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Rio de Janeiro

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CNDDH Centro Nacional de Proteção aos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis. Obstáculos” promovido pelo Fórum Permanente da População Idosa em Situação de Rua do Rio de Janeiro.

Escravização à brasileira: de eficácia social e de consequências

A ligação da distribuição de terras através do modelo .. sesmarias”21 com o uso extensivo de mão-de-obra africana escravizada tornou possível este empreendimento colonial. Nesta sociedade escravista, com marcas indeléveis, portanto, da exploração e dominação da população negra, os escravizados não eram donos de sua força de trabalho, nem de seus corpos e de sua existência. O escravo, como qualquer ser humano, trazia para dentro de seu corpo sua força de trabalho, mas não tinha o direito de vendê-la, pois era vendida com ela, como mercadoria.

Suas famílias, porém, foram fragmentadas quando seus membros foram vendidos a diferentes senhores.23 Nesse processo, as diversas formas de resistência do trabalho escravizado contra o regime escravista brasileiro marcam nossa história. Disponível em: . Além disso, diz-se que o excedente da mão-de-obra tem um efeito deprimente no nível dos salários ou nas formas ocultas de remuneração.

Com o surgimento, após a abolição, de uma sociedade assalariada baseada no trabalho “livre”, em que a venda da força de trabalho do trabalhador imigrante29 oferece a oportunidade de acumulação, acentua-se a condição dos ex-escravos como párias.

O tratamento dado à População em Situação de Rua pelo Estado

Somente em 1934 é que o Departamento de Assistência Social da Secretaria Geral de Saúde e Assistência do Governo Federal iniciou a construção da primeira residência, no Rio de Janeiro38. Desde o governo de João Figueiredo, houve um aumento da população em situação de rua e principalmente do número de crianças e adolescentes, sendo o problema particularmente grave no Rio de Janeiro. Após o término do período discricionário, o atendimento à população em situação de rua pode ser observado por meio de medidas tímidas e muito desarticuladas entre os setores.

Entendemos esse movimento como parte dos movimentos sociais, responsáveis ​​pela luta organizada da classe trabalhadora na modernidade capitalista, como uma importante ferramenta para a conquista dos direitos dos trabalhadores sem teto no Brasil. Levantamento histórico das políticas públicas para a população em situação de rua desde 1888 até a atualidade. Texto apresentado no II Colóquio Latino-Americano de História da Enfermagem, Rio de Janeiro, de 12 a 15 de setembro de 2005.

O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), no Brasil, é parte interna da organização da classe trabalhadora em defesa dos direitos e da própria vida.

Movimentos Sociais: origens e conceitos

Silva (2001, apud MARCONSIN, p.53) mostra que do século XIX até meados do século XX, o conceito de movimentos sociais permaneceu associado à luta de classes, especialmente relacionado ao movimento sindical. Ao longo do século XX e no XXI, vários movimentos sociais foram assim construídos na sociedade capitalista, para além da união, tanto a nível internacional como a nível nacional. Os estudos dos movimentos sociais captam assim as suas diversas motivações, dando origem à construção de diversos conceitos.

Para o autor (1997, p. 12), ao analisar os movimentos sociais, é importante “abordar provisoriamente dois aspectos difíceis: o próprio conceito de movimento social e as teorias sobre ele”. Ribeiro (2014, p) traz em seus estudos, pautados na perspectiva marxista, um debate sobre o que hoje chamamos de “novos movimentos sociais”, e identifica uma conexão entre essa concepção e o pensamento pós-moderno. dão lugar a desenhos grupais específicos e localistas, formando os chamados “novos movimentos sociais”.

São movimentos sociais formados ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, de diferentes tipos, que se encontram num ponto comum: a luta pela obtenção de direitos na sociedade capital, nos espaços de luta de classes.

Os Movimentos Sociais na América Latina

Ainda para o autor (2019, p. 59) a tradição marxista percebe que, apesar de todas as mudanças trazidas pela crise, que construíram novas configurações contemporâneas, “a sociedade ainda continua sob a proteção do capital, baseada em relações antagônicas entre o capital e trabalho". Nesse sentido, a "luta de classes está presente, tendo no horizonte a disputa pelo poder na sociedade". Na maioria dos países latino-americanos, na década de 1980 houve um renascimento da luta social como 'um desafio ao atual ordem e oposição aos regimes militares.

