• Nenhum resultado encontrado

NA INTERNET REDES SOCIAIS - LabCom

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "NA INTERNET REDES SOCIAIS - LabCom"

Copied!
301
0
0

Texto

O conteúdo é central para a formação de grupos online porque aproxima a estrutura das redes sociais online de mapas de mediações e interações por meio da apropriação técnica. No terceiro capítulo assumimos que as redes sociais online são um elemento potenciador da sociabilidade e da inteligência coletiva como ponto de partida para refletir sobre os agrupamentos humanos, dentro e dentro da rede, que formam a denominação.

A emergência da Internet como uma plataforma participativa: registos de uma mudança

O autor acredita que as novas ferramentas de comunicação social na Internet promovem novas configurações de agregação de indivíduos e formação de grupos. Lévy (2003) afirma que há um desenvolvimento no processo de comunicação: do conceito de canal para um conceito de espaço envolvente.

Reformulação estrutural do processo de comunicação: da massificação à individualização

Novas conceituações de comunicação na esfera digital, como as de O'Reilly (2005) e Cardoso (2009), defendem um modelo de comunicação em rede, focado nas comunidades. O modelo de comunicação em rede emerge, portanto, de uma fusão de diferentes esferas técnico-sociais que moldam a sociedade.

O receptor transformado em utilizador e emissor

À primeira vista parece claro que a mudança se dá em termos individuais, pelo que é imperativo perceber como é que o destinatário se converteu num utilizador ativo no processo de comunicação. A história clássica do modelo tradicional de comunicação “um-todos” está a ser diluída pelo potencial da rede.

Novo conceito de esfera pública

Habermas defendeu a noção de esfera pública, que vem da ideia de socialidade e está ligada ao conceito de espaço (Cavanagh, 2007). No pensamento de Habermas, o conceito de esfera pública aparece como um espaço de discussão para onde se dirige a discussão pública racional.

Novas formas de sociabilidade

No seu pensamento, as formas de sociabilidade são centrais para a definição do que convencionalmente chamamos de relações sociais e interação social. A sistematização das formas tradicionais de sociabilidade pode centrar-se no conceito de interação social e nos processos sociais básicos.

Metamorfose da noção de território

E o que acontece é a desterritorialização do texto, pois ele faz parte de um fluxo, que entra em movimento e emerge metamorfoseado. A objetivação é definida como “a implicação mútua de atos subjetivos ao longo de um processo de construção de um mundo comum.

Redefinição de conceitos: espaço, lugar, rede e comunidade

Adotando a perspectiva de Recuera (2006), acreditamos que as comunidades virtuais são mais uma espécie de rede social. Porém, antes de conceituar ideias sobre sociedades digitais e redes sociais na Internet, é importante analisar a transformação do conceito de redes sociais.

Metáfora de presença: lugares e não-lugares no ciberespaço

Augé aborda uma reformulação do conceito de espaço e propõe uma antropologia da supermodernidade que abre horizontes para além do que considera ser uma espécie de «etnologia da solidão. Este argumento baseia-se no conceito de espaço abstrato como construção de representações simbólicas compartilhadas por membros dos sistemas sociais que habitam esse universo de socialização. A fragmentação social alcançada no universo digital reflete uma reformulação do conceito de espaço e, como argumenta Giddens, impulsiona-a.

A técnica e as novas formas de sociabilidade

Shirky (2008) enfatiza que, além de discutir as definições da Web 2.0, é necessário compreender como a intersecção entre as ferramentas de comunicação e a vida social promove a atividade coletiva e prenuncia uma transformação social significativa. Anderson acredita que a mudança de paradigma que ocorre na transição da Web 1.0 para a Web 2.0 é mais do que apenas uma atualização. Beer e Burrows (2007) apresentam o cenário da Web 2.0 como “uma proeminente segunda versão aprimorada da Web que é mais aberta, colaborativa e participativa”.

Interacção social

No contexto do ciberespaço, podemos isolar dois tipos diferentes de interação: interação humano-computador e interação social. As ações sistemáticas resultantes da apropriação de ferramentas podem dar origem a diferentes tipos de interação social. Nesse sentido, os diferentes tipos de interação social decorrem diretamente do uso das ferramentas e do contexto em que ocorrem.

