Fatores de risco e mecanismos de proteção para adolescentes do sexo feminino com transtornos mentais”, autoras, Cristiane Araújo. A quarta seção, intitulada “Gerenciando o estresse e outros fatores em diversas populações adultas”, apresenta três capítulos.
P ARTE 1
S EXUALIDADE E CORPOREIDADE
C ORPOREIDADE E 1 GÊNERO : RELAÇÕES
ENTRE HOMENS E MULHERES COM OS CUIDADOS COM A SAÚDE 1
4 Segundo Joan Scott (1995), o termo “relações de género” refere-se à forma como as culturas organizam hierarquias entre as pessoas com base no sexo. Nos humanos, a identidade de gênero se estabelece com a aquisição da linguagem e precede o reconhecimento da diferença anatômica entre os sexos.
I MAGEM CORPORAL 2 EM MULHERES
COM DEPRESSÃO
O objetivo do estudo foi investigar a percepção da imagem corporal por meio da Figure Rating Scale (FRS) e do Body Shape Questionnaire (BSQ) em mulheres em tratamento para depressão com uso de antidepressivos (Grupo com Depressão) e em mulheres que não fazem uso de antidepressivos. . (Grupo de comparação). O teste qui-quadrado calculado foi
S EXUALIDADE E VULNERABILIDADE 3
REFLEXÕES SOBRE A POLÍTICA DE REDUÇÃO DE DANOS 1
Ética e uso de drogas: uma contribuição da Ontologia Social para o campo da saúde pública e redução de danos. Aceitação de ações de redução de danos voltadas aos usuários de drogas: percepções e valores das equipes do PSF.
P ARTE 2
I NTERCORRÊNCIAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
E FEITOS DO 4 CHUMBO E DA
ESCOLARIDADE NO
DESENVOLVIMENTO INFANTIL 1
Nesse sentido, o objetivo do estudo foi analisar os efeitos do chumbo e da frequência escolar no desenvolvimento geral e em áreas específicas de crianças de quatro a cinco anos com níveis de chumbo acima de 10 µg/dl, e compará-los com crianças com um nível de chumbo abaixo de 10 µg/dl. 5 µg/dl, idade escolar, provenientes de circunstâncias socioeconómicas comparáveis. O estudo foi realizado com 49 crianças, entre quatro e cinco anos, com histórico de exposição ambiental ao chumbo e contaminação comprovada ou não por exames de sangue, divididas em dois grupos: Grupo 1: Grupo de Crianças Infectadas (GCC), composto por 33 crianças com níveis de chumbo no sangue superiores a 10 µg/dl, de ambos os sexos, divididas em dois subgrupos quanto à frequência escolar, crianças contaminadas com chumbo que frequentam o jardim de infância (GCC1) e 14 (29%) crianças. O desenvolvimento global, obtido a partir da soma de todas as áreas, das crianças do GCC1 (com níveis de chumbo superiores a 10 µg/dl e que frequentam o jardim de infância) foi comparado com o daquelas que não frequentam o jardim de infância (GCC2).
Também encontramos diferenças ao comparar o desenvolvimento do grupo de crianças contaminadas por chumbo com escolaridade (GCC1) e sem escolaridade (GCC2) nas cinco áreas avaliadas pelo IPO, conforme mostra a Figura 1. Comparando o desenvolvimento geral, foi descobriram que o GCC1, de crianças contaminadas pela escola, teve desempenho melhor que o esperado e um pouco melhor que o GCNC, não contaminado e contaminado pela escola. Confirmando as comparações anteriores entre os dois grupos de crianças expostas ao chumbo (GCC1 e GCC2) com o grupo das consideradas não contaminadas (GCNC) por meio do Teste Kruskal-Wallis, confirmamos os dados anteriormente mencionados como estatisticamente significativos, conforme mostra a Tabela 5.
Comportamento agressivo, vitimização e relações de amizade de crianças em idade escolar: fatores de risco e proteção. Avaliação do desenvolvimento geral em crianças de um a cinco anos contaminadas com chumbo.