No México, Chiapas na década de 1990, de ação coletiva nas áreas rurais; No Peru, o Movimento Revolucionário Túpac Amaru; na Argentina "Mães da Plaza de Mayo". O crescimento desses tipos de movimentos sociais mostra que o paradigma latino-americano, como mostra Gohn (1997, pp. 15-16), está voltado principalmente para estudos sobre “movimentos sociais libertários ou emancipatórios” de “índios”. , negros, mulheres, minorias em geral”; bem como pelas “lutas populares urbanas por bens e equipamentos coletivos”, mas também por “espaço de vivência urbana (nas associações de moradores e nas comunidades de base da Igreja) e na luta pela terra, no meio rural”. É importante notar que as lutas sociais no continente passaram por momentos de expansão e contração, como acontece em todos os territórios de acordo com.

Esta oscilação de processos leva a que os movimentos sociais tomem ações mais poderosas e voltadas para o futuro em determinados momentos, e noutros momentos a momentos de refluxo, cujas ações começam a assumir um caráter reativo.

Os Movimentos Sociais no Brasil

Dentre os diversos movimentos sociais organizados no Brasil hoje está o Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR). A criação do MNPR para proteger a população em situação de rua é uma parte histórica desse processo no Brasil. Ferro (2011, p. 7), centrando seus estudos na experiência do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), no Brasil, mostra que é o primeiro movimento social de âmbito nacional que representa esse segmento da população.

Com efeito, o autor (2011, pp. 74-75) mostra que têm surgido experiências internacionais emergentes e bem sucedidas na organização da população sem-abrigo que merecem aqui ser registadas. Para Ferro, (2012, p.14), o MNPR é, portanto, um movimento social “sui generis” porque o processo de construção da organização da população em situação de rua é complexo, tem características próprias e apresenta avanços e retrocessos. No Brasil, o 1º Censo e Pesquisa Nacional da População em Situação de Rua foi realizado entre agosto de 2007 e março de 2008 e incluiu 71 cidades brasileiras.

O resultado revelou que 70,9% da população em situação de rua exerce alguma atividade remunerada, e essas atividades incluem coleta de materiais recicláveis ​​(27,5%), flanela (14,1%), construção civil (6,3%), limpeza (4,2%) e carregadeira/docker ( 3,1%).

Gráfico 1- Atividades Remuneradas para Sobrevivência
Gráfico 1- Atividades Remuneradas para Sobrevivência

Uma visão panorâmica do caminhar

Por essas razões, o surgimento do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) no Brasil em 2004 oferece uma área rica a ser explorada em nossos estudos. Naquele ano, foi instituído o Fórum de Coordenação do Trabalho, exemplo de participação social entre governos e organizações sociais, como espaço de discussão sobre políticas para a população em situação de rua (PSR). No último ano do governo de Luiza Erundina (PT), a Secretaria Municipal de Assistência Social (Sebes) organiza o primeiro Seminário Nacional sobre População em Situação de Rua.

No Parlamento, em 1997, foi aprovada a Lei nº 12.316, de autoria da vereadora Aldaíza Sposati (PT), que estabeleceu a obrigação do poder público municipal de prestar assistência aos moradores de rua da cidade de São Paulo. Neste contexto turbulento, o padre Júlio Lancellotti, da paróquia de São Miguel do Arcanjo, inaugura sob o viaduto de Guadalajara a comunidade de São Martinho de Lima, na zona leste de São Paulo, um marco na denúncia das condições de vida dos moradores de rua. . 59 Em 1991, a Secretaria Municipal de Seguridade Social (SEBES) realizou um estudo sobre adultos em situação de rua.

Esse dispositivo legal aborda a política governamental para moradores de rua e cria o Fórum da População de Rua de Belo Horizonte.