Inteligência colectiva como produto da interacção gerada pela media- ção digital

A inteligência coletiva cria a perspectiva de um vínculo social construtivo e cooperativo onde todos podem cooperar. O conceito de inteligência coletiva de Pierre Lévy refere-se ao argumento de que o ciberespaço (interconecta) inteligências. Enquanto as teorias da inteligência colectiva enfatizam o elemento grupal como o aspecto central da rede, a abordagem de Kerckhove enfatiza a importância do indivíduo como actor activo em redes colaborativas.

Identidade, pertença e presença em ambiente digital

Nesse sentido, a construção da identidade individual e a criação de sentimentos de pertencimento e presença nos ambientes sociais são elementos centrais na abordagem das comunidades virtuais e das redes sociais na Internet como veículos que aumentam a sociabilidade e o conhecimento. A imagem, materializada através da interface, é um elemento que pode determinar a mutação da identidade na rede. A construção de uma identidade online é assim influenciada por elementos para além do virtual, importados do offline.

Redes sociais e comunidades virtuais

Para Garton, Haythornthwaite e Wellman (1997), o estudo das redes sociais concentra-se principalmente nas relações entre as pessoas e nos padrões dessas relações. A análise de redes sociais (ARS) examina as relações entre um conjunto de atores com o objetivo de descobrir padrões de interação social. A análise de redes sociais é um campo multidisciplinar que resume um conjunto de métodos relacionais para compreender e identificar sistematicamente conexões entre atores em uma estrutura social.

Análise de redes sociais

Nesse sentido, as estruturas sociais são definidas por um padrão persistente de relações entre atores que podem ocupar diferentes posições sociais. Sendo a estrutura social o centro da análise, as relações entre os atores existem dentro de um tecido relacional. 2009) identifica quatro tipos de relacionamentos: semelhanças, relações sociais, interações e fluxos. Um gráfico é a representação gráfica de um padrão de relacionamentos e é usado para revelar redes e quantificar propriedades estruturais importantes.

Modelos e teorias de redes

Outro pressuposto que tem ganhado espaço na análise estrutural das redes sociais é a teoria da coordenação de relacionamentos. Semelhante à teoria do agrupamento, esta teoria se concentra em explicar a organização das redes. O enquadramento metodológico deste trabalho insere-se no diálogo entre a análise estrutural das redes sociais e a nova ciência das redes.

Propriedades, elementos e dinâmicas

A conectividade é “propriedade de um grupo de atores no qual existe pelo menos um ator dominante. A distância geodésica corresponde ao número de relações no caminho mais curto possível entre um ator e outro. O poder pode ser medido através de medidas da centralidade de um gráfico: grau, proximidade e intermediação.

Topologia e tipologia de redes sociais

As redes unimodais e bimodais são abordagens dos fenômenos sociais na perspectiva dos atores. A topologia apresentada acima resume a abordagem sociológica que entende as redes sociais como estruturas estáticas. As redes igualitárias derivam do modelo de redes aleatórias proposto por Paul Erdös e Alfred Rényi e baseiam-se no pressuposto de que os nós têm mais ou menos o mesmo número de conexões e que há chances iguais de receber novas conexões (Barabási, 2003).

Plataformas de interacção: ambientes sociais na e em rede

O tipo de relacionamento entre os atores nas redes sociais online pode ser variado e baseado em diferentes suportes, dependendo da aplicação informática utilizada. Hargittai observa que os sites de redes sociais “tornaram-se alguns dos destinos online mais populares nos últimos anos” (2007: s/p). Nesse sentido, é possível identificar redes sociais em diversas formas, como mídias sociais, diferentes tipos de CMC, sites de redes sociais, mundos virtuais, etc.

