide a sociedade, a divisão dividida do trabalho subdivide o homem, e embora a subdivisão da sociedade possa fortalecer o indivíduo e a espécie, a subdivisão do indivíduo, quando realizada com desrespeito pelas capacidades e necessidades humanas, é, um crime contra a pessoa e contra a humanidade (BRAVERMAN, 1980, s/p).

De acordo com a realidade da seção anterior, vemos então que a função da divisão social do trabalho para D. Ao restabelecer a solidariedade entre os homens, a divisão social do trabalho assumiria seu caráter moral e ampliaria a harmonia, a integração e coesão da sociedade moderna como ele escreve abaixo. Mas se a divisão do trabalho produz solidariedade, não é apenas porque transforma cada indivíduo num “trocador”, como dizem os economistas; Isto porque cria entre os homens todo um sistema de direitos e deveres que os liga uns aos outros de forma duradoura.

Da mesma forma que os acordos sociais dão origem a direitos e morais que os protegem, a divisão do trabalho dá origem a regras que garantem a competição pacífica e regular entre funções divididas (DÜRKHEIM, 2004, p. 429). Ao restaurar a solidariedade entre as pessoas, a divisão social do trabalho assumiria o seu carácter moral e aumentaria a harmonia, a integração e a coesão na sociedade moderna.

Na legislação o percurso da Educação Profissional

Currículo: Institui escolas para aprendizes de artesãos nas capitais dos estados das repúblicas, para ensino fundamental gratuito. Com exceção da escola Campos, no Rio de Janeiro, todas as demais escolas de aprendizagem artesanal foram instaladas nas capitais (SCHMIDT & ORTH, 2013, p. 34). Cunha (2000a) em 1926, expresso na Consolidação das Unidades das Escolas de Aprendizes de Arte, foi estabelecido um currículo padronizado para todas essas oficinas.

A criação destas 19 escolas para aprendizes de artesão evidenciou a falta de professores especializados para esta área de ensino. Um dos motivos identificados para a inadequação do ensino nas escolas para aprendizes de artesãos, como já explicado por L. Cunha (2000a), está relacionado com o despreparo dos professores, que os transformou em simples escolas primárias.

Conforme mencionado a seguir, a consolidação dos respectivos estabelecimentos em 1926 trouxe grandes alterações nos currículos das escolas de aprendizagem e de artes. No artigo 5.º encontramos o currículo que todas as escolas de aprendizagem artística devem seguir, desde o 1.º ano primário até ao 2.º ano suplementar. Voltemos ao que foi dito em relação ao currículo estabelecido pela Consolidação de Escolas de Aprendizagem (1926) como aumento do nível de formação profissional, incluindo as noções de trigonometria como complemento nas oficinas. , a álgebra e as próprias artes - como o desenho aplicado, a escultura, a escultura, a gravura e a pintura [..] o que nos leva ao conhecimento técnico, estudo desenvolvido por J.

Nesse mesmo ano, a Inspetoria de Ensino Técnico Profissional foi transformada em Superintendência de Ensino Profissional, tendo como um de seus objetivos a fiscalização das Escolas de Aprendizes e Artesãos. No mesmo ano, com a Lei nº 37.830, de 13 de janeiro de 1937, as Escolas de Aprendizes de Artesanato foram transformadas em escolas secundárias profissionais. A Escola Normal de Artes e Ofícios Wenceslau Brás e as escolas para alunos Artífices, mantidas pelo sindicato, serão convertidas em escolas secundárias, destinadas ao ensino profissionalizante em todos os ramos e grãos.

Souza (2002, p. 41) infere que uma mudança mais profunda na legislação referente aos colégios industriais, antigos “Escolas para aprendizes de artesãos”, ocorrerá primeiro com o decreto legislativo nº 4.073, de 30 de janeiro de 1942, ou seja, denominada Lei Orgânica do Ensino Industrial. É este diploma legal que proporcionará a unidade nacional ao ensino industrial, delineada na Consolidação dos Dispositivos Relativos às Escolas de Aprendizes de Artífices, de 1926.

A criação do Sistema “S” e a preparação da mão-de-obra para o mundo

Além disso, em 22 de janeiro, o Decreto-Lei cria o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, que deu origem ao que hoje é conhecido como sistema “S”. Kuenzer (1997) reafirmou, assim, a dualidade, pois o acesso ao ensino superior continuou a ocorrer por meio do processo seletivo em função do domínio de conteúdos gerais, artes, ciências e humanidades, adotados como únicos conhecimentos válidos para a formação da classe dominante. No ensino primário desaparecem os cursos complementares e surge uma nova fase, o segundo ciclo dos cursos secundários (actual ensino secundário), denominados cursos colegiados, com duas variantes: científica e clássica, ambas destinadas a preparar os cidadãos para o acesso ao ensino superior. , são estruturados e o ensino brasileiro é denominado regular em dois níveis: ensino fundamental e ensino superior (MOURA, 2007, p. 9).