O Movimento Nacional da População em Situação de Rua: lutas

Esses acontecimentos produziram diversas manifestações por justiça, com repercussão nacional e internacional, marcando a história da luta da população em situação de rua. A data de 19 de agosto foi, portanto, considerada pelo MNPR como o Dia Nacional de Luta das Populações em Situação de Rua. A 1ª Assembleia Nacional sobre População em Situação de Rua contou com a participação de setores do governo e da sociedade civil – organizada em fóruns em vários estados brasileiros.

É importante ressaltar a importância da ocupação dos espaços institucionais pela própria população em situação de rua, pois o Movimento Nacional da População em Situação de Rua – MNPR – visa enfrentar os perigos em casa. 68A voz dos moradores de rua na agenda de mudanças sociais no Brasil: um estudo discursivo crítico sobre o Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR). Conselhos de Políticas Públicas e representantes de organizações da sociedade civil, com o objetivo de debater a proposta de Política Nacional de Inclusão Social da População em Situação de Rua.

Nasceu da ideia de um diálogo constante com os dois públicos-alvo, a população sem-abrigo e os catadores de materiais recicláveis.

Os Congressos e sua importância na construção histórica do

Até à data, realizaram-se quatro Congressos em diferentes capitais, que deram instruções para a actividade do Movimento e que consideramos importante sublinhar no ponto seguinte. Entre os líderes e na transmissão de informações públicas a outros membros do movimento; (10) COMPROMISSO PESSOAL: O movimento ocorre quando cada membro se esforça e se compromete com sua conquista e se compromete com sua causa; (11) IGUALDADE: O movimento reconhece os direitos civis de todas as pessoas, respeitando a diversidade religiosa, orientação sexual, género e etnia; (12). 82 Disponível em: .

Os debates dos parlamentares giraram em torno da adoção dos temas do Código de Ética83, dos critérios e normas para organização e funcionamento da coordenação nacional e do evento comemorativo do décimo aniversário do movimento. O eixo principal centrou-se na definição de um plano de batalha84 para o biénio 2014-2016 e no fortalecimento político-organizacional do movimento. 83 De acordo com contato com a coordenação nacional do movimento, fomos informados que não existe atualmente nenhum Código de Ética com possibilidade de sua adoção no V Congresso previsto em Alagoas.

Nas deliberações finais, destacaram-se a incorporação das reivindicações do movimento sobre o caso LGTBI, cuja população vive em situação de vulnerabilidade social; articulação com parcerias intersetoriais; mapear a diversidade em cada estado para construir um plano de ação; e a escolha de Alagoas para sediar o V Congresso Nacional, marcado para setembro de 2021, em Maceió.

A consolidação e a continuidade da luta do MNPR em tempos de

89 Entrevista ao Vivo - Inclusão social e busca da cidadania da população em situação de rua por meio da comunicação. A situação dos sem-abrigo é agravada pelo facto de a grande maioria deles não ter tido acesso a ajuda. Esta atitude limita a possibilidade de criação de políticas públicas dirigidas às pessoas em situação de rua.

Institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu comitê intersetorial de acompanhamento e dá outras providências. CENTRO NACIONAL DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS DA POPULAÇÃO EM DESABRIGAMENTO E CATADORES DE MATERIAIS RECICLADOS - CNDDH. População em situação de rua e direitos humanos na cidade do Rio de Janeiro: invisibilidade aos olhos da mídia.

O processo de organização política da população em situação de rua na cidade de São Paulo: limites e possibilidades de participação social. Seminário Nacional sobre População em Situação de Rua: Perspectivas e Políticas Públicas, Universidade São Carlos, São Paulo, 2008. Att, Vanilson Torres Movimento Nacional sobre População em Situação de Rua-MNPR no Rio Grande do Norte.

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Gráfico 2- Mulheres e Homens em situação de rua por raça/cor
Gráfico 1- Atividades Remuneradas para Sobrevivência
Gráfico 3- Múltiplas razões de estarem nas ruas
Gráfico 4- Alfabetização
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Referências

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Após a fase já descrita, analisamos como a principal rede social em atuação no Brasil, o Facebook, foi apropriada pelos senadores em busca da consolidação das narrativas em torno do