Software social: social media como extensão dos self media

As tecnologias sociais, através de funcionalidades próprias e objetos interativos, promovem novas formas de interação e, consequentemente, novas práticas coletivas. Os meios de comunicação próprios e as redes sociais são efectivamente vistos como técnicas de comunicação que criam novos actores sociais no contexto regional, nacional e internacional. Novos dispositivos técnicos reforçam este processo de “glocalização” e interação social, permitem novas formas de sociabilidade baseadas em objetos virtuais e metadados e promovem novas práticas coletivas.

Redes dentro de redes: dinâmicas sociais baseadas na técnica

São inegáveis ​​as possibilidades dos mundos virtuais como espaços de troca e construção de conhecimento, trabalho colaborativo, educação, ativismo e negócios. No entanto, a esfera dos mundos virtuais começou a fundir-se com a das plataformas sociais e a sua facilidade de utilização transformou-as em meios de comunicação substitutos. Os mundos virtuais não desapareceram, mas o entusiasmo do início do século perdeu-se e pensamos que as ferramentas de software social assumiram o papel de “mundos sociais habitados”.

Redes sociais na Internet e capital social

Adler e Know explicam que os vínculos criados com base no conceito de capital social podem ser internos ou externos. Como argumenta Zago, “o capital social é construído nas relações entre os indivíduos e diferentes tipos de relações requerem a mobilização de diferentes formas de capital social” (2008b: s/p). O estudo permitiu concluir que a maioria das mensagens gera simultaneamente diferentes tipos de capital social e que esta mobilização ocorre devido à natureza de rede social da plataforma.

Redes, comunidades e conteúdos

Os autores enfatizam que essas mudanças progressivas em curso não são única e exclusivamente produzidas pela tecnologia. Outro aspecto relevante a lembrar é que, no contexto das redes de interação (via conteúdo, conversa, interesse ou amizade) geradas na Internet, influência não é sinônimo de popularidade. Mas a Internet é um “alvo móvel” e os dispositivos móveis podem (novamente) mudar as tendências atuais.

Social media e participação em rede: consumidores 0, “prosumers” e

Ao contrário de Thackeray et al., 2008), acreditamos que o controlo não está inteiramente do lado do consumidor. Na maioria dos casos, os utilizadores do Twitter parecem funcionar mais como um filtro e amplificador dos meios de comunicação tradicionais” (Asur et al., 2011: s/p). Estudar a dinâmica dos laços sociais através dos conteúdos e da conversação (interação) gerada em torno deles implica necessariamente compreender novas práticas que surgem com as ferramentas de comunicação do ambiente Web 2.0, mas também com a chamada Web Semântica.

Web semântica e novas práticas sociais

As redes sociais podem ser compreendidas a partir do seu conteúdo, que é entendido como um vínculo relacional. No entanto, a utilização de diferentes técnicas tem permitido compreender a importância da semântica no contexto das redes sociais online e o seu papel no desenvolvimento de novas práticas e relações. As redes sociais na Internet são o resultado da apropriação de ferramentas técnicas, transformando-as em canais de distribuição de conteúdo e conversação.

Mapeando redes sociais através do conteúdo

A apropriação de ferramentas de interação mediadas por computador e de técnicas de indexação de conteúdos possibilita a emergência de uma sociabilidade desterritorializada manifestada nas redes sociais? Nosso argumento básico é que o conteúdo é o elemento determinante para a formação de redes sociais assimétricas, transformando essas estruturas em mapas de mediação e interações sociais através da apropriação da tecnologia. A investigação empírica que apresentamos tem como objetivo captar e analisar cenários de interação nas redes sociais através da apropriação de ferramentas de comunicação digital e da utilização de técnicas de indexação semântica de conteúdos.

Metodologia

Através da análise de conteúdo de dados documentais, procuramos observar o mundo pela ótica do Twitter. É importante esclarecer que nosso objetivo era observar o mundo pelas lentes do Twitter e do uso da semântica no conteúdo gerado pelos usuários. O banco de dados consiste em 27.452 tweets postados na linha do tempo pública do Twitter com a hashtag #cablegate.

Referências

Documentos relacionados

Silva (2010) em seu artigo monitoramento de redes sociais: vantagens competitivas do uso dessas mídias nas organizações; expõem que as redes sociais podem ser compreendidas