Em seus conceitos fundamentais, recomenda no artigo 3º que o ensino industrial deve obedecer: “aos interesses do trabalhador, ao desempenho de sua preparação profissional e à formação humana”. Apesar da diferenciação, é neste contexto que surge pela primeira vez a possibilidade de aproximação entre o ramo do ensino secundário (ensino médio, com as suas variantes científicas e clássicas) e os cursos profissionais de nível secundário, através de exames de adaptação. É importante ressaltar também que a criação do Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, em 1942, do Serviço Nacional do Comércio - SENAC em 1946, e dos demais “S” ao longo das décadas seguintes, revelam a opção do governo em dar ao setor privado sector a tarefa de preparar “mão-de-obra” para o mundo produtivo.

Com base nesta lógica, o ensino secundário e normal formaria as principais elites do país, e a educação profissional treinaria adequadamente os filhos dos trabalhadores nas artes e ofícios. Mas se por um lado o presidente Getúlio Vargas em 1942, na Lei Orgânica do Ensino Industrial, propôs a implantação de escolas técnicas federais em todos os estados, mantidas e administradas pela União, por outro lado, atribuiria às empresas , que entendia ser de sua competência constitucional, a formação de aprendizes e trabalhadores industriais (BOCLIN, 2005, p. 22).

A lei da Aprendizagem: O menor aprendiz

Em primeiro lugar, convoca à reflexão sobre a necessidade de formação do pedagogo atuante, pois as diretrizes curriculares limitam a pedagogia à formação de professores para a educação pré-escolar e os primeiros anos do ensino fundamental. São questões relacionadas à formação de professores, que discutiremos no próximo tópico deste estudo. Com a Lei de Diretrizes e Fundamentos nº 4.024/61 no artigo 59, foram estabelecidas duas vias distintas para a formação de professores.

Sem a intenção de fazer julgamentos e sem cair no empirismo das ações pedagógicas, bem como nos programas educativos das instituições. Outro elemento a considerar no caso das instituições privadas são os recursos, o financiamento e o tempo para a formação de professores. Um de seus objetivos era a formação de instrutores e professores de disciplinas específicas do ensino técnico industrial.

Após feitas as apresentações e considerações sobre a legislação para a formação de professores na Educação Profissional e Tecnológica, nos aprofundaremos no assunto. Moura (2008, p. 31) leva essa questão para além das fronteiras da educação profissional e tecnológica e promove a formação de professores para carreiras universitárias como engenharia, arquitetura, medicina, direito e outros cursos superiores para além do âmbito das armadilhas de licenciatura. 50Quanto ao Serviço de Aprendizagem Industrial – SENAI, esse arcabouço de formação de professores passou hoje por mudanças significativas.

Com base no exposto, delineiam-se duas opções concretas para essa formação docente: os cursos de bacharelado com foco na formação profissional e os cursos de pós-graduação lato e stricto sensu, afirma o autor em questão. Este tema da formação de professores baseada em competências será objeto de investigação no Capítulo IV desta tese. Com esta base, neste capítulo IV abordaremos a dimensão da formação docente baseada na competência no panorama internacional e no Brasil.

O segundo aspecto da formação docente que foi objeto de reflexão e proposta refere-se à formação e à política educacional. Diretrizes Gerais para a Formação de Professores de maio de 2000, No. 6.1.1, concentre-se em suas propostas que,. A formação de professores para o ensino básico deve centrar-se no desenvolvimento de competências que abranjam todas as dimensões do desempenho profissional dos professores.

A flexibilidade do currículo baseado em competências visa considerar e respeitar as “diferenças de percurso” na formação de cada professor. Segundo o parecer CNE/CP 9/2001, perceber a prática como componente curricular implica considerá-la como “uma dimensão do conhecimento que está presente na formação docente quando se trabalha com a reflexão sobre a atividade profissional”. Quanto aos princípios orientadores da reforma da formação docente, parecer CNE/CP 9/2001, ponto 1.1, p.

Uma experiência exitosa com a utilização da Metodologia por Competências-

Referências

Documentos relacionados

O manifesto acima mencionado, assinado por entidades como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), a Associação Nacional pela Formação