H ABILIDADES SOCIAIS 5 DE IRMÃOS DE
CRIANÇAS COM T RANSTORNO DO E SPECTRO A UTÍSTICO 1
Gomes & Bosa (2004) não encontraram indicadores de estresse em irmãos de crianças com transtorno global do desenvolvimento (TID), em comparação com irmãos de crianças sem deficiência. Por outro lado, irmãos de indivíduos com a síndrome apresentaram autoconceito mais positivo e atribuíram a si próprios elevada competência social em comparação com irmãos de crianças com desenvolvimento normal. Eles observaram que os irmãos de indivíduos com TEA demonstraram menos intimidade, menos carinho e menos comportamento socialmente habilidoso em relação aos seus irmãos referentes em comparação com irmãos de indivíduos com SD e irmãos de crianças com problemas de desenvolvimento.
Nossa hipótese é que irmãos de indivíduos com transtornos de desenvolvimento se comportam menos socialmente do que irmãos de indivíduos com desenvolvimento típico, principalmente devido à má interação entre eles. Neste caso, mesmo os irmãos de referência do grupo 2 não podem apresentar qualquer tipo de deficiência. Num trabalho posterior, Kaminsky & Dewey (2002) também não encontraram risco aumentado de problemas de adaptação e solidão em irmãos de crianças com perturbações do espectro.
Porém, vale ressaltar que o fato de irmãos de pessoas com TEA terem obtido bons resultados no Inventário não significa que apresentem esses níveis de habilidades sociais na prática. Estresse e relações familiares na perspectiva de irmãos para pessoas com transtornos globais do desenvolvimento.
E STRESSE E BULLYING 6 EM CRIANÇAS
EM CONDIÇÃO DE SOBREPESO E OBESIDADE
Tal como acontece com outros “desvios” dos padrões socialmente aceites e valorizados, as crianças obesas podem ser vítimas de bullying, fenómeno definido por Fante (2005) como um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação clara, adoptadas por um ou mais estudantes contra outros, causando dor, angústia e sofrimento. Considera-se que experiências traumáticas de constrangimento, imbuídas de ansiedade e medo, são muitas vezes características de crianças vítimas de bullying, o que pode causar danos à identidade e aumentar o ciclo de feedback da ansiedade, que é um dos fatores existentes no etiologia compõem da obesidade. A entrevista com as crianças consistiu em um roteiro de perguntas abertas, elaborado pela pesquisadora, que teve como objetivo coletar dados referentes à convivência das crianças com seus colegas na escola, à ocorrência de bullying, às atitudes dos professores frente ao bullying, aos sentimentos e reações das crianças. vítima de bullying, experiências como perpetradores de bullying, avaliação pessoal de excesso de peso ou obesidade e opiniões sobre causas relacionadas à obesidade.
Em relação à saúde, 100% dos pais relataram que seus filhos, em geral, gozavam de boa saúde. Segundo informações dos pais, 20% das crianças apresentaram reação física agressiva diante de agressores, 20% apresentaram reação verbal agressiva, 20% não revelaram nada aos pais sobre o assunto, 13%. Na categoria crenças sobre a obesidade, foram investigadas as opiniões dos pais sobre as desvantagens da obesidade e suas causas.
Para análise dos dados das entrevistas foram utilizadas as seguintes categorias: pregação aos colegas, surgimento do bullying, atitudes dos professores frente ao bullying, sentimentos e reações das vítimas de bullying, experiências como perpetradores de bullying, avaliação. Relativamente à questão da perpetração do bullying, entrevistas com crianças revelaram que uma minoria (26%) relatou sofrer bullying com os seus pares na escola.
P ARTE 3
A DOLESCENTES : MATERNIDADE ,
RISCOS E PROTEÇÃO
G RAVIDEZ E MATERNIDADE 7 NA ADOLESCÊNCIA 1
O estudo apresentado neste capítulo investigou as consequências da gravidez e da maternidade na adolescência e as mudanças decorrentes dessa experiência, segundo a percepção dos adolescentes e de seus parceiros ou mães. Refletem também sobre a iniciação sexual das jovens, o uso de anticoncepcionais, os motivos da gravidez na adolescência, as reações iniciais à notícia da gravidez, a experiência do parto e as mudanças que dele decorrem. deste evento. De acordo com os motivos da gravidez na adolescência, as respostas foram classificadas em três categorias: 1) queria ter filho;
A Tabela 1 apresenta a frequência de respostas das adolescentes, de suas mães e de seus parceiros, classificadas de acordo com os motivos da gravidez. A Tabela 2 apresenta uma classificação geral das reações iniciais dos adolescentes, parceiros e mães ao saberem da gravidez. Podemos constatar que a maioria das jovens e mães reagiram mal à notícia da gravidez.
Contudo, também foram apontados outros motivos para a ocorrência da gravidez na adolescência, tais como: o desejo da adolescente por um filho; o parceiro não aceita o uso de camisinha; pensar que a gravidez não ocorreria; falta de preservativo no momento; e uso inadequado de métodos contraceptivos. Catharino & Giffin, 2002) descreveram motivos para ocorrência de gravidez na adolescência semelhantes aos encontrados neste estudo.
M ÃES ADOLESCENTES 8
DESENHANDO E FALANDO SOBRE SUAS INTERAÇÕES FAMILIARES
Para investigar tais dimensões de interação com dez mães adolescentes, foram utilizados instrumentos de pesquisa como o Family Drawing Test (Corman, 1979; Retondo, 2000), adaptado de Valle (2000) – Family Color Drawing Test (TDCF), e um questionário complementar ao test , com a abordagem sistêmica que sustenta a presente investigação, ajuda a compreender as dimensões interacionais que regem a dinâmica familiar desses participantes. São raros os estudos que focam a dinâmica familiar de mães adolescentes que utilizam o TDCF, mas existem vários estudos que têm utilizado este instrumento com diferentes populações para tentar compreender as dimensões interacionais. Todo contexto familiar que se depara com estímulos externos a ponto de desestabilizá-lo merece ser analisado, como é o caso atual: o interesse em pesquisas com a população de mães adolescentes.
Conforme já descrito, foram utilizados os seguintes instrumentos para examinar as dimensões de interação com as dez mães adolescentes: a) o Family Design Test (Corman, 1979; Retondo, 2000), adaptado de Valle (2000) – TDCF; b) um questionário complementar à prova. Essa dimensão interacional apareceu apenas para uma das participantes (P8), que relatou “medo” de deixar o bebê com algum subsistema familiar: “Tenho medo que alguém bata nela ou a julgue”. A integração parece não ser gratificante, especialmente para as mães adolescentes que permaneceram ligadas à sua família de origem.
Não foram encontrados estudos que utilizassem métodos de pesquisa com a mesma população de mães adolescentes para comparar os dados obtidos. A dinâmica familiar das mães adolescentes participantes deste estudo envolve conflitos na relação com o bebê, dificuldades de aceitação da maternidade devido à interferência de outros membros na relação mãe-bebê, relações conflituosas com o companheiro para quem formou um novo família. sistema e, além disso, dificuldades em acrescentar novos papéis à sua nova situação como mãe.
F ATORES 9 DE RISCO E
MECANISMOS DE PROTEÇÃO EM ADOLESCENTES DO SEXO FEMININO
COM TRANSTORNO MENTAL 1
Neste sentido, para que as situações de risco não causem grande vulnerabilidade ao indivíduo, devem desenvolver mecanismos de proteção para responder adequadamente a essas situações. Segundo Trombeta & Guzzo (2002), a maioria dos pesquisadores divide os mecanismos de proteção em três grandes grupos de circunstâncias: fatores individuais, familiares e ambientais. Alguns fatores de risco na história do indivíduo foram associados por Andrade et al. idem) para o desenvolvimento da depressão.
Os fatores de risco e mecanismos de proteção apresentados na Tabela 1 foram identificados através das histórias de vida dos participantes. Mecanismos de proteção Recursos escolares, sociais e cognitivos; participação em diversas atividades; expressão de sentimentos; Rutter (1979) e Garmezy (1987) enfatizam a escola e as responsabilidades a ela vinculadas como facilitadoras no desenvolvimento de mecanismos de proteção.
Fatores de risco e mecanismos de proteção puderam ser identificados nas histórias de desenvolvimento relatadas pelos jovens entrevistados, discutidas em categorias familiares, sociais e pessoais semelhantes às da literatura. Quantitativamente, os fatores de risco superaram os mecanismos de proteção encontrados nas histórias de vida relatadas.
P ARTE 4
M ANEJO DE ESTRESSE E OUTROS
FATORES EM DIFERENTES POPULAÇÕES ADULTAS
E STRESSE , HABILIDADES 10 SOCIAIS E
DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES EM UNIVERSITÁRIOS